sábado, 24 de setembro de 2016

Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações das Centrais no CE

UC
Em Fortaleza foi realizado a paralisação das centrais 
sindicais na luta contra os ataques do governo Temer

Durante a paralisação nacional das centrais sindicais, em Fortaleza foi realizado um ato na Praça do Carmo, com a presença das centrais CUT, CSP Conlutas e CTB, bem como de sindicatos das categorias da educação, saúde, bancários e construção civil, além dos partidos e organizações políticas (PSOL, PCB, PSTU, MAIS), todos unificados na pauta de luta pela manutenção dos direitos dos trabalhadores.

O ato foi realizado pela manhã, com a presença das diretorias sindicais e da base de trabalhadores da construção civil, da educação e da saúde. Confira nos vídeos abaixo as falas do PCB e da Unidade Classista.







segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Greves em tempos de crise: inconsequência?

Temos visto recentemente, com maior periodicidade em alguns meios de comunicação, patrões, representantes de governos e alguns jornalistas tentando incutir na opinião pública a ideia de que, em momentos de crise econômica, as greves e outras formas de luta dos trabalhadores são algo inconsequente e prejudicial a todos.
Esta fração da sociedade, ao fazer isto, tenta impor sua visão de mundo aos demais setores, com o objetivo de criar uma espécie de consenso para que todos, principalmente os trabalhadores, acreditem na mentira de que vivemos em uma sociedade onde patrões, governos e trabalhadores têm os mesmos interesses e que, durante as crises econômicas, próprias do modo de produção capitalista, todos são atingidos da mesma forma e com a mesma intensidade. Com base nesta tese, “todos” deveriam buscar a conciliação e evitar o conflito.
Tal posição tem, como único objetivo, constranger os trabalhadores, principalmente aqueles que, por falta de informação e formação, ainda não compreendem como funciona uma sociedade dividida em classes sociais, com interesses antagônicos, como a nossa, e quem representam os governos derivados deste tipo de sociedade.
Ao concordamos acriticamente com o discurso da conciliação de classes, colocamo-nos em uma posição cada vez mais desvantajosa em relação aos patrões, e abrimos caminho para a consolidação de suas políticas e de sua ideologia. As crises são próprias do capitalista, pois a produção, neste tipo de sociedade, é realizada sem planejamento, de forma anárquica; portanto, as crises são mais do que previsíveis, elas são próprias do sistema. De tempos em tempos, necessariamente ocorrerão, e os patrões e governos as utilizarão como álibi para contenção de nossas lutas por melhores condições de trabalho, salários e direitos, apostando em nosso desconhecimento e em nossos medos.
Ao olharmos para a história, principal fonte de conhecimento, descobrimos que as respostas dos patrões, durante estes momentos, continuam as mesmas: demissões, rebaixamento dos salários, intensificação do trabalho e, em muitos casos, a guerra. E quanto aos governos? Bem, em relação a eles, temos que fazer sempre a seguinte pergunta: quem os governos, em uma sociedade dividida em classes sociais, representam? Se representassem os trabalhadores, impediriam o desemprego, o rebaixamento de salários, a intensificação do trabalho e a guerra.
Não é à toa que, em tempos de crise, organizemos mais greves e mais manifestações, pois é justamente, nestes tempos, que os patrões e seus governos nos deixam claro que vivemos em uma sociedade com interesses antagônicos: demitindo, intensificando o trabalho, retirando direitos e reduzindo salários, em nome da manutenção de suas taxas de lucro e de seus interesses privados.
Sendo assim, a partir do nosso dia a dia, dos diversos ataques aos nossos direitos, das péssimas condições de trabalho, da ampliação das taxas de desemprego e da redução de nossos salários, é preciso que fique claro para todos e, principalmente para nós, trabalhadores, que as greves em tempos de crise são, lamentavelmente, necessárias.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

22 e 29/09 - Unir as Lutas para Emancipar a Classe!

UC-Nacional

Contra os ataques do capital, construir a Greve Geral!
Militantes Classista nas manifestações em 13/09/16 em Brasília

Na ocasião de sua posse, o presidente usurpador Michel Temer, destacou que vai "modernizar as leis trabalhistas, para garantir os atuais e gerar novos empregos”. E como já era de se esperar, o projeto de (contra) reforma trabalhista sinalizado é uma clara mostra de compromisso com os interesses econômicos e políticos dos grupos monopolistas (nacional e internacional), com destaque para a sua fração dominante, os banqueiros. 

O cenário que vamos enfrentar nos próximos anos é de risco real de retrocesso nos direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora. O que querem as elites e seu governo “puro sangue” é que as relações de exploração de trabalho voltem aos níveis de antes da década de 40 do século passado, mais precisamente antes da CLT. Não é à toa que o Ministro do Trabalho de Temer, Ronaldo Nogueira (Deputado Federal do PTB-RS e pastor da Assembleia de Deus, indicado pelo presidente do PTB, o ex-Deputado Roberto Jeferson), tem defendido abertamente a tese do “negociado prevalecer sobre o legislado”, terceirizações ilimitadas, jornadas diárias de 12 horas, dentre outros.

