segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Nova Friburgo: Educadores decretam greve por tempo indeterminado

UC-NovaFriburgo
REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NOVA FRIBURGO

Depois de negociarem Plano de Cargos e Salários (PCS) para funcionários de apoio com a Comissão de Educação da Câmara dos Vereadores e executivo municipal, os profissionais da educação de Nova Friburgo em assembleia decretaram greve por tempo indeterminado. 

A decisão foi tomada porque  após diversos apelo feitos pelo sindicato representante da categoria (SEPE) no sentido de sua aprovação, o Plano continua engavetado. Por essa razão, entre outras, foi decretada a greve.  

A  categoria reivindica ainda,  carga horária de 30 horas e a incorporação de 130 reais ao piso salarial que são pagos em forma de abono.

Com cerca de 85% da categoria paralisada,  a categoria fará vigília durante as negociações que serão realizadas entre  o comando de greve e os representantes do governo municipal nesta terça-feira (1/10),  

De volta às ruas contra o governo fascista de Cabral e Paes!

Unidade Classista

A Educação no Brasil amanheceu de luto, neste último dia 29. Numa ação traiçoeira, na calada da noite, professores que ocupavam de forma pacífica a Câmara de Vereadores foram barbaramente atacados pelas hordas fascistas de Sérgio Cabral e Eduardo Paes. Professores presos e muitos feridos fazem parte dessa contabilidade de terror fascista que está tomando conta do estado.

A população do Estado do Rio de Janeiro vem assistindo há anos a formação do ovo da serpente fascista que criminaliza os movimentos sociais. A política “pacificadora” do governo do PMDB pretende transformar comunidades pobres inteiras em guetos, para favorecer interesses dos grandes grupos monopolistas ligados aos megaeventos e à especulação imobiliária na cidade do Rio.

A máscara "democrática" da ditadura da burguesia, que conta com o apoio submisso de suas classes auxiliares, está sendo arrancada da face hipócrita do regime que não tolera obstáculos à insaciável sede de mercantilizar todas as necessidades humanas. Sua superestrutura jurídico-política não passa de um simulacro apodrecido, que, para garantir sua sobrevida, usa como último recurso a repressão.

Fica cada vez mais evidente para amplos setores da população que os modelos governamentais, parlamentares e jurídicos da sociedade burguesa estão falidos. Os aparelhos ideológicos de dominação - partidos da ordem, organizações patronais, igrejas, meios de comunicação - estão se desdobrando no limite para garantir o apassivamento das camadas populares. Mas as grandes manifestações de massa deste ano demonstraram a insatisfação generalizada do povo e a disposição de ir à luta contra esse quadro político degenerado.

Assistimos em todos os estados da União a rapinagem do dinheiro público promovida por gerentes e serviçais da ordem capitalista, eleitos pelos caixas-dois das empreiteiras, prestadoras de serviços e fornecedoras. A Justiça prova sua parcialidade em favor das classes dominantes, interpretando à sua maneira as leis e abusando das farsas da tecnicalidade por onde as ratazanas invariavelmente conseguem escapar. Por sua vez, os serviços públicos e as redes de proteção social são precarizados intencionalmente para serem servidos em bandejas de prata à agiotagem oficial do capital financeiro.

É hora de unir todas as forças combativas no rumo da formação de uma frente anticapitalista, que se consolide num bloco sem hegemonismo e autoproclamação e que seja capaz de dialogar diretamente com a classe trabalhadora em seus locais de trabalho e moradia. É preciso avançar na construção do Poder Popular, para que os trabalhadores assumam de forma coletiva a luta por seus direitos, interesses e necessidades, o que somente poderá ser plenamente concretizado na sociedade socialista.

Neste momento em que as instituições burguesas expõem suas vísceras apodrecidas e governos como os de Cabral e Paes expõem claramente sua face fascistoide, cabe aos partidos da esquerda socialista, às organizações dos trabalhadores e movimentos populares que não se renderam à ordem dominante construir um grande movimento de oposição radical ao terrorismo de Estado em andamento.

TODOS ÀS RUAS NUMA GRANDE MOBILIZAÇÃO POPULAR CONTRA A VIOLÊNCIA DO ESTADO REPRESSOR E A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS!

SEPE convoca profissionais e população do Rio para ato nesta segunda (30/09) em desagravo aos profissionais agredidos na desocupação da Câmara

seperj.org.br

O Sepe convoca os profissionais de educação das redes municipal, estadual e a população em geral para o ato de protesto contra as agressões sofridas pelos educadores durante a violenta desocupação do prédio da Câmara de Vereadores no sábado. 

O ato está marcado para a porta da prefeitura, nesta segunda-feira (dia 30), a partir do meio dia. Depois do ato, faremos uma grande passeata da prefeitura até a Cinelândia, onde faremos novo protesto contra a violência e covardia dos governos Paes e Cabral contra os profissionais das escolas públicas e os seus ataques contra a educação municipal e estadual.

Cada profissional deve convocar seus conhecidos e a população em geral para participar deste protesto contra a violência da polícia militar contra o livre direito à manifestação. 

Veja nos links abaixo um vídeo de denúncia comprovando a violência da repressão contra os educadores e o pdf de uma carta para a população, denunciando os ataques de Cabral e Paes:



Bancários, correios, profissionais de saúde e educação pública, servidores da Adepará e jornalistas continuam em greve no Pará

CUT
Categorias estão mobilizadas no estado
 em defesa de melhores condições de trabalho

Segunda-feira (30), bancários entram no 11º dia da greve e sem perspectiva de término da greve. Responsabilizam pela continuidade da greve os presidentes da Fenaban (Murilo Portugal), do Itaú (Roberto Setúbal), do Bradesco (Luiz Carlos Trabuco), do Banco do Brasil (Aldemir Bendine), da Caixa Econômica Federal (Jorge Hereda), do Santander (Jesús Zabalza) e do HSBC (André Brandão) por fecharem o processo de negociação ao ignorarem a pauta de reivindicações dos trabalhadores. 

A secretária de Comunicação da CUT.Pa e funcionária do Banpará, Vera Paoloni, acrescenta que também são responsáveis pela greve os presidentes do Banpará, Augusto Sérgio Amorim da Costa e do Banco da Amazônia, Valmir Rossi. No Pará,a  adesão é de 60%, sendo que no Banpará e Banco da Amazônia, chega em 90% a paralisação.

A novidade é que a diretoria do Banpará chamou as entidades sindicais para negociação na segunda-feira, dia 30/9, às 16 horas, na sede da Matriz.

Principais reivindicações:
Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação);
PLR: três salários mais R$ 5.553,15;
Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).;
Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).;
Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

No Banpará, a mesa específica reivindica ainda: retomada do tíquete extra, uma promoção para todos em jan/2014 e PLR social.

Sintesp-PA
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública –PA, junto aos CAS e ACE , participaram ontem de uma sessão especial para discutir os direitos dos CAS e ACE na Câmera Municipal de Belém, no dia 26/09.  Infelizmente não foi possível dar continuidade a sessão, já que apenas poucos vereadores compareceram: Fernando Carneiro (PSOL), Marinor Brito ( PSOL), Meg Barros ( PSOL), Dr. Chiquinho ( PSOL), Cleber Rabelo ( PSTU).

O Ministério Público e a prefeitura também não compareceram a sessão. Entretanto, a prefeitura encaminhou um documento que foi lido pelo Vereador Fernando Carneiro, em que negou todos os itens da pauta dos CAS e ACE, alegando que não tem recurso financeiro e que as reivindicações dos trabalhadores (as) não estão previstas em lei.

Para o MP, as reivindicações são válidas e a partir disto deu o prazo de até 27/09, às 14h, para a Prefeitura responder item por item da pauta dos CAS e ACE.. Nesta segunda feira (30/09), dependendo desta resposta os trabalhadores (as) prosseguirão ou finalizarão a greve.

Sintepp-PA
Dia 26/09 os trabalhadores (as) da educação  realizaram assembleia da categoria na sede do sindicato dos Bancários, durante a mesma, foi reafirmada a manutenção da greve, além de repudiarem  a decisão da juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos, que deverá ser denunciada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A proposta do governo não avança no sentido de garantir efetivamente a hora atividade essencial para a qualificação do ensino. Nega a necessidade do planejamento participativo, do estudo (formação inicial e continuada), da pesquisa. O governo também, não apresentou nenhuma nova proposta sobre a pauta específica de reivindicações do corpo administrativo da educação, ignorou as necessidades dos técnicos administrativos e auxiliares operacional.

