terça-feira, 29 de novembro de 2011

A Reforma Sindical em pauta no Congresso

imagemCrédito: PCB/SC


Editorial da edição 454 do Brasil de Fato
A oportunidade é fundamental para a classe trabalhadora, que se não estiver atenta e coesa poderá sofrer graves derrotas no Ordenamento Jurídico
No momento em que assistimos a uma retomada da capacidade de lutas do movimento sindical, acelerase no Congresso Nacional a votação do Projeto de Emenda Constitucional que trata da Reforma da Estrutura Sindical (PEC 369/2005).
Trata-se de uma antiga reivindicação do movimento sindical classista, que vem lutando contra os entraves que burocratizam as entidades e permitem a sobrevivência de direções sindicais completamente distanciadas da realidade dos seus representados.
A oportunidade é fundamental para a classe trabalhadora, que se não estiver atenta e coesa poderá sofrer graves derrotas no Ordenamento Jurídico.
Em linhas gerais, o Projeto apresentado pelo governo Lula foi resumido pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), da seguinte forma:
a) remete para a lei a regulamentação dos preceitos constitucionais em matéria sindical, inclusive no que diz respeito à abrangência do poder de negociação, dando ampla liberdade ao legislador para desenhar o modelo de negociação e de organização sindical, desde que não contrarie os enunciados do texto constitucional modifi cado;
b) institui o critério de representatividade, de liberdade de organização, de democracia interna e de respeito aos direitos de minorias, o que poderá ensejar, na lei e no próprio estatuto, a proporcionalidade de chapas na direção sindical;
c) autoriza a instituição da pluralidade sindical, desde que respeitados os critérios previstos no item anterior;
d) elimina o conceito de categoria profissional e econômica, sem instituir ramo ou qualquer outro conceito, podendo a entidade sindical representar apenas e exclusivamente seus associados;
e) acaba com a unicidade sindical, com o sistema confederativo e com a contribuição sindical compulsória;
f) reconhece as centrais como entidades sindicais, podendo, nos termos da lei sindical, se estruturar organicamente, criando suas confederações, federações e sindicatos;
g) reconhece, nos termos de lei específica, o direito de negociação e de greve dos servidores públicos;
h) deixa para a Reforma do Judiciário a definição do papel da Justiça do Trabalho, inclusive a eliminação do chamado poder normativo; e
i) mantém inalterado o texto sobre o direito de greve, ou seja, permanece a possibilidade dos líderes sindicais responderem penal e civilmente por eventuais abusos no exercício desse direito.
O projeto contém alterações muito perigosas para a luta da classe trabalhadora. O texto é genérico o suficiente para permitir dezenas de interpretações, podendo a lei definir a nova estrutura com amplas possibilidades de a bancada patronal inserir dispositivos repressivos que limitem ainda mais a capacidade de organização sindical.
Amplia-se a brecha para uma lei regulamentadora da organização sindical estabelecer requisitos que limitem a liberdade organizativa da classe trabalhadora, consagrando um verdadeiro “estatuto padrão”, como nos tempos da ditadura, com limite de dirigentes sindicais, controle de orçamento e destinação de recursos e medidas punitivas.
Aliás, a nova redação do inciso II do artigo 8º da Constituição Federal passa a exigir que as entidades sindicais cumpram os requisitos de representatividade, participação e agregação se quiserem obter a personalidade sindical, que agora passará a ser autorizada pelo Ministério do Trabalho (MTE). Em outras palavras, a velha Carta Sindical é ressuscitada, conferindo definitivamente à caneta do Ministro do Trabalho os poderes para definir a organização sindical. O que é mais grave, a PEC 369 mantém a redação da terrível Emenda 45, que obriga que o Dissídio Coletivo tenha “comum acordo” para ser suscitado. Tal regra, que favoreceu o patronato recusar-se a aceitar o ajuizamento de um dissídio coletivo na Justiça do Trabalho, resultou num terrível achatamento salarial para as categorias menores.
Mantendo e aprofundando a blindagem legal que impede o exercício do Direito de Greve, qualquer alteração legislativa na estrutura sindical será um retrocesso.
Aceitar a atual redação da PEC 369/2005 enfraquecerá a classe trabalhadora e abrirá condições para que a poderosa bancada patronal no Congresso Nacional aprove “leis regulamentadoras”, que servirão de pretexto para reprimir a capacidade de luta das parcelas combativas do movimento sindical, cerceando ainda mais o limitado direito de greve.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O Capital e os Trabalhadores Portuários

Mais uma vez o sistema capitalista vem numa forma quase arbitraria, informando que a partir de Janeiro de 2012, os trabalhadores do porto de Santos, deverão fazer intervalo de 11horas de descanso entre um trabalho e outro. Desse modo, quando um trabalhador se engajar num trabalho, só poderá se empregar novamente dali há 11horas. Após o esse descanso, poderá se engajar novamente, acabando com as dobras.
O trabalhador portuário tem um sistema de trabalho avulso, o que lhe garante total liberdade de escolha de trabalho. Com a imposição desse intervalo o sistema praticamente obriga o trabalhador a se engajar em fainas que não seriam de sua escolha, o que é um desrespeito ao trabalhador portuário. Essa medida tem o objetivo de controlar o trabalhador, pois o trata como se ele fosse um subordinado a um patrão. Com essa mudança no sistema de trabalho, nós teremos que nos engajar todo dia, e aceitar qualquer trabalho que aparecer.
O OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) e o “CAP”, Autoridade Portuária, vêm investindo sistematicamente na desmoralização dos trabalhadores do cais Santista, impondo uma política patronal em todas as categorias do porto. Uma das características dessa política patronal é colocar categoria contra categoria, trabalhador contra trabalhador, e isso é feito com o claro objetivo de vincular todos os trabalhadores a empresas, que é o sonho dos empresários do setor portuário. Um dos mecanismos encontrados para promover o rebaixamento da classe é a desmotivação, que faz com que os trabalhadores busquem uma opção melhor de trabalho, através do vínculo.
Desse modo, o OGMO e o CAP, contaminados e patrocinados pela ideologia patronal e capitalista, procuram enfraquecer o movimento operário no cais Santista, que já foi um dos maiores movimentos de união de trabalhadores do Brasil. Eles estão colocando no fundo do poço todos os direitos e conquistas dos trabalhadores do porto de Santos, fruto das lutas históricas da categoria.
Devemos ficar atentos a todas essas mudanças, e denunciar seus verdadeiros objetivos, não nos esquecendo das vitórias alcançadas no passado, e o único jeito será a união de todas as categorias para lutar por seus direitos.

Saudações Comunistas!
Lênin Braga

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

“Só restou a greve”