Diante de acintosas declarações, as principais centrais sindicais do Brasil, em reunião na última sexta (9), decidiram convocar um Dia Nacional de Mobilização com paralisações, passeatas e marchas em todos os estados. Porém, não se tem uma clareza do que querem, para além, de se dizerem resistentes aos desmontes dos direitos trabalhistas. Há aquelas que apoiam o governo ilegítimo (Força Sindical, UGT, NCST) e dizem esperar que o governo “cumpra os compromissos assumidos”, só não dizem qual foi este compromisso, e aquelas antes governistas (CUT e CTB, que atuaram como contentoras da luta na última década), se dividem em um “esquenta na construção da greve geral” e a palavra de ordem “Diretas já”.

Para a Unidade Classista, as lutas contra o ajuste e as medidas que atacam diretamente os direitos dos trabalhadores e ameaçam a nossa existência imediata e futura, necessariamente devem se articular com a construção de uma Greve Geral no Brasil. Desta maneira estaríamos não apenas criando as condições efetivas para o enfrentamento aos ataques em curso, como para possível reorganização de uma consciência de classe dos trabalhadores, e diminuiríamos o espaço que o conservadorismo logrou impor aos trabalhadores. 

Estamos entrando numa época de intensos confrontos sociais e manifestações sindicais, em meio a crises econômicas e políticas. Porém, acreditar que a crise seja a “fragilização do capitalismo” e, por conseguinte, um “empoderamento da classe” (seja lá o que isto signifique), é superficial e equivocado. 

A crise capitalista e seus efeitos se revertem trágica e imediatamente sobre a classe trabalhadora: nas condições objetivas trazem o aumento do desemprego e a pauperização a ele associado (ampliação do Exercito Industrial de Reserva); o acirramento da exploração capitalista visando retomar e/ou ampliar as formas de extração de mais-valia (da absoluta, com aumento da jornada de trabalho, da idade mínima de aposentadoria, do trabalho escravo, rebaixamento dos salários etc., e da relativa, ampliando a intensidade de trabalho través das chamadas reestruturações produtivas), eufemisticamente ecoado nas grandes mídias como “aumento da capacidade produtiva do país”.

As crises ainda impactam a correlação de forças Capital X Trabalho, justamente a favor do primeiro, visto que os efeitos subjetivos sobre os trabalhadores são de maior inibição e submissão de suas lutas, contribuindo até para gerar melhores condições para implementação dos ajustes e das (contra)reformas estruturais necessárias ao interesse do Capital.

Há ainda que se considerar que da última década do século XX até os dias atuais, período de vigência econômico-político do neoliberalismo no Brasil, consolidou-se na sociedade uma nova base ideológica: o culto de um subjetivismo e de um ideário fragmentador que faz apologia de um individualismo exacerbado, em detrimento as formas de solidariedade e de atuação coletiva e social. A fragmentação opera refrações organizativas na classe trabalhadora e pode levar, especialmente em conjuntura de crise, a formas corporativas de organização e a exclusão de um grande número de trabalhadores da representação sindical.

Considerando o mesmo período observamos uma redução significativa dos indicadores nos números de greves, entendendo estas como mobilizações da classe trabalhadora. Segundo DIEESE, das quase 4000 greves de 1989 passamos a patamares médios de cerca de 700 greves anuais, nos anos de 1990. Em 2004, perto de 300 greves em média e nos anos seguintes, até 2007. Vale lembrar que a última Greve Geral brasileira, foi organizada conjuntamente pela CUT e CGT, a paralisação nacional e geral das atividades foi nos dias 14 e 15 de março de 89, e mobilizou 35 milhões de trabalhadores em todo o Brasil (cerca de 70% da população economicamente ativa) contra a política econômica do Plano Verão e pelo congelamento de preços. A paralisação expressou de forma inequívoca o repúdio dos trabalhadores e da população à política econômica do governo Sarney.

Por isto cremos que as várias manifestações e protestos, por mais justas e aguerridas que sejam, não têm a força necessária para impor uma derrota a avalanche de ataques que estão na pauta do congresso nacional. Somente com a construção da recusa dos trabalhadores, em greve geral, teremos chance de barrar os ataques e abrir um novo ciclo, sob a retomada da iniciativa dos trabalhadores redescobrindo sua força.

Assim, o resultado, muito além da eventual vitória barrando uma ou outra medida, é a criação das condições políticas que tornem possível que os indivíduos de nossa classe se sintam parte de algo maior e que lhes forneçam as condições para as escolhas capazes de enfrentar a barbárie e voltar a sonhar com um futuro emancipado, um futuro socialista.

E para além de unificarmos as marchas, as campanhas e as ações de resistência, também apontamos para a necessidade do movimento sindical, dos movimentos populares e classistas convergirem em um grande diálogo nacional, um novo Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), para a construção de uma plataforma política comum, capaz de potencializar a reorganização do “bloco histórico do proletariado brasileiro” para além da pauta de resistência, unificando as lutas contra o capitalismo e o imperialismo.

Neste sentido, sem qualquer aceno a saídas ilusórias e acordos institucionais, é que nós, da Unidade Classista, convocamos nossos militantes, amigos e simpatizantes, a somarmos forças aos dias 22/09 - (Dia Nacional de Mobilizações) e 29/09 – (Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos), e nos fazermos presentes nas greves, paralisações e manifestações que ocorrerão por todo o país.

UNIR AS LUTAS PARA EMANCIPAR A CLASSE!

UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

GREVE GERAL DE 180 MILHÕES DE TRABALHADORES INDIANOS


 Na última sexta, dia 2, dez centrais sindicais da Índia chamaram greve geral de 24 horas por todo o país. Estima-se que 180 milhões de trabalhadores cruzaram os braços. Milhares de indústrias metalúrgicas, mineradoras, transformação, construção, setores de energia, transporte, telecomunicações, bancos e funcionalismo público paralisaram contra a deterioração das condições de vida, contra a inflação, a favor do aumento do salário mínimo (hoje a média é de 4800 rúpias indianas, equivalente a 234 reais), por melhores condições de trabalho e contra os ataques do governo Narendra Modi.

 Menos de 4% dos trabalhadores indianos estão sob a proteção dos direitos trabalhistas. O nível de consumo dos trabalhadores rurais caiu para o nível de 1975 devido a inflação dos alimentos. O desemprego urbano chegou a 11,24% e o desemprego rural a 9,18% em agosto, em um país com cerca de 1,250 bilhão de pessoas (2013).

 Os trabalhadores se levantam contra os ataques dos patrões e governo.

Para termos uma pequena visão da amplitude desta movimentação do proletariado indiano, vejamos a lista (em inglês) de empresas situadas na área industrial de Gurgaon, nas proximidades de Nova Delhi, que, segundo o secretário-geral do Centre for Indian Trade Unions (CITU), foi completamente paralisada na greve geral:

 AUTOMOBILÍSTICA

> ASK Automotive (Italy) Gurgaon (brake shoes)
> Ample Auto, Gurgaon
> Anand Motors Products (USA) Delhi and Gurgaon (components)
> Anand Nishikawa (Japan) Delhi, Gurgaon Udyog Vihar Phase 1 (rubber parts)
> Anu Autos Industries (France, South Korea) Gurgaon (locking systems)
> Apollo Tyres Gurgaon
> Arvin Industries) Gurgaon (filter)
> BMW (Gurgaon, only HQ)
> Bosch (Germany) Gurgaon (pumps)
> Caparo Maruti (UK) Gurgaon (sheet metal)
> Continental, Gurgaon
> D.I. Filter Systems (USA, Donaldson Company) Gurgaon (air filters
> Deadong Gurgaon (cables)
> Delphi Automotives (USA) Gurgaon (steering systems, wiring harness)
> Donaldson Company Gurgaon (air filters)
> FCC Rico (Japan) Gurgaon (clutch assembly)
> Ferodo (UK) Gurgaon (brakes)
> Gabriel India Ltd. Gurgaon
> Henkel Teroson (Germany) Gurgaon (anti-freezing coolant)
> Highway Cycles Industries (Japan, Honda) Gurgaon (piston for engines)
> Haryana Deepey Autos (UK, Woodhead) Gurgaon (shock absorbers)
> Jay Bharat Maruti (Japan) Gurgaon (pipes)
> JBM Group Gurgaon
> Jay-Yusin (Japan) Gurgaon (door latch)
> Johnson Matthey (UK) Gurgaon (catalysts)
> JNS Instruments (Japan) Gurgaon (instruments)
> Krishna Maruti (Japan) Gurgaon (seats)
> Krishna Toyo (Japan) Gurgaon (rear mirrors)
> Lumax GSHP (USA) Gurgaon (transmission)
> Machino Polymers (Montell int.) Gurgaon (compound cables)
> Machino TSK Nippon Cables (Japan) Gurgaon (cables)
> Machino Basell (Netherlands) Gurgaon (polypropylene)
> Madhusudan Nippon (Japan, Korea, Deadong) Gurgaon (cables)
> Mark Auto Industries (Italy, Germany, FBN Italy, Roth Abgastechnologie) Gurgaon (exhaust systems)
> Metro Tyers Gurgaon
> Mindarika (Japan) Gurgaon (switches)
> M and M Auto Industries Gurgaon (springs)
> Montell int. Gurgaon (compound cables)
> Munjal Showa (Japan) Gurgaon (shock absorbers)
> Nagata (Japan) Gurgaon (tools, dies)
> Nikko Auto (Japan) Gurgaon (horns)
> Nippon Paint Gurgaon (paint)
> Pilikington (UK) Gurgaon
> Purolator (USA, Arvin Industries) Gurgaon (filter)
> Quiton Hazell Gurgaon (rods, joints, steering assembly)
> Rasandik Engineering (Japan, Yachiyo) Gurgaon (fuel tanks)
> Roth Abgastechnologie Gurgaon (exhaust systems)
> Sandhar Gurgaon
> Sauer Danfoss, Gurgaon
> Siemens Intron Gurgaon
> Sono Koyo (Japan) Gurgaon (steering)
> Sona Okegawa (Japan) Gurgaon (gears)
> Sona Somic Lemforder (Japan/Germany) Gurgaon (ball point)
> Sunbeam Auto (Japan, Honda) Gurgaon (pistons)
> Sun Steering Wheels (Japan, TS Tech) Gurgaon (steering wheels)
> Sun Petri (Germany) Gurgaon (steering wheels)
> Talbros (UK, Quiton Hazell) Gurgaon (rods, joints, steering assembly)
> Woodhead Gurgaon (shock absorbers)

 TÊXTIL

> Amartex
> Didi World of Fashion
> Fashion Express
> House of Pearl
> Koutons
> Orient Craft

