segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Debate entre os candidatos de esquerda

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Carta do PCB a:

 Camaradas do PCO, PSOL e PSTU

Organizações políticas e sociais voltadas ao socialismo

Camaradas Plinio de Arruda Sampaio e José Maria:

 A Comissão Política Nacional do Comitê Central do PCB analisou o convite formulado pelos camaradas da Direção Nacional do PCO (Partido da Causa Operária), conforme documento abaixo transcrito - e dirige-se aos camaradas da Direção Nacional do PSOL e do PSTU, e aos seus candidatos às eleições presidenciais, no sentido de expressar nosso mais entusiástico apoio à proposta de realização de um debate nacional, por meio eletrônico, entre os candidatos à Presidência da República de nossos quatro partidos, que vêm sendo discriminados pela mídia burguesa e por setores da justiça eleitoral, numa estratégia que visa a colocar a esquerda revolucionária no isolamento político e justificar futuras restrições jurídicas e políticas ao exercício da liberdade de organização partidária.

 O principal objetivo é limitar o jogo eleitoral apenas aos candidatos da ordem, que não representam qualquer ameaça de mudanças profundas, pautando o debate de suas divergências apenas sobre aspectos da administração do capitalismo. Para isso, escolhem as organizações e personalidades confiáveis ao capital, que podem desempenhar o papel de "esquerda", através de sua promoção, corrupção e cooptação.

 A proposta dos camaradas do PCO, a nosso juízo, ainda tem uma vantagem para além das eleições. O debate fraterno de nossos pontos de vista nos permite pavimentar um caminho para a construção de um programa comum, em sintonia com as organizações populares, na perspectiva da criação de uma FRENTE ANTICAPITALISTA E ANTI-IMPERIALISTA permanente, para a unidade de ação em defesa dos direitos dos trabalhadores e para a conquista de uma sociedade socialista.

Ivan Pinheiro

Secretário Geral

Comissão Política Nacional do PCB

Partido Comunista Brasileiro

 Nota: propomos que a reunião entre nossos quatro partidos, para viabilizar a proposta e organizar o debate, se dê em São Paulo, em qualquer dia entre 1 e 3 de setembro, na parte da manhã ou da tarde. Estamos à disposição neste período. Propomos solicitar à direção do jornal  Brasil de Fato, por seu pluralismo no campo da esquerda, que ceda sua sede para a reunião e que estude a proposta de promover o debate. Propomos uma delegação de três por Partido e que os camaradas do PCO, autores da proposta, sejam os destinatários das opiniões e sugestões do PSOL e do PSTU, pedindo desde já que nos mandem cópia.

 

CARTA DO PCO

Eleições 2010

Convite para um debate democrático contra a tentativa de proscrever a esquerda nas eleições

Reproduzimos aqui a carta da direção nacional do PCO aos partidos de esquerda alijados dos debates pelos monopólios dos meios de comunicação e pela justiça eleitoral e a todas as organizações operárias, sindicais, democráticas, juvenis e das lutas populares em geral convocando a todos à realizar um debate dos candidatos a presidente da República da esquerda como um protesto contra sua proscrição

A direção nacional do PCO - Partido da Causa Operária, convida os partidos da esquerda - Psol, PSTU e PCB - e todas as organizações democráticas, operárias, sindicais, da juventude e das lutas populares em geral a organizarmos um debate dos candidatos a Presidente da República que se reivindicam como representantes nas eleições de 2010 da esquerda socialista.

O debate seria realizado em data, local e horário a combinar em uma reunião entre os representantes dos partidos e das demais organizações que desejem efetivamente colocar em prática esta proposta. Também seriam decididos de comum acordo os mediadores e as regras do debate.

O debate seria transmitido via internet de forma que poderíamos reproduzir simultaneamente as imagens do debate nos sites dos partidos envolvidos e dos sindicatos classistas da esquerda para toda população trabalhadora. Propomos a realização de uma campanha para divulgar este debate nas universidades, categorias de trabalhadores e movimentos populares como uma forma de denúncia do caráter brutalmente antidemocrático das eleições e do regime político brasileiro.

O objetivo principal do convite para a realização desse debate é a denúncia do cerceamento pela máquina eleitoral da burguesia em relação às candidaturas de nossos partidos praticamente alijados do processo eleitoral pelos monopólios capitalistas da comunicação, no quais nossos candidatos sequer ocupam 1% das imagens e informações que a imprensa nacional – totalmente a serviço das candidaduras patronais - formula sobre as eleições 2010.

No entanto, o debate não teria apenas a função de realizar uma denúncia verbal da falta de democracia nas eleições e em geral, o que já será fundamental, mas de opor, na prática, à exclusão da maioria dos partidos, uma ação em defesa dos direitos democráticos da cidadania e do eleitorado.

Como parte de um amplo processo de manipulação do processo eleitoral, que se soma à criação de uma série de obstáculos ao registro de inúmeras candidaturas da esquerda, os grandes meios de comunicação da imprensa capitalista consolidam o processo de exclusão legal e só divulgam os três candidatos preferenciais da burguesia, Dilma Rousseff do PT, José Serra do PSDB e Marina Silva do PV.

Esta exclusão é particularmente clara no que diz respeito aos debates transmitidos pela televisão, onde apenas uma minoria de partidos tem o "direito" de participar.

Consideramos que se trata, antes de qualquer coisa, de um ataque aos direitos democráticos de toda a população que não consegue sequer, em sua maioria, conhecer todos os candidatos a presidente e governador.

O TSE e o Legislativo reduziram a campanha eleitoral ao rídiculo prazo de dois meses, nos quais candidatos sem os milhões da burguesia teriam que tornar conhecido o seu programa a 190 milhões de habitantes, espalhados por mais de 8 milhões de quilômetros quadrados. Para isso, os partidos da esquerda dispõem de um total de 18 minutos no horário de propaganda gratuita.

Consideramos que as redes de televisão são um monopólio ilegítimo, concedido pelo poder público e, como tais, não poderiam dispor do tempo de televisão como querem. Consideramos que a legislação que permite que o façam é uma legislação repressiva e antidemocrática e, portanto, uma aberta violação da Constituição Nacional.

Estas monstruosas manifestações antidemocráticas são acompanhadas de inúmeras outras como a probição virtual pela justiça de legalização de novos partidos e inúmeras regras eleitorais que violam abertamente os direitos dos cidadãos.

Apesar do candidato do Psol ter sido convidado para alguns debates na televisão, para dar a falsa impressão de que não há um processo de exclusão da esquerda e de exclusão da maioria do eleitorado, o conjunto das candidaturas dos que se reivindicam da defesa do socialismo e esquerda é excluído dos debates e sofre uma constante discriminação no antidemocrático processo eleitoral brasileiro, no qual a burguesia escolhe quem o povo deve ouvir. O regime político tornou-se uma propriedade de uma oligarquia de não mais que meia dúzia de partidos que respondem aos interesses dos grandes capitalistas e banqueiros, nacionais e internacionais. O monopólio na economia se materializa no monopólio do regime político por um punhado de pessoas.

