quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FORTALECER A GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS


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Os bancários deflagraram sua greve nacional a partir de hoje, 27/09. O setor burguês que mais lucra no Brasil (25 bilhões só no primeiro semestre de 2011, aumento de 19% em relação ao ano passado), não está disposto a atender qualquer reivindicação, ameaçando inclusive retirar conquistas anteriores, assim como, descontar os dias parados. Na mesa de negociação, bancos públicos (leia-se governo Dilma) e privados estão de mãos dadas na política de manterem o arrocho salarial, a pressão desmedida por metas, as demissões constantes e o descumprimento da jornada legal de seis horas.
É nesse quadro de endurecimento que os bancários recusaram a proposta de apenas 8% de reajuste oferecida pela patronal. Isso foi o que orientou a CUT, central que dirige a maioria dos sindicatos no país, acompanhada pelas demais forças com presença sindical na categoria: INTERSINDICAL, CTB, CONLUTAS e CONTEC.
A grande dificuldade, é que a CUT, direção majoritária nos principais sindicatos, não preparou os bancários para o duríssimo enfrentamento que se avizinha. Organizou encontros preparatórios com pouquíssima participação da base e convocou apenas duas assembleias: uma para ratificar a pauta nacional e a segunda para referendar a recusa da proposta dos banqueiros e decretar a greve por tempo indeterminado.
Agora com a greve em curso, caberá aos bancários de todo o país a difícil tarefa de superar essas debilidades da campanha, sendo decisivo para isso a participação ativa da base nos piquetes, manifestações e assembleias, construindo uma greve superior as anteriores, que incomode efetivamente o funcionamento do setor financeiro e tenha condições de dobrar intransigência dos banqueiros, tanto públicos, como privados.

Unidade Classista
(Base de Bancários do PCB no RJ)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

GREVES SE EXPANDEM EM MINAS GERAIS


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Zé Carlos Alexandre*
Corre-corre, confusão e gritaria. Assim foi marcado a inauguração do relógio regressivo dos mil dias para a Copa do Mundo, na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na noite desta sexta-feira (16). A polícia e os professores grevistas, que realizavam manifestação no local, entraram em confronto.
Durante a briga, tiros foram disparados e bombas de efeito moral lançados contra a multidão. Diversos manifestantes, inclusive mulheres e idosos, foram atingidos. Segundo os grevistas, um professor foi cruelmente espancado pelos militares. Ele teria sido socorrido e levado para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.
O tenente-coronel Alex Souza, do Batalhão de Eventos, admitiu que a situação fugiu do controle e, por isso, tiveram que usar a força. Conforme ele, a briga entre os PMs e os grevistas teve início após um professor jogar uma bomba caseira em direção aos PMs. "Infelizmente tivemos que usar bomba de efeito moral e spray de pimenta para controlar a situação", contou o tenente-coronel.
No entanto, de acordo com os professores, a manifestação estava ocorrendo de forma pacífica quando alguns integrantes da categoria começaram a ser agredidos.
A professora Marta Reis, de 56 anos, que há 15 leciona biologia em uma escola pública, se revoltou com a situação, principalmente após ser atingida por uma bala de borracha na região da barriga. "Ninguém tinha agredido ninguém quando eles partiram para a truculência. Professor não é cachorro e merece respeito", disse.
"Estavamos apenas pedido o cumprimento da lei federal, que estabele um piso salarial para os professores, quando a polícia partiu para a violência", declarou o professor Cláudio Marques, de 39 anos. Ele confessou que adora dar aulas, mas que discorda da maneira como o Estado trata o profissional da educação, que nivela os salários excluíndo as especializações.

