quinta-feira, 29 de maio de 2014

Rodoviários do Rio ameaçam fazer nova greve de ônibus na próxima semana

apn.org.br
Nova assembleia da categoria está marcada 
para o dia 30 de maio, sexta-feira

Os rodoviários do Rio de Janeiro admitiriam a possibilidade de paralisação por tempo indeterminado, a partir da próxima segunda-feira (2), se o prefeito Eduardo Paes não abrir um canal de negociação com a categoria. A declaração foi feita na quarta-feira (28) por representantes da categoria insatisfeitos com o sindicato. Nesta sexta-feira (30), os trabalhadores farão nova assembleia às 16h, na Central do Brasil.

Segundo representantes do grupo, durante a paralisação da quarta-feira (28), 60% dos motoristas e cobradores aderiram ao movimento. Já o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte, informou que 90% da frota circulou pela cidade durante todo o dia, com apenas 10% de adesão à paralisação.

O motorista Jonatas Alves, que faz parte do movimento grevista, disse que muitos ônibus estão sendo dirigidos por pessoas que não são funcionárias das empresas.

“As empresas estão contratando qualquer um para dirigir os ônibus, muitas pessoas com carteira D estão indo para as portas das garagens e acabam sendo pagos para guiar os ônibus durante a greve. A maioria nem está usando uniformes, justamente por não serem funcionários. Por isso a população tem a impressão de que a adesão dessa vez foi menor”, disse.

Os rodoviários querem que o prefeito Eduardo Paes os receba para discutir as principais reivindicações: reajuste salarial de 40%, cesta básica de R$ 400 e fim da dupla função. O acordo fechado entre o sindicato e a Rio Ônibus concedeu um reajuste salarial de 10% e aumento da cesta básica para R$ 150, com desconto de R$ 10 na folha de pagamento.

A cobradora Maura Gonçalves contou que empresários estão pagando para motoristas furarem a greve. “Eu mesma vi nas garagens. Chegam a oferecer R$ 300 para tirarem o carro da garagem. Muitos motoristas ficam com medo, se sentem ameaçados, porque dependem do emprego”.

Fonte: Agência Brasil

Profissionais da educação são agredidos pela polícia no Rio de Janeiro

cpers.org.br
A Polícia Militar do Rio de Janeiro agrediu, na tarde ontem (quarta-feira), com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, profissionais de educação que saíram de um ato unificado em frente à prefeitura da cidade do Rio e se dirigiam até a Secretaria Estadual de Educação. 

Mais de 500 manifestantes ocuparam a pista lateral da Av. Presidente Vargas tomando a direção da Central do Brasil para então acessar o bairro do Santo Cristo, onde fica a Secretaria de Educação. 

A polícia tentou impedir que a categoria ocupasse mais de uma das pistas e, mais uma vez, fez uso de força excessiva, agredindo manifestantes com cassetetes e com gás de pimenta. As agressões se repetiram em frente à Secretaria. 

Durante a manifestação, seis pessoas foram feridas. Dos feridos, quatro são professores. Um deles foi internado no Hospital Souza Aguiar com deslocamento no ombro deslocado. Ele deverá passar por um processo cirúrgico.

O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ) lamenta o fato de, mais uma vez, as forças de segurança do governo estadual utilizaram-se da truculência para coibir o legítimo direito dos trabalhadores  se manifestarem e lutarem pelos seus direitos.

Fonte: Sepe
Foto:Alexandro Auler/Extra

Professores da rede estadual vão paralisar atividades por três dias

sintese.org.br
Governo descumpre acordo com professores e não apresenta proposta para pagamento dos 22,22%

Na luta pela restruturação da carreira do magistério sergipano, os professores da rede estadual No dia 2 de junho (segunda-feira) os professores se reunirão em assembleia, às 9h, no Cotinguiba Esporte Clube. deliberaram em assembleia ocorrida nesta terça-feira, dia 27, paralisação de suas atividades nos dias 2, 3 e 4 de junho. O que motivou a decisão da categoria foi a falta de proposta e posicionamento do governo do estado para efetivar a construção do pagamento dos 22,22%, referente ao reajuste do piso salarial de 2012. No dia 2 de junho (segunda-feira) os professores se reunirão em assembleia, às 9h, no Cotinguiba Esporte Clube.

Negociação
Desde 2013 em todas as audiências que o SINTESE teve com o governador Jackson Barreto, o gestor estadual sempre declarou que tinha interesse em quitar o passivo trabalhista de 2012. Diante de tal posição do governo, foi criada em 2014 uma comissão paritária formada por membrosdaSEPLAG, Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) e Procuradoria Geral do Estado (PGE), representando os interesses do governo do estado, e por dirigentes do SINTESE, representando os professores. O objetivo da comissão paritária é buscar alternativas para a construção do reajuste de 22,22%.

Na segunda reunião da comissão, que ocorreu no dia 8 de maio, os representantes do governo do estado solicitaram aos membros do SINTESE que criassem uma proposta para o pagamento dos 22,22%. Os membros do governo colocaram apenas que o Estado não teria condições de conceder o reajuste de uma só vez e que a proposta deveria ter como base esta realidade.

O SINTESE então elaborou uma proposta, tendo em vista o que foi colocado pelos representantes do governo, e a apresentou aos professores da rede estadual em assembleia ocorrida no dia 14 de maio. A proposta do Sindicato foi aprovada pelos professores durante a assembleia. Seu objetivo principal é a restruturação da carreira do magistério.

Antes da aprovação da famigerada Lei 213/2011 e do não pagamento do reajuste 22,22% do piso de 2012 aos professores com licenciatura plena (nível superior), a diferença do vencimento básico de um professor com nível médio para um professor com licenciatura plena era de 40%. Após a quebra da carreira, a diferença no vencimento ficou apenas de 14,5%. Para que a carreira se reestruture, a partir do pagamento dos 22,22%, os professores da rede estadual aprovaram a seguinte proposta apresentada pelo SINTESE: O pagamento dos 22,22% será feito em três etapas. A primeira em novembro de 2014, a segunda em maio de 2015 e a terceira em setembro de 2015.

Compreenda as etapas para restruturação da carreira proposta pelo SINTESE e legitimada pelos professores:
1ª etapa:Em 2014 o governo do estado pagará até junho o retroativo de 7,97%, referente ao reajuste do piso de 2013. Em setembro e outubro será pago o retroativo de 8,32% do piso de 2014, referente aos meses de janeiro e fevereiro. Com o fim do pagamento dos retroativos de 2013 e 2014 a situação financeira do governo estará mais estabilizada, o que permite que a partir do mês de novembro 2014 o governo integre ao vencimento dos professores com licenciatura plena os 8,32%.

