sexta-feira, 28 de outubro de 2011

GREVE HISTÓRICA DO SINTRAJUFE/CE

Ceará
O dia 24 de outubro de 2011 é mais uma data que ficará para a história da categoria dos servidores da Justiça Federal no Ceará. De acordo com o Sintrajufe-CE, pela primeira vez uma greve acontece pra valer na seção cearense da JF-CE.

O primeiro dia de greve na Justiça Federal foi marcado por uma adesão muito forte dos servidores na capital e no interior do estado. Em Fortaleza, as atividades se concentraram no Edifício Sede da JF, no centro da cidade. Segundo o sindicato, o número de servidores em greve reunidos foi tão grande que sequer era possível circular no átrio do edifício. Além das falas dos diretores executivo e social do Sintrajufe-CE, Jesu Júnior e Márcio Frois, o primeiro dia de greve na JF-CE contou com a presença de trabalhadores de diversas categorias, tais como professores, sapateiros e trabalhadores na construção civil, além de representantes da Unidade Classista, Intersindical e TRS [Tendência Revolucionária Socialista], os quais reforçaram seus apoios à luta da categoria.
Diversos servidores da base também fizeram uso da palavra, apresentando informes e sugestões. Ainda em Fortaleza, foi registrado o apoio expressivo de servidores das subseções do interior do estado, que prestaram importante reforço às atividades na capital nesse primeiro dia do movimento.
Já no interior do estado, os diretores do Sintrajufe-CE em Juazeiro do Norte enviaram informações de que a adesão à greve foi muito expressiva naquela subseção, contando inclusive com a cobertura da imprensa local. Segundo o sindicato, da mesma forma, diversos foram os relatos no decorrer do dia sobre o sucesso do movimento paredista em todas as subseções.
“Com isso, os servidores da Justiça Federal no Ceará deram uma demonstração da sua força e capacidade de mobilização, numa resposta clara e objetiva ao TRF-5, que chegou a se referir á greve, na véspera de sua deflagração, como um ‘movimento inexpressivo’”, afirma a diretoria do Sintrajufe-CE.
Salienta-se a fundamental participação e apoio dos sindicalistas da Construção Civil, dos Sapateiros, Comerciários de Fortaleza, da Unidade Classista, que em muito contribuiu e ainda contribui no cotidiano da greve e da garantia da continuidade das mobilizações, apoiando e marcando presença nas ações fortalecendo a crescente adesão dos servidores junto ao chamado do SINTRAJUFE/CE.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Comunista do PCB assume direção da Sindufap

Para professor, “PCB foi a única e necessária guarida para uma vida cheia de sentido”