Principais Reivindicações
Inclusão no PCCR da carreira e remune¬ração dos funcionários de escola, já pre¬visto na legislação;
Eleições diretas para direção de escola;
Jornada de trabalho com garantia de no mínimo 1/3 para hora atividade;
Regulamentação das Aulas Suplemen¬tares na forma da lei;
Efetivação da Lei Específica do Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME);
Pagamento do retroativo do PSPN de 2011 (na justiça à pedido do Sintepp);
Realização imediata de concurso;
Qualificação profissional;
Reforma e estruturação das escolas.

STAFPA
Os trabalhadores e trabalhadoras da ADEPARÁ, que estão greve desde o dia 9 de setembro, realizarão assembleia geral, na próxima quarta feira ( 02/10), em frente a sede da ADEPARÁ na Avenida Pedro Miranda, a partir das 9h. A principal reivindicação dos trabalhadores (as) é pela implementação de um Plano de Carreira, Cargos e Salários digno à categoria.

Sindsaúde-PA
O Sindicato e os profissionais da saúde que fazem parte do quadro de trabalho do Pronto Socorro do Guamá paralisaram as atividades, por Valorização dos trabalhadores(as), Salários dignos, Isonomia salarial entre os prontos socorros, perdas salariais;, Melhores condições de trabalho, Educação permanente(capacitação), PCCR, Ticket alimentação, Contra a privatização do SUS e muito mais.

Sincort-PA
O sindicato dos trabalhadores (as) dos correios, realizaram na tarde de 26/09, em frente a sede dos correios na Avenida Presidente Vargas, assembleia para analisar e deliberar sobre as contrapropostas que o comando nacional da greve irão apresentar aos Ministros da Seção de Dissídios Coletivos do TST e ao relator do Dissídio Coletivo suscitado pela ECT, Ministro Fernando Eizo Ono.

Contrapropostas aprovadas na assembleia
Manutenção da assistência médica ( Correios Saúde) nos moldes atuais e extensivos aos novos empregados, mantendo-se a ECT como gestora direta do Correios Saúde, sem a possibilidade de gestão por qualquer outra entidade; Abono dos dias parados, incluindo as paralisações dos dias 11/07 e 30/08, comprometendo os trabalhadores a colocar a carga represada por conta da greve nacional em dia; Reajuste salarial extensivo a todos os benefícios; Aumento linear de R$100,00; Implementação da Entrega Postal matutina em todo território nacional; Pagamento de Auxílio- Creche a todos os funcionários, sem discriminação; Contratação imediata de mais trabalhadores, através de Concurso público, em substituição aos tercerizados e MOT’s; Isonomia das gratificações  de função motorizada pelo maior valor em todas as DR’s; Redução da carga horário dos atendestes comerciais para 6h/d.

No dia 27/09 o Sincort realizou mais uma assembleia na qual fez uma avaliação positiva do movimento de greve e decidiu dar continuidade na mesma. Nesta segunda feira (30/09) os trabalhadores (as) dos correios realizarão outra assembleia, na sede do correios na Avenida Presidente Vargas, pela manhã.

Sinjor-PA
Reunidos em assembleia geral, os jornalistas do DOL, Tv RBA e Diário do Pará, em greve desde o dia 20/09 , rejeitaram a proposta do Grupo RBA, filiada a Rede Bandeirantes de Comunicação apresentada no dia 25/09, além de manter o piso salarial de R$ 1.300,00 - correspondente ao mesmo valor da primeira mesa de negociação no dia anterior à greve, ainda prevê o tempo de garantia no emprego para os trabalhadores pós-greve de apenas 30 dias, e o desconto dos dias parados. A reivindicação dos (as) jornalistas é de R$1.700,00 e 10 meses garantia no emprego. A greve continuará por tempo indeterminado até que as reivindicações sejam atendidas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Unidade Classista


Mobilização atropela Ebserh e impõe recuo do reitor na UFRJ

adufrj.org.br
Foto: Marco Fernandes - 26/09/2013
Alta pressão: um mar de gente ocupa o auditório do CT 
e muda os rumos da sessão do Conselho Universitário. 

O vigor da mobilização da comunidade universitária fez história nesta quinta-feira 26, na UFRJ. A presença de quase mil estudantes, técnicos e professores no auditório do Centro de Tecnologia no campus do Fundão arrancou da pauta do Conselho Universitário a deliberação sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), como previa a convocação da reunião. Trata-se de uma vitória política inquestionável diante de forças poderosas interessadas em transferir para a empresa a gestão de hospitais da rede da universidade.

Diante da pressão contra a  empresa criada pelo MEC, o reitor Carlos Levi recuou da agenda prevista e se disse favorável “a encaminhar solução mais consensual”. A massa de pessoas atraídas ao CT – há anos o auditório não recebia tanta gente – impressionou tanto que, ao encerrar a sessão, o reitor anunciou que chamaria interlocutores da comunidade em busca de solução que represente “o sentimento da maioria da UFRJ”.

O colegiado desta quinta mostrou a capacidade de mobilização e a unidade dos três segmentos que dão vida à UFRJ. Foi a vitória de valores éticos, de quem defende a universidade pública e a autonomia universitária sobre um setor invertebrado da universidade que se curva às imposições do governo, traduzidas pelas determinações do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

As palavras de Carlos Levi prometendo esforços em busca do diálogo foram recebidas com cautela pelo movimento. O reitor não deixou claro que descartará a proposta de contrato com a empresa.  No curso desse exaustivo processo de discussão – no qual os movimentos têm procurado esclarecer e neutralizar a ameaça de se mercantilizar os hospitais universitários – a reitoria tem irradiado autoritarismo. E o custo não tem sido baixo, com a tentativa de se atropelar regimentos e estatuto e de dividir a UFRJ.

Plebiscito
Representações de várias universidades federais vieram acompanhar a reunião do conselho. A expectativa é grande pela importância da UFRJ que abriga a maior rede de hospitais universitários do país. Portanto, as decisões tomadas aqui terão influência sobre outras instituições federais de ensino. No seio desse debate, surgiu com força o tema da democracia. E uma das propostas recorrentes em várias intervenções feitas no plenário da sessão foi a de realização de um plesbiscito – se este for o caminho necessário para tornar mais incontestável ainda o repúdio da UFRJ à Ebserh. 

Bancos privados fecham 7 mil postos de trabalho em oito meses

Contraf
Os bancos privados que operam no país fecharam 6.987 postos de trabalho entre janeiro e agosto de 2013, andando na contramão da economia brasileira, que gerou 1,07 milhão de novos empregos no mesmo período. Além dos cortes, o sistema financeiro mantém a rotatividade de mão de obra alta, mecanismo que os bancos usam para reduzir custos.

É o que mostra a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada nesta terça-feira 24 pela Contraf-CUT, que faz o estudo em parceria com o Dieese com base nos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho.

"Mesmo aumentando os lucros e mantendo a mais alta rentabilidade do sistema financeiro internacional, os bancos brasileiros, principalmente os privados, continuam demitindo trabalhadores e empregando a rotatividade para reduzir os salários dos trabalhadores", critica Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. "Por isso a categoria incluiu a preservação do emprego, mais contratações e o fim da rotatividade como duas das principais reivindicações da Campanha Nacional de 2013."

Segundo o Caged, os bancos brasileiros contrataram 26.940 bancários entre janeiro e agosto e desligaram 30.314. No total do sistema financeiro, foram fechados 3.374 postos de trabalho. O Caged não discrimina a evolução do emprego por empresa; apenas por setor. A Caixa Econômica Federal apresentou um saldo positivo de 3.357 empregos nos primeiros oito meses do ano. E como o Banco do Brasil manteve o quadro de funcionários estável, fica evidente que os cortes nos postos de trabalho se concentram nos bancos privados.

Veja aqui o estudo do Dieese sobre o saldo do emprego bancário.

Rotatividade reduz salário e concentra renda
A pesquisa Contraf-CUT/Dieese mostra que o salário médio dos admitidos pelos bancos entre janeiro e agosto foi de R$ 2.896,09, contra salário médio de R$ 4.550,64 dos desligados. Ou seja, os trabalhadores que entram no sistema financeiro recebem remuneração 36,4% inferior à dos que saem. Com isso, os bancos buscam reduzir suas despesas.

