segunda-feira, 27 de junho de 2011

TODO APOIO À LUTA DOS PROFISSIONAIS ESTADUAIS DA EDUCAÇÃO

Rio de Janeiro
Em todo o Brasil os professores das redes públicas estaduais partiram para a luta em defesa de melhorias salariais, condições dignas de trabalho e contra a tentativa de destruição da escola pública. Em oito estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso, Ceará, Sergipe e Rio Grande do Norte), há greves envolvendo de 50% a 90% das categorias. Os governadores apostam no sucateamento da escola pública, na terceirização dos serviços de apoio e na mercantilização do ensino. Além disso, há o processo de “empresariamento” da educação, com fundações e institutos financiados por grandes empresas e bancos privados investindo na produção de cartilhas e influindo diretamente nos projetos pedagógicos das escolas, para que estas cada vez mais se especializem na formação de mão de obra barata a serviço do capital. O material didático também é produzido na lógica da ideologia burguesa, visando, acima de tudo, aprofundar a hegemonia capitalista, ao educar crianças, jovens e adultos na perspectiva da aceitação da ordem dominante, da acomodação e da ausência dos conflitos de classe.
Governo Sérgio Cabral e a Educação
No Estado do Rio, mais de 60% dos professores paralisaram suas atividades, realizam atos públicos e manifestações envolvendo os estudantes e as comunidades, para esclarecer a população acerca de suas reivindicações, tais como o reajuste salarial de 26%, a incorporação das gratificações e o fim dos programas baseados na meritocracia, que nada mais fazem do que incentivar a competição entre os trabalhadores, além de jogar sobre as costas do professor toda a culpa do descaso da classe dominante com a educação. O magistério público estadual do Rio está sendo reduzido drasticamente: cerca de quatro professores por dia pedem exoneração! Não é para menos: os salários são muito baixos, as condições de trabalho são péssimas, as salas de aula estão superlotadas. A rotatividade na carreira é enorme, docentes entram e saem a todo tempo. Os últimos concursos públicos não foram suficientes para atender ao contingente de docentes que abandonam a carreira. Para tentar tapar o buraco, o governo aposta na precarização do trabalho docente, institucionalizando as “horas extras” e os contratos temporários.
Ano após ano, o salário fica mais defasado, e o governo adota a política de gratificações e bônus, como um “cala boca”. Um professor recém-ingresso no magistério estadual recebe pouco mais do que R$ 600,00. Funcionários administrativos possuem vencimentos inferiores ao salário mínimo. Em 2009, o professorado estadual conseguiu barrar a tentativa de Sérgio Cabral de reduzir de 12% para 7% a diferença entre os níveis salariais previstos no Plano de Carreira de Professores. Naquela ocasião, enfrentando bombas, cassetetes e a cavalaria do Estado, os professores se mobilizaram e, com muita luta, conseguiram impedir a mudança. Afinal, o Plano de Carreira dos Professores, que volta e meia o governo ameaça modificar, para rebaixar ainda mais o valor do trabalho docente, representa uma dura conquista da categoria, após grande greve deflagrada em 1986. Hoje a ameaça recai sobre a progressão por tempo de serviço, que o governo pretende retirar, alegando que os professores sobem na carreira sem esforço, como se fossem “escadas rolantes”. Ainda pior é a situação dos animadores culturais, que não possuem Plano de Carreiras. Por sua vez, os funcionários administrativos encontram-se há anos com o seu plano congelado.
Quando tomou posse ao final do ano de 2010, o atual Secretário Estadual de Educação, Wilson Risolia, mais um burocrata sem experiência de sala de aula a ocupar o cargo, alardeou que “educação é negócio”. Coerente com a afirmação, a lógica da competição capitalista preside os principais programas educacionais e administrativos adotados, baseados nos princípios da meritocracia. O Plano Estadual de Educação (PEE), lançado no início deste ano, por meio de uma enorme propaganda orquestrada na mídia burguesa, apregoando a iniciativa como modernizadora e vantajosa para os professores, nada apresenta de novo. Trata-se de mais do mesmo, uma “Nova Escola” requentada, em que a promessa de aumento de salários e benefícios está relacionada ao suposto desempenho dos professores. Na avaliação de “desempenho” das unidades escolares está prevista a utilização, dentre outras aberrações, de índices que medem a retenção dos alunos nas séries, a quantidade de adolescentes grávidas e até o número de alunos com títulos eleitorais. Em outras palavras, os professores serão penalizados com menores gratificações por causa de problemas cujas razões são de ordem social e não pedagógica! É a lógica do Estado mínimo, que abre mão de sua responsabilidade para com as questões sociais e com a própria educação, jogando tudo nas costas dos professores, abandonando as escolas à sua própria sorte e, com isso, favorecendo o crescimento do ensino privado. Tais medidas visam ainda quebrar a solidariedade entre os trabalhadores, forçando-os a competir uns com os outros e a aceitar como “naturais” as precárias condições de trabalho e o sucateamento das escolas.
A Unidade Classista, organização que reúne militantes e amigos do Partido Comunista Brasileiro (PCB) no movimento sindical, conclama a todos a prestar solidariedade ativa à luta dos profissionais da Educação na rede pública estadual. Somente a participação organizada nas lutas comuns, estabelecendo laços de solidariedade entre os profissionais da Educação, os estudantes e as comunidades populares, será capaz de envolver o conjunto dos trabalhadores na luta contra os imperativos do capital no sistema educacional, em busca da Educação pública universal, emancipadora e de qualidade.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