Diante da necessidade que temos em denunciar e demonstrar para população trabalhadora como funciona a manipulação da máquina eleitoral brasileira, que cerceia os candidatos de esquerda para esconder as diferenças ideológicas da esquerda com a direita brasileira, o debate não será para que os candidatos da esquerda enfrentem-se um contra o outro, mas para que todos possam apresentar suas idéias e denunciar de conjunto o controle da burguesia sobre a eleição.

Nesse sentido, propomos que além dos partidos da esquerda, se somem a esta iniciativa organizações sindicais e populares e todas que se reivindicam da defesa dos direitos democráticos da população, como parte de uma ampla campanha contra a manipulação eleitoral da burguesia e em defesa dos direitos democráticos do povo brasileiro.

Assim, estaremos transmitindo esta mensagem para sindicatos, associações e demais entidades do movimento operário, popular e estudantil de todo o País, no que esperamos contar com a participação de todos os partidos da esquerda.

 

No aguardo do posicionamento da direção destes partidos e da manifestação das demais organizações, para darmos encaminhamento ao evento, subscrevemos,

Saudações operárias

Rui Costa Pimenta

candidato a presidente

Édson Dorta

candidato a vice-presidente

pela

Direção Nacional do Partido da Causa Operária

São Paulo, 21 de agosto de 2010

Atenciosamente,

Assessoria de Imprensa do PCO

imprensapco@pco.org.br





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Partido Comunista Brasileiro – Fundado em 25 de Março de 1922

NESTA TERÇA - Aniversário da Casa da América Latina - Você é nosso convidado

NESTA TERÇA - Aniversário da Casa da América Latina - Você é nosso convidado

     Convite
 
       A Casa da América Latina convida a todos a participarem da comemoração do seu 3º aniversário quando serão agraciados com a Medalha Abreu e Lima cinco internacionalistas:
 
Hugo Chávez
Silvio Tendler
João Luiz Pinaud
Coletivo de Pando (Bolívia)
Os Cinco Heróis Cubanos
 
       O evento se realizará no dia 31 de agosto de 2010, às 18:30h, na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ), rua da Glória, nº 01 -  Bairro da Glória -Rio de Janeiro. (entrada franca)
 
 
       Contamos com sua importante presença.
 
 
 
Saudações Latino Americanas

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Presos políticos palestinos, um símbolo de resistência, firmeza e de orgulho

26 Agosto 2010
Classificado em

Internacional - Solidariedade a Palestina

imagemCrédito: avoicefrompalestine

Por Reham AlhelsiMy Palestine

Traduzido do inglês para Rebelión por Beatriz Morales Bastos e do espanhol para pcb.org.br por Otávio Dutra.

Há  dois dias li o seguinte no twitter: "Passaram muitos longos dias e noites desde que Gilad Shalit foi seqüestrado pelo Hamás – 1501 dias está muito distante do compreensível"

Shalit, como admitiria qualquer ser humano com consciência, é um soldado da ocupação israelense cuja missão era matar palestinos. Não é um "cidadão seqüestrado" cuja liberação deve pedir quem tem consciência, mas sim um soldado da ocupação. Os israelenses de consciência são aqueles que se negam a servir um exército terrorista, não os que vão em missão para matar civis desarmados e quando são detidos rapidamente se transformam em vítimas.

As forças de ocupação israelense atacam diariamente cidades, povoados e campos de refugiados palestinos, e nesses ataques golpeiam crianças, mulheres e homens, destróem as propriedades antes de seqüestrar, durante a noite, vários palestinos que estão em suas casas. Segundo os últimos informes sobre presos políticos palestinos em prisões israelenses, existem mais de 7.200 presos palestinos, incluindo 291 crianças, 36 mulheres e 203 presos em detenção administrativa1. Desde princípios deste ano foram registrados 4.140 casos de ataques israelenses a lares palestinos. Estes ataques foram acompanhados de disparos, do uso de cães, de destruição de propriedades e de golpes a crianças.

Segundo "Palestine Behind Bars", desde princípios do ano se registraram 2.340 casos de detenção, com uma média de 11 por dia. As detenções se distribuíram da seguinte maneira: janeiro 377; fevereiro 322; março 478; abril 274; maio 292; junho 314; julho 283. Entre os detidos neste período havia 19 mulheres e 150 crianças2.

Naquele dia de julho de 2006 Shalit tivesse seqüestrado um palestino, estaria o mundo pedindo dia e noite que se liberasse tal palestino? Simpatizariam as cidades francesas e italianas e outras cidades antigas com esse palestino e concederiam o título de cidadão honorário? Atuariam como mediadores políticos ocidentais em nome do palestino encarcerado? Não, claro que não. Há mais de 7.000 palestinos presos nas masmorras de Israel e nenhum político ocidental pede que sejam liberados nem fala de seus sofrimentos ou visita seus pais para dizer: estamos com vocês!

Shalit é um soldado da ocupação. Se pode secar o oceano, fazer desaparecer o sol e trazer marcianos de visita, mas ninguém mudará o fato de que Gilad Shalit é um soldado armado da ocupação israelense que, como todos os demais soldados desta ocupação, têm licença para matar palestinos sem preocupar-se com qualquer conseqüência. E podem gritar a palavra "terrorismo" quantas vezes e na altura que conseguir, podem cantar a patética canção de "nos odeiam…nos atacam…não nos amam" quantas vezes quiserem e chorar todas as lágrimas de crocodilos que puderem, mas nunca poderão mudar um simples fato: vocês são os ocupadores, vocês são os criminosos, vocês são os assassinos, vocês são os estrangeiros nesta terra e não têm direito a ela, e nós temos direito de usar qualquer meio de resistência que consideremos útil para lutar contra o seu terrorismo, contra sua brutalidade, seu racismo e seu sionismo.

Assim, se passar 1501 dias em "cativeiro" está muito longe do compreensível, como chamariam passar 6.000 dias? Ou inclusive 9.000 dias em cativeiro? Se passar 1501 dias está muito longe do compreensível, como chamariam passar 11.817 dias preso em uma entidade terrorista? Se 1.501 dias está muito longe do compreensível para um sionista que acredita que tem o direito a roubar a terra de outros, a matar seus familiares, a tratá-los como infra-humanos e a prendê-los em calabouços para sempre por atrever-se a pedir sua liberdade e seus direitos. 1.501 dias em "cativeiro" está muito longe do compreensível para um sionista que acredita estar acima da lei sem importar o que faça, e que nenhum tribunal, humano ou divino, tem o direito a questioná-lo ou a perseguir-lo. Para os sionistas, os presos palestinos (cujo único "crime" é o amor à liberdade) têm que permanecer esquecidos entre grades, têm que apodrecer nessas masmorras que não são sequer aptas para animais. Seus nomes têm que permanecer desconhecidos, seu sofrimento oculto ao mundo exterior, seus sonhos arrebatados e suas vidas se apagando sem uma palavra de protesto. Têm que ser qualificados de "terroristas", de "criminosos", de "assassinos" por ousar levantar-se contra a brutal ocupação, por se atrever a sonhar com um mundo melhor para seus filhos, por se atrever a agir para conquistar este sonho.