"Isso explica por que, embora com muita mobilização os bancários tenham conquistado 16,2% de aumento real no salário e 35,6% de ganho real no piso salarial desde 2004, a média salarial da categoria diminuiu. Esse é o mais perverso mecanismo de concentração de renda, num país que faz um grande esforço para se tornar menos injusto", denuncia Carlos Cordeiro.

Em dezembro de 2011, último dado da Rais, o salário médio do bancário era 94,5% do que valia em 2001. Veja aqui gráfico com o comparativo entre a evolução do PIB, do lucro líquido dos cinco maiores bancos e da remuneração média dos bancários.

Os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Ou seja, um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha durante 3,3 anos para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico.

No sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior. No Banco Itaú, por exemplo, os executivos da Diretoria receberam em 2012, em média, R$ 9,05 milhões por ano, o que representa 191,8 vezes o que ganha o bancário do piso. No Santander, os diretores embolsaram R$ 5,62 milhões no ano passado, o que significa 119,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou R$ 5,0 milhões no ano a seus executivos, a diferença é de 106,0 vezes.

Ou seja, para ganhar a remuneração mensal de um executivo, o Caixa do Itaú tem que trabalhar 16 anos, o caixa do Santander 10 anos e o do Bradesco 9 anos.

"A sociedade brasileira mostrou nas recentes manifestações de rua que quer mudança e certamente está de olho na prática dos bancos, de juros e tarifas escorchantes. Queremos transformar o crescimento em desenvolvimento econômico e social. Isso passa por melhoria de salário e mais emprego, o contrário do que os bancos estão fazendo", comenta Carlos Cordeiro.

Grupo Abril Educação demite diretores sindicais em retaliação à luta pelos direitos dos trabalhadores

seel-sp.org.br
No mês de agosto o grupo Abril Educação violou a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ao demitir dois de seus trabalhadores – ambos diretores sindicais do SEEL (Sindicato dos Trabalhadores em Editoras de Livros): Joseval Fernandes, com mais de 30 anos de empresa, e Aparecido Araújo, com 26 anos de editora. 

As demissões dos dois funcionários contrariam a legislação que garante a estabilidade provisória ao dirigente sindical. A diretoria do SEEL entrou em contato com os gestores do grupo para que uma reintegração dos funcionários fosse negociada, mas a empresa manteve a sua resolução arbitrária mesmo após ser alertada de que poderia ser alvo de processo judicial.

O grupo Abril Educação é um dos maiores vendedores de livros didáticos para o governo, ou seja, sustenta-se com parte do dinheiro público, mas desrespeita a legislação da qual se beneficia. Contraditório, para dizer o mínimo. Por que será que o grupo Abril Educação se valeu do artifício truculento para afastar os diretores sindicais de seu conglomerado editorial? 

A atuação dos líderes sindicais sempre esteve presente nos quadros de funcionários do grupo Abril Educação e das demais empresas, por que trata-se de um mecanismo de equilíbrio de forças das relações entre capital e trabalho. 

A atitude do grupo Abril Educação teve como princípio a limitação dessa atividade sindical dentro da editora, deixando os trabalhadores sem defesa legítima. Mas qual seria o temor enfrentado por uma empresa que respeita os trabalhadores, e oferece a eles boas condições de trabalho? E mais: por que uma empresa que atua dentro dos princípios trabalhistas optaria por reprimir a atividade sindical, em vez de aceitá-la como parte do processo democrático? 

O SEEL lamenta a atitude da empresa e enfatiza que tomará as medidas cabíveis em respeito ao mandato dos dois diretores.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Jogadores de futebol decidem enfrentar CBF e Rede Globo

Brasil de Fato



Grupo de 75 atletas dos principais clubes do país lançam manifesto contra calendário de jogos

 da Redação

De forma espontânea, os principais atletas profissionais do futebol brasileiro decidiram, em conjunto, enfrentar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, e os próprios clubes, onde trabalham.

Um manifesto foi publicado na terça-feira (24) e assinado por 75 jogadores, como Paulo André (Corinthians), Elias (Flamengo), Alex (Coritiba), Rogério Ceni (São Paulo), Marcelo Lomba (Bahia) e D'Alessandro (Internacional).

Diz a nota conjunta: "Queremos ser uma parte mais efetiva deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões propositivas e de comum interesse".

Os atletas buscam melhores condições de trabalho, reivindicam um limite de jogos, não abrem mão da pré-temporada e brigam pela garantia das férias, direito de todo trabalhador.

Recentemente, jogadores como Alex, do Coritiba; D'Alessandro, do Inter, entre outros, já haviam manifestado publicamente insatisfação com o número excessivo de jogos imposto pela entidade.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o diretor jurídico da entidade, Carlos Eugênio Lopes, citou a Copa do Mundo e pediu “boa vontade” dos jogadores para as disputas das competições nacionais e estaduais do ano que vem.“O próximo ano será excepcional por causa da Copa do Mundo. Tem que existir uma boa vontade de todas as partes”, afirmou.



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CONFIRA ABAIXO A NOTA OFICIAL NA INTEGRA:



Nós, atletas profissionais de futebol, com representantes em clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, vimos, de forma oficial, demonstrar nossa preocupação com relação ao calendário de jogos divulgado na última sexta-feira (20) pela Confederação Brasileira de Futebol para o ano de 2014.

Devido ao curto período de preparação proposto e ao elevado número de jogos em sequência, decidimos nos reunir, de forma inédita e independente, para discutir melhorias em prol do futebol e da qualidade do espetáculo apresentado por nós a milhões de torcedores.

Queremos ser uma parte mais efetiva deste movimento que se faz extremamente necessário e, para tanto, solicitamos uma reunião com a entidade que administra o futebol brasileiro (CBF) para tratar de questões propositivas e de comum interesse.

Estamos convictos de que dar esse primeiro passo significa caminhar na direção do profissionalismo, da transparência e da busca pela excelência no futebol de alto rendimento praticado no Brasil.

Contamos com o apoio de outros atletas e convidamos todos os profissionais do futebol e apaixonados pelo esporte a se unirem a nós nesta iniciativa em benefício do futebol brasileiro.

Informaremos ao público o andamento e os resultados desta nova discussão assim que possível

Sem mais para o momento,



ABAIXO A LISTA DOS JOGADORES QUE ASSINARAM O DOCUMENTO:

Alessandro (Corinthians)

Alex (Coritiba)

Alex (Internacional)

Alexandre Pato (Corinthians)

Anderson (Paraná Clube)

André Rocha (Figueirense)

Arouca (Santos)

Barcos (Grêmio)

Bolívar (Botafogo)

Cássio (Corinthians)

Ceará (Cruzeiro)

Cícero (Santos)

Corrêa (Portuguesa)

Cris (Vasco)

D'Alessandro (Internacional)

Dedé (Cruzeiro)

Deivid (Coritiba)

Dida (Grêmio)

Diego Cavalieri (Fluminense)

Douglas (Corinthians)

Edson Bastos (Ponte Preta)

Edu Dracena (Santos)

Edu Schimidt (Sem Clube)

Elano (Grêmio)

Elias (Flamengo)

Fabinho (Criciúma)

Fábio (Cruzeiro)

Fábio Santos (Corinthians)

Fabrício (São Paulo)

Fahel (Bahia)

Felipe (Fluminense)

Fernando Prass (Palmeiras)

Gilberto Silva (Atlético-MG)

Ibson (Corinthians)

Jadson (São Paulo)

Jefferson (Botafogo)

Juan (Internacional)

Júlio Baptista (Cruzeiro)

Juninho Pernambucano (Vasco)

Kleber Gladiador (Grêmio)

Lauro (Ponte Preta)

Léo Moura (Flamengo)

Leonardo (Criciúma)

Lima (Portuguesa)

Lincoln (Coritiba)

Lúcio Flávio (Paraná Clube)

Luís Alberto (Atlético-PR)

Luís Fabiano (São Paulo)

Luís Ricardo (Portuguesa)

Maldonado (Corinthians)

Marcel (Criciúma)

Marcelo Lomba (Bahia)

Marco Antonio (Atlético-PR)