MANIFESTO EM DEFESA DA FLASKÔ SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES

Pela imediata declaração de interesse social da Flaskô, da Vila Operária e da Fábrica de Cultura e Esportes.

Em 12 de junho completam-se oito anos de ocupação e controle operário na fábrica Flaskô. Diante da crise capitalista e a decisão dos patrões de fechar a fábrica, os operários e as operárias levantaram a cabeça e organizaram-se para manter a fábrica funcionando na luta em defesa dos empregos. Ocupando a fábrica e tomando seu controle.
Sem o patrão e a partir do controle operário, da democracia operária, foi reduzida a jornada de trabalho para 30 horas semanais, sem redução nos salários.
Sem o patrão, os operários e as operárias em conjunto com famílias da região organizaram a ocupação do terreno da Fábrica e constroem hoje a Vila Operária e Popular com moradia para mais de 560 famílias.
Sem o patrão, os operários e as operárias reativaram um galpão abandonado e iniciaram o projeto
“Fábrica de Cultura e Esporte”, com teatro, cinema, judô, futebol, balé e dança Além de cursos e
atividades de formação.
Desde o início os operários defenderam a estatização da fábrica sob controle dos trabalhadores diante das dívidas dos patrões com o estado.
Desde o inicio os operários e operárias se somaram a luta do conjunto da classe trabalhadora.
Defendendo a reforma agrária junto com os trabalhadores do campo, defendendo a luta pelas moradias com os operários na cidade, defendendo os direitos e a luta contra os patrões em dezenas e dezenas de fábricas. Defendendo os serviços públicos como saúde e educação junto ao povo e aos trabalhadores do setor publico.
Lutaram desde o inicio pela reestatização das ferrovias junto aos ferroviários, pela reestatização da Vale do Rio Doce e da Embraer, por uma Petrobrás 100% estatal.
Os operários e operárias da Flasko organizaram, junto ao Movimento das Fábricas Ocupadas, em
conjunto com os operários da Cipla e Interfibra, 8 caravanas a Brasília para exigir a estatização da fábrica.
Os operários e as operárias organizaram conferências, seminários, encontros nacionais e internacionais, além de manifestações por todo o Brasil sempre discutindo com sua classe os caminhos da luta.
Hoje, desenvolvem campanha para que a Prefeitura de Sumaré-SP declare a Fábrica e toda a sua área de Interesse Social, dando um passo no caminho da desapropriação das propriedades do patrão para a sua definitiva estatização sob o controle dos trabalhadores.
Por isso, convocamos todas as organizações operárias, estudantis, sindicatos, partidos e organizações políticas, personalidades a ajudarem os trabalhadores da Flaskô a irem até a vitória subscrevendo este manifesto e multiplicando iniciativas de apoio a Declaração de Interesse Social da Flaskô permitindo com isso a regularização de 560 moradias na Vila Operária, permitindo a transformação da Fábrica de Cultura e Esportes num verdadeiro centro cultural e esportivo público, e mais do que tudo isso, estatizando a fábrica, tornando-a pública, sob o controle dos operários que resistem há oito anos com seu suor e luta.
Sumaré, 25 de abril de 2011.
Primeiros signatários:

Apoios Internacionais
Alan Woods – Corrente Marxista Internacional – Grã-Bretanha.
Kevin Nance – United Food and Commercial Workers (UFCW) – EUA.
Jeremy Dear – Secretário Geral, National Union of Journalists – Reino Unido.
John McDonnell – Membro do Parlamento – Reino Unido.
Steve Kelly – Secretário, UNITE, London construction branch – Reino Unido.
Andy Blake – Secretário, CWU, London 7 branch – Reino Unido.
Paul Holmes – Membro do Comitê Executivo Nacional, UNISON – Reino Unido.
Vanderbeke Roland – União dos Trabalhadores do Setor Público – Bélgica.
Euler Calzadilla – Frente Bicentenário de Empresas sob Controle Operário – Venezuela.
Eduardo Vasco Murúa – IMPA e Movimento Nacional de Empresas Recuperadas – Argentina.
Andrés Mamani Corani – Federação Sindical dos Trabalhadores da Bolívia.
Metin Yeijin – Jornalista, escritor e documentarista da Turquia.
Andres Ruggeri – Professor da Faculdade de Filosofia – Universidade de Buenos Aires, Argentina.
Akram Nadir – Federação dos Conselhos de Trabalhadores Iraquianos.
Alí Rojas Juventud del PSUV – Juventud del PSUV Caracas – Venezuela.
Ricardo León – Juventud del PSUV Caracas – Venezuela.
Raúl Serrano – Juventud del PSUV Caracas – Venezuela.
Nancy Villamizar – Juventud del PSUV Caracas – Venezuela.
Sonia Jaimes – PSUV Caracas – Venezuela.
Odalis Rodriguez – PSUV Caracas – Venezuela.
Antonio Giorgini – PSUV Caracas – Venezuela.
Ana Frank Padilla – Juventud del PSUV Caracas – Venezuela.
Johansson Fuentes – Juventud del PSUV Caracas – Venezuela.
Hernan Urbina – PSUV Caracas – Venezuela.
Diana Pérez – PSUV Caracas – Venezuela.
Paolo Brini – Comitê central, Fiom Cgil (Sindicato del metal) – Itália.
Antonio Santorelli – Comitê central, Fiom Cgil (Sindicato del metal) – Itália.
Samira Giulitti – Comitê nacional, Fisac Cgil (sindicato de los seguos) – Itália.
Paolo Grassi – Comitê nacional, Nidil Cgil (Sindicato precari) – Itália.
Mario Iavazzi – Comitê nacional, FP Cigil, (Sindicato de empleo publico) – Itália.
Diana Terzi – Comitê nacional, Flc Cigil, (Sindicato de la ensenanza) – Itália.
Domenico Loffredo – Comitê regional Fiom Cgil, Campania – Itália.
Enzo Chianese – Comitê regional Fiom Cgil, Campania – Itália.
Orlando Maviglia – Comitê regional, Fiom Cgil, Emilia Romagna – Itália.
Giamplacido Ottaviano – Comitê regional Fiom Cgil, Emilia Romagna – Itália.
Antonio Forlano – Comitê regional Filt Cgil, Lombardia (Sindicato de los transportes) – Itália.
Laura Parozzi – Comitê regional Filt Cgil, Lombardia – Itália.
Fortunato Lania – Comitê regional Filt Cgil, Lombardia – Itália.
Lorenzo Espósito – Comitê regional Fisac Cgil, Lombardia – Itália.
Angelo Raimondi – Comitê regional Filcams Lombardia – Itália.
Antonio Espósito – Comitê regional Slc Cgil, Campania (Sindicato de telecomunicaciones) – Itália.
Davide Bacchelli – Comitê provincial Cgil, Bologna – Itália.
Vincenzo De Blasi – Comitê provincial Cgil Ticino Olona – Itália.
Alberto Parmigiani – Comitê provincial Fiom Cgil Ticino Olona – Itália.
Nunzio Vurchio – Comitê provincial Fiom Cgil, Bologna – Itália.
Giampiero Montanari – delegado sindical Sasib Fiom Cgil Bologna – Itália.
Giuseppe Violante – Comitê provincial Fiom Cgil, Modena – Itália.
Daniele Prampolini – Comitê provincial Fiom Cgil Modena – Itália.
Simone Raffaelli – Comitê provincial FP Cgil, Bologna – Itália.
Marco Simoni – Comitê provincial FP Cgil, Bologna – Itália.
Valerio Interlandi – Comitê provincial Nidil Cgil Milano – Itália.
Serenella Ricci – Comitê provincial Nidil Cgil Milano – Itália.
Giorgio Chiaranda – Comitê provincial Nidil Cgil Ferrara – Itália.
Alberto Bertoli – delegado sindical, Fiom Cgil, Bergamo – Itália.
Antonino Grimaldi – delegado sindical, Flai Cgil, Modena – Itália.
Roland Caramelle – Comitê provincial Filcams Cgil Trento – Itália.
Paola Polelli – Delegada sindical, Ups Milano Filt Cgil – Itália.
Antonio Sisto – Delegado sindical, AFM Bologna Filcams Cgil – Itália.