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Entrevista com Jesu Júnior, do Sintrajufe-CE
O diretor do Sintrajufe-CE, Jesu Júnior, militante do PCB, explica o porque da greve no Judiciário Federal e como a categoria tem avançado em sua organização no Ceará. Recém-chegado ao Partido, Jesu conta ainda o porque de ter escolhido o PCB para lutar.
PCB - Por que os servidores do judiciário estão em greve no Ceará?
Jesu Júnior - As principais reivindicações dos servidores do Judiciário Federal na greve que já atinge 20 estados no país são as seguintes:
-Os servidores estão há 5 anos sem reajuste.
-Aprovação do PL 6613/2009 (reajuste), há mais de um ano parado na CFT da câmara federal.
-Contra o PL 549/2009, que congela por 10 anos os salários e impede novos investimentos no Serviço Público.
-Contra o PL 1992/07, que reduz a aposentadoria dos servidores para o teto do Regime Geral e, na prática, implicará na privatização da previdência, com uma corrida aos fundos privados de pensão.
-Contra a política do Governo Lula/Dilma de sucateamento e privatização do Serviço Público.
Como o governo Dilma não se dispõe a negociar, só restou a greve.
PCB - Há quanto tempo a categoria está parada?
JJ - Os servidores da JF/CE decidiram pela greve no dia 18/10/2011. Foram cumpridas todas as formalidades legais, de forma que a greve iniciou efetivamente em 24/10/2011. Já no início do mês de novembro, os servidores da JF/CE decidiram manter-se em estado de greve, porém concentrando as atividades de paralisação num único dia: as quartas-feiras, marcando o chamado "apagão" da JF/CE.
PCB - Como estão as negociações com o governo?
JJ - Infelizmente, o governo federal permanece inflexível, orientado a base aliada no Congresso Nacional a rejeitar emendas e obstruir votações relativas ao reajuste dos servidores do Judiciário Federal.
O STF tem prometido interceder pelos servidores, buscando dialogar com o governo Dilma e sua base aliada no Congresso Nacional, mas até o momento os servidores não tem nada garantido, diferentemente dos magistrados, que já tiveram seu reajuste anual assegurado pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) da Câmara.
PCB -Como o sindicato está mobilizando os servidores da Justiça Federal?
A categoria dos servidores do Judiciário Federal se caracteriza por diversas peculiaridades. São servidores com poder aquisitivo considerável, com salários que variam muito para cima dependendo da fase em que o servidor ingressou na instituição.
Tudo isso faz com que o servidor do judiciário federal não se sinta sequer parte da categoria dos servidores federais, embora obviamente o seja. Mais difícil ainda é trabalhar com a ideia de uma classe trabalhadora una.
Foi nessa conjuntura desfavorável e cheia de preconceitos históricos que aprovamos o nome de "SINDICATO DOS TRABALHADORES" ao invés de "Sindicato dos servidores", ainda em 2008, numa disputa ferrenha com a oposição pelega montada pela administração.
Foi uma vitória simbólica mas de grande importância. De lá para cá a luta tem avançado, e hoje os servidores da JF/CE já aceitam com mais naturalidade as intervenções de professores, sapateiros e trabalhadores da construção civil nas assembleias de greve da categoria.
Fazemos todo um esforço para conciliar a luta imediata economicista com a estratégia maior de crítica ao governo do PT e ao próprio capitalismo, apontando sempre a unidade entre a classe trabalhadora como a chave para a vitória. Isso tem funcionado bem e a cada dia de greve uma nova barreira é transposta: depois da inédita manifestação na praça em frente à JF/CE, esta semana os servidores da JF/CE pela primeira vez na sua história percorreram as ruas do centro de Fortaleza com faixas, som, adesivos e distribuindo panfletos à sociedade.
Avaliamos que estamos no caminho certo.
PCB - Há quanto tempo você é diretor sindical?
JJ - Nosso grupo aqui no Ceará disputou e venceu as primeiras eleições em 2007, assumindo a direção da então associação dos servidores. Já em 2008, transformamos a associação em sindicato (SINTRAJUFE/CE), pondo um fim na política de subserviência à administração da JF/CE.
A direção reagiu e organizou uma "chapa-branca", numa conjuntura de ataques e difamações orquestradas contra o nosso grupo sindical, o que resultou numa derrota nossa no pleito de 2009, por uma diferença de menos de 3% dos votos apurados.
Nas eleições de 2011, mais uma vez lançamos chapa, e vencemos o pleito, dando início, no dia 01 de setembro de 2011, à gestão UNIDADE NA LUTA.
PCB – E há quanto tempo você milita no PCB?
JJ - Antes de me aproximar do PCB, eu militava numa organização de esquerda sem registro no TSE e de abrangência limitada a poucos estados do país. Ao final de 2010, comecei a acompanhar mais de perto os documentos, declarações políticas e atividades do PCB, considerando ser este um partido organizado em todo o território nacional, de forma que meu esforço militante poderia assim trazer melhores frutos.
Foi assim que rapidamente conclui ser o PCB o único partido registrado a manter posições coerentes com o marxismo-leninismo, defender a revolução cubana e dos demais estados operários e se contrapor efetivamente ao imperialismo.
Já no início de 2011, procurei o diretório estadual do PCB no Ceará, participei de algumas atividades para conhecer melhor o partido e, desde então, consolidei minha opção pelo PCB, partido ao qual hoje estou filiado.
PCB - Recentemente você esteve na Conferência Política do PCB. Qual sua avaliação sobre o evento?
JJ - As atividades do PCB no Ceará e a Conferência Política que participei recentemente, no Rio de Janeiro, deixam claro ser o PCB um partido onde efetivamente existe debate interno.
Aqui podemos vivenciar o verdadeiro centralismo democrático, com os militantes do partido expressando não apenas suas concordâncias, mas também as necessárias discordâncias, que devem ser discutidas nas instâncias internas do partido.
São muito importantes as posições firmes do PCB, reafirmadas na conferência, contra a invasão imperialista da Líbia, as ameaças na Síria e no Irã. A defesa da revolução cubana, o rechaço ao assassinato do comandante das FARC, Alfonso Cano e o repúdio às agressões ao povo palestino protagonizadas pelo estado terrorista de Israel.
Tudo isso sem precisar cair no esquerdismo estéril. É isso que diferencia nosso partido de todos os outros. Esperamos, agora, poder aplicar aqui no Ceará as resoluções aprovadas nessa Conferência.

No 2º dia, cresce greve nacional dos petroleiros


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A greve dos petroleiros iniciada ontem ganhou força nessa quinta (17)
Destaque para a adesão ao movimento das importantes refinarias da Bahia, em Mataripe, e de São Paulo, em Cubatão. No Rio de Janeiro, os terminais da Baía de Ilha Grande (TEBIG) e o Aquaviário da Baia de Guanabara (TABG) também se somaram. O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro ainda organizou nessa manhã um ato em frente a um dos prédios administrativos da Petrobrás no centro do Rio. O trancaço no Edifício Torre Almirante atrasou por mais de uma hora a entrada dos trabalhadores, esquentou a greve no Rio com uma multidão se aglomerando em frente ao prédio e se solidarizando à luta. Até Polícia Militar interviu para acelerar o encerramento do ato.
A revolta dos petroleiros em greve se explica pelo fato de que os grandes lucros da empresa e a descoberta do pré-sal não chegam até os trabalhadores. Por isso, exigem aumento do salário e melhoria das condições de trabalho daqueles que dedicaram e ainda dedicam sua vida à construção da Petrobrás. A Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e o Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro prometem greve por tempo indeterminado até que a gerência de Recursos Humanos dialogue efetivamente com a pauta de negociação da categoria.
A direção do Sindipetro-RJ avalia que a greve está numa crescente. O diretor Emanuel Cancella mostra-se indignado com a truculência da Petrobrás e com a intransigência da empresa em repassar ganhos reais aos trabalhadores:
- Vamos fortalecer a mobilização de luta dos petroleiros em todo o Brasil. Essa mobilização no Rio de Janeiro vai continuar todos os dias até que a empresa avance nas negociações – afirma o coordenador da Secretaria Geral do sindicato.
Os petroleiros, entre outros pontos, reivindicam aumento real (percentual incidindo sobre o salário básico), melhorias na AMS (assistência médica) e mais segurança no trabalho. Em 2011, a companhia já computa 16 mortos em acidentes de trabalho. A luta pelo monopólio estatal do petróleo e pela Petrobrás 100% pública e estatal também fazem parte das bandeiras do movimento.
Veja abaixo o quadro atualizado do 2º dia da greve nacional dos petroleiros:
SINDIPETRO RJ
No estado do Rio de Janeiro, os petroleiros do TEBIG, em Angra dos Reis, encontram-se com adesão de cerca de 80% à greve entre turno e administrativo. Desde ontem realiza-se assembleias a cada troca de turno para avaliar o movimento. Com truculência, a empresa determinou que a vigilância comunicasse aos grevistas a proibição da entrada para almoçar no refeitório da companhia.
No TABG estão sendo realizadas paralisações de duas horas em cada turno. A maioria do administrativo e do turno aderiu. Também estão realizando o corte da emissão de PT (permissão de trabalho), assim nem os terceirizados estão conseguindo trabalhar.
Nos prédios administrativos, no centro do Rio, foram realizados trancaços de uma hora e meia (entre as 7h e 8h30). O Sindipetro-RJ realizou um grande ato no Edita, edifício da Petrobrás no Centro do Rio, retardando em mais de uma hora a entrado dos trabalhadores. Juntou-se um grande contingente de petroleiros na porta do prédio. No final da atividade, aplaudiram o movimento de luta e o Sindicato. A Polícia Militar chegou com armamento pesado ao final do ato forçando seu encerramento.
SINDIPETRO DO LITORAL PAULISTA
Os petroleiros do Litoral Paulista entraram no segundo dia de greve por tempo indeterminado.
Nesta quinta-feira (17/11), os trabalhadores fizeram novas concentrações na porta das unidades e, logo em seguida, voltaram para as suas casas. Todas as unidade de terra na região foram afetadas pelo movimento.
Na RPBC, em Cubatão, a adesão foi de 100% do turno e de 80% do administrativo. Em represália ao movimento, a gerência da refinaria cortou o transporte dos grevistas. A justificativa apresentada foi de que a companhia não poderia liberar os ônibus para os trabalhadores, pois a empresa estaria colaborando com o movimento. No entanto, esta é a primeira vez que a RPBC adota esta medida.
No Terminal Alemoa, repetindo o quadro do primeiro dia de greve, a adesão foi de 100%, atingindo os trabalhadores do turno, ADM e terceirizados. Desde ontem (16/11), por volta das 16 horas, houve corte de rendição na troca de turno. Agora, está nas instalações da unidade apenas o grupo de contingência da empresa. O Terminal Alemoa também enfrenta uma greve de petroleiros terceirizados. Desde sexta-feira (11/11), os trabalhadores da empresa TQM reivindicam melhores salários. Em Pilões, a greve ganhou corpo e teve a participação do Turno, ADM e petroleiros terceirizados. A adesão foi de praticamente 100%.
Nas duas unidades da Petrobrás no Litoral Norte – Tebar (São Sebastião) e UTGCA (Caraguatatuba) – todos os trabalhadores do Turno participaram da greve. No ADM, cerca de 90% dos empregados aderiram ao movimento. Já em Itanhaém, mais uma vez os diretores do Sindicato estiveram presentes no aeroporto para debater com os petroleiros embarcados os próximos passos da campanha nas plataformas de Merluza e Mexilhão.
SINDIPETRO BAHIA
continua a  GREVE POR TEMPO INDETERMINADO, com paralisação em todas as áreas operacionais, RLAM, FAFEN e outras áreas, (instalações de piquetes na capital e interior); Todas as unidades estão sendo afetadas pelo movimento, que já ganha peso nacional e repercussão positiva em outras bases. Prova disso é a antecipação da reunião do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros para amanhã (18/11), que está sendo solicitada pelo Sindipetro Bahia com o apoio do Sindipetro-RN.
SINDIPETRO AL/SE
SERGIPE: Atalaia, Sede da Rua Acre, FAFEN, Carmópolis (Jordão, Siriri, Riachuelo e base de CP) a greve continua forte, com paralisação das obras na FAFEN. ALAGOAS: Porto (Transpetro AL) houve uma trancaço, está em greve com 70% de adesão, corte de rendição de 90% dos trunos, Estação do Pilar realizaram atraso de tres horas,
SINDIPETRO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Em São José dos Campos, a greve continua, desde às 15 horas de ontem (16/11) houve corte de rendição nos grupos de turno. A proposta da empresa esta sendo rejeitada.
SINDIPETRO PA/AM/MA/AP
No Sindipetro-PA/AM/MA/AP, os trabalhadores estão intensificando os atrasos nas unidades. Nesta quinta-feira (17/11), a entrada dos trabalhadores do prédio administrativo de Manaus foi atrasada em duas horas e meia.
Fonte: Agência Petroleira de Notícias, com informações do Sindipetro-LP e da FNP.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A Cidade Vermelha