1.501 em "cativeiro" está muito longe do compreensível para a criminosa e racista mente sionista, mas somente quando os "presos" são sionistas. Por outra parte, para a criminosa e racista mente sionista é compreensível, aceitável e bem-vindo que palestinos apodreçam encarcerados por mais de 11.000 dias. Um sionista, seja de uniforme civil ou militar, tem luz verde para disparar e matar no ato contra qualquer palestino que "pense/acredite/prediga" que possa ser uma "ameaça" para o Estado de Israel, potência nuclear e com o quarto exército mais poderoso do mundo, e está assegurado de que nunca será detido, julgado ou preso por isso. Podem matar palestinos a sangue frio, em plena luz do dia e sem motivos (os motivos podem eleger depois em uma lista de "matei um palestino sem motivo, que motivo alego?" inventada pelos meios de comunicação) e inclusive podem conseguir uma medalha por isso (chamam "matar um terrorista e salvar Erez Israel", ainda que esse "terrorista" seja uma criança de quatro anos).

Por outra parte, um palestino só necessita ser palestino e estar presente na mesma rua, povoado, cidade, região, continente, planeta ou galáxia em que é "atacado" um sionista (atacar é um termo sionista, porque segundo as normas e valores humanos um brutal ocupante é quem ataca, enquanto o povo ocupado e oprimido na realidade sempre se defende desses ataques e resistir à ocupação é uma forma de defender-se a si mesmo, a sua família, a sua terra, seus direitos e sua liberdade), para ser detido, torturado e encarcerado por "atacar" ao sionista armado até os dentes, inclusive sem prova alguma.

Tudo o que se necessita é um palestino, qualquer palestino (até uma criança de 6 anos serve), um terrorista sionista que acabe de voltar de uma missão de matar alguns palestinos, demolir casas palestinas ou arrancar algumas árvores palestinas, e o terrorista sionista "testemunhará" que o pai palestino que acaba de trabalhar a terra para alimentar seus filhos, ou o irmão palestino que acaba de lecionar, ou o filho palestino que voltava da universidade, ou a criança palestina que estava brincando na rua com seus amigos acabava de "atacar" ou de planejar um "ataque" (já que os sionistas têm o poder de ler mentes) a um membro do terrorista exército sionista que ocupa um povo e o oprime.

Se, em uma entidade colonial ilegal que se estabeleceu sobre os corpos de palestinas e sobre as ruínas dos lares, orgulhoso do legado racista que afirma (em nome da inútil ONU) ser um "democracia" e um "Estado que acata a lei", se detém aos palestinos há décadas baseando-se na falta de provas e nas chamadas "provas secretas", isto é, falsos testemunhos criminais de investigação do exército de ocupação que, a pesar da tortura, não foram capazes de obrigar seqüestrados palestinos a admitir algo que não haviam cometido, assim estes "investigadores" escrevem contos de fadas e apresentam como provas. O tribunal do exército israelense sabe que são mentiras, os soldados sabem que são mentiras e os meios de comunicação israelenses sabem que são mentiras, mas não importa, desde que no final do dia outro palestino esteja preso por uma longa temporada. Sim,1.501 dias em "cativeiro" está muito longe do entendimento de um sionista.

Entre os mais de 7.200 presos palestinos que estão atualmente em prisões israelenses há:

- 308 "presos veteranos", presos palestinos que estiveram em prisões israelenses desde antes do chamado acordo de paz entre a entidade sionista e a extinta OLP em maio de 1994;

- 118 presos há mais de duas décadas dentro de prisões israelenses;

- 21 "generais de paciência", presos palestinos que estão há mais de 25 anos em prisões israelenses.

Os presos que sobreviveram aos brutais interrogatórios e torturas em centros de interrogação israelense estão privados dos direitos humanos mais elementares e estão sujeitos à brutalidade e ao assédio contínuos, aos ataques diários, à destruição e ao roubo durante todo o tempo que dura seu encarceramento. 70 presos palestinos foram assassinados durante os interrogatórios, outros 70 foram executados depois de sua detenção por forças da ocupação israelense ou pelas forças da prisão israelense e a negligencia médica levou 51 palestinos à morte.

A maioria dos presos que necessitam de tratamento médico não conseguem e, em caso de conseguir, o mais provável é que, como dizem muitos presos, aumente seu sofrimento e dor. Os presos que padecem de doenças malignas simplesmente recebem medicamentos para tirar a dor; quem padecia de doenças prévias observam se lhes amputam membros desnecessariamente enquanto outros perdem a visão ou a capacidade do movimento. Muitos presos palestinos estão sãos quando são detidos mas acabam com todo tipo de doenças devido à tortura (tanto física como psicológica), a falta de comida e de higiene. Com freqüência se trata de doenças que somente requerem um tratamento simples, mas devido à negligência médica, aos tratamentos errôneos ou aos experimentos médicos, evoluem a enfermidades graves, matando de forma lenta e dolorosa. Outras formas de tortura incluem o isolamento de presos em celas sujas durante meses e meses, e desconectar-los do mundo exterior. E enquanto a pequena, muito pequena, quantidade de terroristas israelenses que teatralmente são "condenados" e "encarcerados" por cometer massacres e assassinar a palestinos (aliás, tudo uma farsa para calar a crítica do feito de que Israel premie os terroristas sionistas e não os prenda antes que o presidente do Estado assassino os perdoe em silencio) se permite sair de licença, casar-se, ter filhos enquanto estão presos, as mesmas autoridades das prisões cancelam as visitas familiares a presos palestinos e os proíbem as ligações por telefone e as cartas entre os presos e seus seres queridos.

Na semana passada meu primo, que estava sentado atrás de mim, viu a foto de quatro palestinos presos na tela do meu computador. Olhou-me e sem que eu o pedisse disse o nome dos quatro. Na foto não havia nomes, nada. Isto é para a jovem geração de palestinos, de maneira que possam nunca esquecer os nomes, para que memorizem, repitam aos heróis esquecidos e ignorados, ponham nomes as cifras que citamos e ponham nomes às caras que estão por detrás das grades e lutem por eles até que o último preso palestino seja livre.