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Segundo os grevistas, cerca de 8 mil professores participaram do ato. Mas balanço da polícia dava conta de que 2 mil manifestantes estavam no local.
Durante o ato, eles gritavam palavras de ordem como: "Abaixo a represão, polícia é pra ladrão" e "Não é mole não. Tem dinheiro pra Copa mas não tem pra educação".
Durante a solenidade de inauguração do relógio, estavam presentes o governador Antonio Augusto Anastasia, seu vice, Alberto Pinto Coelho, além do prefeito Marcio Lacerda, do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, do secretário da Copa, Sérgio Barroso e do senador Aécio Neves.
Os professores garantiram que não retornam as salas de aula até a próxima assembleia que será realizada na terça-feira (20). Mesmo com a decisão da Justiça, que determinou a ilegalidade da greve, sob o risco de multa que pode chegar até R$ 600 mil, eles afirmaram que não retornam ao trabalho na segunda-feira (19), como decidiu o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O Batalhão de Choque da Polícia de Minas Gerais lançou bombas de efeito moral para afastar um protesto de professores em greve durante a cerimônia em que foi lançado em Belo Horizonte, na sexta-feira, um relógio com a contagem regressiva de mil dias para o início da Copa do Mundo de 2014.
Um grupo de professores da rede estadual de ensino, que está em greve há mais de 100 dias cobrando aumento de salário, chegou até mesmo a se acorrentar pela manhã a um poste em frente ao Palácio da Liberdade, mas foi convencido a deixar o local por mediadores antes da cerimônia de lançamento do relógio.
Os manifestantes, no entanto, continuaram no entorno do palácio, gritando palavras de ordem contra o governador Antonio Anastasia (PSDB), e os policiais utilizaram bombas de efeito moral para empurrar a manifestação para uma barreira afastada do local do evento.
O governador Anastasia (PSDB), o prefeito da capital, Márcio Lacerda (PSB), o ministro do Esporte, Orlando Silva (PC do B), e o presidente do comitê organizador da Copa do Mundo, Ricardo Teixeira, foram os responsáveis por acionar o relógio, que ficará na Praça da Liberdade, em frente ao palácio.
A greve dos professores se soma à paralisação dos operários das obras de reforma do estádio Mineirão para a Copa, que entrou no segundo dia nesta sexta apesar da visita da presidente Dilma Rousseff ao local para marcar a data de mil dias para o Mundial.
Dilma, que não participou do evento no Palácio da Liberdade, também ouviu gritos de protestos de funcionários dos Correios, que estão em greve nacional há três dias, após um discurso na prefeitura em que anunciou investimentos para o metrô de Belo Horizonte. (Com o Hoje em Dia/CorreioProgressista/SindUti)
*Jornalista aposentado e membro do Partido Comunista Brasileiro - PCB.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

UNIDADE CLASSISTA SE CONSOLIDA NO CPERS

UNIDADE CLASSISTA RS

Finalizaram-se nesta quinta-feira no Cpers-Sindicato as apurações das eleições para escolha de representantes ao Conselho Geral da entidade, em seus 42 Núcleos. Organizado por ramos de atividade, com uma base de mais de 80.000 trabalhadores e presente em todos os municípios do estado do RS, o Cpers produziu numerosos quadros de base e lideranças para o movimento social e para os partidos políticos do campo da esquerda, particularmente o PT. Quando o “Novo sindicalismo” se transformou no velho sindicalismo amarelo, social-reformista, e o PT em partido da ordem liberal-burguesa, grande parcela destes militantes históricos da base do sindicato recolheu-se ao silêncio e à indiferença, enquanto alguns poucos se intitucionalizavam na máquina do governo e nos aparelhos de direção do sindicato.
É neste contexto de crise do projeto reformista da social-democracia que a Unidade Classista interveio para articular as forças que já começam a compreender a necessidade de se rever a orientação política do sindicato e recompor a base da categoria numa perspectiva de construção revolucionária. Nos centros mais dinâmicos do estado, onde amadureceram as condições para a crítica inadiável dos problemas do movimento dos trabalhadores em educação, a UC esteve presente afirmando a rejeição da base às práticas de alinhamento do sindicato aos governos, desafiando a categoria a empreender a luta pela construção de um sindicalismo de novo tipo, massivo, classista, combativo e independente.
Dentre as forças com as quais compusemos no curso destas eleições, somos os mais preocupados com a formação política e ideológica da base, tarefa para a qual concorre a defesa de espaços de uma autêntica democracia operária no interior do sindicato. O afastamento progressivo da base do sindicato de sua direção política, trouxe como contrapartida uma insustentável concentração do poder na cúpula sindical, enquanto convertia a categoria em mera massa de manobra. Por isso, afirmávamos a necessidade premente de se reconstituir as instâncias de expressão próprias da base, de reconhecer nelas a condição de sujeito histórico, de atribuir-se a elas o papel principal na formulação das pautas do sindicato. É sobre esta base que procuramos buscar a aproximação de um enorme contingente de trabalhadores em educação hoje distantes do sindicato. Precarizados pela aplicação persistente das políticas liberais de todos os governos que dirigiram o estado, os trabalhadores com “Contratos Emergenciais”, encontraram na agenda do sindicato apenas a reivindicação histórica do Concurso Público, o que supõe um entendimento cínico de que a luta contra a desconstituição de direitos dos trabalhadores pode chegar a bom termo exclusivamente nos marcos do “Estado de Direito”, isto é, sem confrontar-se a legalidade burguesa.
Ao identificar os problemas cruciais do sindicato e os dos trabalhadores em educação, a Unidade Classista estabeleceu uma base programática concreta para construir um campo de unidade avançado com outras forças políticas, o que lhe permitiu alcançar os independentes e todos aqueles trabalhadores comprometidos com a luta operária. Assim, sem medo de dialogar com todos os campos representados dentro e fora do sindicato, buscamos fazer avançar os companheiros  honestos que ainda não compreenderam, em toda a sua extensão e particularidade, os desafios que temos pela frente.
No início deste ano tínhamos apenas um cargo no Conselho Geral e dois nos conselhos regionais. Hoje estamos na direção do 39º Núcleo de Porto Alegre,  com quatro camaradas no Conselho Geral e dois representantes dos aposentados nos conselhos regionais. (Os camaradas eleitos para o Conselho Geral do Cpers são  Goretti Grossi, Luiz Carlos Fraga, Oneider Vargas e Ruy Guimarães). Significativo é também o fato de termos reconstituído e aumentado nossa presença em outros seis núcleos do Cpers-sindicato: no litoral norte, na grande Porto Alegre, no centro do estado e na fronteira oeste. Mesmo nos núcleos onde não saímos vitoriosos, tivemos votações muito expressivas.
Percorremos, com paciência e tenacidade, um longo caminho. De janeiro a setembro trabalhamos sem parar. Foi um trabalho exaustivo, mas culminado por uma educativa vitória. A Unidade Classista cresceu não apenas no sindicato, mas sobretudo internamente. Cresceram também as possibilidades de ampliação de nossa intervenção, e com elas as perspectivas de articular-se a luta pelo Socialismo com as lutas dos trabalhadores em educação. Para isto não poupamos esforços e continuaremos empenhados em reconstruir, num novo patamar, um dos maiores sindicatos da América Latina.  Este é o nosso compromisso.
E atentos aos ensinamentos dos nossos velhos mestres, repetimos com eles: “A emancipação da classe trabalhadora deve ser obra da própria classe trabalhadores”.
Ousar lutar, ousar vencer!
UC-RS
mg.grossi@yahoo.com.br