O comunista Iuri Cavlak assumiu uma enorme tarefa nas últimas semanas: aos 32 anos, ele é o novo presidente do Sindicato dos Docentes da Unifap (Sindufap), em Macapá (AP). Professor adjunto e doutor em História, esse militante do PCB que pesquisa as relações diplomáticas entre o Brasil e a Argentina e atualmente é responsável pelas disciplinas de Teoria da História e Metodologia da História comandará a entidade até 2013. Conheça as prioridades de sua gestão e a luta que ele desempenha na Universidade Federal do Amapá nessa entrevista:
PCB - Em que conjuntura você assumiu a presidência da associação?
Iuri Cavlak - Desde o ano passado articulamos uma chapa em que a diretoria executiva, composta por cinco professores, na qual quatro deles nunca haviam participado de nenhuma diretoria sindical antes.
Digo mais: os quatro - presidente, secretário-geral, tesoureiro e diretor de cultura - assumiram antes de completarem dois anos de seus respectivos cargos na Universidade Federal do Amapá (Unifap).
Ou seja, um grupo novíssimo, combativo, que adentrou no ensino superior nessa fase acelerada de degradação da universidade pública. Também é um grupo afinado aos recentes mandatos que estão construindo e fortalecendo o Sindufap (Sindicato dos Docentes da Unifap).
Cito a Prof. Dr. Marinalva Oliveira, o Prof. Dr. Arley Costa e o Prof. Doutorando André Guimarães.
Estava no posto de secretário-geral, mas a presidenta Cassia Hack renunciou por problemas vários, sobremaneira o acumulo de trabalho a que estava submetida.
PCB - Qual o arco de forças na diretoria?
IC - Sou o único filiado a partido. O restante da diretoria, salvo engano, não milita em nenhum partido político.
PCB - Há quanto tempo você militava no movimento docente?
IC - Comecei a militância em 19 de agosto de 2010, dia da minha posse como professor adjunto. Da segunda metade do ano passado até a primeira metade desse ano, frequentei como militante de base as assembléias, atos políticos em Brasília e o 30º Congresso Nacional do ANDES em Uberlandia (MG). Fui convidado e aceitei compor a diretoria que iniciou nova gestão em agosto de 2011.
PCB – E o mandato, será de quanto tempo?
IC – O mandato vai até agosto de 2013.
PCB - Que realidade vive sua universidade, a Unifap?
IC - A Unifap é uma típica universidade federal da periferia do capitalismo brasileiro. Tem uma carência tremenda de professores, agravada com o REUNI - que abriu novos cursos em condições bárbaras de precarização. Temos apenas três cursos de mestrado e uma verba minguada para o desenvolvimento da instituição.
PCB – E quais as principais reivindicações dos seus colegas docentes?
IC - Nossas principais reivindicações vão muito além de nossos salários aviltantes. Como disse, o REUNI foi incrementado e potencializou a carência. Aumentou o número de alunos sem aumentar a infra-estrutura.
Falta cadeira para os alunos sentarem. Aumentaram os furtos dentro do Campus. Não há lugar para estacionar os carros. Novos cursos não possuem sala de aula nem coordenação - tem professor coordenador que anda com uma CPU de computador debaixo do braço, sob o sol da linha do Equador, procurando sala para trabalhar.
No semestre passado eu ministrei 5 disciplinas! Como fazer pesquisa e extensão ou mesmo ter vida social com essa carga horária, planejando e ministrando as aulas? E sendo novato!
Então nossa pauta local passa por todas essas questões...
PCB – E que relação você espera ter com entidades como o DCE, o sindicato dos técnicos-administrativos?
IC - Nossa relação com os técnicos tem sido a melhor possível. O sindicato deles está se reestruturando e tem uma gente bastante honesta e combativa a sua frente. Nós tínhamos greve com data marcada, com assembléias lotadas, mas o acordo ANDES/Governo em 26 de agosto nos fez recuar.
Eles deflagraram sua greve esperando que nós professores engrossássemos suas fileiras, mas nem por isso deixaram de nos apoiar. O movimento dos alunos vem passando por reposicionamentos. Mas estamos sempre alinhados com os companheiros mais inquietos desse setor.
PCB – E sua militância no PCB, tem quanto tempo?
IC - Comecei a militar no PCB esse ano. Procurei o partido aqui em Macapá e recebi acolhida calorosa dos camaradas Mercedes, Décio, Francione e Nelson Souza. No encontro do ANDES em Uberlândia, também travei ótimas relações com os camaradas Milton Pinheiro e Eduardo Serra.
PCB – E sua trajetória antes do PCB?
IC - Talvez essa resposta destoe das respostas do gênero. Nunca militei em nada, nem no movimento estudantil. Fui professor da rede pública do Estado de São Paulo por dois anos. Era filiado à APEOESP, mas sem nenhuma atividade.
Por outro lado, desde o início da graduação (1998), passando pelo mestrado e doutorado, sempre foi fortalecendo na minha cabeça a perspectiva marxista e no coração a história e o papel do PCB na luta dos trabalhadores brasileiros.
Finalmente, defendi o doutorado em fevereiro de 2010 e adentrei ao ensino superior em agosto do mesmo ano. Tinha duas opções: engrossar o "cretinismo acadêmico" e ser o típico professor-doutor-classe média ou engrossar as fileiras do Partido de Marx, Lenin, Guevara, Prestes e centenas de milhares de tantos outros. Optei por esse último.
PCB – E por que especificamente o PCB?
IC - Penso não haver mais espaço nessa segunda década do século XXI para o itinerário que a maioria dos meus professores trilharam. Carreira estritamente acadêmica, publicações subsidiadas pelo Estado, razoável carga horária, bons salários, viagens, simpósios internacionais, bons vinhos, etc. O estágio atual da economia de mercado não permite.
Por outro lado, mesmo que isso ainda tivesse espaço, faria sentido viver nesse mundo quando milhares de semelhantes são massacrados diariamente sob a lógica da riqueza para poucos? Não hesitei. Diante de tal cenário, o PCB foi a única e necessária guarida para uma vida cheia de sentido.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Grécia e a oportunidade da história: o que fazer? Por Milton Pinheiro e Sofia Manzano1


A revolução é o freio de emergência para conter a barbárie.

Walter Benjamim




Estamos vivendo um momento histórico em que o aprofundamento da crise sistêmica, que se configurou em grave crise econômica e social, deixa claro a posição do grande capital financeiro, na tentativa de recuperar suas altas taxas de rentabilidade, a partir da relação com os fundos públicos. Na Europa e em outras partes do mundo, integrados na ideologia da colonização global que se encontra em curso, o aparato político da burguesia tenta operar um grande ajuste fiscal. Partem com voracidade sobre o Estado como instrumento para resolver os problemas dos balanços dos bancos privados. E as contradições da luta de classes avançam.

O cenário grego, no fulcro da crise, é desolador. O Banco Central Europeu, pressionado pela Alemanha e França, age dentro da lógica de rapina do Imperialismo tentando tirar da Grécia todos os recursos necessários para salvar seus bancos. Todas as medidas propostas têm levado ao desemprego, à informalidade no mercado de trabalho, a precarização e intensificação do trabalho no setor público, ao corte de investimentos e custeio na máquina pública de saúde, educação e previdência. Processam um conjunto de privatizações e desenvolvem uma cruel política de demissão em massa no serviço público. Só a última lei aprovada permitiu a demissão de mais de 30 mil trabalhadores públicos.