Na'il, Fakhri, Akram e todos vocês, camaradas; os chamam de "terroristas" quando seu único crime é sua sede de liberdade. Os chamam de "terroristas" quando seu única crime é levantar-se contra os soldados da ocupação que assassinaram suas famílias, destruíram suas casas e expulsaram seu povo. Os chamam de "terroristas" quando são suas escavadoras as que destróem nossas casas, nossos campos e nossas oliveiras. Os chamam de "terroristas" quando são eles que bloqueiam nossos povoados, cidades e campos de refugiados, nos fecham atrás de grades e nos privam dos nossos direitos legítimos.

Na'il, Fakhri, Akram e todos vocês, camaradas; são eles os terroristas e vocês os lutadores pela liberdade. Eles são os assassinos e vocês os heróis. Eles são os sionistas e vocês os palestinos.

Eu queria escrever cada um dos nomes, cada um de seus nomes, mas por desgraça não existem dados com todos os nomes; busquei durante semanas para completar estas três listas. Portanto, peço desculpas a cada um dos presos e das presas que não pude nomear, a suas famílias que leiam os nomes de outros presos que mencionei nesta ou naquela petição e neste ou naquele comunicado de imprensa e se perguntem: e meu filho ou minha filha? Peço desculpas porque cada um de vocês é meu herói. Nunca os esquecemos e nunca os esqueceremos, porque sua liberdade é nossa liberdade.

"Generais da paciência" que passaram mais de 25 anos nas masmorras israelenses:

1 Na'il Saleh Al Bargouhti, 52 años, Ramala, en la cárcel desde el 04.04.1978 (32 años, 4 meses, 7 días – total de días: 11.817) y por lo tanto es el preso político que más tiempo lleva en la cárcel del mundo.

2 Fakhri (Asfour) Abdallah Al Bargouthi, 55 años, Ramala, en la cárcel desde el 23.06.1978 (32 años, 1 mes, 17 días – total de días: 11.737).

3 Akram Abdel Aziz Mansour, 47 años, Qalqilya, en la cárcel desde el 02.08.1979 (31 años, 9 días – total de días: 11.332).

4 Fouad Qasem Arafat Al-Razem, 51 años, Jerusalén, en la cárcel desde el 30.01.1981 (29 años, 6 meses, 10 días – total de días: 10.785).

5 Ibrahim Fadel Jaber, 55 años, Hebrón, en la cárcel desde 08.01.1982 (28 años, 7 meses, 3 días – total de días: 10.442)

6 Hasan Nimir Ali Salma, 51 años, Ramala, en la cárcel desde el 08.08.1982 (28 años, 3 días – total de días: 10.230).

7 Othman Ali Misleh, 57 años, Nablus, en la cárcel desde el 15.10.1982 (27 años, 9 meses, 24 días – total de días: 10.162).

8 Sami Khaled Salameh Younis, 77 años, de 'Ara, en la cárcel desde el 05.01.1983 (27 años, 7 meses, 6 días – total de días: 10.080).

9 Karim Yousif Fadil Younis, 51 años, de 'Ara, en la cárcel desde el 06.01.1983 (27 años, 7 meses, 5 días – total de días: 10.079).

10 Maher Abdel Latif Younis, 52 años, de 'Ara, en la cárcel desde el 20.01.1983 (27 años, 6 meses, 20 días – total de días: 10.065).

11 Salim Ali Ibrahim Al-Kayyal, 56 años, de Gaza, en la cárcel desde el 30.05.1983 (27 años, 2 meses, 9 días – total de días: 9.935).

12 Hafith Qundus, 46 años, de Yafa, en la cárcel desde el 15.05.1984 (26 años, 2 meses, 24 días – total de días: 9584).

13 Issa Abed Rabbo, 46 años, del campo de refugiados de Dheisheh, en la cárcel desde el 20.10.1984 (25 años, 9 meses, 19 días – total de días: 9.426).

14 Ahmad Farid Shehadeh, de Ramallah, en la cárcel desde el 16.02.1985 (25 años, 5 meses, 24 días – total de días: 9.307).

15 Mohammad Ibrahim Mohammad Nasr, 55 años, de Ramala, en la cárcel desde el 11.05.1985 (25 años, 3 meses – total de días: 9.223).

16 Rafi' Farhoud Mohammad Karaja, 49 años, de Ramala, en la cárcel desde el 20.05.1985 (25 años, 2 meses, 19 días – total de días: 9.214).

17 Talal Yousif Ahmad Abu Al-Kabbash, 55 años, de As-Samou', en la cárcel desde el 23.06.1985 (25 años, 1 mes, 17 días – total de días: 9.180).

18 Mustafa 'Amer Mohammad Ighnemat, 45 años, de Sourif, en la cárcel desde el 27.06.1985 (25 años, 1 mes, 13 días – total de días: 9.176).

19 Ziyad Mahmoud Mohammad Ighnemat, 46 años, de Sourif, en la cárcel desde el 27.06.1985 (25 años, 1 mes, 13 días – total de días: 9.176).

20 Haza' Mohammad Haza' As-Sa'di, 44 años, del campo de refugiados de Jenin, en la cárcel desde el 27.07.1985 (25 años, 12 días – total de días: 9.146).

21 Othman Abdallah Mahmoud Bani Hassan, 43 años, de 'Arbona, en la cárcel desde el 27.07.1985 (25 años, 12 días – total de días: 9.146).

Presos que passaram mais de 20 anos nas masmorras de Israel (a data é do inicio da sua detenção):