Veja quem votou contra os servidores do Rio


Na noite do dia 13 de setembro, foi aprovado na Câmara dos Vereadores o Projeto de lei 1005, que acaba com nosso fundo de previdência e retira as verbas da saúde e da educação para o pagamento de aposentadorias e pensões.

Para tentar aprovar este projeto encomendado pelo Banco Mundial, Eduardo Paes fez de tudo: suspendeu a negociação com os servidores porque não conseguia responder nossas perguntas, ligou para vereadores, gastou dinheiro com panfletos e anúncios pagos no jornal, impediu os servidores de entrarem na Câmara para acompanhar a votação e mandou a polícia usar sua truculência para agredir trabalhaddores concursados, que dedicam parte das suas vidas no ofício de atender a população.

A prefeitura anunciou uma epidemia de dengue para janeiro de 2012. Mesmo assim estes vereadores votaram a favor do PL 1005, aceitando a retirada das verbas da saúde e colocandoem risco a vida do povo carioca.

Anote estes nomes, divulgue para alunos, responsáveis, colegas e nas redes sociais.

Quem votou contra a população não pode ter reeleição! Vão para o poste!

Adilson Pires- PT;

Aloísio Freitas- DEM;

Argemiro Pimentel- PMDB;

Bencardino- PRTB;

Carlinhos Mecânico- PPS;

Chiquinho Brazão- PMDB;

Dr Eduardo Moura- PSC;

Dr Fernando Moraes- PR;

Dr. Gilberto- PT do B;

Dr Jairinho- PSC;

Dr João Ricardo- PSDC;

Elton Babu- PT;

Israel Atleta- PTB;

Ivanir de Mello- PP;

João Cabral- sem partido;

João Mendes de Jesus- PRB;


Jorge Braz- PT do B;

Jorge Felippe- PMDB;

Jorginho da SOS- sem partido

Jose Everaldo- PMN;

Leonel Brizola Neto- PDT;

Luiz Carlos Ramos- PSDC;

Marcelo Arar- PSDB;

Marcelo Piui- PHS

Nereide Pedregal- PDT;

Patrícia Amorim- PSDB;

Professor Úoston- PMDB;

Renato Moura- PTC;

Roberto Monteiro- PC do B;

Rosa Fernandes- sem partido;

Rubens Andrade- PSB;

S. Ferraz- PMDB.

BOLETIM DA SECRETARIA DE IMPRENSA DO SEPE

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