Com isso, o vencimento básico do professor com licenciatura plena passaria de R$ 1.943,52 para R$ 2.105,23. Uma diferença de 24% em relação ao vencimento dos professores com nível médio.

2ª etapa:Para que o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal não seja mais uma vez utilizados como motivo para o não pagamento do passivo trabalhista, o governo aumentaria no mês de maio de 2015 (mês de fechamento do primeiro quadrimestre financeiro) o vencimento básico dos professores com licenciatura plena em 6,24%. Assim, o vencimento básico passaria de R$ 2.105,23 para R$ 2.236,60. Uma diferença de 31,8% em relação ao vencimento dos professores com nível médio.

3ª etapa:No mês de setembro de 2015 (mês do fechamento do segundo quadrimestre financeiro) o governo novamente integraria ao vencimento básico dos professores com licenciatura plena 6,24%. O vencimento passaria então de R$ 2.236,60 para R$ 2.376,32. Deste modo a diferença entre os vencimentos dos professores de nível médio para os professores de licenciatura plena voltaria a ser de 40%.

Reunião da comissão e motivos da paralisação
A proposta do SINTESE foi apresentada aos membros do governo em reunião da comissão paritária, que ocorreu no dia 15 de maio. Os membros do governo se comprometeram a fazer estudo de viabilidade da proposta apresentada pelo Sindicato e expor um posicionamento na reunião do dia 23 de maio.

 A reunião que era para ter acontecido no dia 23 (sexta-feira) foi adiada para a última segunda-feira, dia 26. No entanto, mesmo com o adiamento, os membros do governo não apresentaram nenhum posicionamento diante da proposta elaborada pelo SINTESE e nem apresentaram uma contraproposta.

Para agravar ainda mais a situação a Procuradoria Geral do Estado (PGE) surgiu com o discurso de que o governo do estado não tinha a obrigação de pagar o reajuste dos 22,22% aos professores com licenciatura plena, pós-graduados, mestres e doutores. No entendimento da PGE o reajuste do piso não deveria refletir na carreira.

A direção do SINTESE tentou abrir a negociação e reverter à posição da PGE, que não condiz com o entendimento atual. O SINTESE acredita que esta postura da PGE visa somente dificultar a negociação. Uma manobra no mínimo contraditória por parte de PGE, já que o governo do estado concedeu o reajuste do piso salarial nos anos de 2009, 2010, 2011, 2013 e 2014 aos professores de todos os níveis. Além disso, o governador Jackson Barreto, por diversas ocasiões afirmou ter interesse em pagar o passivo trabalhista de 2012.

Diante da não existência de um posicionamento do governo do estado, os professores da rede estadual deliberaram a paralisação nos dias 2, 3 e 4 de junho. No dia 2 (segunda-feira) haverá assembleia extraordinária dos professores da rede estadual.

Caso o governo do estado sente com o SINTESE para discutir a posposta apresentada pelo Sindicado na comissão paritária ou para apresentar nova proposta, antes da assembleia da categoria, o posicionamento do governo será levado para a assembleia para que os professores possam avaliar e aprovar deliberações. Caso até o dia 2 o governo do estado não se posicione os professores manterão a paralisação de suas atividades por três dias. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fórum das Seis indica continuidade da greve nas Estaduais de São Paulo

andes.org.br
No próximo dia 3, docentes e técnicos das três universidades estaduais de SP realizam ato unificado na capital paulista, em frente à Reitoria da Unesp, pela abertura de negociações

A greve das três universidades estaduais paulistas começou forte. Professores, técnico-administrativos em educação (TAEs) e estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) realizaram uma audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo e após o evento decidiram pela continuidade da paralisação. A audiência lotou o auditório, com mais de 800 presentes.

Reunidas logo após a realização da audiência pública sobre as universidades, as entidades que compõem o Fórum das Seis (sindicatos de professores e TAEs das três universidades estaduais paulistas) aprovaram os seguintes indicativos, a serem deliberados nas assembleias das respectivas categorias:

- Continuidade da greve;

- De quarta (28/5) a segunda-feira (2/6), realização de atividades locais (reuniões, debates, atos etc.), de acordo com as especificidades de cada universidade, setor, unidade;

- Terça-feira, 3/6, às 14h, ato unificado estadual, em frente à Reitoria da Unesp, em São Paulo, para pressionar o Cruesp a abrir negociações efetivas com o Fórum das Seis.

- Sexta, 30/5, às 10h, reunião do Fórum das Seis com a Comissão Técnica do Cruesp para discutir emendas à LDO/2015, na sede do Cruesp, em São Paulo;

- As assembleias de base devem discutir a realização de ato público na avenida Paulista, em SP, “Em defesa da educação pública no estado de São Paulo”, na semana que se inicia em 9/6.

Audiência pública
Na audiência pública, representantes do Fórum expuseram números que comprovam as manobras do governo do estado: cerca de R$ 2 bilhões deixaram de ser repassados às universidades estaduais nos últimos seis anos (2008-2013). Também houve críticas contundentes à postura dos reitores, que foram convidados para a audiência, mas não compareceram.

Durante a audiência, uma comissão do Fórum foi recebida na reunião do Colégio de Líderes, que ocorre todas as terças-feiras, para expor as reivindicações relativas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2015): 33% das receitas totais do estado para a educação pública, aí inseridos 11,6% do ICMS quota-parte do Estado para as universidades estaduais e 2,1% deste mesmo imposto para o Centro Paula Souza. Todos os deputados receberam um kit com as emendas propostas pelo Fórum, devidamente fundamentadas.

Desoneração da folha de pagamento: mais um ataque aos trabalhadores

cspconlutas
Estimativa é de que porcentagem atual de 20% de 
contribuição da patronal caia para cerca de 2%

Em reunião com empresários realizada na terça- feira (27), Dilma foi aplaudida de pé. O governo federal decidiu tornar a desoneração da folha de pagamentos, que hoje beneficia diversos setores privados, como uma política permanente.

Este benefício teve início em 2011, e atende a 56 segmentos da indústria, serviços, transportes, comércio e construção. Em contrapartida, enquanto garante economia de custos para os empresários, a contribuição da patronal devida à Previdência Social sofre baixa, e os trabalhadores sofrem com a queda de 20% de contribuição na folha de pagamentos para apenas 1% ou 2% do faturamento, conforme a atividade.

