quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Primeiro dia de eleições do SINDSERV em São Vicente-SP tem atropelamento e agressão física

Os servidores municipais de São Vicente-SP estão tentando escolher a sua nova direção sindical nesses dias 18 e 19 (Quinta e Sexta). Duas chapas estão disputando as eleições: A chapa 1 como situação e a chapa 2 como oposição.

A atual direção do SINDSERV de São Vicente (chapa 1)  é composta por pelegos que estão no controle da máquina há mais de vinte anos. Durante todo esse tempo na direção do Sindicato, a atual gestão deixou bem claro que não está comprometida com os interesses dos trabalhadores, inclusive alguns membros da Diretoria têm cargos de confiança na prefeitura, o que é um absurdo por se tratar de um sindicato de servidores municipais.

A chapa 2 (oposição), composta por servidores que estão cansados da falta de combatividade da atual gestão, tem o apoio da Unidade  Classista.

Tentativa de Golpe

Para garantir a vitória (de forma desonesta), a atual direção do SINDSERV-SV fez algumas mudanças tendenciosas no estatuto, a mais absurda delas se dá no artigo 84, onde fica estabelecido que as mesas coletoras serão indicadas pelo presidente do sindicato, com isso, a chapa 2 ficou impossibilitada de indicar mesários nas eleições (o que é extremamente anti-democrático). Além disso os fiscais da chapa 2 foram proibidos de acompanhar as urnas intinerantes nos carros oficiais do sindicato, tendo que fazer a fiscalização com veículos próprios.

Primeiro dia de eleições: Tensão

Com a intenção de dificultar ainda mais o trabalho dos fiscais da oposição, um dos carros que transportava uma das urnas tentou sair do sindicato às pressas para impossibilitar que o fiscal da chapa 2 acompanhasse a urna. Essa ação gerou revolta entre os servidores presentes no local, que iniciaram um protesto, mas o motorista acelerou contra os trabalhadores, arrastando um deles em cima do carro pelo quarteirão inteiro. Não satisfeitos com o atropelamento, cerca de 10 seguranças, contratados pela atual gestão do sindicato, agrediram o servidor de forma covarde. Confira as cenas lamentáveis no vídeo abaixo.


As mudanças tendenciosas no estatuto, que garantem que pessoas indicadas pela atual gestão fiquem sozinhas com as urnas, além da truculência dos seguranças contratados por eles, mostra que a atual direção/Chapa 1 demonstra que é capaz de todos os meios para perpetuar-se no controle do Sindicato dos Servidores Municipais de São Vicente. Mas se depender da disposição para lutar da Chapa 2 e de seus apoiadores, o movimento de oposição não vai arrefecer e seguirá cada vez mais forte, até a vitória. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CONJUNTURA E BALANÇO DA GREVE DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO ESTADUAL DO RJ

(COMITÊ DE EDUCAÇÃO DA UNIDADE CLASSISTA – RJ )

Em assembleia no dia 26/07 a categoria decidiu pela suspensão da greve. Foto de Rafael Gonzaga.





CONJUNTURA NACIONAL E CALAMIDADE OLÍMPICA NO RJ

A conjuntura mudou bastante entre 2015 e 2016. O impacto da crise capitalista internacional estreitou a margem para a conciliação de classes levada a cabo pelo PT desde 2003. Preocupado em manter a confiança da burguesia, o governo federal procurou mostrar-se capaz de implementar a agenda conservadora.
Porém a classe dominante queria mais velocidade e força nos ataques aos direitos dos trabalhadores. Assim, utilizou-se de todo tipo de manobras judiciais, midiáticas e parlamentares para descartar Dilma, já desgastada por conduzir o país no sentido oposto de sua campanha eleitoral.
Buscando aproveitar o clima de crise para aumentar a exploração, destruir os serviços públicos, ampliar as privatizações e eliminar direitos trabalhistas básicos, o empresariado emplacou, com a ajuda decisiva dos governantes a seu serviço, uma verdadeira ofensiva conhecida como ajuste fiscal.
Controlado há muito tempo pelo PMDB, maior facção criminosa do Brasil e "novo" operador direto da ofensiva burguesa em nível federal com o ilegítimo Michel Temer, o Rio de Janeiro vem sendo um dos estados mais afetados. Pezão e Dornelles estrangularam a saúde e a educação, oferecendo calamidade à população enquanto mantinham benesses fiscais a grandes empresas e gastos com as Olimpíadas. Além disso, enviaram para a ALERJ uma cesta de propostas draconianas contra os servidores públicos.