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Oneider Vargas (*)
A cidade de Sant’Ana do Livramento, situada na fronteira entre Brasil e Uruguai, já chegou a ser no passado chamada de “Cidade Vermelha”. Tendo sido em 1918 a segunda base no Brasil da Liga dos Comunistas, que iria dar origem ao partido Comunista Brasileiro em 1922. Com uma sólida classe operária, nos anos 50 os comunistas do PCB foram vítimas de uma sangrenta chacina, com 4 mortos e dezenas de feridos em plena Praça Internacional, tendo como algoz os representantes do imperialismo estadunidense de Truman e Dutra.
Nos dias atuais, Sant’Ana do Livramento está  revivendo seu passado de intensas lutas e mobilizações. O movimento sindical e estudantil tomou para si as bandeiras políticas do conjunto dos explorados e foi à luta. Reunidos em diferentes frentes: municipários, comerciários, trabalhadores da construção civil e movimento estudantil universitário, estão realizando uma série de jornadas de luta que tem como bandeiras principais um firme posicionamento contra a privatizações da água e dos demais serviços urbanos, e contra a retirada dos camelôs das praças pelo poder público.
Dentro deste clima de mobilização popular, professores estaduais e municipais preparam a deflagração de uma greve e para tanto promovem manifestações de centenas e até de milhares de trabalhadores que ocupam as ruas e a Praça Internacional, que de triste memória no passado passa a ser palco de um rico presente de lutas. Em plena visita do deputado Marco Maia, presidente da Câmara dos Deputados, responsável pela assinatura de convênios para as obras do PAC em Sant’Ana do Livramento, foi deflagrada a greve dos municipários. Os estudantes da UNIPAMPA, cujos servidores até pouco encontravam-se em greve já marcaram manifestações para o dia 14 do corrente mês.
As forças conservadoras do município não esperavam tamanha resposta de resistência e organização dos trabalhadores santanenses. É importante lembrar que a cidade até poucos anos era considerada Área de Segurança Nacional, local onde a repressão atua como contencioso em uma comunidade em que inexiste qualquer separação com o vizinho país, o Uruguai.
A Unidade Classista é parte responsável pela construção deste movimento, pois atua em unidade com outras forças de esquerda, principalmente junto aos assentamentos e acampamentos do MST, que certamente se farão presentes nestas jornadas de lutas.
Os militantes Comunistas, que constroem a Intersindical, estão empenhados na máxima unidade de ação, tendo em vista o acúmulo de forças e de consciência que certamente resultará na formação de um Conselho Popular, capaz de ser um instrumento do Poder Popular.

(*) Oneider Vargas – do Comitê Central e Regional do RS do PCB

terça-feira, 8 de novembro de 2011

“Com o arrefecimento do movimento sindical nos governos Lula e Dilma, nosso desafio aumentou”, afirma Carlos Guerreiro

Presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Maracanaú, Maranguape e Pacatuba, no Ceará, entra no PCB
Aos 50 anos e após ter passado por outras organizações políticas, o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Maracanaú, Maranguape e Pacatuba (SINCOMMAP), Carlos Guerreiro, decidiu recentemente militar no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nessa entrevista, ele apresenta as principais reivindicações de sua categoria e o porquê, após ter militado em partidos como o PT e o PCdoB, escolheu engrossar as fileiras do PCB.
PCB - Carlos, seu pai também era militante, e com o mesmo nome de "guerra". Qual a importância disso em sua trajetória?
Carlos Guerreiro - Este nome Guerreiro é o nome da família, uma coincidência real da militância da luta.
PCB - Você começou a militar no movimento sindical ou teve trajetória política como estudante?
CG - Como estudante! Participei indiretamente na luta pela queda do regime militar.
PCB - E especificamente no movimento sindical, há quanto tempo atua?
CG -Há mais de uma década.
PCB - Sempre na categoria dos comerciários?
CG -Sim.
PCB - E quais as principais reivindicações da categoria?
CG - Piso único de R$ 710,00, um piso salarial e meio para os comissionistas, vale alimentação, o dia do Aniversario do Comerciário (a), folga, plano de saúde e seguro de vida, PLR para todos os comerciários (as), igualdade salarial para homens e mulheres, auxilio creche e licença maternidade de 6 (seis) meses.
PCB - Há quanto tempo você é presidente do sindicato dos comerciários?
CG - Há dois mandatos.
PCB - Qual o arco de alianças na diretoria?
CG - PT, PCdoB, PSB e PCB.
PCB - E o mandato, é de quanto tempo?
CG - De quatro anos.
- Acredita que sua entrada no PCB vai ser encarada de que forma dentro da diretoria do sindicato, onde também estão PCdoB, PT e PSB?
A busca pela liberdade da classe trabalhadora está acima inclusive dos partidos políticos, no entanto achamos necessário utilizar este instrumento que é o PCB, e fazer o debate de idéias.
- Como você espera atuar pela construção de um pólo sindical classista em sua categoria, através da Intersindical?
Com o arrefecimento do movimento sindical nos governos Lula e Dilma, nosso desafio aumentou. Entendo que os partidos políticos lotearam o Brasil, no entanto acreditamos que se faz necessário continuar o debate para que se possa reconstruir a luta do conjunto da classe trabalhadora.
PCB - Antes de chegar ao PCB, qual foi sua trajetória?
CG - Quando estudante fui líder estudantil no Colégio Estadual Castelo Branco com participação no grêmio estudantil, fui aprovado em concurso publico para PM - de onde pedi desligamento por questões ideológicas após dois anos. Fui para São Paulo, onde me filiei e militei ao PDT na cidade de Porto Ferreira. Após meu retorno a Fortaleza, ingressei na luta pelas diretas já e no Fora Collor. No ano de 2001, fui eleito para a diretoria do SEC Fortaleza, onde após alguns anos migrei para Maracanaú para fazer a luta dos trabalhadores do comercio daquela região – o que resultou na fundação do SINCOMMAP em 2008.
PCB - Tendo passado por outros partidos, que diferenças espera encontrar no PCB?
CG - Condições de lutar por liberdade, igualdade e fraternidade, tendo como base os princípios norteadores do marxismo-leninismo.
PCB - Você chega ao Partido em um momento de grandes diferenças entre o PCB e as organizações nas quais já militou. O que te levou a escolher o PCB nesse momento?
CG - A vivência política do meu pai Guerreiro, quando militou no partidão, contou bastante. Ele sempre teve como palavra de ordem os princípios da moral e da ética, para de fato construir um partido verdadeiramente dos trabalhadores.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

GREVE HISTÓRICA DO SINTRAJUFE/CE

Ceará
O dia 24 de outubro de 2011 é mais uma data que ficará para a história da categoria dos servidores da Justiça Federal no Ceará. De acordo com o Sintrajufe-CE, pela primeira vez uma greve acontece pra valer na seção cearense da JF-CE.