SOFTWARE

> Accenture Services Private Limited
> Adrenalin eSystems Ltd.
> Ariba Technologies India Pvt.
> Aunwesha KnowledgeTechnologies Pvt. Ltd.
> Binary Semantics
> CashEdge
> Catabatic
> Ericsson
> Fidelity Business S
> Hanu Software Solutions
> Hazel Infotech Pvt Ltd
> HCL Technologies Ltd
> Hexaware Technologies Limited
> Hughes Systique
> IBM India Pvt Ltd
> Interactive World
> Interglobe Technology Quotient ITQ
> Kelly Services India Pvt Ltd.
> KLG Systel Ltd
> Kring Technologies
> MAH India
> marketRx, Inc.
> Melstar Information Technologies Ltd.
> Microsoft Corporation
> Microsoft Corporation (India) Pvt. Ltd.
> Nagarro Software Pvt Ltd
> Nortel Networks
> Oracle India Pvt Ltd
> Parsec Technologies Ltd
> Planet PCI Infotech
> Prometric Testing Private Limited
> Quadrant Infotech
> SAP Labs India Pvt.
> Sapient
> SCA Technologies
> Siemens The Siemens Group
> Software Technology Group Inc
> Stellar Information Systems Ltd
> Summit Information Technologies Limited.
> SummitWorks Technologies Inc.
> Sundaram Infotech
> Suvin Technologies Suvin Technologies
> Tata Consultancy Services Ltd
> VARITE INC.
> Venire IT Ltd
> Visesh Infosystems Ltd.
> Wipro Technologies
> Wizie. Com
> Xchanging Technology Services Xchanging

 HARDWARE
> Aksh Optifibre Limited (Cables)
> Alpine Electronics: (Electronics)
> Amdocs
> Deejay Energy (Batteries)
> Flextronics (Electronics, only HQ)
> Huges Software
> Lucent-Alcatel (Electronics)
> Olympia (Electronics)
> Power Electronics (Electronics)
> Rotex (Electronics)
> Samsung (Electronics)
> Schneider Faridabad
> Sony Gurgaon
> Su-Kam (Electronics)
> Zentek Software
> ZTE Corp Manesar (Electronics)

 OUTROS

> Accor (hotel)
> ABB Lummus Global Inc. (automation parts)
> Adani (Transports)
> Atlas Cycles (Bicycle manufacturer)
> Bata Faridabad (Shoes)
> Biogen Idec (Pharma)
> Carrier Gurgaon (air-conditioning systems)
> Concor (Transport)
> DGM India (Media Marketing)
> Eastern Medikit (masks, syringes)
> Express KCS (Editing BPO)
> Frick Faridabad (Fridges, Cooling Systems)
> General Electrics Faridabad (Electro Engines)
> GVK Bioscience (bio research)
> IKEA (furniture)
> INC (biotech)
> Metso (paper machinery)
> Osram (light-bulb manufacturer)
> Pepsi (foods)
> Promed (Pharma)
> Ranbaxy (Pharma)
> Retreat (Bio-Gas)
> Saint Gobain Diamant Ltd. (stone cutting tools)
> Samsonite (Suitcase)
> San Jose Mercury Press (Media)
> Strabag (metro construction)
> Stryker Gurgaon (Medical Devices)
> TCI (transport)
> Tupperware
> Uppal/Luxor Group (Real Estate, SEZ)
> Whirlpool Faridabad

 VIVA A LUTA DA CLASSE OPERÁRIA MUNDIAL!

 ABAIXO A DETERIORAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIDA DO TRABALHADOR!


 #WorkersStrikesBack
 #Sept2StrikeHard
 #indiastrike
 #strikehard

terça-feira, 30 de agosto de 2016

UNIDADE CLASSISTA REALIZA BLOQUEIO EM FORTALEZA CONTRA OS ATAQUES À CLASSE TRABALHADORA






Na manhã desta terça-feira (30), a Unidade Classista, UJC e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), em conjunto com a Frente Povo Sem Medo, realizaram o bloqueio da Avenida Perimetral, na entrada dos bairros Cidade Jardim e José Walter, contra os ataques à classe trabalhadora e puxando a palavra de ordem #ForaTemer

Com a presença do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o ato denunciou o processo de impeachment da presidente Dilma como processo de uma série de ataques aos diretos dos trabalhadores, mediado agora por um governo puro-sangue da burguesia, sobre a direção do presidente interino Michel Temer.

O Sindicato Estadual dos Aeroviários (SINDAERO-CE) esteve presente no ato, denunciando os retrocessos contra a categoria, onde os capitalistas buscam excluir a função do mecânico de pista. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Primeiro dia de eleições do SINDSERV em São Vicente-SP tem atropelamento e agressão física

Os servidores municipais de São Vicente-SP estão tentando escolher a sua nova direção sindical nesses dias 18 e 19 (Quinta e Sexta). Duas chapas estão disputando as eleições: A chapa 1 como situação e a chapa 2 como oposição.

A atual direção do SINDSERV de São Vicente (chapa 1)  é composta por pelegos que estão no controle da máquina há mais de vinte anos. Durante todo esse tempo na direção do Sindicato, a atual gestão deixou bem claro que não está comprometida com os interesses dos trabalhadores, inclusive alguns membros da Diretoria têm cargos de confiança na prefeitura, o que é um absurdo por se tratar de um sindicato de servidores municipais.

A chapa 2 (oposição), composta por servidores que estão cansados da falta de combatividade da atual gestão, tem o apoio da Unidade  Classista.

Tentativa de Golpe

Para garantir a vitória (de forma desonesta), a atual direção do SINDSERV-SV fez algumas mudanças tendenciosas no estatuto, a mais absurda delas se dá no artigo 84, onde fica estabelecido que as mesas coletoras serão indicadas pelo presidente do sindicato, com isso, a chapa 2 ficou impossibilitada de indicar mesários nas eleições (o que é extremamente anti-democrático). Além disso os fiscais da chapa 2 foram proibidos de acompanhar as urnas intinerantes nos carros oficiais do sindicato, tendo que fazer a fiscalização com veículos próprios.