Moisés/Meia (Portuguesa)

Moisés/Zagueiro (Portuguesa)

Neto Baiano (Goiás)

Paulo André (Corinthians)

Paulo Baier (Atlético-PR)

Paulo Cesar (Sem Clube)

Rafael Moura (Internacional)

Rafael Sobis (Fluminense)

Roberto (Ponte Preta)

Rodrigo (Goiás)

Rogério Ceni (São Paulo)

Serginho (Criciúma)

Souza (Portuguesa)

Thiago Ribeiro (Santos)

Tinga (Cruzeiro)

Titi (Bahia)

Valdívia (Palmeiras)

Valdomiro (Portuguesa)

Victor (Atlético-MG)

Wendel (Vasco)

William (Ponte Preta)

Zé Roberto (Grêmio)

Imagem: Sempre Peixe

Greve dos bancários para 9,6 mil agências; passeata denuncia abuso de metas

Brasil de Fato



Trabalhadores reclamam de serem obrigados a vender cesta de serviços que cliente "não sabe por que tem nem se precisa"

Viviane Claudino,

da Rede Brasil Atual

O sexto dia de greve dos bancários, nessa terça-feira (24), paralisou 9.665 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados do país. Em São Paulo, os trabalhadores saíram à noite em passeata da avenida Paulista até a Praça Roosevelt, cobrando mais contratações e melhores condições de trabalho, o fim das metas abusivas e do assédio moral.

Abertura de contas, vendas de produtos, capitalização, seguros, quantidades de negócios e planos de previdência estão entre as diversas cobranças feitas diariamente aos funcionários, para o cumprimento das metas estipuladas pelas instituições financeiras.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira afirma que a reivindicação por mais contratações é uma das prioridades na campanha salarial. “Está faltando trabalhadores nas agências e a consequência disso é o adoecimento físico e mental da categoria, pressionada a vender cada vez mais produtos e a cumprir metas cada vez maiores”.

Segundo ela, os bancos privados estão reduzindo o número de funcionários, o Banco do Brasil não está chamando aprovados em concursos e a Caixa Federal contrata, mas com a expansão do número de agências direciona os novos trabalhadores para os novos locais de trabalho e as unidades com déficit de pessoal continuam amargando o problema.

Um bancário que trabalha na Caixa há sete anos, que pede para não ser identificado, confirma a demanda: “Se precisamos de dez funcionários, é preciso que eles contratem dez e mandem para a agência, porque as novas contratações, dessa maneira, não estão resolvendo o nosso problema”, afirma. “Estamos sempre em dívida. Quando estamos próximos a cumprir a meta do mês, precisamos parar porque surge alguma meta diária que é mais importante para aquele momento. Assim, acumulamos metas diária, semanal e mensal. É impossível”, desabafa.

A Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em parceria com o Dieese, com base nos dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, revela que os bancos privados fecharam 6.987 postos de trabalho entre janeiro e agosto de 2013.

“A meta muda a cada mês. Se temos orçado que devemos bater R$ 200 mil em recuperação de crédito, sabemos que o gerente regional vai querer que seja feito 150%, às vezes até 200%, em cima desse valor”, completa uma supervisora que trabalha há 12 anos no Bradesco.

Outro que também pede anonimato, um técnico bancário que está há nove meses na Caixa, conta por que está presente na passeata: “Você continua trabalhando para chegar na meta, economiza no horário de almoço, fica até mais tarde. Não queremos que não existam metas, mas elas precisam ser reais, para que a gente consiga trabalhar, porque hoje é impossível alcançá-las”. Segundo ele, dificilmente o cliente que vai abrir uma conta sai da agência somente com isso, mas também com cartão de crédito, liberação para empréstimo, limite para cheque especial e uma cesta de serviços que muitas vezes "nem sabe que tem nem se precisa".

“O cliente muitas vezes compra porque o bancário implora, isso tem de acabar. Vivemos um grande problema com essa pressão institucional”, afirma a presidenta do sindicato.

“Vai da sorte”, afirma uma bancária do Banco do Brasil, que, com 12 anos de casa e dois afastamentos por problemas de saúde relacionados ao cumprimento de metas, atualmente trabalha em um departamento e não sofre com a pressão. “Mas no call center, já cheguei a fazer 200 ligações por dia.”

Entre as reivindicações econômicas, os bancários pedem 5% aumento real, piso salarial de R$ 2.860,21 e três salários mais R$ 5.553,15 de PLR. A proposta dos bancos é de 6,1%.



Apoio

A passeata dos bancários em São Paulo contou com a participação dos representantes da Associação dos Vigilantes do Estado de São Paulo, que entraram em greve nessa manhã (24) para reivindicar o cumprimento à Lei 12.740 para o pagamento de 30% do valor adicional de periculosidade, e dos trabalhadores representados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que fará paralisação de 24 horas no dia 3 pela campanha salarial, contra o leilão do Campo de Libra e pelo combate à terceirização.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Lei da terceirização derruba salário em até 30%

da Agência Brasil, via site da CUT

Centrais sindicais protestam na entrada da Câmara.
Foto: Layrce Tomaz/ Câmara dos Deputados


Ministro do TST estima que renda do trabalhador caia até 30% terceirização regulamentada


A aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.330/2004, que regulamenta a terceirização no Brasil, terá “efeito avassalador” nas conquistas dos trabalhadores e reduzirá a renda em até 30%, disse hoje (18) o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado.

Em comissão geral para debater o projeto no plenário da Câmara dos Deputados, Delgado ressaltou que a saúde dos trabalhadores poderá ficar em risco com a massificação da terceirização de serviços. O ministro destacou a necessidade de regulamentar o trabalho terceirizado, mas de forma a restringir esse tipo de contratação. A proposta em debate estimula a terceirização, disse ele.

“O projeto, claramente, generaliza a terceirização. Na concepção de 19 ministros do TST, que têm, cada um, 25 anos, no mínimo, de experiência no exame de processos, o projeto generaliza, sim, a terceirização trabalhista no país. Em vez de regular e restringir a terceirização, lamentavelmente, o projeto torna-a um procedimento de contratação e gestão trabalhista praticamente universal no país.”

Para o ministro, o aumento desse tipo de contratação provocará o rebaixamento da renda do trabalho em cerca de 20% a 30% de imediato, “o que seria um mal absolutamente impressionante na economia e na sociedade brasileira.”

Além disso, ao se generalizar a terceirização, acrescentou, as categorias profissionais tenderão a desaparecer no país, porque todas as empresas, naturalmente, vão terceirizar suas atividades. E o desaparecimento das categorias profissionais terá um efeito avassalador sobre as conquistas históricas.”

Para o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, a regulamentação do trabalho terceirizado resultará em mão de obra mais precária. “A UGT é a favor de se aprimorar [o projeto], mas é preciso ser extirpado aquele item que permite que todos os trabalhadores sejam terceirizados. Nos Estados Unidos, a atividade de TI [tecnologia da informação] tem muitos indianos terceirizados, que recebem um décimo do que ganha o americano. É o que vai acontecer no Brasil”, afirmou.

Antes de discutir a regulamentação da terceirização, ressaltou Patah, é preciso debater a Convenção 158 [da Organização Internacional do Trabalho, que trata da dispensa arbitrária], a redução da jornada e o crescimento econômico do Brasil. “Por que nós temos sempre que debater e discutir o que é ruim para a classe trabalhadora?”, questionou.

Ex-ministro do Trabalho, o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), considerou o projeto de lei inconstitucional. “Não há nada que se acrescentar à lei para respeitar a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] e a Constituição. O que se está propondo, na verdade, é legalizar a interposição fraudulenta de mão de obra, prática de setores empresariais irresponsáveis, que não têm compromisso com este país”, disse Berzoini.

A comissão geral foi convocada para ...

TEXTO COMPLETO NESTE ENDEREÇO:
http://carlos-geografia.blogspot.com.br/2013/09/lei-da-terceirizacao-derruba-salario-em.html

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Usiminas: Demissões, baixos salários e produção sob stress

UC-  Ipatinga

Panfletagem em frente à Usiminas 
UC – Ipatinga/ MG 22/09

Em mais uma panfletagem na portaria da Usiminas, a Unidade Classista se manifestou contra demissões, terceirizações, más condições de trabalho e PLR em detrimento de ganhos salariais reais. 