O SEPE E A RESISTÊNCIA DOS TRABALHADORES

Honrando sua tradição combativa, o SEPE/ RJ assumiu mais uma vez um papel fundamental na resistência ao desmonte da educação e do serviço público como um todo. No dia 20/02, a maioria da categoria derrotou a proposta de ficar a reboque do MUSPE, apontando a deflagração da greve no mês seguinte.
Corretamente, a partir da decisão da base, o SEPE fez inúmeros esforços pela unificação das lutas dos servidores estaduais, porém sem abrir mão da sua autonomia face aos pelegos, como a atual diretoria do SINDJUSTIÇA-RJ. A realidade mostrou a importância dessa unidade em alguns momentos e seus limites em outros. A justa política traçada pelos profissionais da rede estadual de educação foi muito importante para lutar e obter, junto a outras categorias, vitórias significativas.

GREVE 2016: UM MOVIMENTO VITORIOSO

Profundamente afetados pela política do governo estadual, os estudantes também se levantaram, realizando um belíssimo movimento de ocupação das escolas. Respeitadas as especificidades e a autonomia entre docentes e discentes, a greve foi além das questões corporativas, contribuindo para dinamizar um amplo movimento unitário em defesa da educação pública, envolvendo as comunidades escolares e com forte protagonismo estudantil.
Nesse contexto, o governo foi obrigado a recuar, retirando da pauta legislativa fluminense a contrarreforma da previdência e outros projetos envolvendo golpes às carreiras do funcionalismo. Além disso, a volta das eleições para as direções das unidades escolares, 30 horas para funcionários administrativos, 2 tempos para Filosofia e Sociologia, fim do SAERJ, liberação das licenças especiais, abono de greves anteriores e descentralização da perícia médica são conquistas emblemáticas do movimento de 2016, que derrubou dois secretários de Estado.
Apesar da guerra psicológica e da repressão, a categoria não se intimidou. Deste modo, seguiu firme e derrotou nas assembleias as propostas de judicializar o fim da greve, apresentadas como "iniciativa pela conciliação". Sabendo avaliar a correlação de forças, a base não alimentou ilusões no TJ e não abriu mão de decidir o momento adequado para suspender a greve. Assim, garantimos ainda o combate à ameaça de demissões que pairava na votação da LDO de 2017.
A greve não conquistou todas as reivindicações. Todavia, considerando a conjuntura (o que nem todos tem como hábito), o saldo do movimento foi muito positivo: primeiramente, barrando duros retrocessos e colocando os profissionais da educação do RJ na vanguarda da resistência ao ajuste fiscal, em defesa do serviço público; segundo, conquistando reivindicações históricas da categoria.

"DEPRESSÃO PÓS GREVE": CONSEQUÊNCIA INEVITÁVEL DA DESPOLITIZAÇÃO

Diferentemente de greves anteriores, em 2016 a categoria travou intensos debates no que tange à metodologia de reposição das aulas e ao calendário letivo. Foram discussões muito ricas, culminando em encaminhamentos avançados. Porém, paralelamente ao refluxo gradual do movimento, esta polêmica foi adquirindo ares de centralidade enquanto era esvaziada dos aspectos políticos presentes em sua origem, bem como apartada do debate mais amplo sobre a conjuntura, o balanço da greve e a continuidade da luta.
O resultado não poderia ser diferente: a assembleia de 05/8, na ABI, foi um palco de picuinhas e histeria. Justamente em um momento no qual precisávamos sair fortalecidos da greve, preparados para cobrar a implementação das conquistas, evitar a reposição punitiva e burocrática e continuar enfrentando a agenda nacional de contrarreforma trabalhista e previdenciária.

DEDO NA FERIDA: CONCEPÇÕES SINDICAIS

Esse processo remete a um debate mais profundo sobre concepção sindical. Qual é o papel do sindicato? Quais são as potencialidades e os limites de uma greve? Como deve agir a direção? Cada corrente organizada no interior do SEPE teria respostas diferentes. A prática tem revelado o funcionamento de pelo menos três grandes campos:

- Lógica cutista: Dez anos se completam desde que o SEPE rompeu com a CUT. Porém, isso não impede que parte da direção do sindicato mantenha em vários aspectos uma prática alinhada às concepções sindicais cutistas. Esse campo consegue entender a consciência média da categoria e busca reproduzi-la de forma mais sofisticada, adquirindo um eleitorado sólido. Tensionam o sindicato para uma linha de combatividade corporativista e parceria conflitiva com o Estado.