Primeiro dia de eleições: Tensão

Com a intenção de dificultar ainda mais o trabalho dos fiscais da oposição, um dos carros que transportava uma das urnas tentou sair do sindicato às pressas para impossibilitar que o fiscal da chapa 2 acompanhasse a urna. Essa ação gerou revolta entre os servidores presentes no local, que iniciaram um protesto, mas o motorista acelerou contra os trabalhadores, arrastando um deles em cima do carro pelo quarteirão inteiro. Não satisfeitos com o atropelamento, cerca de 10 seguranças, contratados pela atual gestão do sindicato, agrediram o servidor de forma covarde. Confira as cenas lamentáveis no vídeo abaixo.


As mudanças tendenciosas no estatuto, que garantem que pessoas indicadas pela atual gestão fiquem sozinhas com as urnas, além da truculência dos seguranças contratados por eles, mostra que a atual direção/Chapa 1 demonstra que é capaz de todos os meios para perpetuar-se no controle do Sindicato dos Servidores Municipais de São Vicente. Mas se depender da disposição para lutar da Chapa 2 e de seus apoiadores, o movimento de oposição não vai arrefecer e seguirá cada vez mais forte, até a vitória. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CONJUNTURA E BALANÇO DA GREVE DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO ESTADUAL DO RJ

(COMITÊ DE EDUCAÇÃO DA UNIDADE CLASSISTA – RJ )

Em assembleia no dia 26/07 a categoria decidiu pela suspensão da greve. Foto de Rafael Gonzaga.





CONJUNTURA NACIONAL E CALAMIDADE OLÍMPICA NO RJ

A conjuntura mudou bastante entre 2015 e 2016. O impacto da crise capitalista internacional estreitou a margem para a conciliação de classes levada a cabo pelo PT desde 2003. Preocupado em manter a confiança da burguesia, o governo federal procurou mostrar-se capaz de implementar a agenda conservadora.
Porém a classe dominante queria mais velocidade e força nos ataques aos direitos dos trabalhadores. Assim, utilizou-se de todo tipo de manobras judiciais, midiáticas e parlamentares para descartar Dilma, já desgastada por conduzir o país no sentido oposto de sua campanha eleitoral.
Buscando aproveitar o clima de crise para aumentar a exploração, destruir os serviços públicos, ampliar as privatizações e eliminar direitos trabalhistas básicos, o empresariado emplacou, com a ajuda decisiva dos governantes a seu serviço, uma verdadeira ofensiva conhecida como ajuste fiscal.
Controlado há muito tempo pelo PMDB, maior facção criminosa do Brasil e "novo" operador direto da ofensiva burguesa em nível federal com o ilegítimo Michel Temer, o Rio de Janeiro vem sendo um dos estados mais afetados. Pezão e Dornelles estrangularam a saúde e a educação, oferecendo calamidade à população enquanto mantinham benesses fiscais a grandes empresas e gastos com as Olimpíadas. Além disso, enviaram para a ALERJ uma cesta de propostas draconianas contra os servidores públicos.

O SEPE E A RESISTÊNCIA DOS TRABALHADORES

Honrando sua tradição combativa, o SEPE/ RJ assumiu mais uma vez um papel fundamental na resistência ao desmonte da educação e do serviço público como um todo. No dia 20/02, a maioria da categoria derrotou a proposta de ficar a reboque do MUSPE, apontando a deflagração da greve no mês seguinte.
Corretamente, a partir da decisão da base, o SEPE fez inúmeros esforços pela unificação das lutas dos servidores estaduais, porém sem abrir mão da sua autonomia face aos pelegos, como a atual diretoria do SINDJUSTIÇA-RJ. A realidade mostrou a importância dessa unidade em alguns momentos e seus limites em outros. A justa política traçada pelos profissionais da rede estadual de educação foi muito importante para lutar e obter, junto a outras categorias, vitórias significativas.

GREVE 2016: UM MOVIMENTO VITORIOSO

Profundamente afetados pela política do governo estadual, os estudantes também se levantaram, realizando um belíssimo movimento de ocupação das escolas. Respeitadas as especificidades e a autonomia entre docentes e discentes, a greve foi além das questões corporativas, contribuindo para dinamizar um amplo movimento unitário em defesa da educação pública, envolvendo as comunidades escolares e com forte protagonismo estudantil.
Nesse contexto, o governo foi obrigado a recuar, retirando da pauta legislativa fluminense a contrarreforma da previdência e outros projetos envolvendo golpes às carreiras do funcionalismo. Além disso, a volta das eleições para as direções das unidades escolares, 30 horas para funcionários administrativos, 2 tempos para Filosofia e Sociologia, fim do SAERJ, liberação das licenças especiais, abono de greves anteriores e descentralização da perícia médica são conquistas emblemáticas do movimento de 2016, que derrubou dois secretários de Estado.
Apesar da guerra psicológica e da repressão, a categoria não se intimidou. Deste modo, seguiu firme e derrotou nas assembleias as propostas de judicializar o fim da greve, apresentadas como "iniciativa pela conciliação". Sabendo avaliar a correlação de forças, a base não alimentou ilusões no TJ e não abriu mão de decidir o momento adequado para suspender a greve. Assim, garantimos ainda o combate à ameaça de demissões que pairava na votação da LDO de 2017.
A greve não conquistou todas as reivindicações. Todavia, considerando a conjuntura (o que nem todos tem como hábito), o saldo do movimento foi muito positivo: primeiramente, barrando duros retrocessos e colocando os profissionais da educação do RJ na vanguarda da resistência ao ajuste fiscal, em defesa do serviço público; segundo, conquistando reivindicações históricas da categoria.