Clara Bracchi – Delegado sindical, Silent Gliss Bologna Fiom CgilCarlo Simoni, delegado sindical,
Università Bologna Flc Cgil – Itália.
Matteo Parlati – Delegado sindical, Ferrari, Fiom Cgil, Modena – Itália.
Davide Tognoni – Delegado sindical, FP-Cgil Rolo Reggio Emilia) – Itália.
Francesco Santoro – Delegado sindical, Terim Fiom Cgil, Modena – Itália.
Serafino Pirillo – Delegado sindical, Bonfiglioli Fiom Cgil Bologna – Itália.
Davide Ledda – Delegado sindical, CFT Fiom Cgil Parma – Itália.
Organizações políticas, sindicais, Movimentos e Parlamentares
Serge Goulart – Direção Nacional do PT (Tendência Esquerda Marxista).
Ivan Valente – Deputado Federal do PSOL
José Maria de Almeida – Direção Nacional do PSTU.
Ivan Pinheiro - Secretário Geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB).
Gegê – Central de Movimentos Populares.
Gilmar Mauro – Direção Nacional do MST.
Dirceu Travesso – Direção Nacional da CSP - Conlutas – Central Sindical e Popular.
Renato Simões – Movimento Nacional de Direitos Humanos e Direção Nacional do PT.
Guilherme Simões – Direção Estadual do MTST.
Leonardo Pinho – Secretário Parlamentar da Câmara Federal e do Fórum Paulista de Economia
Solidária.
Samadhi Gil C. Pimentel - Consulta Popular – Bahia.
Adilson Mariano – Vereador do PT – Joinville/SC.
Roque José Ferreira – Vereador do PT – Bauru/ SP.
Breno Cortella – Vereador do PT – Araras.
APROPUC – Associação dos Professores da PUC-SP.
Francisco Galvão – Movimento dos Trabalhadores Desempregados.
Severino Nascimento (Faustão) – Direção Nacional da CUT.
José Carlos Miranda – Movimento Negro Socialista.
Pedro Arantes – Coletivo USINA.
Caio Dezorzi – Diretório Municipal do PT – São Paulo.
Sílvio Durante – Membro da Executiva do PT – Bauru.
Fabrício Calos Genaro – Membro do Diretório Municipal do PT – Bauru.
Álvaro Cardoso de Lima (Bambu) – Diretoria da Confederação Nacional dos Químicos (CNT).
Verivaldo Mota da Silva (Galo) – Diretor Sindicato dos Vidreiros – São Paulo.
Danilo Ferreira Silva – Coord. Regional Petroleiros do Estado de SP/MS/DF.
Aníbal Cavali – Diretoria do SINTUSP.
Mario Conte – Sindicato dos Músicos – São Paulo.
Arnaldo Antônio Fernandes – PT – Bahia.
Valdir Lourenço de Souza – Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado de São Paulo.
Arley Medeiros – Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado de São Paulo.
Plínio Mércio Baldoni – Diretor do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, MS e MT – CUT.
Adel Daher Filho – Diretor do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, MS e MT – CUT.
Péricles de Lima – Presidente CUT Regional Zona da Mata – MG e Diretor do Simpro – Juiz de Fora.
Michel Platiny Assis Navarro – Organização Popular Aymberê.
Alan Tygel – SOLTEC, Núcleo de Solidariedade Técnica – UFRJ.
Cinthya Pinto da Luz – Advogada e Coordenadora do Centro de Direitos Humanos – Joinville – SC.
Luiz Gustavo Assad Rupp – Professor de Direito da Univille e Coordenador do Centro de Direitos
Humanos – Joinville – SC.
Aton Fon Filho – Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.
Artistas e Comunicadores
Laerte – Cartunista.
Carlos Latuff – Cartunista.
Bira Dantas – Cartunista.
Coletivo da Revista Miséria – Campinas.
Sérgio de Carvalho – Diretor da Companhia do Latão e Professor do Depto. de Artes Cênicas da ECA –
USP.
Luiz Carlos Moreira – Diretor do Grupo Engenho Teatral.
Amauri Falseti – Fundador e Diretor da Paidéia Associação Cultural.
Companhia do Latão – São Paulo.
Grupo Cassandra de Teatro – Sumaré.
Grupo Engenho Teatral – São Paulo.
Paidéia Associação Cultural – São Paulo.
Companhia Antropofágica – São Paulo.
Brava Companhia de Teatro – São Paulo.
Coletivo de Comunicadores Populares – Campinas.
Camará Comunicação e Educação Popular – Campinas.
Moêma de Paula Coelho – Jornalista – RJ.
Cecília Luedemann – Jornalista e Educadora.
Alexander Maximilian Hilsenbeck Filho – Jornalista do Passa Palavra.