Sidqi Sleiman Ahmad Al-Maqt, Majdal Shams, 23.8.1985

Hani Badawi Mohammad Said Jabir, Jerusalén, 03.09.1985

Mohammad Hasan Abdel Jawad Abu Wahdan, Jerusalén, 03.10.1985

Mohammad Ahmad Abdel Hamid At-Tous, Hebrón, 06.10.1985

Nafith Ahmad Talib Hirz, Gaza, 25.11.1985

Faiz Mtawi' Hammad Al-Khour, Gaza, 29.11.1985

Ghazi Jum'a Mohammad An-Nims, Gaza, 30.11.1985

Hamza Nayif Hasan Zayid, Jenin, 22.01.1986

Mahmoud Adam Said Nourin, Jerusalén, 31.01.1986

Ahmad Abdel Rahman Hussein Abu Hasirah, Gaza, 18.02.1986

Mohammad Misbah Khalil 'Ashour, Ramala, 18.02.1986

Wasfi Ahmad Abdel Qader Mansour, Tirah, 15.05.1986

Walid Nimir As'ad Duqqah, Baqa Al-Gharbieh, 25.02.1986

Mohammad Abdel Hadi Mohammad Al-Hasna, Gaza, 04.03.1986

Tawfiq Ibrahim Mohammad Abdallah, Salfit, 07.03.1986

Mustafa Mahmoud Mousa Qar'oush, Salfit, 10.03.1986

Rushdi Hamdan Mohammad Abu Mukh, Baqa Al-Gharbiyeh, 24.03.1986

Ibrahim Nayef Hamdan Abu Mukh, Baqa Al-Gharbiyeh, 24.03.1986

Ibrahim Abdel Raziq Ahmad Bayadsah, Baqa Al-Gharbiyah, 26.03.1986

Ibrahim Mustafa Ahmad Baroud, Jabalia, 09.04.1986

Ala' Iddin Ahmad Rida Al-Bazian, Jerusalén, 20.04.1986

Ali Badir Raghib Maslamani, Jerusalén, 27.04.1986

Fawwaz Kathim Rushdi Bakhtian, Jerusalén, 29.04.1986

Isam Salih Ali Jandal, Jerusalén, 30.04.1986

Khalid Ahmad Daoud Mheisin, Jerusalén, 30.04.1986

Ahmad Ali Hussein Abu Jabir, Kufr Qasem, 08.07.1986

Abdel Latif Ismail Ibrahim Shqeir, Nablus, 23.07.1986

'Afu Misbah Noufal Shqier, Nablus, 24.07.1986

Salih Mohammad Yousif Al-'Abid, Ramala, 22.08.1986

Abdel Nasir, Daoud Mustafa Alhelsi (Halaseh), Jerusalén, 16.10.1986

Tariq Daoud Mustafa Alhelsi (Halaseh), Jerusalén, 16.10.1986

Ibrahim Hussein Ali I'lian, Jerusalén, 19.10.1986

Samir Ibrahim Mahmoud Abu Ni'mah, Ramala, 20.10.1986

Hazim Mohammad Sabri I'seileh, Jerusalén, 21.10.1986

Samir Isam Salim Al-Mahroum, Jenin, 15.11.1986

Abdel Rahman Fadil Abdel Rahman Al-Qeeq, Rafah, 18.12.1986

Khalid Mtawi' Msalam Al-J'eidi, Rafah, 24.12.1986

Ahmad Abu Isu'ud Abdel Raziq Hanni, Nablus, 23.05.1987

Lutfi Mohammad Ibrahim Hijazi, 05.06.1987

Moayad Abdel Rahim Sa'd Abdel Samad, Tulkarim, 14.06.1987

Mohammad Mansour Abdel Majid Ziadeh, Al-Lidd, 10.09.1987

Mukhlis Ahmad Mohammad Burghal, Al-Lidd, 11.09.1987

Omar Mahmoud Jabir Al-Ghoul, Gaza, 13.10.1987

Mohammad Mohammad Shehadeh Hassan, Gaza, 13.10.1987

Mohammad Adel Hasan Daoud, Qalqilia, 08.12.1987

Yassin Mohammad Yasin Abu Khdeir, Jerusalén1.01.1988

Khalid Mohammad Shafiq Taha, Jerusalén, 18.01.1988

Amer Ahmad Mahmoud Al-Qawasmi, Hebrón, 22.01.1988

Jihad Ahmad Mustafa 'Ibeidi, Jerusalén, 22.01.1988

Nasir Mousa Ahmad Abed Rabbo, Jerusalén, 09.02.1988

Rauwhi Jamal Mushtaha, Gaza, 13.02.1988

Usama Sliman Abu Al-Jidian, Gaza, 17.02.1988

Jamal Hamad Hussein Abu Saleh, Jerusalén, 21.02.1988

Samir Ibrahim Daoud Abu Ser, Jerusalén, 22.02.1988

Mahmoud Salim Sliman Abu Al-Kharabish, Jericó, 11.03.1988

Yasir Mahmoud Mohammad Al-Khawaja, Rafah, 08.07.1988

Tha'ir Mohammad Jamil Al-Kurd, Jabalia, 08.08.1988

Hasan Mahmoud Abdel Rahim Nofal, Jabalia, 09.08.1988

Jihad Jamil Mahmoud Abu Ghaban, Jabalia, 10.08.1988

Mohammad Ahmad Mohammad Jabbarin, Um Il-Fahim, 06.10.1988

Mahmoud Othman Ibrahim Jabbarin, Um Il-Fahim, 08.10.1988

I'weidah Mohammad Sliman Kallab, Gaza, 10.10.1988

Ahmad Rabah Ahmad 'Amirah, Jerusalén, 25.10.1988

Ahmad Jibril Othman At-Takruri, Ramala, 31.10.1988

Jum'a Ibrahim Jum'a Adam, Jericó, 31.10.1988

Ali Abdallah Salim 'Amriyah, Haifa, 24.11.1988

Samir Saleh Taha Sirsawi, Haifa, 24.11.1988

Abdel Rahman Rabi' Abdel Rahman Shihab, Jabalia, 16.12.1988

Bilal Ahmad Yousif Abu Hussein, Jerusalén, 20.12.1988

Mohammad Abdel Rahman Mohammad Zaqqout, Jabalia, 23.01.1989

Ibrahim Lutfi Hilmi Taqtouq, Nablús, 03.03.1989

Samir Nayif Abdel Ghaffar An-Na'nish, Nablús, 05.03.1989

Iyad Ahmad Mustafa Abu Hasna, Rafah, 15.03.1989

Nidal Abdel Raziq Izzat Zalloum, Ramala, 03.05.1989

Mohammad Yousif Hasan Ash-Sharat-ha, Jabalia, 09.05.1989

Yahia Ibrahim Hasan As-Sinwar, Khan Younis, 14.05.1989

Tawfiq Abdallah Salman Abu Na'iim, Deir Al-Balah, 14.05.1989

Hasan Ahmad Khalid Al-Maqadma, Deir Al-Balah, 18.05.1989

Imad Mohammad Jamil Shihadah, Gaza, 07.06.1989

Bilal Ibrahim Mustafa Damrah, Salfit, 19.06.1989

Mustafa Othman Omar Al-Haj, Salfit, 20.06.1989

Fahim Ramadan Sarhan Ibrahim, Salfit, 20.06.1989

Abdel Hadi Salman Rafi' Ghneim, Deir Al-Balah, 06.07.1989

Mohammad Mahmoud Awad Hamdiyeh, Gaza, 14.07.1989

Nihad Yousif Radwan Jundiyeh, Gaza, 14.07.1989

Raid Mohammad Sharif As-Sa'di, Jenin, 28.08.1989

Ahmad Hussein Mahmoud Shukri, Ramala, 09.09.1989

'Aayid Mahmoud Mohammad Khalil, Tulkarim, 06.10.1989

Mahmoud Said Ahmad Jradat, Jenin, 17.10.1989

Majdi Atiyah Sliman 'Ajouli, Tulkarim, 17.10.1989

Abdel Min'im Othman Mohammad Tu'mah, Tulkarim, 28.10.1989

Wa'il Makin Abdallah Abu Fanounah, Gaza, 12.12.1989

Jamal Omar Mohammad Irqeeq, Gaza, 22.12.1989

Sha'ban Salim Abed Hassounah, Gaza, 05.1.1990

Hasan Yousif Mahmoud Al-Ghafri, Ramala, 03.02.1990

Ashraf Bal'ouji, Gaza, 08.02.1990

Thahir Salman Salim Ayyad, Rafah, 15.02.1990

Ibrahim Abdel Raziq Ahmad Mish'al, Jerusalén, 28.03.1990

Adnan Mohammad Ata Maragha, Jerusalén, 22.05.1990

Ayman Mustafa Khalil Al-Far, Gaza, 02.06.1990

Najih Mohammad Badawi Miqbil, Hebrón, 10.07.1990

Hafith Mahmoud Abed Ad-Dibil, Deir Al-Balah, 20.09.1990

Mohammad Jabir Yousif Nashbat, Deir Al-Balah, 20.09.1990

Zuheir Salah Anis Ash-Shashniyeh, Deir Al-Balah, 22.09.1990

Ahmad Said Mohammad Ad-Damouni, Deir Al-Balah, 24.09.1990

Suheil Said Salamah Al-Jdeili, Deir Al-Balah, 26.09.1990

Amir Su'ud Salih Abu Sarhan, Beén, 21.10.1990

Yasir Abdel Qadir Ibrahim Hjazi, Ramala, 02.11.1990

Nasr Omar Mohammad An-Namleh, Gaza, 21.11.1990

Mohammad Abdel Majid Mohammad Sawalhah, Nablús, 02.12.1990

Husni Farigh Ahmad Sawalhah, Nablús, 02.12.1990

Abdel Halim Mahmoud Hasan Abdallah, Jabalia, 05.12.1990

"Presos veteranos", presos palestinos que estiveram em prisões israelenses desde antes de que assinaram o chamado acordo de paz entre a entidade sionista e a extinta OLP em maio de 1994 (a data é do inicio da sua detenção):