O primeiro dia de greve na Justiça Federal foi marcado por uma adesão muito forte dos servidores na capital e no interior do estado. Em Fortaleza, as atividades se concentraram no Edifício Sede da JF, no centro da cidade. Segundo o sindicato, o número de servidores em greve reunidos foi tão grande que sequer era possível circular no átrio do edifício. Além das falas dos diretores executivo e social do Sintrajufe-CE, Jesu Júnior e Márcio Frois, o primeiro dia de greve na JF-CE contou com a presença de trabalhadores de diversas categorias, tais como professores, sapateiros e trabalhadores na construção civil, além de representantes da Unidade Classista, Intersindical e TRS [Tendência Revolucionária Socialista], os quais reforçaram seus apoios à luta da categoria.
Diversos servidores da base também fizeram uso da palavra, apresentando informes e sugestões. Ainda em Fortaleza, foi registrado o apoio expressivo de servidores das subseções do interior do estado, que prestaram importante reforço às atividades na capital nesse primeiro dia do movimento.
Já no interior do estado, os diretores do Sintrajufe-CE em Juazeiro do Norte enviaram informações de que a adesão à greve foi muito expressiva naquela subseção, contando inclusive com a cobertura da imprensa local. Segundo o sindicato, da mesma forma, diversos foram os relatos no decorrer do dia sobre o sucesso do movimento paredista em todas as subseções.
“Com isso, os servidores da Justiça Federal no Ceará deram uma demonstração da sua força e capacidade de mobilização, numa resposta clara e objetiva ao TRF-5, que chegou a se referir á greve, na véspera de sua deflagração, como um ‘movimento inexpressivo’”, afirma a diretoria do Sintrajufe-CE.
Salienta-se a fundamental participação e apoio dos sindicalistas da Construção Civil, dos Sapateiros, Comerciários de Fortaleza, da Unidade Classista, que em muito contribuiu e ainda contribui no cotidiano da greve e da garantia da continuidade das mobilizações, apoiando e marcando presença nas ações fortalecendo a crescente adesão dos servidores junto ao chamado do SINTRAJUFE/CE.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Comunista do PCB assume direção da Sindufap

Para professor, “PCB foi a única e necessária guarida para uma vida cheia de sentido”

O comunista Iuri Cavlak assumiu uma enorme tarefa nas últimas semanas: aos 32 anos, ele é o novo presidente do Sindicato dos Docentes da Unifap (Sindufap), em Macapá (AP). Professor adjunto e doutor em História, esse militante do PCB que pesquisa as relações diplomáticas entre o Brasil e a Argentina e atualmente é responsável pelas disciplinas de Teoria da História e Metodologia da História comandará a entidade até 2013. Conheça as prioridades de sua gestão e a luta que ele desempenha na Universidade Federal do Amapá nessa entrevista:
PCB - Em que conjuntura você assumiu a presidência da associação?
Iuri Cavlak - Desde o ano passado articulamos uma chapa em que a diretoria executiva, composta por cinco professores, na qual quatro deles nunca haviam participado de nenhuma diretoria sindical antes.
Digo mais: os quatro - presidente, secretário-geral, tesoureiro e diretor de cultura - assumiram antes de completarem dois anos de seus respectivos cargos na Universidade Federal do Amapá (Unifap).
Ou seja, um grupo novíssimo, combativo, que adentrou no ensino superior nessa fase acelerada de degradação da universidade pública. Também é um grupo afinado aos recentes mandatos que estão construindo e fortalecendo o Sindufap (Sindicato dos Docentes da Unifap).
Cito a Prof. Dr. Marinalva Oliveira, o Prof. Dr. Arley Costa e o Prof. Doutorando André Guimarães.
Estava no posto de secretário-geral, mas a presidenta Cassia Hack renunciou por problemas vários, sobremaneira o acumulo de trabalho a que estava submetida.
PCB - Qual o arco de forças na diretoria?
IC - Sou o único filiado a partido. O restante da diretoria, salvo engano, não milita em nenhum partido político.
PCB - Há quanto tempo você militava no movimento docente?
IC - Comecei a militância em 19 de agosto de 2010, dia da minha posse como professor adjunto. Da segunda metade do ano passado até a primeira metade desse ano, frequentei como militante de base as assembléias, atos políticos em Brasília e o 30º Congresso Nacional do ANDES em Uberlandia (MG). Fui convidado e aceitei compor a diretoria que iniciou nova gestão em agosto de 2011.
PCB – E o mandato, será de quanto tempo?
IC – O mandato vai até agosto de 2013.
PCB - Que realidade vive sua universidade, a Unifap?
IC - A Unifap é uma típica universidade federal da periferia do capitalismo brasileiro. Tem uma carência tremenda de professores, agravada com o REUNI - que abriu novos cursos em condições bárbaras de precarização. Temos apenas três cursos de mestrado e uma verba minguada para o desenvolvimento da instituição.
PCB – E quais as principais reivindicações dos seus colegas docentes?
IC - Nossas principais reivindicações vão muito além de nossos salários aviltantes. Como disse, o REUNI foi incrementado e potencializou a carência. Aumentou o número de alunos sem aumentar a infra-estrutura.
Falta cadeira para os alunos sentarem. Aumentaram os furtos dentro do Campus. Não há lugar para estacionar os carros. Novos cursos não possuem sala de aula nem coordenação - tem professor coordenador que anda com uma CPU de computador debaixo do braço, sob o sol da linha do Equador, procurando sala para trabalhar.
No semestre passado eu ministrei 5 disciplinas! Como fazer pesquisa e extensão ou mesmo ter vida social com essa carga horária, planejando e ministrando as aulas? E sendo novato!
Então nossa pauta local passa por todas essas questões...
PCB – E que relação você espera ter com entidades como o DCE, o sindicato dos técnicos-administrativos?
IC - Nossa relação com os técnicos tem sido a melhor possível. O sindicato deles está se reestruturando e tem uma gente bastante honesta e combativa a sua frente. Nós tínhamos greve com data marcada, com assembléias lotadas, mas o acordo ANDES/Governo em 26 de agosto nos fez recuar.
Eles deflagraram sua greve esperando que nós professores engrossássemos suas fileiras, mas nem por isso deixaram de nos apoiar. O movimento dos alunos vem passando por reposicionamentos. Mas estamos sempre alinhados com os companheiros mais inquietos desse setor.
PCB – E sua militância no PCB, tem quanto tempo?
IC - Comecei a militar no PCB esse ano. Procurei o partido aqui em Macapá e recebi acolhida calorosa dos camaradas Mercedes, Décio, Francione e Nelson Souza. No encontro do ANDES em Uberlândia, também travei ótimas relações com os camaradas Milton Pinheiro e Eduardo Serra.
PCB – E sua trajetória antes do PCB?
IC - Talvez essa resposta destoe das respostas do gênero. Nunca militei em nada, nem no movimento estudantil. Fui professor da rede pública do Estado de São Paulo por dois anos. Era filiado à APEOESP, mas sem nenhuma atividade.
Por outro lado, desde o início da graduação (1998), passando pelo mestrado e doutorado, sempre foi fortalecendo na minha cabeça a perspectiva marxista e no coração a história e o papel do PCB na luta dos trabalhadores brasileiros.
Finalmente, defendi o doutorado em fevereiro de 2010 e adentrei ao ensino superior em agosto do mesmo ano. Tinha duas opções: engrossar o "cretinismo acadêmico" e ser o típico professor-doutor-classe média ou engrossar as fileiras do Partido de Marx, Lenin, Guevara, Prestes e centenas de milhares de tantos outros. Optei por esse último.
PCB – E por que especificamente o PCB?
IC - Penso não haver mais espaço nessa segunda década do século XXI para o itinerário que a maioria dos meus professores trilharam. Carreira estritamente acadêmica, publicações subsidiadas pelo Estado, razoável carga horária, bons salários, viagens, simpósios internacionais, bons vinhos, etc. O estágio atual da economia de mercado não permite.
Por outro lado, mesmo que isso ainda tivesse espaço, faria sentido viver nesse mundo quando milhares de semelhantes são massacrados diariamente sob a lógica da riqueza para poucos? Não hesitei. Diante de tal cenário, o PCB foi a única e necessária guarida para uma vida cheia de sentido.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Grécia e a oportunidade da história: o que fazer? Por Milton Pinheiro e Sofia Manzano1


A revolução é o freio de emergência para conter a barbárie.