A Grécia não tem como sair da crise e a questão da burguesia européia não é tirar a Grécia da crise, é operar um conjunto de medidas de profundo corte e ajuste fiscal sem precedentes que sirvam como inspiração ideológica para os próximos acontecimentos. O capitalismo é uma “jaula de ferro”, onde a burguesia naturalizou o mercado e aprisionou os trabalhadores. Criou um mundo sem perspectivas, gerou a perda da liberdade humana através da alienação, do fetiche, da coisificação do homem. É o culto ao dinheiro, é o tempo do mammonismo que está parindo uma outra “civilização”. Portanto, não serão políticas reformistas de corte social-democrata que resgatarão a perspectiva dos trabalhadores na sua luta pela emancipação humana.

A social-democracia grega e o seu partido no governo barlaventeou e capitulou, como é de praxe, à política da burguesia, para os períodos de crise. Só que agora a crise é sistêmica e os trabalhadores foram para as ruas em toda a Grécia.

A cena política grega é de luta diretas das massas. A disputa está em todas as ruas de Atenas, as manifestações são gigantescas, as greves são cada vez maiores. Os trabalhadores, a central sindical PAME e o KKE estão marchando à frente das manifestações juntamente com outros movimentos sociais e forças políticas. Nesse momento da história da Grécia, se consolidou uma hegemonia de classe e o bloco histórico dos trabalhadores está em movimento. O que fazer?

A Grécia é um país que tem parte significativa de seu Produto Interno Bruto baseado nos serviços – só o turismo, que recebe 17 milhões de pessoas por ano, representa 15% do PIB e emprega 17% da população. O país tem uma população de 11 milhões de pessoas, sendo 5 milhões os trabalhadores e uma taxa de desemprego que atualmente chegou à 17% da força de trabalho. O segundo setor econômico grego é a marinha mercante, a segunda maior do mundo, atrás do Japão. Os gregos contam com 4.000 navios de carga, que empregam cerca de 250.000 trabalhadores e geram 5% do PIB. O fato pitoresco é que este setor não paga impostos na Grécia.

Pelos levantamentos de 2010, o PIB grego é de € 230 bilhões, concentrado no turismo, transporte marítimo, construção civil, pesca, agricultura e indústria extrativista. Todavia, a perspectiva da dívida pública grega, pelos levantamentos atuais atingirá 161% do PIB em 2012. Cabe esclarecer que, ao contrário do que alardeiam os meios de comunicação burgueses, esta dívida pública, como todas as dívidas dos demais países, foram contraídas em virtude de socorro ao sistema financeiro e ao pagamento de altos juros aos detentores dos títulos públicos.

O capital financeiro, detentor desses títulos, está pressionando o governo grego, via a ‘troica’, ou seja, os inspetores do Banco Central Europeu, do FMI e da Comissão Européia, a encontrar recursos para continuar a sugá-los para a burguesia. Como o Estado grego não tem mais condições de arcar com estas despesas, os representantes do grande capital exigem: privatizações – da rádio estatal, do aeroporto de Atenas e a quebra do monopólio estatal do jogo através da venda das loterias; ajuste fiscal, aumento da tributação sobre a população, corte de salários e corte dos direitos sociais. Se não bastasse este brutal pacote, a ‘troica’ exige que todas estas medidas sejam efetuadas e controladas por agências externas.

A partir desses dados, podemos perceber que a economia grega é periférica, dentro do sistema capitalista, o que faz da Grécia, o elo fraco da corrente. A burguesia que controla a zona do Euro não vê mais importância na Grécia, por isso se utiliza de ações tão violentas como forma de testar, política e ideologicamente, seu projeto que é de construção de um novo ciclo do capital para ampliar a sua acumulação. Todavia, as contradições objetivas estão dadas pelo quadro de crise sistêmica que se estabeleceu no processo grego. Mas, o mais importante é percebermos que as condições subjetivas estão em franco processo de consolidação.

Há vários meses os trabalhadores estão nas ruas para impedir os pacotes do governo. Fizeram comícios, lutaram com pedras nas mãos nas barricadas por toda Atenas, cercaram o parlamento, paralisaram os transportes, fecharam o comércio, fizeram greves e tudo isso com uma grande presença de trabalhadores.

Chegou o momento de dar o salto de qualidade na luta política, o bloco histórico dos trabalhadores demonstra força e organização. A questão central é levantar bandeiras que captem as contradições da relação capital-trabalho.

Essas bandeiras devem estar centradas na moratória da dívida, na saída da Grécia da zona do Euro, no retorno ao Dracma (antiga moeda), com sua conseqüente desvalorização cambial, estatização do turismo, da logística, do sistema financeiro, e a tributação da marinha mercante. Galvanizado por estas bandeiras, a questão imediata é levantar a justa palavra de ordem: todo poder aos trabalhadores em luta.