Débora F. Lerrer – Jornalista e Cientista Social.
Acadêmicos, Intelectuais e Estudantes
José Arbex Jr. – Professor do Depto. de Jornalismo da PUC – São Paulo e editor da revista Caros
Amigos.
Maria Rita Kehl – Psicanalista.
Ricardo Antunes – Professor do Depto. de Sociologia – IFCH – UNICAMP.
Ângela M. Carneiro Araujo – Professora do Depto. de Ciência Política – IFCH – UNICAMP.
Oswaldo Coggiola – Professor do Depto. de História – FFLCH – USP.
José Martins – Professor do Depto. de Economia da UFSC e redator do boletim Crítica Semanal da
Economia do 13 de Maio Núcleo de Educação Popular.
Maria Orlanda Pinassi – Professora do Depto. de Sociologia – UNESP de Araraquara.
Jorge Luiz Souto Maior – Professor da Faculdade de Direito – USP.
Marcus Orione Gonçalves Correia – Professor da Faculdade de Direito – USP.
Andréia Galvão – Professora do Depto. de Ciência Política – IFCH – UNICAMP.
Caio Navarro de Toledo – Professor do Depto. de Ciência Política do IFCH – UNICAMP.
Ruy Braga – Professor do Depto. de Sociologia – FFLCH – USP.
Lincoln Secco – Professor do Depto. de História – FFLCH – USP.
Jair Pinheiro – Professor do Depto. de Ciências Políticas e Econômicas – UNESP de Marília.
Marcelo Badaró Mattos – Professor do Depto. de História da UFF – Niterói-RJ.
Neuza Maria Dal Ri – Professora do Depto. de Administração e Supervisão Escolar da UNESP de
Marília.
Angelita Matos Souza – Professora do Depto. de Ciências Políticas e Econômicas – UNESP de Marília.
Henrique André Ramos Wellen – Professor da Escola de Serviço Social da UFRJ.
Jesus Ranieri – Professor do Depto. de Sociologia – IFCH – UNICAMP.
Sidney Chalhoub – Professor do Depto. de História – IFCH – UNICAMP.
Sergio Silva – Professor do Depto. de Sociologia – IFCH – UNICAMP.
Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida – Professor do Depto. de Política da PUC-SP.
Bia Abramides – Professora da Faculdade de Serviço Social da PUC – São Paulo e Presidente da APROPUC.
Luciane Soares da Silva – Professora do Laboratório de Sociologia – UENF- Rio de Janeiro.
Jesiel Ferreira de Oliveira Filho – Professor Adjunto da Universidade Federal de Sergipe.
Eleutério Prado – Professor do Depto. de Economia – FEA – USP.
Henrique Tahan Novaes – Professor da FFC – UNESP de Marília.
Alexandre Icibaci Marrocos Almeida – Professor de Direito – UNISAL de Americana.
Ivone Dare Rabello – Professora do Depto. de Teoria Literária e Literatura Comparada – FFLCH – USP.
Ramiro Dulcich – Vice-diretor do Pólo Universitário de Rio das Ostras – UFF – Rio de Janeiro.
Kátia Marro – Professora do Pólo Universitário de Rio das Ostras – UFF – Rio de Janeiro.
Deise Mancebo – Professora do Programa de Políticas Públicas e Formação Humana – UERJ.
Paulo Jonas de Lima Piva – Professor do Depto. de Filosofia da Universidade São Judas Tadeu.
Claudete Pagotto - Professora da Universidade Metodista de São Paulo.
Daniel Feldmann – Doutorando no Instituto de Economia – UNICAMP.
Paulo Roberto de Andrade Castro - Doutorando em Sociologia PPGSA – UFRJ.
Lygia Sabbag – Doutoranda do Instituto de Economia – UNICAMP.
Vinícius Dantas – Doutorando em Ecologia - UFSCAR.
Abner Duarte Alves – Mestrando na UNILA.
Lívia de Cássia Godoi Moraes - doutoranda em Sociologia – Unicamp
Eliel Machado – Estudante da UEL – Londrina – Paraná.
Demais apoiadores:
Fernando Campos – Sociólogo e Educador.
Lêda Casadei Iorio – Professora.
Renata Soraia de Paula – Assistente Social.
Marcos Vinício Ildefonso Cunha – Buriti Sebo Literário - Rio de Janeiro.
Luis Octaviano - Livraria Consequência – Rio de Janeiro.
Giovana Pereira
Fernanda Santos Araújo
Elba Gilda Ravaglio
Ricardo Pereira da Silva
Osmar Gonçalves Pereira
Caio de Andrea Gomes
Caio Antunes
Edson Marcos Machado Canabarro – professor no ensino médio estadual do RGS.
Juliana Faria Caetano
Ricardo Takayuki Tadokoro
Edson Marcos Machado Canabarro – professor no ensino médio estadual do RGS.