"DEPRESSÃO PÓS GREVE": CONSEQUÊNCIA INEVITÁVEL DA DESPOLITIZAÇÃO

Diferentemente de greves anteriores, em 2016 a categoria travou intensos debates no que tange à metodologia de reposição das aulas e ao calendário letivo. Foram discussões muito ricas, culminando em encaminhamentos avançados. Porém, paralelamente ao refluxo gradual do movimento, esta polêmica foi adquirindo ares de centralidade enquanto era esvaziada dos aspectos políticos presentes em sua origem, bem como apartada do debate mais amplo sobre a conjuntura, o balanço da greve e a continuidade da luta.
O resultado não poderia ser diferente: a assembleia de 05/8, na ABI, foi um palco de picuinhas e histeria. Justamente em um momento no qual precisávamos sair fortalecidos da greve, preparados para cobrar a implementação das conquistas, evitar a reposição punitiva e burocrática e continuar enfrentando a agenda nacional de contrarreforma trabalhista e previdenciária.

DEDO NA FERIDA: CONCEPÇÕES SINDICAIS

Esse processo remete a um debate mais profundo sobre concepção sindical. Qual é o papel do sindicato? Quais são as potencialidades e os limites de uma greve? Como deve agir a direção? Cada corrente organizada no interior do SEPE teria respostas diferentes. A prática tem revelado o funcionamento de pelo menos três grandes campos:

- Lógica cutista: Dez anos se completam desde que o SEPE rompeu com a CUT. Porém, isso não impede que parte da direção do sindicato mantenha em vários aspectos uma prática alinhada às concepções sindicais cutistas. Esse campo consegue entender a consciência média da categoria e busca reproduzi-la de forma mais sofisticada, adquirindo um eleitorado sólido. Tensionam o sindicato para uma linha de combatividade corporativista e parceria conflitiva com o Estado.

- Sindicalismo pseudorrevolucionário: Este campo caracteriza-se por desprezar a consciência média da categoria, apresentando sempre propostas “radicais” independentemente da correlação de forças. Por vezes alimentam a ilusão de que a greve da educação pode derrubar governos em qualquer conjuntura e esse deve ser o objetivo do movimento. Essas políticas costumam conduzir à derrota, enfraquecendo a organização da categoria e seu vínculo com o sindicato.

- Sindicalismo classista: Este campo avalia e leva em consideração a consciência média da categoria. Mas não para reiterá-la e sim para dialogar na perspectiva do avanço. Busca articular as demandas específicas da categoria com as demandas gerais da classe trabalhadora, sem atropelar a autonomia de cada movimento. Apesar de entender os limites das greves e as especificidades da categoria, não encaram o sindicato como um fim em si mesmo. Pressupondo que os problemas dos trabalhadores não terão solução definitiva com reformas no capitalismo, concebe o sindicato como uma importante ferramenta de mediação entre a luta imediata e a luta revolucionária.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lançamento do jornal da oposição sindical do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo

Fonte:http://csunidadeclassistasp.blogspot.com.br/2016/08/em-22-de-julho-de-2016-o-coletivo.html

Em 22 de julho de 2016 o coletivo "Servidores em Luta", oposição a atual direção do SINDSEP São Paulo, realizou o lançamento de seu primeiro jornal reunindo dezenas de servidores e militantes em atividade cultural no Sindicato dos Radialistas no centro da capital.
O jornal aborda, entre diversos assuntos, os resultados imediatos das seguidas derrotas das campanhas salariais, asim como presta apoio à luta dos aprovados e não convocados do concurso da Prefeitura. No evento, bem como no jornal, foram apontadas as condições do surgimento da oposição através do entendimento de que o sindicato deve ser um dos principais instrumentos da classe trabalhadora para sua organização e luta pelos seus direitos; ao contrário da atuação conciliadora e fisiologista da CUT, que dirige o sindicato, no tratamento das pautas da categoria, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora, agindo de forma a burocratizar e aparelhar a máquina sindical.

TODO O APOIO À LUTA CLASSISTA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE SÃO PAULO!
 
 
COORDENAÇÃO DA UNIDADE CLASSISTA SÃO PAULO
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PL 257 que ataca os servidores deverá ser votado essa semana

Via SEPE/RJ 
Disponível em http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=7299 



O presidente damara de Deputados em Brasília, Rodrigo Maia (DEM), confirmou que irá votar a partir dessa semana (1º de agosto) o famigerado PLP 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores. Entre as medidas está a impossibilidade de governadores concederem reajustes salariais no prazo mínimo de dois anos.

Embora o PL 4.567, que trata da privatização da exploração de petróleo na camada Pré-sal, não conste até o momento na pauta damara, é bem provável que ele também seja votado na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado concomitantemente ao do PLP 257, na última semana antes do recesso parlamentar.

Será apresentado na segunda-feira um substitutivo ao texto do PL 257 que poderá receber emendas de plenário. É pouco provável que a matéria seja votada logo nesta segunda-feira devido à falta de quórum, mas não se pode descartar tal possibilidade em razão de se tratar da primeira semana de trabalho efetivo do novo presidente.