Além deste prejuízo que atinge diretamente o trabalhador, o próprio governo federal perdeu cerca de R$ 8 bilhões somente nos primeiros quatro meses do ano, com previsão de perda de mais de 20 bilhões ao longo de 2014.

Este montante renunciado poderia ter como destino melhorias na área social, como saúde, transporte público, educação, moradia. Mas o que vemos é o recente corte de verba para saúde em dezenas de municípios, 5,3% do PIB para a educação, falta de transporte público de qualidade e reivindicação da população por mais moradia.

Para os empresários, a desoneração da folha de pagamentos significa menos gastos com a mão de obra, menos custo para produção, aumentando assim sua lucratividade. Em resumo, o trabalhador custa cada vez menos para as empresas e garante cada vez mais para os negócios e lucros do setor privado.

Para agravar, o governo destinou até o momento R$ 21,4 bilhões de verba pública para as obras da Copa, e ainda isenta os 14 patrocinadores estrangeiros do Mundial de pagar impostos.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Todos na luta pela Aposentadoria Especial

sindservsantos.org.br
Já está marcada a próxima audiência pública sobre a Aposentadoria Especial: 27/05 (terça-feira), às 18h, no auditório do prédio do Banco do Brasil (R. XV de Novembro, 195, 9º andar, Centro). E é de extrema importância a presença de TODOS os servidores para que esse direito não saia pior que a encomenda.

A prefeitura expôs sua proposta de Aposentadoria Especial no dia 11/04 (veja aqui). Se os servidores não fizerem pressão para alterar essa proposta, em muitos casos nem valerá a pena se aposentar mais cedo. Quem mesmo assim quiser, talvez nem consiga, já que a lei tenta de todas as formas restringir ao máximo o número de servidores que terão o direito. Isso sem contar toda a burocracia que a Prefeitura quer incluir, é capaz do trabalhador se aposentar pelo tempo normal antes de conseguir pela Especial.

Os servidores já discutiram em assembleia (veja aqui e no vídeo abaixo) todas as mudanças que se fazem necessárias para que a Aposentadoria Especial seja realmente um benefício para quem colocou a saúde e até mesmo a vida em risco. Agora é hora de pressionar para que o governo aceite nossas reivindicações.

Por isso, o SINDSERV convoca todos os servidores municipais de Santos à comparecerem na audiência pública, para garantir que a Aposentadoria Especial seja realmente um direito (e não um pesadelo)! Só com a participação ativa dos servidores conseguiremos isso! Só com a nossa presença física no dia 27 garantiremos uma Aposentadoria Especial digna!

NENHUM DIREITO A MENOS!
AVANÇAR RUMO A NOVAS CONQUISTAS!

Metroviários de SP entraram em estado de greve, nova assembleia hoje (27/05)

metroviarios.org.br
Assembleia do dia 20/5 decretou estado de 
greve e uma semana de mobilizações

Os metroviários lotaram o Sindicato no dia 20/5 e decretaram Estado de Greve. Foi a resposta da categoria à intransigência do Metrô. Após cinco reuniões de negociação apenas dizendo não às nossas reivindicações, a empresa ofereceu apenas 5,20% de reajuste. Uma verdadeira provocação aos metroviários.

Os metroviários estão no caminho certo para obter suas reivindicações. Estamos usando o colete da Campanha, realizamos duas grandes passeatas pelo Centro da Cidade, boicotamos as Operações Plataforma, Embarque Melhor e Embarque Preferencial e participamos ativamente da assembleia do dia 20.

Agora, é continuar participando das atividades votadas pela categoria e lotar o Sindicato na próxima assembleia, que será realizada no dia 27/5 (terça-feira). 

Atividades da Campanha Salarial
.Estação e Segurança: continuam suspensas as Operações Plataforma, Embarque Melhor e Embarque Preferencial em todas as estações (no pico e no vale)
.Tráfego: o circulante não deve permanecer mas plataforma exceto para atender falhas solicitadas pelo CCO
.Continue usando o colete da Campanha Salarial
.Retirada de uniforme a partir de quinta-feira (22/5).Atenção: na noite de quarta-feira o pessoal da Escala D já entra sem uniforme
.Café com usuário na Sé, a partir das 17h, na quinta-feira (22/5)
.PAs para informar a população sobre a Campanha Salarial
.Abertura de catracas. Será formado um Comitê para discutir a abertura de catracas

Nova ASSEMBLEIA, 27/5 (terça-feira),
 às 18h30, no Sindicato. Participe!

Terceirizados do Edifício Sede da Petrobrás aprovam greve unificada para 2 de junho

apn.org.br
Trabalhadores da Luso e da IMC estão juntos nessa mobilização

Os trabalhadores da Luso Brasileira locados no Edifício Sede da Petrobrás, em conjunto com os funcionários da IMC, aprovaram uma greve unificada dos terceirizados do Edise-Petrobrás para dia 2 de junho. No sábado, o representante  da Luso Brasileira, Marcos Lira, compareceu para dar explicações, mas novamente não trouxe uma cópia da convenção de trabalho deles. 

A Luso só avançou parcialmente em um ponto da pauta de reivindicação, que passaria a cobrar 10 reais por cada consulta realizada no Plano de Saúde da empresa. Antes, o desconto era de 25% do valor da consulta. 


Os trabalhadores insatisfeitos avaliaram consensualmente que a proposta apresentada não contemplava a demanda e decidiram encaminhar a realização da paralisação.

Na mostra da crueldade dos patrões, os empregados da Luso foram obrigados a se reunir do lado de fora do Edise, sob chuva, pois os petroleiros que vem apoiando a mobilização foram impedidos de entrar na Petrobrás. Essa truculência elevou o nível de indignação dos presentes na assembleia. 

Os diretores do Sindipetro-RJ, Emanuel Cancella e André BucaresKy, manifestaram o total apoio dos petroleiros à luta dos terceirizados, inclusive garantindo a estrutura necessária à mobilização destes trabalhadores tão precarizados. Os petroleiros ainda informaram que receberam denúncias de que a gerente geral da Luso no Edise, Eloisa, está promovendo ameaças aos funcionários da limpeza, chegando a apontar possíveis devoluções e demissões de trabalhadores. 

Na assembleia, os trabalhadores declararam que não aceitarão qualquer tipo de punição e que qualquer medida nesse sentido levará a instalação de greve imediatamente.