A corrente sindical Unidade Classista se apresenta como alternativa de organização para a luta dos trabalhadores, denunciando os pelegos e apontando a necessidade de enfrentar o sistema capitalista. 

Além disso, o material continha uma avaliação sobre o futuro sindical da região, críticas às posturas da Usiminas e o repúdio à atitude covarde da atual diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa), ligada à famigerada Força Sindical, de ajuizar ação contra a posse da chapa eleita legitimamente através dos votos da maioria dos metalúrgicos sindicalizados.

Todos à rua! Dia Internacional de Ação – 3 de outubro de 2013

wftucentral.org
Estimados colegas, militantes do movimento sindical classista, Filiados e amigos da Federação Sindical Mundial, Organizações sindicais em todos os continentes, trabalhadores, jovens, A Federação Sindical Mundial convoca a todos a se unirem à chamada para o Dia Internacional de Ação 3 de Outubro, 2013.

Protestos, marchas, greves, conferências e atividades serão organizadas em cada canto do mundo. Unimos nossas vozes e mostramos nossa determinação na ação conjunta com nossos irmãos e companheiros em todo o mundo, marchando com entusiasmo por alimentos, água, livros, medicamentos e moradia para todos. Para a Federação Sindical Mundial, uma vida digna pressupõe que todas estas demandas dos trabalhadores sejam resolvidas. Vida digna pressupõe que as massas populares tenham trabalho estável, um bom salário, boas aposentadorias, seguridade social pública, educação gratuita e pública. Um presente e futuro dignos significa trabalho estável conectado com o conhecimento.

Para o movimento sindical reformista, a consigna “trabalho decente” não passa de palavras; para a FSM “trabalho digno” tem um contexto concreto. Exigimos a satisfação das necessidades básicas modernas da população. Uma demanda realista e aplicável, baseada nas habilidades produtivas da força de trabalho qualificada, nos recursos produtores de riqueza, na riqueza natural e mineral e no desenvolvimento científico e tecnológico que se amplia constantemente.

Não há razão alguma para que exista pobreza, guerras imperialistas, destruição, tortura, a exploração capitalista, a privatização dos bens e recursos públicos, dos hospitais e do sistema educacional, além da voracidade cruel dos poucos capitalistas com a finalidade de lucro e os mecanismos e estados que apóiam tudo isso, causando sofrimento, escassez, altos preços e contaminação ambiental.

Os altos lucros seguem existindo e sobem durante a crise internacional capitalista, além da concorrência entre os capitalistas individuais ou grupos capitalistas, as fusões, o fechamento de empresas e indústrias, a transferência da produção para outros países com salários mais baixos ou direitos trabalhistas inexistentes, a maior exploração dos diversos setores da classe trabalhadora e o desemprego extremo em muitas partes do mundo. É nosso futuro contra seus lucros!

No dia 3 de Outubro de 2013, em cada país, marchamos com entusiasmo por alimentos, água, medicamentos, livros e moradia para todos. Lute pelos seus direitos! Organize em seu país a atividade de sua escolha e una-se à luta da classe trabalhadora internacional.


Educadores estaduais do Pará enfrentam truculência do governo com liminar de ilegalidade da greve

cspconlutas

Os trabalhadores em Educação da rede estadual do Pará decidiram entrar em greve na segunda-feira (23), mesmo com a determinação da justiça de ilegalidade do movimento.

Os educadores realizaram assembléia na última quarta-feira (18) e chamaram a greve para segunda-feira. Contudo, o governo acionou a justiça que apresentou a liminar contra a paralisação no sábado (21).

“Tentaram acabar com greve antes de começar. Mesmo com essa atitude truculenta, independente da decisão judicial, decidimos parar”, ressaltou com o dirigente da CSP-Conlutas do Pará Abel Campos que também é membro do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp).

O Sindicato entrou com pedido de agravo e recorreu da decisão.

Cerca de 70% das escolas aderiram ao movimento. Além disso, a paralisação contra com a forte participação dos estudantes.

Na terça-feira (24), os professores realizaram uma passeata pelas ruas de Belém que contou com a participação de mais de 3 mil pessoas.

Também na terça, o Sindicato se reuniu com o governo, mas não houve avanço nas negociações, por isso, a greve continua.

A categoria tem como principais reivindicações a eleição direta para diretor; reforma imediata das escolas e pagamento do retroativo do piso nacional de 2011.

Na quinta-feira (26), haverá nova assembleia para definir os próximos passos do movimento.
Reforce as reuniões por Regionais, Subsedes e Escolas. Avalie você trabalhador (as) em educação a proposta do governo. Esperamos todos na ASSEMBLEIA GERAL DIA 26/09 – Quinta-feira, no Sindicato dos Bancários (Rua 28 de setembro, próximo a Doca).

A GREVE CONTINUA!!! JATENE A CULPA É TUA!!!

Justiça nega interdito proibitório e desmonta ameaça da direção do BB

Seeb-Curitiba
Desde o início da greve, banco tem utilizado práticas 
antissindicais para ameaçar os trabalhadores

O juiz Bráulio Gabriel Gusmão, da 4ª Vara do Trabalho de Curitiba, negou o pedido de interdito proibitório feito pelo Banco do Brasil. Em despacho emitido na última sexta-feira, dia 20, o magistrado observou que não vislumbrava ameaça à posse alegada pelo BB e que "qualquer transgressão para uso dos passeios (calçadas) e vias públicas deve ser analisada pelo órgão de fiscalização do trânsito ou de policiamento". O banco afirmara que os grevistas estariam impedindo o acesso de empregados, clientes e usuários às suas dependências.

"Ora, não é o banco quem vai trabalhar ou acessar serviços, mas são as pessoas! A posse não está e nunca esteve ameaçada", destacou Gusmão. Ele ainda reafirmou o direito de greve dos bancários ao dizer que "entender de modo diverso é provocar a destruição ou esvaziamento do conteúdo do próprio direito fundamental ao exercício de greve que possui, como corolário, o efeito de causar prejuízo ao empregador e, por consequência, afetar sua atividade econômica", enfatizou o juiz.


A decisão judicial desmonta um dos argumentos do banco, que vem ameaçando os funcionários desde o início da greve. No boletim publicado no site de negociação coletiva do BB, no dia 19, primeiro dia da greve nacional dos bancários, o diretor de Relações com Funcionários e Entidades Patrocinadas do BB, Carlos Eduardo Neri, afirmou que "o interdito proibitório é o instrumento legal que, nessa hipótese, visa garantir o direito de acesso à Empresa para aqueles funcionários que, legitimamente, não concordem com uma paralisação".

Para a Contraf-CUT, o posicionamento do juiz comprova o quanto o BB está errado em persistir com práticas antissindicais e em recorrer a essa manobra jurídica, que vem sendo cada vez mais recusada pela Justiça do Trabalho.

"O BB faz coro com os banqueiros ao intimidar os funcionários em relação ao exercício do seu legítimo direito de greve, em vez de negociar seriamente a pauta de reivindicações específicas, que busca melhorar as condições de trabalho e garantir respeito e valorização profissional", ressalta William Mendes, secretário de formação da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Senador apresenta dossiê que desnuda a “lambança” da política nacional de petróleo

Brasil de Fato

Segundo documento apresentado no plenário do Senado, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) age a favor de transnacionais estrangeiras e contra a soberania nacional

da Redação

Estamos vulnerabilizando o país e enfraquecendo a soberania nacional por superávit primário. Esta é uma das afirmações feitas pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), na última sexta-feira (20), durante seu discurso no plenário do Senado Federal.

Integrante da base aliada do governo, o senador ainda afirmou considerar-se um cético em relação às ações do governo federal, principalmente, em relação ao que caracterizou de “lambança” da política nacional do petróleo, a cargo da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Dossiê

Portando em suas mãos um dossiê, cuja autoria não foi revelada, durante seu discurso Requião destrinchou uma série de graves denúncias contra a ANP, entre elas, a de que a realização do leilão do campo de Libra, situado na Bacia de Santos, é um crime. “Nós todos sabemos, até mesmo senadores do PSDB, que Libra com petróleo já descoberto pela Petrobras, em 2010, está sendo leiloado ao cartel das multinacionais petroleiras para gerar superávit primário”, afirmou.