Mohammad Ahmad Mahmoud Sabbagh, Jenin, 23.01.1991

Khalid Saoud Ahmad Azraq, Belén, 12.02.1991

Abdallah Joudeh Mohammad Abu Shalbak, Ramala, 14.02.1991

Jihad Mohammad Abdel Hadi Bani Jami', Nablus, 14.02.1991

Imad Hamad Ahmad Al-Masri, Jenin, 05.03.1991

Mukhlis Sidqi Abdel Raziq Sawaftah, Jenin, 09.03.1991

Mohammad Mustafa Hasan Abu Jalalah, Jabalia, 11.03.1991

Faris Ahmad Mohammad Baroud, Gaza, 23.03.1991

Imad Ali Abdallah Abu Rayan, Jabalia, 24.03.1991

Khalid Mohammad Ahmad Asakrah, Belé, 01.05.1991

Yasir Tayseer Mohammad Daoud, Jerusalén, 18.05.1991

Jamil Ismail Abdel Qader Al-Baz, Deir Al-Balah, 18.08.1991

Yousif Mousa Mahmoud Al-Khalis, Jerusalén, 19.08.1991

Mazin Mustafa Yousif Alawi, Jerusalén, 23.08.1991

Sleiman Nayif Hasan Abu Tyour, Ramala, 02.09.1991

Faysal Mustafa Mahmoud Abu Al-Rub, Jenin, 25.09.1991

Iyad Thiab Ahmad Abu Kheizaran, Toubas, 03.10.1991

Jamal Khalid Ibrahim Abu Muhsin, Jenin, 04.10.1991

Ratib Abdallah Zeidan Msalam, Ramala, 12.10.1991

Hazim Ali Salim Al-Aydi, Deir Al-Balah, 28.10.1991

Majdi Ahmad Mohammad Hammad, Gaza, 26.12.1991

Nasir Ghazi Mohammad Dweidar, Deir Al-Balah, 19.01.1992

Walid Zakariya Abdel Hadi Aqil, Deir Al-Balah, 19.01.1992

Ahmad Ismail Husein Abu Al-Kas, Deir Al-Balah, 30.01.1992

Eid Abdallah Abdel Hadi Misleh, Deir Al-Balah, 12.02.1992

Basim Mohammad Iqab Nazzal, Jenin, 15.02.1992

Abdel Rahman Yousif Mahmoud Al-Haj, Qalqilia, 21.02.1992

Ibrahim Khalil Ahmad Salah, Belén, 24.02.1992

Mahmoud Ata Mahmoud Muammar, Battir, 24.02.1992

Mohammad Said Hasan Ighbariyyeh, Um Il-Fahim, 26.02.1992

Ibrahim Hasan Mahmoud Ighbariyyeh, Um Il-Fahim, 26.02.1992

Yahya Mustafa Mohammad Ighbariyyeh, Um Il-Fahim, 04.03.1992

Mohammad Tawfiq Sleiman Jabbarin, Um Il-Fahim, 01.04.1992

Jalal Lutif Abdel Nabi Saqir, Deir Al-Balah, 08.04.1992

Abdel Rahman Omar Sadiq Assaf, Jenin, 29.04.1992

Nu'man Yousif Ahmad Shalabi, Jenin, 07.05.1992

Adnan Mohammad Yousif Al-Afandi, Bethlehem, 13.05.1992

Sharif Hasan Atiq Abu Dheileh, Nablus, 19.05.1992

Ahmad Ibrahim Ahmad Al-Falet, Deir Al-Balah, 27.05.1992

Mouayyad Salim Mahmoud Hijja, Nablus, 31.05.1992

Khamis Zaki Abdel Hadi Aqel, Deir Al-Balah, 18.06.1992

Mazin Moahmmad Sliman An-Nahhal, Rafah, 09.07.1992

Faraj Salih Abdallah Al-Rimahi, Jabalia, 14.07.1992

Mohammad Abdel Karim Salih Abu Ataya, Gaza, 30.07.1992

Mohammad Ali Mohammad Hirz, Gaza, 30.07.1992

Mohammad Jmei'an Jum'a Abu Ayyash, Gaza, 30.07.1992

Nasim Mohammad Shreirih Al-Kurd, Jabalia, 30.07.1992

Asrar Mustafa Kleib Samrin, Ramala, 04.08.1992

Khalid Salih Jabir Al-Mighbir, Rafah, 12.08.1992

Khalid Zaki Yousif Abu Rayaleh, Gaza, 12.08.1992

Mahmoud Mustafa Salih Mardawi, Qalqilia, 28.08.1992

Khalid Yousif Abdel Rahman Mardawi, Qalqilia, 28.08.1992

Mohammad Arif Mohammad Bsharat, Jenin, 22.09.1992

Fahid Subhi Ms'ad Zaqzouq, Jabalia, 30.09.1992

Diya' Zakariya Shakir Al-Falouji, Khan Younis, 12.10.1992

Mohammad Yousif Sliman Turkman, Jenin, 28.10.1992

Usama Zakariya Wadi' Abu Hanani, Jenin, 28.10.1992

Ahmad Hasan Ahmad Hassan, Salfit, 05.11.1992

Imad Abdel Rahman Abdel Hafith Husein Ali, Salfit, 21.11.1992

Ahmad Jum'a Mustafa Khalaf, Jerusalén, 25.11.1992

Iyad Jamil Abdel Salam Abu Taqiyeh, Deir Al-Balah, 26.11.1992

Ata Mahmoud Abdel Rahman Falna, Ramallah, 28.11.1992

Mohammad Fawzi Salamah Falnah, Ramallah, 29.11.1992

Taha Adel Sa'adah Shakhshir, Nablus, 01.12.1992

Haroun Mansour Yacoub Nasir Iddin, Hebron, 15.12.1992

Jamil Abdel Wahab Jamal An-Natsheh, Hebron, 16.12.1992

Mousa Mohammad Salim Doudin, Hebron, 20.12.1992

Abas Abdallah Abdel Wadoud Shabaneh, Hebron, 27.12.1992

Mustafa Ali Hussein Ramadan, Khan Younis, 31.12.1992

Nasir Hasan Abdel Hamid Abu Srour, Bethlehem 04.01.1993

Ahmad Abdallah Ali Ardah, Jenin, 04.01.1993

Mahmoud Jamil Hasan Abu Srour, Bethlehem, 05.01.1993

Ahmad Mohammad Awlad Mohammad, Hebron, 13.01.1993

Said Ahmad Mohammad Awlad Mohammad, Hebron, 13.01.1993

Tahir Mohammad Tahir Zyoud, Jenin, 06.02.1993

Ahmad Said Qasim Abdel Aziz, Jenin, 10.02.1993

Osama Khalid Kamil Silawi, Jenin, 16.02.1993

Mahmoud Adib Mahmoud Maslamani, Jenin, 27.02.1993

Ziyad Salim Husni Salma, Gaza, 01.03.1993

Ayman Ibrahim Mohammad Sha'ath, Rafah, 02.03.1993

Yahya Mohammad Yacoub Al-Malhi, Jerusalén, 02.03.1993