terça-feira, 21 de junho de 2011

FSM: A crise está no DNA do sistema capitalista

Intervenção do secretário-geral da FSM, George Mavrikos pronunciado na reunião do Conselho Presidencial da FSM, realizada em Genebra
7 de Junho de 2011

Queridos amigos e companheiros,
Saudamos a todos os presentes em nossa reunião de hoje e agradeço-lhes pela sua participação neste evento que tem como objetivo informar sobre as iniciativas e atividades da FSM já aprovadas pelo Secretariado, para ouvir suas sugestões.
Companheiros e companheiras,
Dois ou três anos atrás, quando surgiu a nova crise do sistema, ouvimos muitos analistas tentando convencer-nos de que a culpa pela crise era dos Golden Boys, o capitalismo de casino e outros comentários bonitos e agradáveis …
Agora, esses mesmos analistas tentaram e ainda tentam nos convencer de que devemos culpar os maus trabalhadores gregos, aos maus trabalhadores portugueses, que a culpa é do povo espanhol, dos italianos, irlandeses, belgas, etc, dos grandes salários dos trabalhadores, etc.
Todas estas análises têm um único objetivo: esconder a verdade aos trabalhadores. Esconder que a crise é uma crise profunda do sistema capitalista, que multiplica as rivalidades inter-imperialistas e inter-capitalistas pelo controle de novos mercados, a redistribuição das fronteiras para controlar os países e as fontes de produção de riqueza.
Esta é a verdade. Esta é a realidade.
  • Basta olhar para os conflitos entre o euro e o dólar.
  • Basta olhar para o antagonismo por parte dos dirigentes do Fundo Monetário
    Internacional.
  • Basta olhar para o antagonismo do conflito no norte da África.
  • Basta olhar para a barbárie imperialista contra o povo da Líbia.
  • Basta olhar para a estratégia dos EUA e da OTAN para o chamado novo Oriente Médio.
  • Basta olhar para o enorme aumento dos preços dos alimentos como milho, trigo e açúcar.
    São os Golden boys (meninos de ouro) que criaram esta situação?
    Nós, membros e amigos da Federação Mundial Sindical, organizamos há dois meses em Atenas o 16 º Congresso Sindical Mundial, conversamos sobre todos estes temas atuais e críticos. 828 delegados de 101 países analisaram de uma forma aberta, democrática e militante as contradições do mundo, tirando nossas conclusões e adotando nossas novas tarefas.
    Com base neste debate rico sublinhamos que a crise do sistema capitalista está sendo paga pelos trabalhadores, a crise exacerbou as contradições entre os trustes, cartéis e grupos de Estados, criando guerras e estados-fantoches dos EUA e seus aliados. Também aumenta a desigualdade e a competitividade.
    A crise está sendo explorada por todos os governos capitalistas para derrubar os salários, reduzir as aposentadorias e pensões, privatizar os bens públicos, generalizando o emprego de tempo parcial, para abolir a negociação coletiva e os acordos coletivos.
    A propaganda do capital de que, por meio de políticas anti-populares gerará crescimento e evolução da recuperação é um mito.
    • Tome como exemplo a Grécia, onde esta política tem aumentado a taxa oficial de desemprego de 7% para 18%.
• Leve o caso da Irlanda, onde o desemprego, segundo dados oficiais registrados é de 14,6% em abril de 2011.
• Considerando o caso de Portugal, onde no primeiro trimestre de 2011 o desemprego foi de 12,4%.
Mas, em geral, nos países da zona do euro, se confirma que o chamado desenvolvimento é fraco, muito frágil e temporário. A média da UE é de cerca de 0,6%, sem qualquer dinâmica. O Japão é de cerca de 2%.
Nos EUA, apesar das grandes promessas, a OCDE espera um crescimento fraco em torno de 2,6%, enquanto a dívida dos EUA aumentará para 107% do PIB, e o desemprego, 8,8%.
O que significam estes dados? Significa que o capital e os seus líderes políticos não são capazes de oferecer uma solução viável para os trabalhadores. A crise está no DNA do sistema capitalista.
Ante esta situação, os sindicatos e os trabalhadores do mundo têm o dever de resistir, de lutar, para unir todos os trabalhadores, independentemente das diferenças políticas, religiosas e de outro tipo. Todos os trabalhadores pertencem à mesma classe e podemos lutar juntos.
• Lutar para defender as conquistas dos nossos povos.
• Lutar para atender às necessidades atuais dos trabalhadores, imigrantes, sem-teto, desempregados, etc.
• Lutar para que cada família tenha alimentos e água potável.
• Lutar pela segurança social, educação, saúde pública, liberdades democrática e sindicais.
• Promover todas as demandas atuais, enquanto fazemos um chamamos aos trabalhadores a encontrar uma maneira real em um mundo sem exploração do homem pelo homem, onde os trabalhadores, camponeses pobres, os trabalhadores independentes estarão no poder.
Todos os membros e amigos da FSM com os novos dirigentes eleitos no 16 º congresso, nos deparamos com novas responsabilidades, para implementar as decisões do Congresso, coordenar os trabalhadores em todos os setores, na luta contínua contra os monopólios e multinacionais.
NOSSAS INICIATIVAS
O próximo grande passo será o Dia Internacional de Ação da FSM, em 3 de Outubro, que, de acordo com a decisão do Secretariado, será um dia de duplo significado, pois coincide com o dia de fundação da Federação Sindical Mundial, em 03 de Outubro de 1945. Os principais objetivos são:
  • 35 horas de trabalho semanais - sete horas por dia, cinco dias por semana, melhores salários
  • Serviços de segurança social para todos
  • Negociação coletiva - acordos coletivos
  • Liberdades democráticas e sindicais
  • Solidariedade com o povo palestino
    O Dia Internacional de Ação marcará o início de novos protestos contra as privatizações e demissões. Deverá envolver a participação de todos os estratos sociais contra as políticas dos monopólios e das multinacionais.
Consideramos positivo que em muitos países de todo o mundo, os jovens e cidadãos indignados saiam e se manifestem nas ruas e praças. Nós acreditamos que devemos ajudar aqueles que participam "voluntariamente" a tomar consciência e olhar desde uma perspectiva classista as causas que criam os problemas, para ajudar as novas gerações a participarem dos sindicatos de uma maneira organizada. A luta organizada, com objetivos e conteúdos específicos, pode trazer resultados para o presente e o futuro.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