- Sindicalismo pseudorrevolucionário: Este campo caracteriza-se por desprezar a consciência média da categoria, apresentando sempre propostas “radicais” independentemente da correlação de forças. Por vezes alimentam a ilusão de que a greve da educação pode derrubar governos em qualquer conjuntura e esse deve ser o objetivo do movimento. Essas políticas costumam conduzir à derrota, enfraquecendo a organização da categoria e seu vínculo com o sindicato.

- Sindicalismo classista: Este campo avalia e leva em consideração a consciência média da categoria. Mas não para reiterá-la e sim para dialogar na perspectiva do avanço. Busca articular as demandas específicas da categoria com as demandas gerais da classe trabalhadora, sem atropelar a autonomia de cada movimento. Apesar de entender os limites das greves e as especificidades da categoria, não encaram o sindicato como um fim em si mesmo. Pressupondo que os problemas dos trabalhadores não terão solução definitiva com reformas no capitalismo, concebe o sindicato como uma importante ferramenta de mediação entre a luta imediata e a luta revolucionária.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lançamento do jornal da oposição sindical do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo

Fonte:http://csunidadeclassistasp.blogspot.com.br/2016/08/em-22-de-julho-de-2016-o-coletivo.html

Em 22 de julho de 2016 o coletivo "Servidores em Luta", oposição a atual direção do SINDSEP São Paulo, realizou o lançamento de seu primeiro jornal reunindo dezenas de servidores e militantes em atividade cultural no Sindicato dos Radialistas no centro da capital.
O jornal aborda, entre diversos assuntos, os resultados imediatos das seguidas derrotas das campanhas salariais, asim como presta apoio à luta dos aprovados e não convocados do concurso da Prefeitura. No evento, bem como no jornal, foram apontadas as condições do surgimento da oposição através do entendimento de que o sindicato deve ser um dos principais instrumentos da classe trabalhadora para sua organização e luta pelos seus direitos; ao contrário da atuação conciliadora e fisiologista da CUT, que dirige o sindicato, no tratamento das pautas da categoria, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora, agindo de forma a burocratizar e aparelhar a máquina sindical.

TODO O APOIO À LUTA CLASSISTA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE SÃO PAULO!
 
 
COORDENAÇÃO DA UNIDADE CLASSISTA SÃO PAULO
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PL 257 que ataca os servidores deverá ser votado essa semana

Via SEPE/RJ 
Disponível em http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=7299 



O presidente damara de Deputados em Brasília, Rodrigo Maia (DEM), confirmou que irá votar a partir dessa semana (1º de agosto) o famigerado PLP 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores. Entre as medidas está a impossibilidade de governadores concederem reajustes salariais no prazo mínimo de dois anos.

Embora o PL 4.567, que trata da privatização da exploração de petróleo na camada Pré-sal, não conste até o momento na pauta damara, é bem provável que ele também seja votado na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado concomitantemente ao do PLP 257, na última semana antes do recesso parlamentar.

Será apresentado na segunda-feira um substitutivo ao texto do PL 257 que poderá receber emendas de plenário. É pouco provável que a matéria seja votada logo nesta segunda-feira devido à falta de quórum, mas não se pode descartar tal possibilidade em razão de se tratar da primeira semana de trabalho efetivo do novo presidente.

É importante lembrar que o projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal.

Eis alguns pontos da proposta que comprovam o tamanho da ameaça aos servidores e o serviço público:

Congelar aumentos ou ajustes de remuneração;

Suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas Empresas Estatais;

Reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento;

Contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal;

Transferir bens e participações acionárias dos Estados para a União, que fará a alienação, ou, privatização.



Leia aqui a matéria no site da Câmara em que Maia confirma a apreciação.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Call Center rico Operador pobre: As Demissões na central de teleatendimento TIM





Nota unificada da Unidade Classista (UC) e União da Juventude Comunista (UJC) de Pernambuco


 
 A empresa de telefonia TIM mantinha em Pernambuco uma central de teleatendimento próprio, no município de Jaboatão dos Guararapes, empregando cerca de 1.200 trabalhadores/as. Há algum tempo já existiam os rumores da extinção da central, o que resultaria assim numa demissão em massa. Na data de hoje (08/07/16) a TIM anunciou que encerraria as atividades dessa central de teleatendimento.