Walter Benjamim




Estamos vivendo um momento histórico em que o aprofundamento da crise sistêmica, que se configurou em grave crise econômica e social, deixa claro a posição do grande capital financeiro, na tentativa de recuperar suas altas taxas de rentabilidade, a partir da relação com os fundos públicos. Na Europa e em outras partes do mundo, integrados na ideologia da colonização global que se encontra em curso, o aparato político da burguesia tenta operar um grande ajuste fiscal. Partem com voracidade sobre o Estado como instrumento para resolver os problemas dos balanços dos bancos privados. E as contradições da luta de classes avançam.

O cenário grego, no fulcro da crise, é desolador. O Banco Central Europeu, pressionado pela Alemanha e França, age dentro da lógica de rapina do Imperialismo tentando tirar da Grécia todos os recursos necessários para salvar seus bancos. Todas as medidas propostas têm levado ao desemprego, à informalidade no mercado de trabalho, a precarização e intensificação do trabalho no setor público, ao corte de investimentos e custeio na máquina pública de saúde, educação e previdência. Processam um conjunto de privatizações e desenvolvem uma cruel política de demissão em massa no serviço público. Só a última lei aprovada permitiu a demissão de mais de 30 mil trabalhadores públicos.

A Grécia não tem como sair da crise e a questão da burguesia européia não é tirar a Grécia da crise, é operar um conjunto de medidas de profundo corte e ajuste fiscal sem precedentes que sirvam como inspiração ideológica para os próximos acontecimentos. O capitalismo é uma “jaula de ferro”, onde a burguesia naturalizou o mercado e aprisionou os trabalhadores. Criou um mundo sem perspectivas, gerou a perda da liberdade humana através da alienação, do fetiche, da coisificação do homem. É o culto ao dinheiro, é o tempo do mammonismo que está parindo uma outra “civilização”. Portanto, não serão políticas reformistas de corte social-democrata que resgatarão a perspectiva dos trabalhadores na sua luta pela emancipação humana.

A social-democracia grega e o seu partido no governo barlaventeou e capitulou, como é de praxe, à política da burguesia, para os períodos de crise. Só que agora a crise é sistêmica e os trabalhadores foram para as ruas em toda a Grécia.

A cena política grega é de luta diretas das massas. A disputa está em todas as ruas de Atenas, as manifestações são gigantescas, as greves são cada vez maiores. Os trabalhadores, a central sindical PAME e o KKE estão marchando à frente das manifestações juntamente com outros movimentos sociais e forças políticas. Nesse momento da história da Grécia, se consolidou uma hegemonia de classe e o bloco histórico dos trabalhadores está em movimento. O que fazer?

A Grécia é um país que tem parte significativa de seu Produto Interno Bruto baseado nos serviços – só o turismo, que recebe 17 milhões de pessoas por ano, representa 15% do PIB e emprega 17% da população. O país tem uma população de 11 milhões de pessoas, sendo 5 milhões os trabalhadores e uma taxa de desemprego que atualmente chegou à 17% da força de trabalho. O segundo setor econômico grego é a marinha mercante, a segunda maior do mundo, atrás do Japão. Os gregos contam com 4.000 navios de carga, que empregam cerca de 250.000 trabalhadores e geram 5% do PIB. O fato pitoresco é que este setor não paga impostos na Grécia.

Pelos levantamentos de 2010, o PIB grego é de € 230 bilhões, concentrado no turismo, transporte marítimo, construção civil, pesca, agricultura e indústria extrativista. Todavia, a perspectiva da dívida pública grega, pelos levantamentos atuais atingirá 161% do PIB em 2012. Cabe esclarecer que, ao contrário do que alardeiam os meios de comunicação burgueses, esta dívida pública, como todas as dívidas dos demais países, foram contraídas em virtude de socorro ao sistema financeiro e ao pagamento de altos juros aos detentores dos títulos públicos.

O capital financeiro, detentor desses títulos, está pressionando o governo grego, via a ‘troica’, ou seja, os inspetores do Banco Central Europeu, do FMI e da Comissão Européia, a encontrar recursos para continuar a sugá-los para a burguesia. Como o Estado grego não tem mais condições de arcar com estas despesas, os representantes do grande capital exigem: privatizações – da rádio estatal, do aeroporto de Atenas e a quebra do monopólio estatal do jogo através da venda das loterias; ajuste fiscal, aumento da tributação sobre a população, corte de salários e corte dos direitos sociais. Se não bastasse este brutal pacote, a ‘troica’ exige que todas estas medidas sejam efetuadas e controladas por agências externas.

A partir desses dados, podemos perceber que a economia grega é periférica, dentro do sistema capitalista, o que faz da Grécia, o elo fraco da corrente. A burguesia que controla a zona do Euro não vê mais importância na Grécia, por isso se utiliza de ações tão violentas como forma de testar, política e ideologicamente, seu projeto que é de construção de um novo ciclo do capital para ampliar a sua acumulação. Todavia, as contradições objetivas estão dadas pelo quadro de crise sistêmica que se estabeleceu no processo grego. Mas, o mais importante é percebermos que as condições subjetivas estão em franco processo de consolidação.

Há vários meses os trabalhadores estão nas ruas para impedir os pacotes do governo. Fizeram comícios, lutaram com pedras nas mãos nas barricadas por toda Atenas, cercaram o parlamento, paralisaram os transportes, fecharam o comércio, fizeram greves e tudo isso com uma grande presença de trabalhadores.

Chegou o momento de dar o salto de qualidade na luta política, o bloco histórico dos trabalhadores demonstra força e organização. A questão central é levantar bandeiras que captem as contradições da relação capital-trabalho.

Essas bandeiras devem estar centradas na moratória da dívida, na saída da Grécia da zona do Euro, no retorno ao Dracma (antiga moeda), com sua conseqüente desvalorização cambial, estatização do turismo, da logística, do sistema financeiro, e a tributação da marinha mercante. Galvanizado por estas bandeiras, a questão imediata é levantar a justa palavra de ordem: todo poder aos trabalhadores em luta.

Os trabalhadores gregos fizeram o seu ensaio geral, os ecos do padrão histórico da revolução proletária ressoam por todas as ruas da Grécia carregados pelos turbilhões humanos nas grandes manifestações. A luta chegou a um impasse. Ou a vanguarda e seu bloco histórico se utilizam da perspectiva clássica e assumem a luta pelo poder, ou essas batalhas que ocorrem hoje em toda a Grécia não encontrarão uma perspectiva real de saída, levando os trabalhadores derrotados, de volta para suas casas.

As bandeiras são concretas, está faltando a ação da vanguarda para lançar a palavra de ordem: Todo poder aos trabalhadores em luta!


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

AVANTE SINDICAL - UNIDADE CLASSISTA RIO DE JANEIRO SEGUNDA-FEIRA É DIA DE GREVE E ASSEMBLÉIAS PARA DECIDIR OS RUMOS DO MOVIMENTO

Finalmente, na sexta, dia 14/10, após dezoito dias da greve nacional dos bancários, os banqueiros se dispuseram a negociar uma nova proposta de acordo coletivo. Durante essa greve, nos deparamos com as ameaças e a intransigência da FENABAN e do governo Dilma (leia-se PT-PMDB e seus sócios menores), querendo impor o desconto dos dias parados, tomando medidas judiciais contra a greve e recusando-se a reabrir as negociações.

Esse endurecimento já era previsto, diante da crise capitalista internacional o governo e a burguesia buscam tomar medidas preventivas, todas elas vão no sentido de jogar os custos sobre os ombros da classe trabalhadora. Assim como já vem sendo feito na Europa e nos EUA, provocando nesses países uma reação cada vez maior dos trabalhadores e populares contra o corte de direitos, redução dos salários, demissões e aumento dos impostos.

Como dissemos em nosso comunicado anterior: “A grande dificuldade, é que a CUT, direção majoritária nos principais sindicatos, não preparou os bancários para o duríssimo enfrentamento que se avizinha”. Fato confirmado pelo desenrolar da greve, com um modelo de campanha que afastou a participação ativa da categoria nos eventos da luta, como piquetes, manifestações e assembléias. Aqui no Rio de Janeiro, o sindicato se limitou a convocar assembléias ditas “organizativas” durante a paralisação, as quais compareciam em média sessenta pessoas, a maioria absoluta composta de diretores ou delegados sindicais.

Agora o comando nacional convoca a categoria para a terceira e última assembléia dessa campanha, orientando para aprovação da proposta apresentada pelos bancos. Mas como nos últimos anos, as assembléias serão separadas, bancos privados, Banco do Brasil e Caixa. Ou seja, um movimento que começou unificado por uma pauta única da FENABAN, de forma inexplicável tem sua conclusão avaliada em assembléias distintas. Quando logicamente deveríamos avaliar as propostas da mesa única com todos os interessados juntos, e posteriormente realizarmos assembléias separadas sobre as questões específicas.