Os trabalhadores gregos fizeram o seu ensaio geral, os ecos do padrão histórico da revolução proletária ressoam por todas as ruas da Grécia carregados pelos turbilhões humanos nas grandes manifestações. A luta chegou a um impasse. Ou a vanguarda e seu bloco histórico se utilizam da perspectiva clássica e assumem a luta pelo poder, ou essas batalhas que ocorrem hoje em toda a Grécia não encontrarão uma perspectiva real de saída, levando os trabalhadores derrotados, de volta para suas casas.

As bandeiras são concretas, está faltando a ação da vanguarda para lançar a palavra de ordem: Todo poder aos trabalhadores em luta!


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

AVANTE SINDICAL - UNIDADE CLASSISTA RIO DE JANEIRO SEGUNDA-FEIRA É DIA DE GREVE E ASSEMBLÉIAS PARA DECIDIR OS RUMOS DO MOVIMENTO

Finalmente, na sexta, dia 14/10, após dezoito dias da greve nacional dos bancários, os banqueiros se dispuseram a negociar uma nova proposta de acordo coletivo. Durante essa greve, nos deparamos com as ameaças e a intransigência da FENABAN e do governo Dilma (leia-se PT-PMDB e seus sócios menores), querendo impor o desconto dos dias parados, tomando medidas judiciais contra a greve e recusando-se a reabrir as negociações.

Esse endurecimento já era previsto, diante da crise capitalista internacional o governo e a burguesia buscam tomar medidas preventivas, todas elas vão no sentido de jogar os custos sobre os ombros da classe trabalhadora. Assim como já vem sendo feito na Europa e nos EUA, provocando nesses países uma reação cada vez maior dos trabalhadores e populares contra o corte de direitos, redução dos salários, demissões e aumento dos impostos.

Como dissemos em nosso comunicado anterior: “A grande dificuldade, é que a CUT, direção majoritária nos principais sindicatos, não preparou os bancários para o duríssimo enfrentamento que se avizinha”. Fato confirmado pelo desenrolar da greve, com um modelo de campanha que afastou a participação ativa da categoria nos eventos da luta, como piquetes, manifestações e assembléias. Aqui no Rio de Janeiro, o sindicato se limitou a convocar assembléias ditas “organizativas” durante a paralisação, as quais compareciam em média sessenta pessoas, a maioria absoluta composta de diretores ou delegados sindicais.

Agora o comando nacional convoca a categoria para a terceira e última assembléia dessa campanha, orientando para aprovação da proposta apresentada pelos bancos. Mas como nos últimos anos, as assembléias serão separadas, bancos privados, Banco do Brasil e Caixa. Ou seja, um movimento que começou unificado por uma pauta única da FENABAN, de forma inexplicável tem sua conclusão avaliada em assembléias distintas. Quando logicamente deveríamos avaliar as propostas da mesa única com todos os interessados juntos, e posteriormente realizarmos assembléias separadas sobre as questões específicas.

Nossa opinião é de que cabe a nós bancários, principalmente os que fizeram a greve acontecer, definir os rumos desse movimento grevista. Por isso mesmo, é fundamental a presença de todos nas assembléias convocadas para o dia 17/10, segunda-feira. Nelas precisamos, não só avaliar a proposta patronal, mas principalmente, as condições do nosso movimento até aqui, para que possamos decidir se aceitamos o acordo proposto ou se temos nesse momento capacidade de prosseguir na greve para arrancar uma proposta superior a que foi apresentada.

  Assembleiasno Rio de janeiro, nesta segunda, 17/10, 18 horas.

Bancos Privados: Sindicato, Av. Presidente, 502, 21º andar.

Banco do Brasil: ABI, Rua Araujo Porto Alegre, 71, 9° andar.


Caixa Econômica: Galeria, Av. Rio Branco, 120, 2º andar.

clique aqui para ver a proposta dos banqueiros:



Este informativo é de responsabilidade do coletivo de bancários da UNIDADE CLASSISTA no Rio de Janeiro.



http://avantebancario.blogspot.com/

INFORME SOBRE A GREVE DOS BANCÁRIOS

FONTE: SINDICATO DOS BANCÁRIOS BH



A força da greve que completou na última sexta-feira 18 dias, pressionou os bancos e arrancou uma nova proposta da Fenaban. A proposta inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%) e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).


A regra básica da PLR seria de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400 (reajuste de 27.2%). Pela proposta, o teto do valor adicional da PLR – que distribui 2% do lucro líquido – passaria de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa um reajuste de 16,7% em relação ao que foi pago no ano passado.


O reajuste proposto para o piso é de 12%, aumento real de 4,30%, sendo que o escriturário passaria de R$ 1.250 para R$ 1.400. A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro e assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período seria anistiado.


Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários, tais como aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. O Comando recomenda a aprovação da proposta, mas são as assembleias que serão realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira (17), em todo o país que irão decidir pela aceitação ou não do que foi apresentado.


O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou que foi a força da mobilização dos bancários na base de BH e Região e em todo o país que forçou as direções dos bancos públicos e privados cederem e apresentarem nova proposta. “A participação de todos na assembleia desta segunda-feira é muito importante. A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta, mas a assembleia é soberana para decidir, pois foram os bancários que democraticamente deflagram a greve e são eles que irão decir agora os rumos do movimento.”, afirmou.


ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS BANCÁRIOS


DATA: NESTA SEGUNDA-FEIRA - 17 DE OUTUBRO DE 2011


HORÁRIO: 18 HORAS EM PRIMEIRA CONVOCAÇÃO E 18H30 EM SEGUNDA CONVOCAÇÃO

EM PAUTA: AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DA FENABAN

ATENÇÃO PARA OS LOCAIS DAS ASSEMBLEIAS


ASSEMBLEIA DOS EMPREGADOS DA CAIXA


LOCAL: SEDE DO SINDICATO (RUA TAMOIOS, 611 - CENTRO)


ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS BANCOS PRIVADOS


LOCAL: HOTEL NORMANDY - RUA TAMOIOS 212 - SALÃO DIAMANTINA, 17º ANDAR

ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

LOCAL: DAYRELL HOTEL - RUA ESPÍRITO SANTO, 901, 2º ANDAR - CENTRO


PROPOSTA PARA A CCT 2011/2012 (14/10/2011)


1. SALÁRIOS - Reajuste de 9% sobre os salários praticados em 31/08/2011, com as compensações previstas na CCT.
2. SALÁRIOS DE INGRESSO - Correção dos valores previstos na CCT 2010/2011, a partir de 01/09/2011:
Portaria: R$ 891,00 / Após 90 dias: R$ 976,00
Escritório: R$ 1.277,00 / Após 90 dias: R$ 1.400,00
Caixa/tesoureiro: R$1.616,72 (Salário de Ingresso R$1.277,00 + Gratif. de Caixa R$ 339,72) / Após 90 dias: R$ 1.900,36 (Salário de Ingresso R$ 1.400,00 + Gratif. de Caixa R$ 339,72 + Outras Verbas de Caixa R$ 160,64).
3. DEMAIS ITENS EXPRESSOS EM VALORES - Reajuste de 9% sobre os valores previstos na CCT 2010/2011.
ATS (para os remanescentes): R$ 19,43
Gratif. Compensador de Cheques: R$ 110,70
Auxílio-Refeição: R$19,78
Auxílio-Cesta-Alimentação: R$ 339,08
13ª Cesta-Alimentação: R$ 339,08
Auxílio-Creche / Babá (Filhos até a idade de 71 meses): R$ 284,85
Auxilio-Creche / Babá (Filhos até a idade de 83 meses): R$ 243,67
Auxílio Funeral: R$ 653,57
Ajuda deslocamento noturno: R$ 68,22
Indenização por Morte ou Incapacidade Decorrente de Assalto : R$ 97.461,03
Requalificacão Profissional : R$ 974,06
4. PLR
A Participação nos Lucros ou Resultados estará limitada a 15% (quinze por cento) do lucro líquido apurado no exercício de 2011, e será distribuída da seguinte forma:
I- REGRA BÁSICA
90% do salário reajustado em setembro/2011, acrescido do valor fixo de R$ 1.400,00, limitado ao valor de R$ 7.827,29.
Se o total apurado na aplicação da Regra Básica ficar abaixo de 5% do lucro líquido apurado no exercício de 2011, utilizar multiplicador até atingir esse percentual ou 2,2 salários do empregado, limitado a R$ 17.220,04, o que ocorrer primeiro.
O total apurado na aplicação da Regra Básica estará limitado a 13% do lucro líquido apurado no exercício de 2011. Os valores individuais apurados na aplicação da Regra Básica poderão ser compensados no pagamento dos planos próprios de participação em lucros ou resultados.
II - PARCELA ADICIONAL
2% do lucro liquido apurado no exercício de 2011, dividido pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 2.800,00.
Os valores individuais relativos à Parcela Adicional não serão compensáveis com valores devidos em razão de planos próprios.
5. ANTECIPAÇÃO DA PLR
I - REGRA BÁSICA
54% do salário reajustado em setembro/2011, acrescido do valor fixo de R$ 840,00, limitado ao valor individual de R$ 4.696,37 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1° semestre de 2011, o que ocorrer primeiro. No pagamento da antecipação da “REGRA BÁSICA” da Participação nos Lucros ou Resultados o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2011.
II - PARCELA ADICIONAL
O valor desta parcela da antecipação será determinado pela divisão linear da importância equivalente a 2% do lucro líquido apurado no 1 ° semestre de 2011, pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.400,00. A antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.
NOTAS:
a) As condições e proporcionalidades para o pagamento final e da antecipação da PLR (Regra Básica e Parcela Adicional) para afastados, demitidos e admitidos serão as mesmas da CCT 2010/2011, com atualização das datas de referência.
b) O banco com prejuízo no 1° Semestre de 2011 não pagará a antecipação da PLR.
c) O banco com prejuízo em 2011 não pagará a PLR.
6. MESA TEMÁTICA DE TERCEIRIZAÇÃO
Será retomada com o tema que estava em discussão. Reuniões trimestrais.
7. MESA TEMÁTICA DE IGUALDADE DE OPORTUNIDADES
Reuniões trimestrais para acompanhamento do programa.
8. MESA TEMÁTICA DE SAÚDE NO TRABALHO
Não publicar ranking individual.
Tratar na mesa temática a possibilidade de avaliação do PCMSO e a divulgação da SIPAT.
Reuniões trimestrais.
9. SEGURANÇA BANCÁRIA
Transporte de numerário por bancários.
Monitoramento Eletrônico.
Reuniões trimestrais.
10. CLÁUSULA “Aviso Prévio Proporcional”
A cláusula de indenização adicional, que vigora por 5 meses, será substituída por uma cláusula nova, de Aviso Prévio Proporcional, com a mesma tabela de referência, porém vigorando durante todo o período de vigência da Convenção Coletiva de Trabalho. Com essa alteração, que já contempla a Lei nº 12.506, de 11 de outubro de 2011, a CCT amplia para os bancários os benefícios assegurados na própria lei:


Mobilização dos empregados conquista PLR Social, 5 mil contratações e valorização do piso na CAIXA

Em negociação realizada na noite da última sexta-feira, dia 14 de outubro, a CAIXA apresentou aos representantes dos empregados uma nova proposta específica, que inclui a manutenção da PLR Social, valorização do piso e ampliação do quadro em 5 mil funcionários até final de 2012, além de avanços em itens de saúde do trabalhador e no Saúde Caixa. O banco também garantiu que seguirá a proposta da Fenaban de reajuste de 9% em todas as verbas e de não desconto dos dias parados na greve, que serão compensados até o dia 15 de dezembro.

O Comando Nacional orienta a aprovação da proposta apresentada nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira, dia 17. A avaliação é que a proposta complementa positivamente as conquistas alcançadas na negociação com a Fenaban e confirma a política permanente de recomposição dos salários, com aumento real e valorização do piso da categoria, além de ganhos sociais importantes.

A força da greve garantiu a manutenção da PLR Social, que distribuirá 4% do lucro líquido de forma linear para todos os empregados - além da regra básica e parcela adicional da PLR acordada com a Fenaban. Esse valor será distribuído mesmo que, somado à regra da Fenaban, seja ultrapassado o limite de 15% do lucro do banco previsto na convenção coletiva da categoria.

A proposta prevê também um novo aumento no piso dos bancários, que se daria com uma mudança na tabela do Plano de Cargos e Salários (PCS). Pela proposta, os novos concursados passariam a ingressar no banco na Referência 202 e, depois de 90 dias, avançariam automaticamente para a 203. Dessa forma, o salário após os 90 dias do contrato de experiência passaria dos atuais R$ 1.637 (valor atual da ref. 202) para R$ 1.826 (referência 203 já aplicado o reajuste de 9% negociado com a Fenaban) representando assim um reajuste de 11,55% nesse piso. Todos os empregados que hoje ocupam a referência 202, passariam automaticamente para a 203. O mesmo vale para a Carreira Profissional, na qual os pisos passariam a ser a referência 802 no ingresso, com valor de R$ 7.932, e a referência 803 após 90 dias de contratação, com o valor de R$ 8.128.

A mobilização dos empregados pressionou o banco a repassar o aumento de R$ 39 na tabela do PCS conquistado ano passado para os bancários que estão na tabela do PCS antigo. A correção dessa injustiça é um passo importante na direção da superação das discriminações contra o pessoal que optou por permanecer no Reg/Replan não saldado.

Outro avanço importante da proposta é a contratação de 5 mil novos empregados para o banco. A redação da cláusula prevê a ampliação do quadro dos atuais 87 mil empregados para 92 mil, com compromisso assumido pela CAIXA de atingir esse número até dezembro de 2012.

Outros pontos:
Saúde do trabalhador - Ampliação de 16 para 180 dias da garantia de manutenção de função para trabalhadores afastados por motivo de saúde. Atualmente após 15 dias de afastamento o gestor da unidade tem a opção de manter ou retirar a função do empregado em licença médica por até 180 dias. Embora o pagamento do valor permaneça na complementação por até 6 meses em caso de doença comum, por até 2 anos para doenças graves e por tempo indeterminado se for acidente de trabalho, é comum os gestores retirarem a titularidade, o que gera redução salarial no retorno da licença. Caso a proposta seja aceita, se o trabalhador em questão voltar antes de completar 180 dias de afastamento, terá garantida a titularidade da função.