O discurso da empresa é “reorganização em suas atividades de atendimento ao consumidor” e que “todo o processo foi conduzido com a máxima responsabilidade perante nossos funcionários, em diálogo contínuo com os sindicatos”, conforme veiculado na mídia[1]. Ainda na mesma matéria fala-se que a partir de então “o teleatendimento ao cliente da TIM será feito por três empresas (AeC, AlmavivA e TMKT). A companhia conta ainda com call centers próprios no Rio de Janeiro e em Santo André (SP)”.
            Vivemos em um cenário de crescentes ataques à classe trabalhadora. O caso da TIM é um exemplo das relações e condições de trabalho a que nossos jovens (maior parte dos trabalhadores de call center) estão expostos/as. Fica claro o agravamento da precarização de trabalho (através da terceirização do serviço[2]) e descartabilidade (demissão) dos/as trabalhadores/as, além de se utilizar dos diálogos com as entidades sindicais como movimento legitimador da demissão em massa.

sábado, 2 de julho de 2016

Abaixo as agressões físicas e mentiras da diretoria da APEOC

Movimento de Oposição Sindical
Rede de Zonais





Moção de Repúdio à diretoria do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (APEOC).

Todo apoio aos professores e estudantes em greve!

Os professores da Educação Básica do Estado do Ceará estão em greve desde o dia 25 de abril contra a intransigência do governo Camilo Santana (PT). Depois de seis meses da data base da categoria, prevista para janeiro, os professores receberam, no dia 06 de junho, o ultimato de ZERO reajuste salarial e ainda passaram a sofrer ameaças de corte de salários, punições administrativas e suspensão das férias.
No dia 27 de junho foi convocada mais uma assembleia da categoria para discutir os rumos do movimento diante dos ataques e ameaças de Camilo Santana. Ao chegarem ao Ginásio da Parangaba, em Fortaleza, os professores se depararam com um aparato repressivo composto por sessenta bate-paus contratados e orientados pela diretoria do sindicato para provocar professores de base e estudantes presentes à assembleia.
A diretoria da APEOC proibiu dezenas de estudantes, que desde o início apoiaram a greve e estão à frente da ocupação de mais de sessenta escolas em todo o Estado do Ceará, de entrarem pacificamente no local da assembleia. Isso é ainda mais absurdo, considerando que desde o início da greve, vem sendo garantido espaço para os estudantes nas assembleias de professores, inclusive com direito a fala.
Enquanto alguns professores tentavam negociar a entrada dos estudantes, dezenas de seguranças foram postados na frente dos portões do ginásio. Neste momento, os estudantes, começaram a pular espontaneamente os portões, sendo recebidos a socos e pontapés pelos seguranças. Pelo menos quatro menores de idade ficaram feridos.
Vários professores tentaram impedir que os seguranças continuassem espancando os estudantes, mas também foram agredidos. Um professor, que tem mais de setenta anos, levou uma tapa. Uma professora teve um dedo quebrado. E outro professor teve os óculos quebrados e o rosto traumatizado por socos.
Independentemente da ação intempestiva dos estudantes, que antes de pular o muro soltaram rojões fora do ginásio, é inadmissível que uma assembleia de professores seja cercada de dezenas de capangas com ordem expressa de intimidar e agredir estudantes e professores de base.
Para a diretoria da APEOC, os estudantes são marginais a serviço de uma suposta conspiração da oposição para agredir a diretoria da APEOC e os professores contrários à continuidade da greve. As notas emitidas pela CNTE e pela CUT sobre o episódio reproduzem esta mentira deslavada. Mas os fatos não mentem: nenhum dirigente sindical ou professor contrário à greve foi agredido.
O Movimento de Oposição Sindical e a Rede de Zonais dos Professores em Greve encaminharam os professores e estudantes agredidos para registrarem Boletim de Ocorrência e realizarem Exame de Corpo e Delito. Também buscaram apoio da Defensoria Pública e do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA) para dar encaminhamento à denúncia jurídica contra a diretoria da APEOC.
Esse lamentável episódio não pode passar em brancas nuvens! Não podemos tolerar que a diretoria de um sindicato de professores mande bater em estudantes menores de idade e em professores de base!
Reivindicamos que o movimento sindical, estudantil e popular do Brasil, da América Latina e de todo o mundo se pronunciem enviando moções de repúdio ao Sindicato APEOC, com cópia para o Movimento de Oposição Sindical (MOS), Defensoria Pública do Estado do Ceará e CEDECA-CE.
A greve continua! Camilo, a culpa é sua!
Responsabilização política e jurídica da diretoria da APEOC pelas agressões físicas!
Fora os capangas da APEOC das assembleias dos professores!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nota da UNIDADE CLASSISTA da Baixada Santista sobre a greve de professores em Cubatão