UNIDADE CLASSISTA E INTERSINDICAL INTEGRAM A NOVA DIRETORIA DO COMBATIVO SINDIPETRO DO RIO DE JANEIRO












A nova diretoria do Sindipetro-RJ tomou posse na última quarta-feira, 1º de junho. Os diretores, que cumprirão mandato no triênio 2011-2014, representam a chapa 1, "Independência, Unidade e Luta", composta majoritariamente por representantes da atual gestão, que derrotou a oposição ligada à FUP e dirigida por setores que iriam transformar a entidade num “sindicato chapa branca”.
Dessa forma, o Sindipetro-RJ mantém-se sob a hegemonia da esquerda, contando em sua diretoria com representantes da Intersindical, da Conlutas e de setores cutistas que não aceitam o alinhamento automático e acrítico ao governo federal.
"Nos últimos anos, o Sindipetro-RJ tem sido não só um bastião em defesa da categoria petroleira, mas também um protagonista nas lutas em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Sua atuação tem demonstrado a importância da unidade de ação em torno de questões concretas, sem que se abra mão do respeito à pluralidade, da combatividade e da autonomia sindical. Cabe a esta gestão que agora se inicia aprofundar este rumo, cerrando fileiras junto aos movimentos populares, às forças de esquerda e demais entidades representativas dos trabalhadores na construção de uma ampla frente, capaz de oferecer uma alternativa real ao país no rumo da construção socialista." - diz Aiman Franco, diretor de Relações Institucionais recém-empossado e membro da Unidade Classista/PCB.
Assim, trata-se de uma vitória a ser comemorada, dado o papel de vanguarda do Sindipetro-RJ na defesa dos trabalhadores petroleiros, na campanha "O Petróleo tem que ser nosso", na luta por uma Petrobrás 100% estatal e em suas inúmeras demonstrações de solidariedade aos movimentos sociais.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

UNIDADE CLASSISTA APOIA A LUTA DOS BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

A Unidade Classista manifesta seu integral apoio aos bombeiros em greve no Rio de Janeiro.