Saúde Caixa - A proposta prevê que o filho maior de 21 anos comprovadamente sem renda continue até os 24 anos no plano como dependente indireto mesmo que não esteja estudando. Além disso, o empregado poderá manter o filho no plano até os 27 anos desde que não tenha renda e esteja estudando.


Superávit - O banco se compromete a discutir a destinação do superávit do Saúde Caixa para melhorias no plano, mas considera necessários mais estudos. O tema será remetido para discussão no GT Saúde Caixa, que terá autorização da empresa para uma negociação efetiva. O mesmo acontece com a criação de estruturas específicas em todos os estados para o Saúde Caixa e questões de saúde do trabalhador dentro do banco.


Auxiliares de serviços gerais - Empregados nesta carreira receberão reajuste linear de R$ 60 além do aumento negociado na Convenção Coletiva. Com a incidência das vantagens pessoais e adicional por tempo de serviço, o valor pode chegar a R$ 106 em muitos casos.


Representante no Conselho de Administração - O banco aceita alterar seu estatuto para permitir que empregados que não tenham ocupado função de gestor possam concorrer ao cargo.


Crédito para calamidades - A CAIXA propõe a criação de uma linha de crédito especial para os empregados chamada Empréstimo Calamidade. Com ela, caso um trabalhador do banco perca seus bens em uma ocorrência desse tipo (enchente, desabamento entre outras), o banco disponibilizará um empréstimo de até 10 salários padrão, limitada à margem consignável, para ser pago em até 60 vezes sem juros com carência de 90 dias. É necessário que o município do empregado decrete estado de calamidade pública.


CCV para Inativos - A proposta prevê ainda a abertura de Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) para inativos em todos os sindicatos e para qualquer assunto. Recentemente a CAIXA assinou acordo para aplicação da comissão, a título de piloto, apenas com alguns sindicatos por prazo determinado (já vencido) e somente para discutir o Auxílio-alimentação. Com a aceitação da proposta serão assinados novos aditivos com todos os sindicatos que desejarem, sem as atuais limitações.


CCV específica sobre 7ª e 8ª hora - Pela proposta, a CAIXA e a Contraf-CUT se comprometem a assinar, até 60 dias após a assinatura do acordo aditivo, um termo aditivo estendendo a CCV para os empregados da ativa que queiram reivindicar diretos referentes à 7ª e 8ª hora dos cargos de natureza técnica.


Compensadores - A CAIXA concorda em atender a reivindicação dos empregados que trabalhavam na extinta compensação de cheques de incorporação do adicional noturno, utilizando os termos do RH151. Dessa forma, a incorporação será válida para os trabalhadores que têm no mínimo 10 anos de trabalho na função e o valor será calculado com base na media dos últimos cinco anos.
Menor taxa no consignado - Adoção, para os empregados da ativa, aposentados e pensionistas, da menor taxa de juros praticada pela CAIXA para o empréstimo consignado.




Greve forte faz Banco do Brasil apresentar proposta com avanços


Em negociação com o Comando Nacional dos Bancários assessorado pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, ocorrida na noite desta última sexta-feira,14 de outubro, em São Paulo, o BB apresentou uma nova proposta específica para os funcionários. A proposta prevê valorização do piso com reflexo no plano de carreira e PLR maior (de 9,9% a 13,1% em relação ao primeiro semestre de 2010), além de alguns benefícios nas áreas sociais e de saúde.


O banco garantiu também que segue o reajuste de 9% proposto pela Fenaban sobre todas as verbas, o que significa um aumento real de 1,5% acima da inflação e o não desconto dos dias parados na greve. Os dias serão compensados até o dia 15 de dezembro, com anistia de eventuais saldos após essa data, seguindo a mesma redação da cláusula do ano passado.


O Comando Nacional orienta a aprovação da proposta nas assembleias a serem realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira, dia 17 de outubro.
Para Wagner Nascimento, diretor do Sindicato e representante da Fetraf - MG, nas negociações específicas, a proposta arrancada pelos funcionários do BB rompeu a instransigência do banco quanto à retirada de uma das proteções para descomissionamento e também a lógica do governo que insistia em não conceder ganho real neste ano.


“A flexibilização da trava para escriturários e caixas e o VCP de 12 meses para o retorno da licença saúde são um dos itens mais cobrados dos bancários. O aumento maior no piso com reflexo na curva do PCR também possibilita um aumento maior que o índice geral da Fenaban para todos os escriturários, caixas, assistentes e a gerência média que ganha mais que o valor de referência da comissão. Mais uma vez a estratégia da campanha unificada trouxe resultados para todos os bancários e avanços nas cláusulas específicas do BB. A grande mobilização dos bancários do BB arrancou também da mesa a garantia de discutir a jornada de seis horas e PCR imediatamente após a campanha.”, enfatizou.