Veja a pauta completa de reivindicações dos trabalhadores da Luso Brasileira apresentada na reunião com o diretor Marcos Lira no dia 24/05/2014:
1 – Pagamento de adicional de Insalubridade.
2 – Revisão da porcentagem de desconto de 25% no plano de saúde. Fixando um valor de cobrança pra não prejudicar a condição financeira do trabalhador.
3 – Revezamento de trabalho aos Sábados.
4 – Respeito aos trabalhadores da empresa por parte da funcionária Daniele que não respeita sequer as ordens superiores.
5 – Direito ao uso das copas nos andares.
6 – Liberdade de trabalho. Em função de perseguições injustificáveis. Sem que haja qualquer ameaça de punição. 
7 – Revisão do adicional noturno dos trabalhadores.
8 – Os funcionários da noite reivindicam o direito que a lei faculta de não trabalhar em dias de feriados.
9 – Direito ao uso do plano de saúde sem nenhuma perseguição patronal. Pois doença não veio pra dar em poste.
10– Nenhuma perseguição aos trabalhadores que fazem reivindicações.
11 – Nenhuma discriminação a nenhum dos 10 membros da comissão. Pois esses foram eleitos pelos trabalhadores do Edise e fazem a transmissão de suas reivindicações junto a diretoria da Luso.
12 – Saber por quê não esta mais sendo sorteado o prêmio de melhor funcionário do mês e o que esta sendo feito desse prêmio ? E se está sendo sorteado por quê então as escondidas ?
13 – Liberdade pra colocar informativos no quadro de aviso sem que nada seja retirado. Já que este ato esta préviamente autorizado pelo diretor Marcos Lira e pelo fiscal Marcos Leite.
14 – Acréscimo na recarga do ticket e vale transporte ao funcionário que fizer hora extra
15 – Compensação das folgas a critério dos funcionários.
16 – Saber quando será entregue os tickets alimentação já que foi reivindicado essa mudança.
17 – Por quê funcionário agora tem que ser tratado como robô andando com lista de tarefa pendurada no pescoço sendo que ninguém é criança e nem vaca pra andar com coisa pendurada e por quê essa mesma lista só fala de obrigações e não de direitos como o horário de almoço ? Temos que trabalhar direto sem respirar ?
18 – Saber se a empresa recebe PL e não esta repassando aos funcionários ?
19 – Reclamar do responsável do setor de qualidade da empresa de nome Marcelo que esta hà alguns dias no Edise influenciando os encarregados a maltratar os funcionários.
20 – Reclamar dos encarregados Adalbérico, (Beto), que esta falando mal de todos os funcionários pra encarregada substituta criando um clima ruim no setor e também reclamar da encarregada Brasilite que maltrata os funcionários da tarde e recentemente fez com que uma funcionária, (dona Rejane), fosse devolvida injustamente.
21 – Saber por quê a empresa não fornece uma cópia do acordo coletivo aos funcionários e também da tabela de salários para conhecimento de todos ?
22 – Pagamento de hora-extra por trabalho aos domingos e feriados;
23 – Garantir vale-transporte para trabalhadores com deficiência;
24 – A empresa se comprometer a não mudar de forma forçada os trabalhadores da noite para o turno da manhã;
25 – Reajuste salarial de 37%, garantindo o mesmo ganho dos trabalhadores da Comlurb que fazem parte da mesma categoria de Asseio e Conservação dos da Luso.

Fotos: Rafael Duarte / Agência Petroleira de Notícias

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Greve unificada estado e município do Rio: profissionais protestaram na saída do ônibus da seleção

seperj.org.br
Os profissionais das redes estadual e municipal do Rio, em greve unificada, estão protestando desde o início da manhã de hoje (dia 26/5) nas proximidades do Aeroporto do Galeão, Ilha do Governador. 

A categoria acompanhou a saída do ônibus da seleção brasileira, cujos jogadores estavam concentrados em um hotel nas proximidades do aeroporto, e protestou na frente dos atletas e dos profissionais da imprensa brasileira e internacional, denunciando a falta de investimentos na educação e o excesso nos gastos para a realização da Copa do Mundo no Brasil. Durante o protesto, os manifestantes colaram adesivos da greve da categoria no ônibus da seleção.

Neste momento, os profissionais estão realizando uma caminhada em direção ao Terminal 2 do aeroporto, onde será realizada uma panfletagem.

Bancos eliminam 2.567 empregos nos primeiros 4 meses do ano

Intersindical
O sistema financeiro fechou 2.567 postos de trabalho de janeiro a abril de 2014. Enquanto os bancos privados e o Banco do Brasil cortaram postos de trabalho, a Caixa Econômica Federal abriu 1.256 vagas no mesmo período, o que evitou um resultado ainda pior para o nível de emprego no setor.

Os dados constam na Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) divulgada na quinta-feira (22), com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Conforme o estudo, além da diminuição de vagas, a rotatividade permaneceu alta no período. Os bancos brasileiros contrataram 11.080 funcionários e desligaram 13.647.

Um total de 15 estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 1.301, 381, 362 e 251 cortes, respectivamente. O estado com maior saldo positivo foi o Pará, com geração de 128 novos postos.

Rotatividade derruba salários dos bancários
A pesquisa mostra também que o salário médio dos admitidos pelos bancos nos primeiros quatro meses do ano foi de R$ 3.221,18 contra o salário médio de R$ 5.206,73 dos desligados. Assim, os trabalhadores que entraram nos bancos receberam valor médio equivalente a 61,9% da remuneração dos que saíram.

A pesquisa revela também que as mulheres, ainda que representem metade da categoria, continuam sendo discriminadas pelos bancos na sua remuneração, ganhando menos do que os homens quando são contratadas. Essa desigualdade permanece ao longo da carreira, pois a remuneração das mulheres é bem inferior à dos homens no momento em que são desligadas do seu posto de trabalho.

Enquanto a média dos salários dos homens na admissão foi de R$ 3.660,01 de janeiro a abril deste ano, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.776,30, valor que representa 75,9% da remuneração de contratação dos homens. 

Já a média dos salários dos homens no desligamento foi de R$ 6.027,18 enquanto a remuneração das mulheres foi de R$ 4.333,27. Isso significa que o salário médio das mulheres no desligamento equivale a 71,9% da remuneração dos homens.

Maior concentração de renda nos bancos
A pesquisa reforça ainda a luta dos bancários por distribuição de renda. Enquanto no Brasil, os 10% mais ricos no país, segundo estudo do Dieese com base no Censo de 2010, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres, no sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior. 