Nossa opinião é de que cabe a nós bancários, principalmente os que fizeram a greve acontecer, definir os rumos desse movimento grevista. Por isso mesmo, é fundamental a presença de todos nas assembléias convocadas para o dia 17/10, segunda-feira. Nelas precisamos, não só avaliar a proposta patronal, mas principalmente, as condições do nosso movimento até aqui, para que possamos decidir se aceitamos o acordo proposto ou se temos nesse momento capacidade de prosseguir na greve para arrancar uma proposta superior a que foi apresentada.

  Assembleiasno Rio de janeiro, nesta segunda, 17/10, 18 horas.

Bancos Privados: Sindicato, Av. Presidente, 502, 21º andar.

Banco do Brasil: ABI, Rua Araujo Porto Alegre, 71, 9° andar.


Caixa Econômica: Galeria, Av. Rio Branco, 120, 2º andar.

clique aqui para ver a proposta dos banqueiros:



Este informativo é de responsabilidade do coletivo de bancários da UNIDADE CLASSISTA no Rio de Janeiro.



http://avantebancario.blogspot.com/

INFORME SOBRE A GREVE DOS BANCÁRIOS

FONTE: SINDICATO DOS BANCÁRIOS BH



A força da greve que completou na última sexta-feira 18 dias, pressionou os bancos e arrancou uma nova proposta da Fenaban. A proposta inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%) e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).


A regra básica da PLR seria de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400 (reajuste de 27.2%). Pela proposta, o teto do valor adicional da PLR – que distribui 2% do lucro líquido – passaria de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa um reajuste de 16,7% em relação ao que foi pago no ano passado.


O reajuste proposto para o piso é de 12%, aumento real de 4,30%, sendo que o escriturário passaria de R$ 1.250 para R$ 1.400. A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro e assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período seria anistiado.


Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários, tais como aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. O Comando recomenda a aprovação da proposta, mas são as assembleias que serão realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira (17), em todo o país que irão decidir pela aceitação ou não do que foi apresentado.


O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou que foi a força da mobilização dos bancários na base de BH e Região e em todo o país que forçou as direções dos bancos públicos e privados cederem e apresentarem nova proposta. “A participação de todos na assembleia desta segunda-feira é muito importante. A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta, mas a assembleia é soberana para decidir, pois foram os bancários que democraticamente deflagram a greve e são eles que irão decir agora os rumos do movimento.”, afirmou.


ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS BANCÁRIOS


DATA: NESTA SEGUNDA-FEIRA - 17 DE OUTUBRO DE 2011


HORÁRIO: 18 HORAS EM PRIMEIRA CONVOCAÇÃO E 18H30 EM SEGUNDA CONVOCAÇÃO

EM PAUTA: AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DA FENABAN

ATENÇÃO PARA OS LOCAIS DAS ASSEMBLEIAS


ASSEMBLEIA DOS EMPREGADOS DA CAIXA


LOCAL: SEDE DO SINDICATO (RUA TAMOIOS, 611 - CENTRO)


ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS BANCOS PRIVADOS


LOCAL: HOTEL NORMANDY - RUA TAMOIOS 212 - SALÃO DIAMANTINA, 17º ANDAR

ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

LOCAL: DAYRELL HOTEL - RUA ESPÍRITO SANTO, 901, 2º ANDAR - CENTRO


PROPOSTA PARA A CCT 2011/2012 (14/10/2011)


1. SALÁRIOS - Reajuste de 9% sobre os salários praticados em 31/08/2011, com as compensações previstas na CCT.
2. SALÁRIOS DE INGRESSO - Correção dos valores previstos na CCT 2010/2011, a partir de 01/09/2011:
Portaria: R$ 891,00 / Após 90 dias: R$ 976,00
Escritório: R$ 1.277,00 / Após 90 dias: R$ 1.400,00
Caixa/tesoureiro: R$1.616,72 (Salário de Ingresso R$1.277,00 + Gratif. de Caixa R$ 339,72) / Após 90 dias: R$ 1.900,36 (Salário de Ingresso R$ 1.400,00 + Gratif. de Caixa R$ 339,72 + Outras Verbas de Caixa R$ 160,64).
3. DEMAIS ITENS EXPRESSOS EM VALORES - Reajuste de 9% sobre os valores previstos na CCT 2010/2011.
ATS (para os remanescentes): R$ 19,43
Gratif. Compensador de Cheques: R$ 110,70
Auxílio-Refeição: R$19,78
Auxílio-Cesta-Alimentação: R$ 339,08
13ª Cesta-Alimentação: R$ 339,08
Auxílio-Creche / Babá (Filhos até a idade de 71 meses): R$ 284,85
Auxilio-Creche / Babá (Filhos até a idade de 83 meses): R$ 243,67
Auxílio Funeral: R$ 653,57
Ajuda deslocamento noturno: R$ 68,22
Indenização por Morte ou Incapacidade Decorrente de Assalto : R$ 97.461,03
Requalificacão Profissional : R$ 974,06
4. PLR
A Participação nos Lucros ou Resultados estará limitada a 15% (quinze por cento) do lucro líquido apurado no exercício de 2011, e será distribuída da seguinte forma:
I- REGRA BÁSICA
90% do salário reajustado em setembro/2011, acrescido do valor fixo de R$ 1.400,00, limitado ao valor de R$ 7.827,29.
Se o total apurado na aplicação da Regra Básica ficar abaixo de 5% do lucro líquido apurado no exercício de 2011, utilizar multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 17.220,04, o que ocorrer primeiro.
O total apurado na aplicação da Regra Básica estará limitado a 13% do lucro líquido apurado no exercício de 2011. Os valores individuais apurados na aplicação da Regra Básica poderão ser compensados no pagamento dos planos próprios de participação em lucros ou resultados.
II - PARCELA ADICIONAL
2% do lucro liquido apurado no exercício de 2011, dividido pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 2.800,00.
Os valores individuais relativos à Parcela Adicional não serão compensáveis com valores devidos em razão de planos próprios.
5. ANTECIPAÇÃO DA PLR
I - REGRA BÁSICA
54% do salário reajustado em setembro/2011, acrescido do valor fixo de R$ 840,00, limitado ao valor individual de R$ 4.696,37 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1° semestre de 2011, o que ocorrer primeiro. No pagamento da antecipação da “REGRA BÁSICA” da Participação nos Lucros ou Resultados o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2011.
II - PARCELA ADICIONAL
O valor desta parcela da antecipação será determinado pela divisão linear da importância equivalente a 2% do lucro líquido apurado no 1 ° semestre de 2011, pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.400,00. A antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.
NOTAS:
a) As condições e proporcionalidades para o pagamento final e da antecipação da PLR (Regra Básica e Parcela Adicional) para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2010/2011, com atualização das datas de referência.
b) O banco com prejuízo no 1° Semestre de 2011 não pagará a antecipação da PLR.
c) O banco com prejuízo em 2011 não pagará a PLR.
6. MESA TEMÁTICA DE TERCEIRIZAÇÃO
Será retomada com o tema que estava em discussão. Reuniões trimestrais.
7. MESA TEMÁTICA DE IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
Reuniões trimestrais para acompanhamento do programa.
8. MESA TEMÁTICA DE SAÚDE NO TRABALHO
Não publicar ranking individual.
Tratar na mesa temática a possibilidade de avaliação do PCMSO e a divulgação da SIPAT.
Reuniões trimestrais.
9. SEGURANÇA BANCÁRIA
Transporte de numerário por bancários.
Monitoramento Eletrônico.
Reuniões trimestrais.
10. CLÁUSULA “Aviso Prévio Proporcional”
A cláusula de indenização adicional, que vigora por 5 meses, será substituída por uma cláusula nova, de Aviso Prévio Proporcional, com a mesma tabela de referência, porém vigorando durante todo o período de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho. Com essa alteração, que já contempla a Lei nº 12.506, de 11 de outubro de 2011, a CCT amplia para os bancários os benefícios assegurados na própria lei:


Mobilização dos empregados conquista PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso na CAIXA

Em negociação realizada na noite da última sexta-feira, dia 14 de outubro, a CAIXA apresentou aos representantes dos empregados uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. O banco também garantiu que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro.

O Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira, dia 17. A avaliação é que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban e confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes.

A força da greve garantiu a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

A mobilização dos empregados pressionou o banco a repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela CAIXA de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:
Saúde do trabalhador - Ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.


Saúde Caixa - A proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.


Superávit - O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.


Auxiliares de serviços gerais - Empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.