Os bombeiros do Rio de Janeiro são um dos grupamentos mais exigidos ao longo de todo o ano no território brasileiro (Virada de Ano, “Viradão Cultural”, Carnaval, longa faixa de praias lotadas durante boa parte do ano), somando-se as já rotineiras tragédias provocadas pela inoperância dos governos, a exemplo do Morro do Bumba e da Região Serrana.
Ultimamente, o governo do Estado do Rio de Janeiro pratica a ilegalidade de lotar bombeiros em atendimento nas UPA`s, unidades de saúde desprovidas de atendimentos especializados necessários à população.
As péssimas condições de trabalho dos bombeiros, aliadas a um precário salário líquido, R$ 930,00, no qual não está incluído um benefício simples como o vale-transporte, demonstram o descaso com que as autoridades estaduais tratam o bem estar e a segurança pública de nosso povo.
O Rio de Janeiro se transformou num palco de grandes investimentos – Copa do Mundo e Olimpíadas, os quais atendem exclusivamente ao interesse do grande capital, como empreiteiras, grandes redes de hotelaria, empresários do setor de transporte rodoviário. Ao povo sofrido, resta os trens e metrô lotados, a poluição do ar das siderúrgicas na Zona Oeste , como a CSA em Santa Cruz.
Paralelamente, os governos estadual e municipal, promovem remoções de populações pobres, “indesejáveis” no caminho dos turistas que aqui aportam para acompanhar, junto com nossas elites, o futebol no Maracanã para os ricos, e as Olimpíadas na Barra da Tijuca, que será vista ao vivo por poucos privilegiados.
Os movimentos sociais que denunciam o descalabro a que chegou a administração estadual, são criminalizados num processo crescente de fascistização da política, com prisões arbitrárias, comandadas em nível estadual e municipal, por viúvas da ditadura militar. A repressão em frente ao Consulado Americano e o tratamento dado aos bombeiros pelo BOPE, no interior do Quartel General, na Praça da República, são evidências claras de que o governo do Estado considera a questão social um caso de polícia.
As acusações de motim, quebra de hierarquia e vandalismo, feitas aos bombeiros, devem ser devolvidas aos nossos governantes, em todos os níveis, federal, estadual e municipal.
Nós, povo do Rio de Janeiro, somos constantemente vítimas da violência e da repressão de uma minoria privilegiada, que se amotina contra a maioria que somos nós, trabalhadores da segurança pública, da educação, da saúde, do petróleo, enfim produtores de todas as riquezas que circulam neste Estado.
Nós, povo do Rio de Janeiro, vemos constantemente a hierarquia constitucional ser quebrada, pois está escrito na lei maior que os governos devem servir à população, mas, ao contrário, os governos somente estão aí para atender aos interesses do grande capital e de seus projetos. A verdadeira hierarquia é um governo sob a ordem dos trabalhadores e a seu serviço.
Nós, povo do Rio de Janeiro, somos assaltados diariamente pelo vandalismo de nossos governantes, que sacam contra nosso bolso, aumentando os preços das passagens dos transportes, pagando um salário miserável aos profissionais da segurança pública, da saúde, da educação, da justiça, enfim, nossos governantes se locupletam, enriquecem, enquanto os serviços públicos se deterioram, para, numa lógica perversa, serem privatizados mais adiante, com a desculpa de que assim funcionarão melhor no futuro – aí estão o metrô, as barcas e os trens, privatizados e totalmente ineficazes.
Nesta situação, de total falta de políticas públicas no Rio de Janeiro, se coloca a manifestação pacífica dos bombeiros, que foram brutalmente reprimidos pelo governo de Sergio Cabral.
A Unidade Classista presta toda a solidariedade militante à GREVE, e reafirma as principais reivindicações dos bombeiros do Rio de Janeiro:
- Nos manifestamos pela imediata soltura de todos os presos políticos (e assim os consideramos, pois foram presos reivindicando seus direitos)
- Imediata reincorporação deles ao corpo de bombeiros
- Contra qualquer perseguição política aos líderes e adeptos do movimento dentro do corpo de bombeiros e na sociedade civil
- Abertura de mesa de negociação com a categoria em Greve
- Atendimento da pauta de aumento salarial e melhores condições de trabalho de forma imediata;
Consideramos que o conjunto de fatos decorrentes desta greve nos leva a pensar a proposição de reivindicações que vão pra além da luta imediata:
- Transformação dos bombeiros em servidores civis, com todas as garantias de estabilidade, direito de livre associação, greve e manifestação,
- Plano de carreira compatível com a alta responsabilidade e credibilidade desta categoria,
- Alocação de todo o contingente para as suas atribuições privativas, garantindo o retorno dos profissionais hoje alocados ao trabalho nas UPA's, entre outros desviados de suas atribuições,
- A Secretaria de Saúde deve ser desvinculada da de Defesa Civil e cada uma deve garantir concursos imediatos e específicos para cada área.
- Defendemos o fim da polícia militar, com a unificação das polícias e garantia do direito à livre associação, greve e manifestação.
A repressão dos policiais sobre os bombeiros levou a um claro constrangimento por parte daqueles que se consideram irmãos. Se este constrangimento não se mostra entre as altas cúpulas, corrompidas pelos vínculos com milícias e corrupção, para os praças e alguma parte de oficiais que honram sua função, devemos lembrar os versos imortais da Internacional:
“Façamos Greves de Soldados, Somos Irmãos Trabalhadores”
Todo apoio aos que lutam!
Unidade Classista – RJ
06 de Junho de 2011.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

SEPE FAZ CONGRESSO VITORIOSO

Nos dias 26, 27 e 28, com a presença de mais de 1200 delegados, o SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação realizou o mais importante Congresso da sua história. Os seminários, grupos de discussão e os debates em plenário demonstraram que os educadores do Rio de Janeiro estão perfeitamente sintonizados com os desafios que terão que enfrentar no próximo período onde o capitalismo, na busca de nichos de lucratividade não se furtará em permitir o sucateamento do ensino público dentro de uma perspectiva privatista.

O Congresso deliberou sobre importantes temas, entre eles, o não retorno do Sindicato à CNTE/CUT, de onde já havia se desfiliado; manteve seu princípio histórico de eleger direções colegiadas a partir da proporcionalidade direta vinda das bases. Além disso outra grande deliberação, talvez a mais importante, foi a não adesão a nenhuma central sindical, optando os delegados presentes por manter a decisão do XII Congresso de continuar contribuindo para fortalecer as novas organizações dos trabalhadores que se encontram na linha de frente da luta de classes no Brasil. Entre elas a Intersindical.



A Unidade Classista se fez presente com uma delegação vinda do interior e da capital representando professores, funcionários de apoio e aposentados, que participaram dos grupos nos de debates onde inúmeros pontos polêmicos servirão para orientar a ação sindical de um dos mais importantes sindicatos da América.

A Unidade Classista recebeu com entusiasmo a entrada na INTERSINDICAL-RJ, de importantes e combativos grupos de Independentes, da capital e interior, com destaque para os Educadores de Caxias que demonstram grande disposição para marchar junto com as demais organizações para organizar a classe trabalhadora, neste momento de refluxo e fragmentação das suas organizações.

Os ataques dos governos capitalistas, no Rio de Janeiro representado pelo neo-fascista Sérgio Cabral, precisa ser enfrentado e derrotado a partir de cada sala de aula, em cada unidade escolar, em todos os cantos onde se fizer necessário. Estamos convencidos que neste caminho encontraremos camaradas que acreditam na possibilidade da luta e que é possível vencer.