No Itaú, cada membro do Conselho de Administração recebeu, em média, R$ 15, 5 milhões em 2013, o que representa 318,5 vezes o que ganhou o bancário do piso salarial. No Santander, cada diretor embolsou, em média, R$ 7,7 milhões no mesmo período, o que significa 158,2 vezes o salário do caixa. E no Bradesco, que pagou, em média, R$ 13 milhões no ano para cada diretor, a diferença para o salário do caixa foi de 270 vezes.

Desta forma, para ganhar a remuneração mensal de um desses executivos, o caixa do Itaú tem que trabalhar 26,5 anos, o caixa do Santander 13 anos e o do Bradesco 22,5 anos.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Santos e Região

sábado, 24 de maio de 2014

Carta aberta à Federação dos Trabalhadores do Ramos Financeiro dos Estados RJ/ES - FETRAF/RJ

avantebancario.blogspot
Caros companheiros(as):

Os signatários, militantes sindicais de base da Caixa Econômica Federal vinculados à corrente Unidade Classista, vêm publicamente por meio desta expressar nosso inconformismo com a condução equivocada do processo de escolha de delegados de base desta FETRAF no Estado do RJ ao Congresso Nacional dos empregados da CEF – CONECEF.

Relatando e relembrando o ocorrido, na hora de compor a delegação do Rio ao Congresso Nacional, descobrimos que o Regimento Interno do Encontro Estadual, aprovado às pressas no inicio dos trabalhos, definia que a delegação seria eleita por maioria simples – ou seja, se houvesse duas chapas e por hipótese uma tivesse 50% mais um dos votos dos presentes, esta elegeria todos os 29 delegados ao CONECEF.

Contra esta verdadeira ditadura da maioria levantou-se a Unidade Classista. Propusemos rediscussão deste item do Regimento e que fosse restabelecida a prática tradicional que sempre vigorou em TODOS os CONECEFs até agora: a composição da delegação proporcional à votação das chapas no plenário. Entretanto, a maioria dos participantes do Encontro, vinculados à Diretoria do Sindicato da Capital, não acatou tal recurso e impôs uma delegação definida por votação majoritária. Em protesto, os participantes do Encontro vinculados à Unidade Classista apresentaram uma declaração de repúdio a essa mudança casuística nas regras do jogo e retiraram-se do Encontro para não coonestar tal imposição.

Com o objetivo de restabelecer a convivência saudável entre as diversas correntes de pensamento atuantes no movimento sindical bancário deste Estado do RJ, os signatários vêm publicamente propor a urgente convocação de novo Encontro Estadual dos Empregados da Caixa, com garantia de discussão das teses a serem apresentadas por quaisquer interessados e a eleição por proporcionalidade direta da delegação do RJ ao CONECEF.

Saudações sindicais

UNIDADE CLASSISTA BANCÁRIA – CEF/RJ

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Começa muito mal a campanha salarial 2104 na CEF

avantebancario.blogspot
DIRETORIA DO SINDICATO IMPÕE DELEGAÇÃO CHAPA BRANCA 
AO CONGRESSO NACIONAL DOS EMPREGADOS DA CAIXA!

No último sábado, 17 de maio, realizou-se no auditório do Sindicato do Rio o Encontro Estadual dos Empregados da Caixa, que elege os delegados para o CONECEF – Congresso nacional dos Empregados da CEF. O CONECEF é realizado anualmente desde 1985 e neste Congresso, em épocas passadas, foram definidas campanhas memoráveis na história das lutas dos empregados da Caixa, tais como a jornada de 6 horas (até 1985 os empregados da Caixa trabalhavam 8 horas), o direito à sindicalização (que não tínhamos até 1985) e a readmissão dos demitidos no Governo Collor.

Entretanto, nosso Encontro Estadual deste ano foi muito diferente de períodos passados – e diferente pra pior. Primeiro: praticamente não houve convocação por parte do Sindicato, o que resultou em um Encontro com apenas 60 participantes do Estado do Rio inteiro – a maior parte de colegas do interior. Segundo, praticamente não houve discussão sobre os problemas que enfrentamos na Caixa e como resolvê-los: o temário limitou-se a uma exposição do representante dos empregados na mesa de negociação e a uma palestra do técnico do DIEESE.

Mas o pior foi logo depois. Durante a palestra do DIEESE, o colega Ricardo Maggi, representante da Federação dos Bancários do RJ na mesa de negociação pelos empregados e que presidia os trabalhos do Encontro Estadual, além de praticamente não abrir espaço para o debate de propostas afirmou que “temos que defender os avanços deste governo federal” – postura absolutamente inadequada a um representante sindical dos trabalhadores. Aí, na hora de compor a delegação do Rio ao Congresso Nacional, descobrimos que o Regimento Interno do Encontro Estadual, aprovado às pressas no início dos trabalhos, definia que a delegação seria eleita por maioria simples – ou seja, se houvesse duas chapas e por hipótese uma tivesse 50% mais um dos votos dos presentes elegeria todos os 29 delegados ao CONECEF.

Contra esta verdadeira ditadura da maioria levantou-se a Unidade Classista. Propusemos rediscussão deste item do Regimento e que fosse restabelecida a prática tradicional que sempre vigorou em TODOS os CONECEFs até agora: a composição da delegação proporcional à votação das chapas no plenário. Entretanto, a maioria dos participantes do Encontro, vinculados à Diretoria do Sindicato, não acatou tal recurso e impôs uma delegação definida por votação majoritária. Em protesto, os participantes do Encontro vinculados à Unidade Classista apresentaram uma declaração de repúdio a essa mudança casuística nas regras do jogo e retiraram-se do Encontro para não coonestar tal imposição.

Esperamos que nas assembléias de Campanha Salarial a Diretoria do Sindicato tenha uma postura mais democrática, pois o respeito á divergência é fundamental para construirmos a unidade na ação – e sem unidade de ação certamente não conseguiremos arrancar nossas reivindicações.

UNIDADE CLASSISTA BANCÁRIA

Fiscalização volta a flagrar escravidão em mega-obra da Anglo American

reporterbrasil.org.br
Segundo M.T.E., 185 trabalhadores foram escravizados na construção do que é considerado o maior mineroduto do planeta

Mais uma vez, operação de fiscalização flagrou trabalho escravo na construção do Sistema Minas-Rio, mega-obra para a abertura do que tem sido apresentado como maior mineroduto do mundo. Ao todo, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 185 trabalhadores foram submetidos a condições análogas às de escravos, sendo que 67 prestavam serviços para a multinacional Anglo American e os demais para outras três empresas. Participaram da inspeção que resultou no flagrante a Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT). É o segundo caso de escravidão envolvendo a Anglo American, que em novembro de 2013 foi considerada responsável pela escravidão de 172 trabalhadores, incluindo 100 haitianos. Em nota, a empresa afirmou que “repudia qualquer acusação de trabalho escravo”, assim como fez no flagrante anterior.