Nasr Hmeidan Ali Shqeirat, Jerusalem, 02.03.1993

Nabil Hasan Mohammad 'leiwah, Jenin, 02.03.1993

Yousif Abdel Hamid Yousif Irshid, Jenin, 04.03.1993

Majdi Abdel Hadi Nasrallah Al-Bardini, Rafah, 08.03.1993

Ayman As'ad Sha'ban Ash-Shawwa, Gaza, 09.03.1993

Said Mohammad Ashour Skiek, Gaza, 10.03.1993

Atef Sliman Daoud Al-Masri, Gaza, 10.03.1993

Anwar Msallam Nasrallah Al-Akhras, Khan Younis, 15.03.1993

Atef Izzat Sha'ban Sha'ath, Khan Younis, 16.03.1993

Mahmoud Nofal Mohammad Da'ajnah, Jerusalén, 16.03.1993

Zahir Ali Mousa Jibrin, Salfit, 01.04.1993

Mohammad Mustafa Ahmad Afanah, Ramala, 01.04.1993

Jum'a Ismail Mohammad Mousa, Jerusalem, 02.04.1993

Abdel Aziz Mohammad Abdel Aziz Al-Masri, Khan Younis, 03.04.1993

Mohammad Abdel Fattah Hasan Dukhan, Deir Al- Balah, 11.04.1993

Ismail Mousa Hasan Bakhit, Khan Younis, 11.04.1993

Imad Iddin Ata Qasim Zu'rub, Khan Younis, 11.04.1993

Salamah Aziz Mohammad Mir'I, Salfit, 11.04.1993

Salah Iddin Talib Jabir Al-'Awawdah, Hebron, 14.04.1993

Ramadan Mohammad Odeh Yacoub, Ramala, 19.04.1993

Mahir Huseein Mohammad Abu Karsh, Gaza, 20.04.1993

Salim Hussein Khalil Abu Shab, Khan Younis, 20.04.1993

Ayman Mohammad Anis Jradat, Jenin, 24.04.1993

Abdel Hakim Aziz Abed Hneini, Nablus, 28.04.1993

Mazin Mohammad Ismail Jarad, Jabalia, 30.04.1993

Mohammad Odeh Mohammad As-Sakran, Deir Al-Balah 10.05.1993

Hamdi Amin Mohammad Az-Zweidi, Jabalia, 12.05.1993

Omar Isa Rajab Masoud, Gaza, 18.05.1993

Talib Ismail Ibrahim Abu Mustafa, Khan Younis, 18.05.1993

Ra'fat Ali Mohammad Al-I'ruqi, Gaza, 18.05.1993

Walid Khamis Mansour Sha'ath, Khan Younis, 19.05.1993

Yousif Awwad Mohammad Masalha, Deir Al-Balah, 24.05.1993

Raid Ahmad Salim Al-Hallaq, Gaza, 30.05.1993

Mahmoud Mohammad Ahmad 'Atoun, Jerusalén, 03.06.1993

Mahmoud Mousa Isa Isa, Ramallah, 03.06.1993

Majid Hasan Rajab Abu Qteish, Jerusalén, 05.06.1993

Mousa Mohammad Daoud 'Akkari, Jerusalén, 05.06.1993

Riziq Ali Khadir Salah, Bethlehem, 07.06.1993

Nasir Yousif Mahmoud Al-Qadi, Khan Younis, 09.06.1993

Riyad Said Abdel Aziz Isa, Rafah, 10.06.1993

Jamil Khamis Mohammad Turkahn, Jabalia, 18.06.1993

Salah Mahmoud Zayid Miqlid, Khan Younis, 14.07.1993

Mohammad Afif Ashour Al-Far, Gaza, 16.08.1993

Ashraf Ghazi, Mahmoud Wadi, Tulkarim, 11.09.1993

Mohammad Mousa Mohammad Taqatqa, Belén, 20.09.1993

Walid Ibrahim Mohammad Abu Nassar, Belén, 21.09.1993

Tayseer Hamdan Mohammad Sliman, Jerusalén, 25.09.1993

Mazin Hussein Abed Al-Kahlout, Jabalia, 27.09.1993

Na'il Rafiq Ibrahim Salhab, Jerusalén, 27.09.1993

Fahid Sabri Burhan Ash-Shaludi, Jerusalén, 29.09.1993

Ahmad Awad Ali Kmeil, Jenin, 29.09.1993

Marwan Mohammad Ayyoub Abu Rmeileh, Jerusalén, 30.09.1993

Marwan Mohammad Mustafa Az-Zard, Gaza, 02.10.1993

Salameh Abdallah Salameh Misleh, Khan Younis, 09.10.1993

Atef Ata Mohammad Hassan, Deir Al-Balah, 25.10.1993

Miqdad Ibrahim Ahmad Salah, Nablus, 27.10.1993

Mahir Khamis Abdel Mu'ti Zaqout, Jabalia, 29.10.1993

Mohammad Mohammad Said Abu Hasirah, Gaza, 29.10.1993

Samir Hussein Ghanim Murtaja, Gaza, 29.10.1993

Sa'id Rushdi Mohammad At-Tamimi, Ramallah, 09.11.1993

Nizar Samir Mahmoud At-Tamimi, Ramallah, 09.11.1993

Nahid Abdel Hadi Sa'id As-Sawafiri, Gaza, 09.11.1993

Ahmad Ata Khalil Al-Hito, Gaza, 10.11.1993

Ahmad Yousif Mahmoud At-Tamimi, Ramala, 11.11.1993

Abdel Jawad Yousif Abdel Jawad Shamasneh, Jerusalén, 12.11.1993

Mohammad Yousif Abdel Jawad Shamasneh, Jerusalén, 12.11.1993

Ibrahim Salim Mahmoud Shamasneh, Jerusalén, 12.11.1993

Iyad Salim Hussein Al-'Ar'er, Gaza, 17.11.1993

Hani Rasmi Abdel Rahem Jabir, Hebron, 22.11.1993

Tayseer Salim Mansour Al-Bardini, Rafah, 30.11.1993

Awad Ziyad Awad Salaymeh, Hebron, 17.12.1993

'Ala' Iddin Fahmi Fahid Al-Karaki, Hebron, 17.12.1993

Nasir Fawzi Mustafa Burhum, Tulkarim, 22.12.1993

Lutif Mohammad Hasan Ad-Darabee', Hebron, 29.12.1993

Farid Mohammad Mahmoud Al-Qaisi, Khan Younis, 03.01.1994

Hilmi Hamad Ubeid Al-'Ammawi, Deir Al-Balah, 03.01.1994

Ala' Iddin Ahmad Said Abu Sitta, Khan Younis, 03.01.1994

Midhat Faiz Rajab Barbakh, Khan Younis, 21.01.1994

Hani Mohammad Salman Abu Sitta, Khan Younis, 21.01.1994

Ayman Talib Mohammad Abu Sitta, Deir Al-Balah, 24.01.1994

Atiya Salim Ali Abu Mousa, Khan Younis, 30.03.1994