É importante lembrar que o projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal.

Eis alguns pontos da proposta que comprovam o tamanho da ameaça aos servidores e o serviço público:

Congelar aumentos ou ajustes de remuneração;

Suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas Empresas Estatais;

Reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento;

Contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal;

Transferir bens e participações acionárias dos Estados para a União, que fará a alienação, ou, privatização.



Leia aqui a matéria no site da Câmara em que Maia confirma a apreciação.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Call Center rico Operador pobre: As Demissões na central de teleatendimento TIM





Nota unificada da Unidade Classista (UC) e União da Juventude Comunista (UJC) de Pernambuco


 
 A empresa de telefonia TIM mantinha em Pernambuco uma central de teleatendimento próprio, no município de Jaboatão dos Guararapes, empregando cerca de 1.200 trabalhadores/as. Há algum tempo já existiam os rumores da extinção da central, o que resultaria assim numa demissão em massa. Na data de hoje (08/07/16) a TIM anunciou que encerraria as atividades dessa central de teleatendimento.

O discurso da empresa é “reorganização em suas atividades de atendimento ao consumidor” e que “todo o processo foi conduzido com a máxima responsabilidade perante nossos funcionários, em diálogo contínuo com os sindicatos”, conforme veiculado na mídia[1]. Ainda na mesma matéria fala-se que a partir de então “o teleatendimento ao cliente da TIM será feito por três empresas (AeC, AlmavivA e TMKT). A companhia conta ainda com call centers próprios no Rio de Janeiro e em Santo André (SP)”.
            Vivemos em um cenário de crescentes ataques à classe trabalhadora. O caso da TIM é um exemplo das relações e condições de trabalho a que nossos jovens (maior parte dos trabalhadores de call center) estão expostos/as. Fica claro o agravamento da precarização de trabalho (através da terceirização do serviço[2]) e descartabilidade (demissão) dos/as trabalhadores/as, além de se utilizar dos diálogos com as entidades sindicais como movimento legitimador da demissão em massa.

sábado, 2 de julho de 2016

Abaixo as agressões físicas e mentiras da diretoria da APEOC

Movimento de Oposição Sindical
Rede de Zonais





Moção de Repúdio à diretoria do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (APEOC).

Todo apoio aos professores e estudantes em greve!

Os professores da Educação Básica do Estado do Ceará estão em greve desde o dia 25 de abril contra a intransigência do governo Camilo Santana (PT). Depois de seis meses da data base da categoria, prevista para janeiro, os professores receberam, no dia 06 de junho, o ultimato de ZERO reajuste salarial e ainda passaram a sofrer ameaças de corte de salários, punições administrativas e suspensão das férias.
No dia 27 de junho foi convocada mais uma assembleia da categoria para discutir os rumos do movimento diante dos ataques e ameaças de Camilo Santana. Ao chegarem ao Ginásio da Parangaba, em Fortaleza, os professores se depararam com um aparato repressivo composto por sessenta bate-paus contratados e orientados pela diretoria do sindicato para provocar professores de base e estudantes presentes à assembleia.
A diretoria da APEOC proibiu dezenas de estudantes, que desde o início apoiaram a greve e estão à frente da ocupação de mais de sessenta escolas em todo o Estado do Ceará, de entrarem pacificamente no local da assembleia. Isso é ainda mais absurdo, considerando que desde o início da greve, vem sendo garantido espaço para os estudantes nas assembleias de professores, inclusive com direito a fala.
Enquanto alguns professores tentavam negociar a entrada dos estudantes, dezenas de seguranças foram postados na frente dos portões do ginásio. Neste momento, os estudantes, começaram a pular espontaneamente os portões, sendo recebidos a socos e pontapés pelos seguranças. Pelo menos quatro menores de idade ficaram feridos.
Vários professores tentaram impedir que os seguranças continuassem espancando os estudantes, mas também foram agredidos. Um professor, que tem mais de setenta anos, levou uma tapa. Uma professora teve um dedo quebrado. E outro professor teve os óculos quebrados e o rosto traumatizado por socos.
Independentemente da ação intempestiva dos estudantes, que antes de pular o muro soltaram rojões fora do ginásio, é inadmissível que uma assembleia de professores seja cercada de dezenas de capangas com ordem expressa de intimidar e agredir estudantes e professores de base.
Para a diretoria da APEOC, os estudantes são marginais a serviço de uma suposta conspiração da oposição para agredir a diretoria da APEOC e os professores contrários à continuidade da greve. As notas emitidas pela CNTE e pela CUT sobre o episódio reproduzem esta mentira deslavada. Mas os fatos não mentem: nenhum dirigente sindical ou professor contrário à greve foi agredido.
O Movimento de Oposição Sindical e a Rede de Zonais dos Professores em Greve encaminharam os professores e estudantes agredidos para registrarem Boletim de Ocorrência e realizarem Exame de Corpo e Delito. Também buscaram apoio da Defensoria Pública e do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA) para dar encaminhamento à denúncia jurídica contra a diretoria da APEOC.
Esse lamentável episódio não pode passar em brancas nuvens! Não podemos tolerar que a diretoria de um sindicato de professores mande bater em estudantes menores de idade e em professores de base!
Reivindicamos que o movimento sindical, estudantil e popular do Brasil, da América Latina e de todo o mundo se pronunciem enviando moções de repúdio ao Sindicato APEOC, com cópia para o Movimento de Oposição Sindical (MOS), Defensoria Pública do Estado do Ceará e CEDECA-CE.
A greve continua! Camilo, a culpa é sua!
Responsabilização política e jurídica da diretoria da APEOC pelas agressões físicas!
Fora os capangas da APEOC das assembleias dos professores!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Nota da UNIDADE CLASSISTA da Baixada Santista sobre a greve de professores em Cubatão