Os 67 trabalhadores escravizados pelos quais a Anglo American foi responsabilizada tinham contrato de trabalho formalizado com a Tetra Tech, intermediária contratada pela multinacional. A terceirização foi considerada ilegal após a fiscalização verificar que era a Anglo American que coordenava e dirigia as atividades dos funcionários da Tetra Tech e que as duas empresas tinham a mesma atividade-fim, que é a extração de minério de ferro. “É como se a Tetra Tech fosse uma sombra da Anglo American”, definiu Marcelo Campos, auditor fiscal e coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo da Superintendência do Trabalho e Emprego de Minas Gerais. A relação levou os 67 a serem enquadrados como empregados da Anglo American pelo MTE. A decisão se baseou na súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho, que prevê que no caso de contratação ilegal de empresa interposta a responsabilidade jurídica é da empresa contratante.

A escravidão foi caracterizada em função de uma série de violações, incluindo a submissão dos operários, motoristas e técnicos que trabalhavam na obra a jornadas exaustivas sistemáticas. De acordo com a fiscalização, os funcionários eram forçados a trabalhar sem parar por períodos muito além dos limites previstos na legislação brasileira.Os auditores afirmam que alguns dos motoristas chegaram a trabalhar 18 horas por dia. Há casos de trabalhadores que tiveram registrada a realização de 200 horas extras em um só mês. Além das horas extras, o horário de almoço também não era respeitado: em vez de uma hora, as vítimas tinham direito a somente 20 minutos de pausa para comer.

A situação é grave considerando que a maior parte das vítimas trabalhava como motorista no deslocamento contínuo de empregados entre Conceição do Mato Dentro (MG), cidade onde estão alojados, e o canteiro de obras, a cerca de 30 quilômetros. A legislação brasileira prevê que, além das 44 horas semanais de trabalho, divididas em 8 horas diárias, são permitidas somente duas horas extras excedentes.

Anglo American pode ser incluída na “lista suja” da escravidão
Como desta vez foi considerada responsável direta pela escravidão de 67 trabalhadores, a Anglo American pode, junto com as outras empresas flagradas, entrar na “lista suja” do trabalho escravo. Mantida pelo MTE e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a relação serve como base para bancos definirem restrições de financiamentos e para as empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que se comprometem a não negociar com quem explora escravos.

Em julho de 2013, a Anglo American chegou a solicitar ao MTE a flexibilização da jornada de trabalho de seus empregados e os de suas terceirizadas, pedindo a permissão para que pudesse manter trabalhadores em jornadas de 58 horas semanais por cinco meses. O pedido foi negado pelo órgão, que respondeu que os motivos apresentados pela companhia, de cunho econômico, não tinham sustentação legal.

Na nota em que nega o uso de escravos em sua obra, a Anglo American alega que “um grupo muito pequeno tem uma jornada de trabalho que, segundo os fiscais, ultrapassa o limite diário permitido por lei”. Com a negativa do MTE em flexibilizar a jornada de trabalho, a mineradora disse ter firmado “acordo com o sindicato, autorizando a flexibilização da jornada, com o aval do Ministério do Trabalho”. A fiscalização do MTE, no entanto, nega que tenha havido aval do órgão: “Pelas datas dos documentos, entendemos que esses acordos coletivos foram fraudados”, declarou o auditor Marcelo Campos, responsável pela ação.

Procurada pela reportagem, a Tetra Tech não se posicionou.

Sorteio de carros para compensar jornadas
Das 185 vítimas, 46 trabalhavam para a Milplan e 53 para a Enesa, que faziam construção pesada nas minas. Marcelo declarou que as duas empresas desenvolveram um sistema de sorteio de prêmios que incentivava a adesão de quem aderisse às jornadas exaustivas. “As premiações iam desde caixas de bombom até carros”, disse.

Em nota, a Milplan disse que “nunca houve qualquer coação para a realização de horas extras, que estas sempre foram realizadas voluntariamente e em obediência às normas que regem as relações de trabalho”. Já a Enesa não enviou posicionamento até a publicação desta matéria.

Outras 19 vítimas eram da Construtora Modelo, que levanta casas para os futuros funcionários da extração de minério de ferro, quando as obras estiverem prontas. A empresa nega ter submetido seus trabalhadores a condições análogas às de escravos e informou que “os empregados ouvidos são enfáticos ao afirmar que praticam horas extras para obter um acréscimo salarial”.

Além das irregularidades quanto à jornada e à terceirização, nenhuma das empresas flagradas pagavam pelo tempo despendido pelos empregados até o local de trabalho, um direito garantido em lei quando a área não é servida por transporte público.

A reportagem entrou em contato com as procuradoras Águeda Aparecida Silva Souto, do MPF, e Elaine Nassif, do MPT, que acompanharam a fiscalização. Ambas, no entanto, preferiram aguardar a conclusão do relatório de fiscalização do MTE antes de se posicionarem publicamente sobre o caso. O documento, com depoimentos dos empregados, imagens das condições encontradas e informações detalhadas sobre as jornadas, pode embasar ações judiciais contra as empresa nas esferas trabalhista e penal da Justiça.

Mineroduto terá 525 km de extensão 
De acordo com o site da Anglo American, o Sistema Minas-Rio terá o maior mineroduto do mundo. Com 525 quilômetros de extensão, ligará o município mineiro de Conceição do Mato Dentro ao Porto de Açu, em São João da Barra (RJ).

Ainda segundo a empresa, a produção inicial de minério de ferro será de 26,5 milhões de toneladas por ano, o que equivale a 6,8% da produção brasileira de 2011, que foi de 390 milhões toneladas de acordo com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

A Anglo American é uma das maiores mineradoras do planeta, e teve, segundo informações da empresa, lucro operacional de 6,6 bilhões de dólares em 2013, o que equivale a R$ 14,6 bilhões.

Coreia do Sul: Repressão na Samsung leva sindicalista ao suicídio

esquerda.net
Yeom Ho-seok pôs fim à vida para denunciar as condições laborais e os ataques aos sindicatos praticadas pela gigante multinacional. Polícia reprimiu o velório e raptou o corpo do sindicalista. A Samsung mantém há cerca de 75 anos uma política de “não sindicalização”.