Com base nas informações do dossiê, Requião afirmou ainda que os leilões de petróleo são desnecessários e que o governo federal está “trocando 15 bilhões pelo valor final de reservas fantásticas que poderiam financiar educação, saúde e infraestrutura no Brasil em um futuro próximo”.

Totalmente contrário ao leilão, ele chegou a protocolar um Projeto de Decreto Legislativo que prevê a suspensão do leilão marcado para o dia 21 de outubro. O projeto teve o apoio e a adesão dos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Ainda em sua exposição, o senador, afirmou que o leilão do campo de Libra é uma forma de privatização que, em valor, pode ser ainda maior do que todas as privatizações de Fernando Henrique Cardoso juntas. “O petróleo esta sendo praticamente doado para o cartel internacional”, disse.

Perseguição

O documento apresentado por ele afirma claramente que há uma submissão da estatal brasileira às transnacionais do setor petroleiro. Para tanto, o senador se atenta a alguns fatos, entre eles, a factual perseguição de funcionários da ANP.

Foram apresentados, pelo menos, dois destes casos. O primeiro é do engenheiro e conselheiro do Clube de Engenharia, Paulo Metri. Segundo o relatório e depoimentos do próprio Metri, o engenheiro foi exonerado da ANP, em 2011, após publicar um artigo, em parceria com o senador Saturnino Braga, que discordava da agência estatal e questionava a política do petróleo.

“Mais recentemente, a OGX, de Eike Batista, deixou de instalar uma válvula de segurança em uma plataforma que serve para evitar vazamentos de petróleo em casos de acidentes. O técnico Pietro Mendes, da ANP, lavrou auto de infração para que uma multa de R$ 15 milhões fosse aplicada e foi afastado do cargo”, expôs Requião.

Para ele, a atuação da direção da ANP é mais perigosa para o país que todas as denúncias de espionagem dos serviços de informação dos Estados Unidos na Petrobras.

Sem negociação greve dos bancários ganha adesão em vários estados

Jornal GGN

Foto: Agência Brasil


Jornal GGN - No 5º de dia paralisação, os bancários de São Paulo, Osasco e região constroem uma grande greve. Além de agências paradas em toda a base territorial do Sindicato dos Bancários de São Paulo, os complexos São João, Verbo Divino e CSA do Banco do Brasil (Bom Pastor), o Casa 2 (Centro Administrativo Santander), o Núcleo Alphaville do Bradesco, as concentrações Rerop e Traituba da Caixa Federal, bem como o CA Raposo, o Centro Tecnológico Operacional do Itaú e um contingenciamento do banco na Rua Fábia amanheceram com as atividades paralisadas nesta segunda-feira (23).

Segundo o servidor da Caixa Econômica Federal, Diogo Portugal, “desde a última proposta apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) há duas semanas e, rejeitada pela categoria, não houve mais nenhuma contraproposta”, relata o bancário.

Além disso, a maior insatisfação da categoria está nos moldes da negociação. “A Fenaban só apresentou índice de reajuste abaixo daquele reivindicado pela categoria, a plataforma sobre condições de trabalho como fim da imposição das metas abusivas e do assédio moral, temas absolutamente sensíveis para categoria sequer foi citado”, relatou o servidor da CEF.

Para Diogo, o movimento está forte e vem ganhando a adesão de setores estratégicos. “Na última sexta-feira (21) fechamos Agência da Sé, nem a Superintendente da CEF conseguiu entrar, trabalhadores terceirizados também ficaram do lado de fora e a adesão foi total”, contou.

O servidor da CEF relatou que os funcionários que cumprem a função de Tesoureiros, responsáveis pelo abastecimento dos caixas eletrônicos, recebimento e liberação do dinheiro para os caixas fortes, enfim, responsáveis pelo cofre dos bancos ligados à Caixa Econômica Federal estão aderindo à greve devido à sobrecarga de trabalho acumulado com o movimento paredista.

“A participação desse segmento na greve dos bancários da CEF é imprescindível, primeiro porque esses funcionários nunca aderiram, são pessoas que em geral recebem FC (Função Comissionada) de R$ 3 mil e, segundo, com a adesão desse setor significa que os caixas eletrônicos deixarão de ser abastecidos, havendo uma diminuição em seu funcionamento”, afirmou Diogo Portugal.

Também estão em greve os empregados de agências de corredores da Avenida Conselheiro Carrão, Praça Silva Romero, bairros Ermelino Matarazzo e Guaianazes na zona leste, unidades da Lapa na zona oeste, bairro do Imirim, Casa Verde, Vila Nova Cachoeirinha e Jaçanã na zona norte. Além disso, também cruzaram os braços funcionários de unidades da Avenida Adolpho Pinheiro na zona sul, da Avenida Paulista, e dos centros da capital e de Osasco.

Nesta segunda-feira (23) a categoria de São Paulo realiza nova assembleia estadual, às 17h, na quadra dos Bancários. Os grevistas vão avaliar os próximos rumos do movimento, além da organização de uma passeata marcada para esta terça-feira (24) na Avenida Paulista, às 16h, com concentração no Vão Livre do Masp.

Nacional

Segundo informações da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) havia 7.282 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados fechados até a última sexta-feira (20).

"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo, o que demonstra a insatisfação dos bancários com a postura intransigente dos bancos. Os trabalhadores aumentaram a produtividade, contribuindo para que as empresas tivessem lucros recordes - somente as seis maiores instituições lucraram R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre - e a maior rentabilidade do sistema financeiro mundial, mas os banqueiros ignoram as nossas reivindicações", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

As reivindicações gerais dos bancários

Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação); PLR: três salários mais R$ 5.553,15; Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese); auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional); melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas. Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários. Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação. Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.


Com informações do Sindicato dos Bancários de SP

Empresa [Brasil Foods] paga por não permitir recuperação térmica a trabalhadora

TST Notícias



A Brasil Foods foi condenada a pagar verbas referentes a intervalo para recuperação térmica não usufruído por uma empregada que trabalhou por nove meses para a empresa. Apesar de não atuar no interior de câmara frigorífica, ela trabalhava diariamente em baixas temperaturas, o que levou a Terceira Turma do TST a deferir o direito ao intervalo de recuperação.

Na ação judicial, a funcionária afirmou que sempre atuou próxima à câmara fria, em temperatura que variava de 8 a 10 graus, sem nunca ter gozado do intervalo previsto no artigo 253, parágrafo único, da CLT. O dispositivo prevê uma pausa de 20 minutos de recuperação térmica para empregados que trabalham dentro de câmaras frigoríficas e para os que movimentam mercadorias do ambiente quente para o frio e vice-versa.

A empresa sustentou, em sua contestação, que a trabalhadora não fazia jus ao intervalo porque não desempenhava suas atividades em câmaras frias, tampouco alternava entre ambiente frio e quente, uma vez que estava lotada no setor de abate de animais, e não no frigorífico.

Ao julgar a controvérsia, a Vara do Trabalho de Mirassol D´Oeste (MT), constatou que o trabalho era desempenhado em contato direto com câmaras frias, ambiente considerado artificialmente frio se se levar em consideração que o Estado de Mato Grosso se encontra na 3ª Zona Climática no Mapa Oficial "Brasil Climas" do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), onde a temperatura considerada fria é aquela inferior a 15° Celsius. Por essa razão, acolheu o pedido da trabalhadora e deferiu o direito a intervalo de 20 minutos.

A empresa recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (MT) afirmou que a decisão de primeiro grau estava em conformidade com a jurisprudência. A empresa novamente recorreu, desta vez para o TST.

A Terceira Turma do TST também negou o pleito da empresa por entender que o desempenho das atividades em ambiente frio é o que gera o direito ao descanso, sendo irrelevante que o nome dado ao local de trabalho não seja "câmara frigorífica". Em seu voto, o relator da matéria, ministro Mauricio Godinho Delgado, citou, ainda, a Súmula 438 do TST, que prevê o direito ao intervalo ainda que o empregado não atue diretamente em câmera frigorífica. A decisão foi unânime.

(Fernanda Loureiro/CF)

Processo: AIRR-721-86.2012.5.23.0091

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Profissionais da educação de Nova Friburgo entram em greve por tempo indeterminado

UC-Nova Friburgo
Em assembleia realizada no dia 20/09, que lotou as dependências do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis, os profissionais de Educação da rede municipal de Nova Friburgo decidiram deflagrar greve por tempo indeterminado, após paralisação de 72 horas. Quase todas as escolas municipais paralisaram suas atividades desde quarta-feira, dia 25, apesar das ameaças e do assédio moral promovidos pelos diretores das unidades, a mando da Secretaria Municipal de Educação e da Prefeitura.