Representante no Conselho de Administração - O banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.


Crédito para calamidades - A CAIXA propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.


CCV para Inativos - A proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a CAIXA assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio-alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.


CCV específica sobre 7ª e 8ª hora - Pela proposta, a CAIXA e a Contraf-CUT se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empregados da ativa que queiram reivindicar diretos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.


Compensadores - A CAIXA concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na media dos últimos cinco anos.
Menor taxa no consignado - Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela CAIXA para o empréstimo consignado.




Greve forte faz Banco do Brasil apresentar proposta com avanços


Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta última sexta-feira,14 de outubro, em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários. A proposta prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao primeiro semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.


O banco garantiu também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas, o que significa um aumento real de 1,5% acima da inflação e o não desconto dos dias parados na greve. Os dias serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.


O Comando Nacional orienta a aprovação da proposta nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira, dia 17 de outubro.
Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e representante da Fetraf - MG, nas negociações específicas, a proposta arrancada pelos funcionários do BB rompeu a instransigência do banco quanto à retirada de uma das proteções para descomissionamento e também a lógica do governo que insistia em não conceder ganho real neste ano.


“A flexibilização da trava para escriturários e caixas e o VCP de 12 meses para o retorno da licença saúde são um dos itens mais cobrados dos bancários. O aumento maior no piso com reflexo na curva do PCR também possibilita um aumento maior que o índice geral da Fenaban para todos os escriturários, caixas, assistentes e a gerência média que ganha mais que o valor de referência da comissão. Mais uma vez a estratégia da campanha unificada trouxe resultados para todos os bancários e avanços nas cláusulas específicas do BB. A grande mobilização dos bancários do BB arrancou também da mesa a garantia de discutir a jornada de seis horas e PCR imediatamente após a campanha.”, enfatizou.


Confira a proposta complementar do Banco do Brasil


- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;
- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;
- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;
- VCP de 12 meses no retorno da licença saúde;
- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;
- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;
- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;
- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;
- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;
- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;
- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);
- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento;
- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e
- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.



A força da greve que completou na última sexta-feira 18 dias, pressionou os bancos e arrancou uma nova proposta da Fenaban. A proposta inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%) e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).


A regra básica da PLR seria de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400 (reajuste de 27.2%). Pela proposta, o teto do valor adicional da PLR – que distribui 2% do lucro líquido – passaria de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa um reajuste de 16,7% em relação ao que foi pago no ano passado.


O reajuste proposto para o piso é de 12%, aumento real de 4,30%, sendo que o escriturário passaria de R$ 1.250 para R$ 1.400. A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro e assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período seria anistiado.


Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários, tais como aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. O Comando recomenda a aprovação da proposta, mas são as assembleias que serão realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira (17), em todo o país que irão decidir pela aceitação ou não do que foi apresentado.


O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou que foi a força da mobilização dos bancários na base de BH e Região e em todo o país que forçou as direções dos bancos públicos e privados cederem e apresentarem nova proposta. “A participação de todos na assembleia desta segunda-feira é muito importante. A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta, mas a assembleia é soberana para decidir, pois foram os bancários que democraticamente deflagram a greve e são eles que irão decir agora os rumos do movimento.”, afirmou.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS BANCÁRIOS

DATA: NESTA SEGUNDA-FEIRA - 17 DE OUTUBRO DE 2011

HORÁRIO: 18 HORAS EM PRIMEIRA CONVOCAÇÃO E 18H30 EM SEGUNDA CONVOCAÇÃO

EM PAUTA: AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DA FENABAN

ATENÇÃO PARA OS LOCAIS DAS ASSEMBLEIAS


ASSEMBLEIA DOS EMPREGADOS DA CAIXA


LOCAL: SEDE DO SINDICATO (RUA TAMOIOS, 611 - CENTRO)

ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS BANCOS PRIVADOS


LOCAL: HOTEL NORMANDY - RUA TAMOIOS 212 - SALÃO DIAMANTINA, 17º ANDAR


ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

LOCAL: DAYRELL HOTEL - RUA ESPÍRITO SANTO, 901, 2º ANDAR - CENTRO

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FORTALECER A GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS


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Os bancários deflagraram sua greve nacional a partir de hoje, 27/09. O setor burguês que mais lucra no Brasil (25 bilhões só no primeiro semestre de 2011, aumento de 19% em relação ao ano passado), não está disposto a atender qualquer reivindicação, ameaçando inclusive retirar conquistas anteriores, assim como, descontar os dias parados. Na mesa de negociação, bancos públicos (leia-se governo Dilma) e privados estão de mãos dadas na política de manterem o arrocho salarial, a pressão desmedida por metas, as demissões constantes e o descumprimento da jornada legal de seis horas.
É nesse quadro de endurecimento que os bancários recusaram a proposta de apenas 8% de reajuste oferecida pela patronal. Isso foi o que orientou a CUT, central que dirige a maioria dos sindicatos no país, acompanhada pelas demais forças com presença sindical na categoria: INTERSINDICAL, CTB, CONLUTAS e CONTEC.
A grande dificuldade, é que a CUT, direção majoritária nos principais sindicatos, não preparou os bancários para o duríssimo enfrentamento que se avizinha. Organizou encontros preparatórios com pouquíssima participação da base e convocou apenas duas assembleias: uma para ratificar a pauta nacional e a segunda para referendar a recusa da proposta dos banqueiros e decretar a greve por tempo indeterminado.
Agora com a greve em curso, caberá aos bancários de todo o país a difícil tarefa de superar essas debilidades da campanha, sendo decisivo para isso a participação ativa da base nos piquetes, manifestações e assembleias, construindo uma greve superior as anteriores, que incomode efetivamente o funcionamento do setor financeiro e tenha condições de dobrar intransigência dos banqueiros, tanto públicos, como privados.

Unidade Classista
(Base de Bancários do PCB no RJ)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

GREVES SE EXPANDEM EM MINAS GERAIS


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Zé Carlos Alexandre*
Corre-corre, confusão e gritaria. Assim foi marcado a inauguração do relógio regressivo dos mil dias para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (16). A polícia e os professores grevistas, que realizavam manifestação no local, entraram em confronto.
Durante a briga, tiros foram disparados e bombas de efeito moral lançados contra a multidão. Diversos manifestantes, inclusive mulheres e idosos, foram atingidos. Segundo os grevistas, um professor foi cruelmente espancado pelos militares. Ele teria sido socorrido e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
O tenente-coronel Alex Souza, do Batalhão de Eventos, admitiu que a situação fugiu do controle e, por isso, tiveram que usar a força. Conforme ele, a briga entre os PMs e os grevistas teve início após um professor jogar uma bomba caseira em direção aos PMs. "Infelizmente tivemos que usar bomba de efeito moral e spray de pimenta para controlar a situação", contou o tenente-coronel.
No entanto, de acordo com os professores, a manifestação estava ocorrendo de forma pacífica quando alguns integrantes da categoria começaram a ser agredidos.
A professora Marta Reis, de 56 anos, que há 15 leciona biologia em uma escola pública, se revoltou com a situação, principalmente após ser atingida por uma bala de borracha na região da barriga. "Ninguém tinha agredido ninguém quando eles partiram para a truculência. Professor não é cachorro e merece respeito", disse.
"Estavamos apenas pedido o cumprimento da lei federal, que estabele um piso salarial para os professores, quando a polícia partiu para a violência", declarou o professor Cláudio Marques, de 39 anos. Ele confessou que adora dar aulas, mas que discorda da maneira como o Estado trata o profissional da educação, que nivela os salários excluíndo as especializações.