Segundo informação da Confederação Sindical da Coreia do Sul, através de sua página no Facebook, o líder sindical Yeom Ho-seok, seu filiado, cometeu suicídio, no dia 17, devido à repressão existente na Samsung.


Em protesto, a central sindical convocou os seus sindicalizados a uma greve geral e também a uma manifestação pacífica em frente ao escritório global da Samsung Eletronics. A polícia, denuncia a central, profanou o velório do dirigente sindical, invadindo o hospital e desaparecendo com o corpo do sindicalista, alem de prender dezenas de sindicalistas que foram prestar a sua homenagem e levar flores.

A história do sucesso da Samsung – hoje, uma das mais famosas marcas mundiais – é, também, a história da perseguição brutal aos ativistas sindicais que lutaram e lutam para defender seus direitos.

A história do sucesso da Samsung – hoje, uma das mais famosas marcas mundiais – é, também, a história da perseguição brutal aos ativistas sindicais que lutaram e lutam para defender seus direitos.

Yeom Ho-seok deixou uma dramática e memorável nota de suicídio, a qual divulgamos, com parênteses de esclarecimento da tradução feita através da versão em inglês:

Aos trabalhadores locais membros da Samsung Electronics Service
Estou agora em Jeong-Dong-Jin.

É também o local onde o sol se levanta. Escolhi este local porque acredito que ele (refere-se ao local e área de trabalho sindical) não perderá os raios (de esperança) e, como o sol que se levantará amanhã, o nosso local irá vencer esta luta, sem falta.

Envio os meus agradecimentos aos membros da organização de Bu-Yang Branch (a organização de Busan Yangsan do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos da Coreia) que se preocupou com o meu bem-estar e cuidou de mim como se eu fosse o irmão mais novo, e a todos os camaradas em todo o país.

Eu, um simples Zé-ninguém, encontrei satisfação apenas por poder estar ao vosso lado.
O velório do sindicalista
Não posso mais continuar a assistir aos sacrifícios e sofrimentos dos demais, nem continuar a ver os sofrimentos dos membros do sindicato, por isso ofereço minha vida.

Rezo pela nossa vitória com a única oferenda que posso dar.

Quando encontrarem o meu corpo, por favor, deixem-no da mesma maneira, até o dia da nossa vitoria.

Cremem o meu corpo apenas no dia da nossa vitória e dispersem as minhas cinzas aqui, neste local.

Por último, o pai do nosso sindicato, o membro Bae Hyeon, ainda se encontra hospitalizado. Os custos da sua hospitalização atingem uma grande soma. Por favor, levantem fundos para ajudar a pagar, sem falta, os custos do hospital quando as negociações (coletivas) estiverem concluídas.

Estarei sempre ao vosso lado.
Continuem a luta até o dia da vitória!
Respeitosamente, Yeom Ho-seok, presidente da sucursal de Yangsan

Samsung faz retaliação contra os trabalhadores
A Samsung mantém uma política de “não sindicalização” há cerca de 75 anos e a Samsung Electronics Service Workers é a primeira organização com filiação em massa da Samsung na Coreia. Yeom Ho-seok foi um dos fundadores desse ramo do sindicato. O sindicato tem lutado contra o sistema de pagamento por peça, que mantém os trabalhadores na pobreza, através de greves, para que a empresa respeite os direitos laborais e conclua a primeira negociação coletiva para os 1600 sindicalizados com relação aos salários e condições de trabalho.

Polícia prendeu 25 sindicalistas
Após meses de negociação, com a empresa a negar-se a atender às reinvindicações, começou a retaliação aos sindicalizados. Passou a designar o trabalho aos não sindicalizados, além de cortar os seus salários e fechar três dos centros sindicais, Haendae, Asan e Icheon, com despedimentos em massa, em março. Para se ter uma ideia da exploração da Samsung, o sindicato esclareceu que, em abril, o salário do sindicalista Yeom Ho-seok fora de, apenas, o equivalente a cerca de 292 euros.

O velório estava a decorrer no dia 18, no quarto numero 5 da filial Gangnam do Centro Médico de Seul, a menos de 4 km do escritório central da Samsung Electronics. A polícia coreana invadiu o velório, sem avisar, e levou o corpo do sindicalista. Cerca de 300 soldados entraram no hospital e atacaram as pessoas que estavam no velório de forma brutal, com gás lacrimogéneo. Vários presentes foram feridos e 25 membros do sindicato foram detidos.

Após raptar o corpo do sindicalista Yeom Ho-seok, a polícia levou-o para Busan, segunda maior cidade da Coreia, a cerca de 400 km de onde estava a ser velado inicialmente.

No dia 19, o sindicato chamou à greve geral dos sindicalizados na Samsung, mas, infelizmente, não sabemos o que ocorreu depois disso, já que não foi possível localizar informação.

A repressão policial na Coreia tem sido uma constante, como ocorreu dias atrás quando a Vigília de Velas, em homenagem aos mortos da tragédia do ferry Sewol, realizada em Seul, se transformou em manifestação, com a polícia reprimindo violentamente os familiares e as pessoas que se solidarizavam com as vítimas.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

No Congresso, avança a pauta patronal de ataque aos direitos dos trabalhadores.

diap.org.br

Silvio Costa apresenta parecer favorável ao negociado sobre o legislado

Está pronto para votação na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público o PL 4.193/12, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), sobre a prevalência do negociado sobre o legislado.

Foi apresentado parecer do relator, deputado Silvio Costa (PSC-PE), pela aprovação e pela prejudicialidade do PL 7.341/14, que trata da prevalência das convenções sobre as instruções normativas expedidas pelo MTE.

A matéria ainda deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça.

"Modernização das relações trabalho"
Dentre as matérias apontadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) como "modernizadoras das relações de trabalho" no país, o PL 6.070/13, da deputada Aline Correa (PP-SP), que fraciona a concessão de férias coletivas em até três períodos para todos empregados, recebeu parecer favorável do relator.

O relator, deputado Jorge Corte Real (PTB-PE), manifestou-se pela aprovação da matéria nos termos do substitutivo na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

Outros projetos acompanhados pelo setor patronal tiveram pareceres apresentados. O PL 5.140/05, sobre penhora online nas execuções trabalhistas, recebeu parecer favorável do relator, deputado Armando Vergílio (SD-GO), na Comissão de Constituição e Justiça.

Já o deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA) apresentou voto em separado contrário à MSG 59/08, que trata sobre o fim da demissão imotivada.