Os profissionais da Educação de Nova Friburgo, em função das confusões provocadas por ex-prefeitos, que anularam concursos públicos e passaram a contratar de forma precária, inclusive através de cooperativas fajutas, as famosas "coopergatos", não se mobilizavam com tanta disposição desde o ano 2000. Os salários ficaram congelados e hoje o piso da categoria é um dos mais vergonhosos de todo o país: R$ 740,00!!!

O Prefeito atual, Rogério Cabral (PSD), correligionário do Governador Sérgio Cabral (PMDB), nada apresenta de concreto em resposta às reivindicações encaminhadas pelo SEPE (Sindicato dos trabalhadores da Educação nas escolas públicas do Estado do Rio de Janeiro), que exige imediata incorporação da gratificação de R$ 130,00, implementação do Plano de Carreira dos professores e do pessoal de apoio, migração dos servidores para o regime único estatutário, além de reajustes salariais.

A Unidade Classista de Nova Friburgo vem apoiando firmemente o movimento, cuja tendência é se fortalecer ainda mais nos próximos dias, com manifestações nas ruas e protestos à frente da Prefeitura Municipal.

Comerciários de Campina Grande deflagram campanha salarial

comerciariocg.com.br
A campanha salarial 2013/2014 dos comerciários de Campina Grande, na Paraíba, já está deflagrada oficialmente. O sindicato dos Empregados no Comércio realizou uma assembleia no domingo (22), na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares, localizada à Rua Major Belmiro, 174, bairro São José.

Na pauta extensa das reivindicações dos comerciários destaca-se a reposição das perdas salariais referente aos últimos cinco anos. O sindicato da categoria solicitou ao  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), estudo técnico para apontar o índice inflacionário do período citado.

Ao todo são cerca de 50 cláusulas entre econômicas e sociais. Muitas conquistas acordadas na Convenção vigente deverão ser mantidas. Entre as reivindicações dos comerciários destacam-se: ganho acima dos índices de inflação, para que o aumento salarial possa dar mais qualidade de vida ao trabalhador; vale-refeição para todos os trabalhadores; implantação do plano de saúde para todos os trabalhadores; manutenção do seguro de vida e acidentes pessoais e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O piso salarial em vigor do comerciário de Campina Grande é de R$ 705,00, valor que, segundo o presidente do sindicato da categoria, José do Nascimento Coelho, é insuficiente para o trabalhador se manter.

Após aprovação, a pauta será encaminhada ao setor patronal. O  novo piso entra em vigor em 1º de novembro, data base da categoria.

Fonte: Sindicato dos Comerciários de Campina Grande

"Governador pacificou a Rocinha como na Alemanha. Só falta câmara de gás"

jb.com.br 
por Davison Coutinho *
Uma comunidade abandonada pelo poder público durante décadas, dominada pelo tráfico, sobre pressão e opressão por toda uma vida. De repente , surge o sonho de uma vida melhor:  a instalação da unidade de policia pacificadora. A promessa  é que seria de uma vida melhor, sem  violência, tudo com objetivo da propagação da paz.

No entanto, em meio aos becos e vielas estavam acontecendo ameaças,opressões, espancamentos e torturas, como já foi denunciado pelo Jornal do Brasil durante as investigações do sumiço do pedreiro Amarildo e neste domingo (22/9) foi tema de matéria do programa Fantástico. 

Trabalhadores saindo para trabalhar e sendo coagidos, pessoas sendo consideradas como suspeitos e sendo tratadas como nenhum ser humano merece ser tratado. Moradores sendo abordados com choque no rosto, porrada, espancamento,sufocamento e spray de pimenta. Tudo isso porque depois de uma semana dura de trabalho costumam sair para as ruas para confraternizar com os amigos.

Não aguentamos mais  opressão, esse povo precisa de libertação. Somos seres humanos, merecemos respeito. Chega de farsa, vamos ser realistas. Vamos dar um basta de tampar o sol com a peneira, não é impondo medo que vamos chegar a um lugar melhor.

Vale lembrar que a transformação e mudança vem antes de repreender, prender e matar.  A mudança somente será concretizada através da educação, ninguém  aprende nada com tapa na cara e sufocamento.

É essa a politica de pacificação tão inovadora do Governador Sérgio Cabral? É esse o caminho para transformação da cidade maravilhosa? É essa a comunidade modelo que a presidenta pediu ao Governador?

* 23 anos, morador da Rocinha desde o nascimento. Formando em desenho industrial pela PUC-Rio, membro da comissão de moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária na Comunidade, funcionário da PUC-Rio.

Aumento generalizado de preços prejudica população paraguaia

patrialatina.com.br
Assunção, (Prensa Latina) Um aumento generalizado de preços cai sobre a população paraguaia em momentos em que também continua em aumento a reestruturação da administração central com um alto número de demissões de funcionários públicos.

Um aumento dos planificados em até 30 por cento neste mesmo mês se uniram aos já impostos à carne de boi e ao anúncio de um percentagem similar no deficiente transporte urbano como consequência do fim do subsídio estatal a esse serviço.

Paralelamente, o já planificado aumento nos combustíveis para finais do presente mês, implica seu impacto nos preços dos produtos de consumo, tanto da cesta básica como de outros serviços, entre eles a eletricidade, água e gás.

O governo demorou o que pôde para aplicar essa coincidente avalanche de altas devido à lógica pressão que significa para a economia popular, mas setembro é, definitivamente, o mês de aplicação dessas medidas indesejadas.

Uma situação que agrava o problema é a reestruturação do Executivo nos organismos centrais da administração diante da falta de recursos para o pagamento de salários, o que desatou uma onda de demissões.

Até o momento e só em umas cinco instituições do país as demissões somam ao redor de quatro mil sem que o movimento reestruturante tenha terminado, de acordo com ministros do governo.

Essa problemática, que tende a tensionar o ambiente social, fez com que todas as centrais sindicais do país propusessem ao presidente Horacio Cartes um aumento de 30 por cento no salário mínimo, algo nada contemplado no orçamento 2014.

Os sindicatos ameaçaram com um processo de medidas de força que pode desembocar em uma greve geral diante da crise proposta, que tem também expressões em demandas de pagamentos atrasados de salários e bonificações em diversos setores.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Bancários fecham 6.145 agências em todo o país no primeiro dia da greve

Contraf
Mesmo com lucros, bancos estão fechando 
postos e piorando condições de trabalho

Os bancários fecharam pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em 26 estados e no Distrito Federal nesta quinta-feira 19, primeiro dia da greve nacional da categoria por tempo indeterminado. São 1.013 unidades paralisadas a mais que no primeiro dia da greve do ano passado (5.132), um crescimento de 19,73%. Os bancários reivindicam 11,93% de reajuste, valorização do piso salarial, PLR maior, mais empregos e fim da rotatividade e das terceirizações, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. 

O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com base nos dados enviados até as 18h30 pelos 143 sindicatos que integram o Comando Nacional dos Bancários, que representa cerca de 95% dos 490 mil bancários do país.

"Os bancos empurraram os bancários para a greve com sua postura intransigente - e vão se surpreender. A forte paralisação, inclusive nos bancos privados, mostra a indignação da categoria com a recusa dos banqueiros em atender nossas reivindicações, propondo apenas 6,1% de reajuste, enquanto seus altos executivos chegam a receber até R$ 10 milhões por ano", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. 

"Condições financeiras os bancos têm de sobra para atender às reivindicações dos bancários, uma vez que somente os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de R$ 29,6 bilhões no primeiro semestre, alcançando a maior rentabilidade do sistema financeiro internacional, graças principalmente ao aumento da produtividade dos bancários. Não aceitamos a postura dos bancos, de negar aumento real para reduzir custos", acrescenta Cordeiro. 

Para o presidente da Contraf-CUT, apesar dos lucros, "os bancos estão fechando postos de trabalho e piorando as condições de trabalho, com aumento das metas abusivas e do assédio moral, o que tem provocado uma verdadeira epidemia de adoecimentos na categoria. Por falta de investimento em segurança, também cresce o número de assaltos, sequestros e mortes. Mas os banqueiros se recusam a discutir esses problemas". 