Hazim Qasim Tahir Shubeir, Khan Younis, 30.03.1994

Ali Ibrahim Salim Ar-Ra'I, Deir Al-Balah, 09.04.1994

Sa'id Mohammad Yousif Badarneh, Jenin, 16.04.1994

Tawfiq Ali Mohammad I'weisat, Jerusalén, 27.04.1994

Fontes (dos dados do presos políticos palestinos):

www.palestinebehindbars.org

www.ppsmo.ps

www.sabiroon.org

www.ahrar-pal.info

www.waed.ps

www.alasra.ps

Fonte: http://avoicefrompalestine.wordpress.com/2010/08/11/palestinian-prisoners-a-symbol-of-resistance-steadfastness-and-pride/

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

NOTICIAS DO MUNDO DO TRABALHO

O estivador Joanilson Pinto Castelo Branco foi preso nesta terça-feira (03), quando se negou a executar seu trabalho de empilhadeirista, no Portocel, no município de Aracruz (ES). Pelo Acordo Coletivo do Trabalho (ACT), empilhadeiras só podem ser manuseadas com a presença de dois operadores. Na ocasião, só havia ele. Diante disso, o funcionário pediu para o supervisor liberá-lo do trabalho. Além de ter o pedido negado, o supervisor chamou a Polícia Militar (PM) que prendeu o trabalhador. O Portocel é administrado pela empresa Fíbria – nome atual da antiga Aracruz Celulose.

Após o fato, o Sindicato dos Estivadores e dos Trabalhadores em Estiva de Minérios do Estado do Espírito Santo divulgou nota onde diz que a "Fíbria tem histórico de truculência com os movimentos sociais no estado e que as arbitrariedades praticadas pela empresa remetem a momentos históricos da escravatura e ditadura" do país.

Para Cícero Benedito Gonzaga, presidente do Sindicato, o fato é inaceitável. Ele pretende levar o caso para a justiça do trabalho.

"Vamos entrar com uma ação interpelando a empresa. O trabalhador individualmente também vai pleitear os seus direitos, pois passou uma humilhação tremenda. Fora o assédio moral que ele está sofrendo, pois não é a primeira vez que isso ocorre com ele. O pior é a autoridade pública, que é a Polícia, receber ordem de empresa privada. Somos contrários a isso também e vamos fazer uma denúncia. Inclusive a área que foi ocupada pela PM é alfandegária que só pode entrar lá a Polícia Federal."

O trabalhador ficou detido durante toda a madrugada. De acordo com a Portocel, a culpa pela prisão do estivador foi da PM. Porém, no Boletim de Ocorrência (BO), consta que "foi feito o uso de algema no abordado por seu supervisor alegar ser o estivador pessoa perigosa".

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.

05/08/10



Trabalhador da Vale morre em dia de folga

 
O Trabalhador Gilson Quaresma de Souza, 40, morreu após ser atingido por uma barra de ferro, quando realizava manutenção de uma máquina no pátio da Usina III, em Tubarão (ES). O acidente aconteceu na tarde do último domingo. A usina, com aproximadamente 3 mil funcionários, pertence à mineradora Vale. O trabalhador, contratado há três meses pela companhia, não estava em sua jornada comum de trabalho. Foi convocado para trabalhar em seu dia de folga.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo e Minas Gerais (Sindfer), Joel Pereira Gomes, cerca de 75% dos trabalhadores da usina são novatos. Ele afirma que a Vale não tem uma política de prevenção para evitar acidente de trabalho com os novos contratados. Ele ainda reforça que os trabalhadores estão com excesso de trabalho.

"A Vale precisa melhorar muito. Precisa investir em segurança e treinamento. Precisa massificar esse trabalho que não é bem feito. O funcionário não estava em horário de turno, ele estava fazendo hora extra. No domingo ele foi convocado para trabalhar, isso quase sempre é feito de forma ilegal. Aqui na Vale esse excesso de trabalho é rotina."

Ainda segundo Joel, o acidente pode estar relacionado ao cansaço do trabalhador, fato que gera desatenção na hora do serviço. O sindicato está acompanhando o caso e cobra explicações da Vale.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 5 mil trabalhadores morrem diariamente em todo o mundo, devido a acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho. A média mundial de acidentes de trabalho é de 270 milhões de ocorrências por ano. Os últimos dados do INSS mostraram que em 2008, ocorreram no Brasil 774 mil acidentes no trabalho, sendo que 3 mil trabalhadores morreram.

De São Paulo, da Radioagência NP, Danilo Augusto.