Os professores da rede municipal da cidade de Cubatão, litoral de São Paulo, um dos polos industriais mais importantes do Estado e do país, têm sofrido uma série de ataques da prefeitura comandada pelo PT, encabeçada por Márcia Rosa de Mendonça Silva, ex-militante da Apeoesp e atual prefeita.
Esses ataques, intensificados no ano de 2016, incluem atraso no pagamento de salários dos trabalhadores da ativa e principalmente dos aposentados, corte do programa Cartão Servidor (um abono em forma de crédito a ser gasto no comércio da cidade), atraso no pagamento de benefícios como vale transporte e refeição, o não-repasse da contrapartida patronal à Caixa de Previdência, praticamente inviabilizando o plano de saúde da categoria e a frustração da negociação por reajuste salarial para recomposição das perdas inflacionárias do último ano. Além disso, no mês de maio, a secretaria de educação, cujo secretário é o conhecido ex-advogado da Apeoesp Cesar Pimentel, editou uma resolução que pretende “disciplinar” as faltas de professores. Os termos dessa “disciplina” do secretário Cesar Pimentel incluem perda de pontos na classificação para escolha de aulas (0,05 ponto por dia trabalhado e perda de 0,10 ponto por dia de falta), triagem das licenças médicas a ser realizada pelo próprio secretário, remoção ex-ofício para licenças médicas superiores a 15 dias, perda de carga suplementar para licenças superiores a 15 dias sem garantia de reatribuição, abertura de processo administrativo com vistas à demissão para licenças médicas mais longas.
Por fim, uma “denúncia anônima” foi oficializada ao Ministério Público a respeito do pagamento supostamente inconstitucional realizado pela prefeitura da gratificação de nível superior a cargos cujo pré-requisito para atuação é o próprio nível superior, tais como professores, médicos, advogados e engenheiros. O Ministério Público acionou a prefeitura e tudo indica que esta terá de pagar a gratificação. No salário líquido, a perda da gratificação representará uma redução salarial próxima de 50%. Diante de todos esses ataques, os professores de Cubatão não tiveram outra alternativa senão iniciar sua greve no último dia 14/06, terça-feira.
A pauta de reivindicações consiste em: resgate da assistência médica da Caixa de Previdência, recomposição salarial de 4,2% (relativa à inflação de 2016, por causa do ano eleitoral); incorporação do valor do Cartão Servidor (R$ 500,00) ao salário; incorporação da gratificação de nível ao salário e revogação da resolução punitiva às faltas, sendo que estes dois últimos itens não implicam um centavo sequer de aumento de gastos aos cofres da prefeitura. 
Nestes dias de greve, os professores alcançaram êxito em mobilizar praticamente toda a categoria, impactando as aulas na cidade em sua totalidade. Denunciaram a política irresponsável da prefeitura e do secretário de educação, conquistando o apoio da comunidade e agregando a participação de pais, mães e alunos nas manifestações. Construíram um movimento unitário junto a outras categorias do serviço público cubatense, trabalhadores terceirizados do hospital municipal e vigilantes patrimoniais, que estão numa situação dramática, com meses de atraso em salário e parcelamento de salários e benefícios. Até os comerciantes da cidade integraram as movimentações, tendo em vista o calote recebido da prefeitura no repasse dos valores devidos àqueles referentes ao programa Cartão Servidor. Amplas manifestações de massas ocuparam as ruas e o barulho ensurdecedor da reivindicação justa denunciou veementemente a política de terra-arrasada praticada pela administração do PT.

Prefeitura chegou a inclusive passar por
cima do movimento, dizendo que haveria
aulas e negando a, causando um caos nos
planejamentos das famílias e promovendo
uma verdadeira guerra de informações.
Por sua parte, a prefeitura negou-se a negociar com os professores grevistas e trabalhou intensamente para deslegitimar e colocar o movimento na ilegalidade. A jogada final, orquestrada pelo secretário Cesar Pimentel, foi uma liminar conseguida no TJ-SP na última sexta-feira de noite, que determina que 90% da categoria volte ao trabalho sob pena de multas diárias ao sindicato da categoria. Em vez de procurar resolver os graves problemas a que a categoria está exposta, a administração Márcia Rosa/Cesar Pimentel preferiu derrotar judicialmente os professores, utilizando-se do poder judiciário para atacar o direito de greve desses trabalhadores. 
A Unidade Classista da Baixada Santista denuncia esta prática nojenta, própria dos traidores da classe trabalhadora, empreendida por ex-militantes do maior sindicato de professores da América Latina contra sua própria categoria! Pedimos a todas as forças políticas consequentes do campo dos trabalhadores que nos auxiliem nessa tarefa de denúncia, distribuindo essa nota em suas listas de e-mails, redes sociais e nas assembleias de todos os sindicatos ligados ao magistério no Brasil. Os traidores dos professores têm nome na cidade de Cubatão: Cesar Pimentel e Márcia Rosa! 

UNIDADE CLASSISTA - NÚCLEO BAIXADA SANTISTA