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Segundo os grevistas, cerca de 8 mil professores participaram do ato. Mas balanço da polícia dava conta de que 2 mil manifestantes estavam no local.
Durante o ato, eles gritavam palavras de ordem como: "Abaixo a represão, polícia é pra ladrão" e "Não é mole não. Tem dinheiro pra Copa mas não tem pra educação".
Durante a solenidade de inauguração do relógio, estavam presentes o governador Antonio Augusto Anastasia, seu vice, Alberto Pinto Coelho, além do prefeito Marcio Lacerda, do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do secretário da Copa, Sérgio Barroso e do senador Aécio Neves.
Os professores garantiram que não retornam as salas de aula até a próxima assembleia que será realizada na terça-feira (20). Mesmo com a decisão da Justiça, que determinou a ilegalidade da greve, sob o risco de multa que pode chegar até R$ 600 mil, eles afirmaram que não retornam ao trabalho na segunda-feira (19), como decidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O Batalhão de Choque da Polícia de Minas Gerais lançou bombas de efeito moral para afastar um protesto de professores em greve durante a cerimônia em que foi lançado em Belo Horizonte, na sexta-feira, um relógio com a contagem regressiva de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014.
Um grupo de professores da rede estadual de ensino, que está em greve há mais de 100 dias cobrando aumento de salário, chegou até mesmo a se acorrentar pela manhã a um poste em frente ao Palácio da Liberdade, mas foi convencido a deixar o local por mediadores antes da cerimônia de lançamento do relógio.
Os manifestantes, no entanto, continuaram no entorno do palácio, gritando palavras de ordem contra o governador Antonio Anastasia (PSDB), e os policiais utilizaram bombas de efeito moral para empurrar a manifestação para uma barreira afastada do local do evento.
O governador Anastasia (PSDB), o prefeito da capital, Márcio Lacerda (PSB), o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), e o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira, foram os responsáveis por acionar o relógio, que ficará na Praça da Liberdade, em frente ao palácio.
A greve dos professores se soma à paralisação dos operários das obras de reforma do estádio Mineirão para a Copa, que entrou no segundo dia nesta sexta apesar da visita da presidente Dilma Rousseff ao local para marcar a data de mil dias para o Mundial.
Dilma, que não participou do evento no Palácio da Liberdade, também ouviu gritos de protestos de funcionários dos Correios, que estão em greve nacional há três dias, após um discurso na prefeitura em que anunciou investimentos para o metrô de Belo Horizonte. (Com o Hoje em Dia/CorreioProgressista/SindUti)
*Jornalista aposentado e membro do Partido Comunista Brasileiro - PCB.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

UNIDADE CLASSISTA SE CONSOLIDA NO CPERS

UNIDADE CLASSISTA RS

Finalizaram-se nesta quinta-feira no Cpers-Sindicato as apurações das eleições para escolha de representantes ao Conselho Geral da entidade, em seus 42 Núcleos. Organizado por ramos de atividade, com uma base de mais de 80.000 trabalhadores e presente em todos os municípios do estado do RS, o Cpers produziu numerosos quadros de base e lideranças para o movimento social e para os partidos políticos do campo da esquerda, particularmente o PT. Quando o “Novo sindicalismo” se transformou no velho sindicalismo amarelo, social-reformista, e o PT em partido da ordem liberal-burguesa, grande parcela destes militantes históricos da base do sindicato recolheu-se ao silêncio e à indiferença, enquanto alguns poucos se intitucionalizavam na máquina do governo e nos aparelhos de direção do sindicato.
É neste contexto de crise do projeto reformista da social-democracia que a Unidade Classista interveio para articular as forças que já começam a compreender a necessidade de se rever a orientação política do sindicato e recompor a base da categoria numa perspectiva de construção revolucionária. Nos centros mais dinâmicos do estado, onde amadureceram as condições para a crítica inadiável dos problemas do movimento dos trabalhadores em educação, a UC esteve presente afirmando a rejeição da base às práticas de alinhamento do sindicato aos governos, desafiando a categoria a empreender a luta pela construção de um sindicalismo de novo tipo, massivo, classista, combativo e independente.
Dentre as forças com as quais compusemos no curso destas eleições, somos os mais preocupados com a formação política e ideológica da base, tarefa para a qual concorre a defesa de espaços de uma autêntica democracia operária no interior do sindicato. O afastamento progressivo da base do sindicato de sua direção política, trouxe como contrapartida uma insustentável concentração do poder na cúpula sindical, enquanto convertia a categoria em mera massa de manobra. Por isso, afirmávamos a necessidade premente de se reconstituir as instâncias de expressão próprias da base, de reconhecer nelas a condição de sujeito histórico, de atribuir-se a elas o papel principal na formulação das pautas do sindicato. É sobre esta base que procuramos buscar a aproximação de um enorme contingente de trabalhadores em educação hoje distantes do sindicato. Precarizados pela aplicação persistente das políticas liberais de todos os governos que dirigiram o estado, os trabalhadores com “Contratos Emergenciais”, encontraram na agenda do sindicato apenas a reivindicação histórica do Concurso Público, o que supõe um entendimento cínico de que a luta contra a desconstituição de direitos dos trabalhadores pode chegar a bom termo exclusivamente nos marcos do “Estado de Direito”, isto é, sem confrontar-se a legalidade burguesa.
Ao identificar os problemas cruciais do sindicato e os dos trabalhadores em educação, a Unidade Classista estabeleceu uma base programática concreta para construir um campo de unidade avançado com outras forças políticas, o que lhe permitiu alcançar os independentes e todos aqueles trabalhadores comprometidos com a luta operária. Assim, sem medo de dialogar com todos os campos representados dentro e fora do sindicato, buscamos fazer avançar os companheiros  honestos que ainda não compreenderam, em toda a sua extensão e particularidade, os desafios que temos pela frente.
No início deste ano tínhamos apenas um cargo no Conselho Geral e dois nos conselhos regionais. Hoje estamos na direção do 39º Núcleo de Porto Alegre,  com quatro camaradas no Conselho Geral e dois representantes dos aposentados nos conselhos regionais. (Os camaradas eleitos para o Conselho Geral do Cpers são  Goretti Grossi, Luiz Carlos Fraga, Oneider Vargas e Ruy Guimarães). Significativo é também o fato de termos reconstituído e aumentado nossa presença em outros seis núcleos do Cpers-sindicato: no litoral norte, na grande Porto Alegre, no centro do estado e na fronteira oeste. Mesmo nos núcleos onde não saímos vitoriosos, tivemos votações muito expressivas.
Percorremos, com paciência e tenacidade, um longo caminho. De janeiro a setembro trabalhamos sem parar. Foi um trabalho exaustivo, mas culminado por uma educativa vitória. A Unidade Classista cresceu não apenas no sindicato, mas sobretudo internamente. Cresceram também as possibilidades de ampliação de nossa intervenção, e com elas as perspectivas de articular-se a luta pelo Socialismo com as lutas dos trabalhadores em educação. Para isto não poupamos esforços e continuaremos empenhados em reconstruir, num novo patamar, um dos maiores sindicatos da América Latina.  Este é o nosso compromisso.
E atentos aos ensinamentos dos nossos velhos mestres, repetimos com eles: “A emancipação da classe trabalhadora deve ser obra da própria classe trabalhadores”.
Ousar lutar, ousar vencer!
UC-RS
mg.grossi@yahoo.com.br

Veja quem votou contra os servidores do Rio


Na noite do dia 13 de setembro, foi aprovado na Câmara dos Vereadores o Projeto de lei 1005, que acaba com nosso fundo de previdência e retira as verbas da saúde e da educação para o pagamento de aposentadorias e pensões.

Para tentar aprovar este projeto encomendado pelo Banco Mundial, Eduardo Paes fez de tudo: suspendeu a negociação com os servidores porque não conseguia responder nossas perguntas, ligou para vereadores, gastou dinheiro com panfletos e anúncios pagos no jornal, impediu os servidores de entrarem na Câmara para acompanhar a votação e mandou a polícia usar sua truculência para agredir trabalhaddores concursados, que dedicam parte das suas vidas no ofício de atender a população.

A prefeitura anunciou uma epidemia de dengue para janeiro de 2012. Mesmo assim estes vereadores votaram a favor do PL 1005, aceitando a retirada das verbas da saúde e colocandoem risco a vida do povo carioca.

Anote estes nomes, divulgue para alunos, responsáveis, colegas e nas redes sociais.

Quem votou contra a população não pode ter reeleição! Vão para o poste!

Adilson Pires- PT;

Aloísio Freitas- DEM;

Argemiro Pimentel- PMDB;

Bencardino- PRTB;

Carlinhos Mecânico- PPS;

Chiquinho Brazão- PMDB;

Dr Eduardo Moura- PSC;

Dr Fernando Moraes- PR;

Dr. Gilberto- PT do B;

Dr Jairinho- PSC;

Dr João Ricardo- PSDC;

Elton Babu- PT;

Israel Atleta- PTB;

Ivanir de Mello- PP;

João Cabral- sem partido;

João Mendes de Jesus- PRB;


Jorge Braz- PT do B;

Jorge Felippe- PMDB;

Jorginho da SOS- sem partido

Jose Everaldo- PMN;

Leonel Brizola Neto- PDT;

Luiz Carlos Ramos- PSDC;

Marcelo Arar- PSDB;

Marcelo Piui- PHS

Nereide Pedregal- PDT;

Patrícia Amorim- PSDB;

Professor Úoston- PMDB;

Renato Moura- PTC;

Roberto Monteiro- PC do B;

Rosa Fernandes- sem partido;

Rubens Andrade- PSB;

S. Ferraz- PMDB.

BOLETIM DA SECRETARIA DE IMPRENSA DO SEPE

SEPE/RJ: Rua Evaristo da Veiga, 55 - 7º e 8º andar - Centro - Rio de Janeiro. Tel: (21) 2195-0450

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