Os professores da rede municipal da cidade de Cubatão, litoral de São Paulo, um dos polos industriais mais importantes do Estado e do país, têm sofrido uma série de ataques da prefeitura comandada pelo PT, encabeçada por Márcia Rosa de Mendonça Silva, ex-militante da Apeoesp e atual prefeita.
Esses ataques, intensificados no ano de 2016, incluem atraso no pagamento de salários dos trabalhadores da ativa e principalmente dos aposentados, corte do programa Cartão Servidor (um abono em forma de crédito a ser gasto no comércio da cidade), atraso no pagamento de benefícios como vale transporte e refeição, o não-repasse da contrapartida patronal à Caixa de Previdência, praticamente inviabilizando o plano de saúde da categoria e a frustração da negociação por reajuste salarial para recomposição das perdas inflacionárias do último ano. Além disso, no mês de maio, a secretaria de educação, cujo secretário é o conhecido ex-advogado da Apeoesp Cesar Pimentel, editou uma resolução que pretende “disciplinar” as faltas de professores. Os termos dessa “disciplina” do secretário Cesar Pimentel incluem perda de pontos na classificação para escolha de aulas (0,05 ponto por dia trabalhado e perda de 0,10 ponto por dia de falta), triagem das licenças médicas a ser realizada pelo próprio secretário, remoção ex-ofício para licenças médicas superiores a 15 dias, perda de carga suplementar para licenças superiores a 15 dias sem garantia de reatribuição, abertura de processo administrativo com vistas à demissão para licenças médicas mais longas.
Por fim, uma “denúncia anônima” foi oficializada ao Ministério Público a respeito do pagamento supostamente inconstitucional realizado pela prefeitura da gratificação de nível superior a cargos cujo pré-requisito para atuação é o próprio nível superior, tais como professores, médicos, advogados e engenheiros. O Ministério Público acionou a prefeitura e tudo indica que esta terá de pagar a gratificação. No salário líquido, a perda da gratificação representará uma redução salarial próxima de 50%. Diante de todos esses ataques, os professores de Cubatão não tiveram outra alternativa senão iniciar sua greve no último dia 14/06, terça-feira.
A pauta de reivindicações consiste em: resgate da assistência médica da Caixa de Previdência, recomposição salarial de 4,2% (relativa à inflação de 2016, por causa do ano eleitoral); incorporação do valor do Cartão Servidor (R$ 500,00) ao salário; incorporação da gratificação de nível ao salário e revogação da resolução punitiva às faltas, sendo que estes dois últimos itens não implicam um centavo sequer de aumento de gastos aos cofres da prefeitura. 
Nestes dias de greve, os professores alcançaram êxito em mobilizar praticamente toda a categoria, impactando as aulas na cidade em sua totalidade. Denunciaram a política irresponsável da prefeitura e do secretário de educação, conquistando o apoio da comunidade e agregando a participação de pais, mães e alunos nas manifestações. Construíram um movimento unitário junto a outras categorias do serviço público cubatense, trabalhadores terceirizados do hospital municipal e vigilantes patrimoniais, que estão numa situação dramática, com meses de atraso em salário e parcelamento de salários e benefícios. Até os comerciantes da cidade integraram as movimentações, tendo em vista o calote recebido da prefeitura no repasse dos valores devidos àqueles referentes ao programa Cartão Servidor. Amplas manifestações de massas ocuparam as ruas e o barulho ensurdecedor da reivindicação justa denunciou veementemente a política de terra-arrasada praticada pela administração do PT.

Prefeitura chegou a inclusive passar por
cima do movimento, dizendo que haveria
aulas e negando a, causando um caos nos
planejamentos das famílias e promovendo
uma verdadeira guerra de informações.
Por sua parte, a prefeitura negou-se a negociar com os professores grevistas e trabalhou intensamente para deslegitimar e colocar o movimento na ilegalidade. A jogada final, orquestrada pelo secretário Cesar Pimentel, foi uma liminar conseguida no TJ-SP na última sexta-feira de noite, que determina que 90% da categoria volte ao trabalho sob pena de multas diárias ao sindicato da categoria. Em vez de procurar resolver os graves problemas a que a categoria está exposta, a administração Márcia Rosa/Cesar Pimentel preferiu derrotar judicialmente os professores, utilizando-se do poder judiciário para atacar o direito de greve desses trabalhadores. 
A Unidade Classista da Baixada Santista denuncia esta prática nojenta, própria dos traidores da classe trabalhadora, empreendida por ex-militantes do maior sindicato de professores da América Latina contra sua própria categoria! Pedimos a todas as forças políticas consequentes do campo dos trabalhadores que nos auxiliem nessa tarefa de denúncia, distribuindo essa nota em suas listas de e-mails, redes sociais e nas assembleias de todos os sindicatos ligados ao magistério no Brasil. Os traidores dos professores têm nome na cidade de Cubatão: Cesar Pimentel e Márcia Rosa! 

UNIDADE CLASSISTA - NÚCLEO BAIXADA SANTISTA