Os bancários aprovaram greve por tempo indeterminado nas assembleias realizadas em todo o país no dia 12 de setembro, depois de quatro rodadas duplas de negociação com a Fenaban. Os bancos apresentaram a única proposta no dia 5 de setembro. 

As reivindicações gerais dos bancários
Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

Mato Grosso: Após 38 dias de greve governo apresenta primeira proposta

sintep.org.br
Assembleia Geral nesta sexta-feira (20) 
vai avaliar os rumos do movimento

Somente após 38 dias de greve o governador Silval Barbosa (PMDB) apresenta a primeira proposta oficial aos profissionais da rede estadual de ensino. O protocolo foi realizado por um funcionário da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na noite desta quarta-feira (18) no acampamento da greve fixado na Capital. No documento consta calendário para ganho real dos salários dos profissionais e para garantia da hora-atividade aos interinos.

A mensagem do Executivo para os profissionais da educação foi lida pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) Henrique Lopes do Nascimento no acampamento. O presidente lembrou que desde o início da greve foram realizadas reuniões, grupos de trabalho com a participação de representantes da categoria com o governador, deputados e secretário da pasta, mas somente hoje a categoria recebe a 1ª proposta que envolve o salário dos trabalhadores.

De acordo com o documento, a remuneração dos trabalhadores receberia aumento real, a partir de maio de 2014 de 5%, seguindo de 6% em 2015, 7% em 2016 e a partir de maio  de 2017 até maio de 2023 o percentual oferecido é de 7,69% anualmente.

Em relação à hora-atividade, o direito à reserva de horário para as atividades pedagógicas fora da sala de aula, seria aplicada gradativamente em 3 parcelas. Em 2014 os profissionais contratados teriam direito a 1/3 da hora-atividade, chegando a 2/3 em 2015 e a totalidade a partir de 2016.

O calendário para chamamento dos classificados no último concurso público de 2010, que já havia sido apresentado por meio de ofício ao Sintep/MT, foi reforçado na proposta encaminhada à categoria.

Após a leitura da proposta Henrique pontuou a necessidade das trabalhadores avaliarem nos municípios os rumos do movimento. Hoje (19) devem ser realizadas assembleias locais para avaliar os itens ofertados.

A direção do Sintep/MT irá estudar o impacto nominal e qualitativo dos percentuais conforme a tabela salarial até sexta-feira (20), quando será realizada a assembleia geral da categoria na quadra esportiva da Escola Estadual Presidente em Cuiabá, às 14h. Antes, às 9h, os representantes do Sintep/MT se encontram para uma reunião ampliada na sede do sindicato.

ANDES-SN é procurado pelo governo após baixa adesão de docentes ao Funpresp

andes.org.br
Em reunião realizada na quarta-feira (18), diretores do ANDES-SN reafirmam posição contrária em relação à Fundação e ao Regime de Previdência Complementar

A carreira docente foi a que mais teve recém-ingressos no serviço público federal desde a oficialização da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), no início deste ano. No entanto, é a que apresenta o menor percentual de adesão, com média de 7%. Os dados são da própria Fundação, que juntamente com representantes dos Ministérios da Previdência, Planejamento e da Educação – MPAS, MPOG e MEC -, procurou o ANDES-SN em busca de diálogo, em reunião realizada na quarta-feira (18).

A campanha protagonizada pelo ANDES-SN, com a produção de materiais como a cartilha, o panfleto e o cartaz, que mostra a posição contrária do Sindicato Nacional em relação ao Funpresp, devido ao seu caráter de desresponsabilização do Estado, e que explica aos docentes alguns dos riscos da adesão, contribuiu para que o percentual de professores que optaram pela Fundação seja o menor de todas as outras carreiras do serviço público federal, reconhece o secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência, Jaime Faria Junior. “A leitura da cartilha induz o servidor a não aderir ao Funpresp”, disse. Confira aqui a cartilha.

“Os professores estão reticentes. Em média, 7% dos novos fizeram a adesão”, afirmou o presidente do Funpresp-Exe, Ricardo Pena, que fez ainda algumas críticas ao material produzido pelo ANDES-SN. “Os docentes têm procurado nós do Funpresp para esclarecer alguns pontos sobre a adesão”, exemplificou. O 2º tesoureiro do ANDES-SN e encarregado de Assuntos de Aposentadoria, Almir Menezes Filho, ressalta que o resultado é positivo. “A procura mostra que a cartilha já cumpriu um dos seus objetivos, de levantar a discussão e provocar debates”, explica.

Almir reafirmou a posição contrária do ANDES-SN em relação ao Funpresp. As inseguranças sobre o Fundo, a retirada de direitos dos trabalhadores e a posição do governo em transferir a reponsabilidade da Previdência Social para uma entidade privada foram destacadas pelo encarregado de Assuntos de Aposentadoria do ANDES-SN na reunião. “Somos a favor da previdência pública, e ficamos muito indignados com esta decisão”, complementou a 1ª vice-presidente da Regional Sul do ANDES-SN e uma das coordenadoras do Grupo de Trabalho Seguridade Social/Assuntos de Aposentadoria (GTSSA), Maria Suely Soares. 

Para o 2º secretário do ANDES-SN, Paulo Rizzo, é natural que os servidores tenham dúvidas sobre o sistema de previdência complementar que está sendo implementado. “O que está sendo posto é a questão da adesão. Em debates que participamos, alguns advogados orientavam o servidor que ingressou antes do Funpresp a não aderir e, aos novos, rezar para que o mercado não tenha revezes, já que o sistema depende de resultados financeiros”, afirmou. 

Incertezas
A advogada da Assessoria Jurídica Nacional do ANDES-SN (AJN) Marcelise Azevedo conta que, desde a criação do Funpresp, a AJN passou a dar informações técnicas sobre a Fundação em todo o país, no sentido de explicar o que é este fundo de previdência complementar. “Os professores possuem uma desconfiança em relação à rigidez do plano e não têm certeza se terão o benefício quando aposentarem e se, por ser um benefício de risco, já que ele tem garantido até o teto do INSS, vale optar pela previdência complementar”, contou. Questões relacionadas à garantia e à instabilidade do Funpresp também são colocadas pelos docentes, segundo a advogada. “Os professores estão entrando jovens no serviço público, com um grau alto grau de formação, com uma visão de futuro diferente das gerações anteriores. Alguns profissionais entram com a perspectiva de ficar um tempo e depois ir embora. Como o fundo se manterá se os servidores não pensam em ficar mais até o final da carreira? O professor não vê esta opção como a melhor, e quem tem feito concurso público não tem gostado desta opção”, destacou. 

O 1º tesoureiro do ANDES-SN, Fausto de Camargo Junior, avalia que as atuais condições da carreira docente resultaram em um novo perfil dos ingressantes, que entram para o serviço público pensando em algo temporário. “O novo docente não se vê mais na universidade pública por 35 anos, já que, além da desestruturação que se encontra a nossa carreira, não tem mais direito à previdência integral”, disse.

Previdência complementar em estados e municípios
Além de atingir os servidores públicos federais, a intenção do Ministério da Previdência é levar a reforma da previdência para todos os estados e municípios. Segundo o secretário de Políticas de Previdência Complementar (SPPC) do Ministério da Previdência, Jaime Faria Junior, os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Espírito Santo já estão com a previdência complementar. “O Ministério da Previdência tem trabalhado para que a reforma seja feita em todos os estados e entes federados. Em três anos queremos todos os estados reformados”, anunciou. 

No início da reunião, Faria Junior fez uma apresentação sobre o modelo de Previdência no Brasil e em outros países, e falou sobre o Funpresp-Exe. Além do secretário do SPPC, dos diretores do ANDES-SN e do presidente do Funpresp-Exe, Ricardo Pena, participaram da reunião: o secretário de Relações de Trabalho do MPOG (SRT/MPOG), Sérgio Mendonça, o assessor da SRT/MPOG José Borges, a coordenadora-geral de Recursos Humanos das Instituições Federais de Ensino do Ministério da Educação (MEC), Dulce Maria Tristão, e os advogados da Assessoria Jurídica do ANDES-SN, Marcelise Azevedo e Leandro Madureira Silva.