Confira a proposta complementar do Banco do Brasil


- Reajuste de 9% sobre todas as verbas salariais e benefícios. O mesmo reajuste será aplicado no VCPI, garantido o interstício sobre esta verba;
- Piso passa para R$ 1.760; com reflexo na curva do PCR (interstícios). Cada M passa a valer R$ 97,35;
- Retroatividade no mérito na carreira do PCR até 1998;
- VCP de 12 meses no retorno da licença saúde;
- Trava reduzida para um ano em caso de concorrência de posto efetivo para comissionamento;
- Reestruturação do Programa Recuperação de Dívidas, com redução da taxa de juros e aumento no prazo de pagamento;
- Ampliação de 55.261 para 68.057 no público do programa de aprimoramento, com aumento de valor de R$ 200 para R$ 215;
- SACR - Remoção automática no Posto Efetivo para funcis de CABB - O funcionário não precisará pedir dispensa da comissão para a remoção automática;
- Extensão do PAS - Adiantamentos para incorporados que optaram pelo regulamento do BB e pertençam aos planos de saúde Economus, Fusesc ou Prevbep;
- Instalação em até 30 dias de mesas temáticas para debater questões do PCR, PC (substituição, Carreira de Central de Atendimento, 55%) e Jornada de Trabalho; na primeira reunião será estabelecido o cronograma de encerramento dos trabalhos;
- Cálculo da PLR 2011-01 considerou a proporcionalidade do mesmo período do ano passado:
Escriturário - R$ 3.571,46 (13,1% maior do que o 1º semestre de 2010),
Caixas, Atendentes e Auxiliares - R$ 3.912,16 (12,5% maior do que o 1º semestre de 2010),
Demais Comissionados - de 1,62 a 3,0 salários (em média 9,9% maior do que o 1º semestre de 2010);
- Renovação do ACT em vigor com manutenção da cláusula de trava de descomissionamento;
- Ratificação da cláusula de desconto dos dias parados igual a do ano passado, e
- 1.000 bolsas de graduação e 500 bolsas de pós graduação.



A força da greve que completou na última sexta-feira 18 dias, pressionou os bancos e arrancou uma nova proposta da Fenaban. A proposta inclui reajuste salarial de 9% (correspondendo a um aumento real de 1,5%) e melhorias na PLR (Participação nos Lucros e Resultados).


A regra básica da PLR seria de 90% do salário mais valor fixo de R$ 1.400 (reajuste de 27.2%). Pela proposta, o teto do valor adicional da PLR – que distribui 2% do lucro líquido – passaria de R$ 2.400 para R$ 2.800, o que significa um reajuste de 16,7% em relação ao que foi pago no ano passado.


O reajuste proposto para o piso é de 12%, aumento real de 4,30%, sendo que o escriturário passaria de R$ 1.250 para R$ 1.400. A proposta inclui ainda cláusula que coíbe o transporte de numerário por bancários e o fim da divulgação de rankings individuais dos funcionários, combatendo o assédio moral. Os dias de paralisação não serão descontados e serão compensados até o dia 15 de dezembro e assim como nos anos anteriores, eventual saldo após esse período seria anistiado.


Na avaliação do Comando Nacional dos Bancários, a proposta apresentada atende às principais reivindicações dos bancários, tais como aumento real de salário pelo oitavo ano consecutivo, valorização do piso, distribuição de um valor maior de PLR e avanços nas cláusulas de segurança e saúde do trabalhador. O Comando recomenda a aprovação da proposta, mas são as assembleias que serão realizadas pelos sindicatos nesta segunda-feira (17), em todo o país que irão decidir pela aceitação ou não do que foi apresentado.


O presidente do Sindicato, Cardoso, ressaltou que foi a força da mobilização dos bancários na base de BH e Região e em todo o país que forçou as direções dos bancos públicos e privados cederem e apresentarem nova proposta. “A participação de todos na assembleia desta segunda-feira é muito importante. A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta, mas a assembleia é soberana para decidir, pois foram os bancários que democraticamente deflagram a greve e são eles que irão decir agora os rumos do movimento.”, afirmou.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS BANCÁRIOS

DATA: NESTA SEGUNDA-FEIRA - 17 DE OUTUBRO DE 2011

HORÁRIO: 18 HORAS EM PRIMEIRA CONVOCAÇÃO E 18H30 EM SEGUNDA CONVOCAÇÃO

EM PAUTA: AVALIAÇÃO DA PROPOSTA DA FENABAN

ATENÇÃO PARA OS LOCAIS DAS ASSEMBLEIAS


ASSEMBLEIA DOS EMPREGADOS DA CAIXA


LOCAL: SEDE DO SINDICATO (RUA TAMOIOS, 611 - CENTRO)

ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS BANCOS PRIVADOS


LOCAL: HOTEL NORMANDY - RUA TAMOIOS 212 - SALÃO DIAMANTINA, 17º ANDAR


ASSEMBLEIA DOS BANCÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL

LOCAL: DAYRELL HOTEL - RUA ESPÍRITO SANTO, 901, 2º ANDAR - CENTRO