Educadores iniciam greve em Minas pela abertura de negociação com o governo estadual

sindutemg.org.br
Pauta foi protocolada no dia 31 janeiro e desde então os educadores 
aguardam um posicionamento da Secretaria de Estado da Educação

Os trabalhadores e trabalhadoras da educação do Estado de Minas Gerais iniciam, a partir desta quarta-feira, (21), greve por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleia estadual realizada, dia (15), no pátio da Assembleia Legislativa (ALMG), numa atividade promovida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG).

De acordo com coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Beatriz Cerqueira, a greve por tempo indeterminado é a maneira que a categoria tem de pressionar o governo do Estado a abrir negociação, já que a pauta de reivindicações foi protocolada no dia 31 janeiro e desde então os educadores aguardam um posicionamento da Secretaria de Estado da Educação.

“A estratégia do governo do Estado é não negociar. Já avisou que não vai ter modificação na carreira e que não vai discutir reajuste antes de outubro. O momento é agora ou só teremos chance de conquistas em 2015. Por isso, propomos a greve por tempo indeterminado a partir de 21 de maio, com nova assembleia no dia 28 de maio”, afirma Beatriz Cerqueira.

Categorias fazem paralisação nesta quarta (21)

apn.org.br
Policiais, professores, servidores das universidades fazem paralisações, atos públicos e passeata no centro do Rio, em dia nacional de protestos. Rodoviários do Rio adiaram assembleia e não vão participar.

Professores e servidores públicos federais, já em greve, estarão na Praça XV, desde as 13h30, realizando atividades culturais e aula pública. Às 16h, sairão em passeata até a Assembleia Legislativa (Alerj).

Já os policiais civis do Rio prometem fazer paralisação de 24 horas, mas estão divididos. O Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sinpol) decidiu, em assembleia realizada na segunda-feira (19), que farás um ato em frente à Chefia de Polícia, às 9h.

Uma dissidência, que forma o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) também vão aderir à paralisação e comparecerão à Cidade da Polícia às 14h. Em seguida, vão se reunir em assembleia no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Depois, sairão em passeata no bairro.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Filha de assentada assassinada no RJ é encontrada morta

mst.org.br
A filha da assentada Gilcilane Paes Pereira que foi encontrada morta no quintal da casa pelo marido, estava com a mãe na hora do crime e desapareceu. Ela foi encontrada morta dentro de um poço na manhã desta segunda-feira (19/05). A polícia, que tenta retirar o corpo do local, afirma que pelo seu estado, a criança está morta há dois ou três dias.

Assentada no Zumbi dos Palmares, em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense do Rio de Janeiro, Gilcilane Paes Pereira, 44 anos, foi encontrada morta no quintal da casa pelo marido, U.F.B.L., por volta das 18h30, no dia 15 de maio. De acordo com a polícia, o corpo da vítima tinha sinais de pauladas e facadas.

José Otávio Fernandes, delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) no estado, afirma que o crime não tem conotação fundiária. “A vítima era esposa de um assentado, mas, não tinha militância política. A polícia está investigando o caso”.

Esse é o quarto assassinato na região em pouco mais de um ano. Em janeiro de 2013, Cícero Guedes dos Santos, de 49 anos, da coordenador do MST, foi encontrado morto em Campos. 

Em fevereiro do mesmo ano, Regina dos Santos Pinho, de 56 anos, foi assassinada na região. Em fevereiro desse ano, Carlos Eduardo Cabral Francisco, de 41 anos, foi encontrado morto no canavial. Todas as vítimas eram assentadas no Zumbi dos Palmares.

“Isso demonstra mais uma vez a omissão dos órgãos responsáveis pela Reforma Agrária no Brasil”, disse Elisângela Carvalho, da direção nacional do MST. 

Para ela, a falta de infraestrutura nos assentamentos gera insegurança e violência. Nos Zumbis, por exemplo, não há iluminação, estrada, transporte público, muito menos patrulhamento no local.

“Além da violência caracterizada por assassinatos, existem outros tipos de violência. A violência com a educação, além do descaso no campo. Por isso, temos que continuar denunciando e a sociedade precisa entender isso. A Reforma Agrária Popular se faz extremamente necessária nesse momento”, concluiu Elisângela.

O Assentamento Zumbi dos Palmares foi o primeiro assentamento do MST na região, fruto da desapropriação da fazenda São José, há 17 anos. Cerca de 510 famílias estão assentadas no local, que soma aproximadamente 8.500 hectares. 

Câmara discute redução da jornada de enfermeiros nesta quarta (21)

diap.org.br
A Câmara dos Deputados fará uma comissão geral na quarta-feira (21), às 14 horas, para discutir a redução da carga de trabalho dos profissionais de enfermagem. Participarão do debate, no Plenário Ulysses Guimarães, representantes dos enfermeiros, de técnicos e de auxiliares de enfermagem, representantes do governo, hospitais privados e filantrópicos, principalmente das Santas Casas.

Sem previsão
Tramita na Casa, há 14 anos, uma proposta (PL 2.295/00) que fixa em 30 horas a carga de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras. A intenção é assegurar isonomia dessa categoria com outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

Na terça-feira passada (13), o presidente do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem do Rio Grande do Norte (Sipern), Domingos Ferreira, esteve reunido com o presidente da Câmara, para reivindicar a votação da matéria.

O presidente da Câmara, no entanto, disse que, sem acordo para votação, prefere não arriscar incluir o projeto na pauta.

O texto já foi aprovado pelo Senado, está pronto para ser votado em Plenário desde 2009 e chegou a ser incluído na pauta do esforço concentrado no início de abril, mas não foi apreciado. Essa matéria enfrenta resistência do Executivo por trazer impacto ao orçamento.

Pelos cálculos do setor e de técnicos do governo, o impacto da redução da jornada de trabalho seria de R$ 27 bilhões por ano, entre horas extras e contratação de mais de 400 mil novos profissionais.

Atualmente, há 1,5 milhão de enfermeiros em atividade no Brasil.

Policiais param dia 21 de maio

apn.org.br
O objetivo é cobrar do Executivo Federal uma política nacional de segurança pública voltada para defender os cidadãos e também melhorar as condições de trabalho da força policial

Os policiais civis, federais, rodoviários federais e militares paralisarão suas atividades em todo o país no dia 21 de maio (quarta-feira). O objetivo é cobrar do Executivo Federal uma política nacional de segurança pública voltada para defender os cidadãos e também melhorar as condições de trabalho da força policial.

A atividade é organizada nacionalmente pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), em conjunto com a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (Fenaprf), o Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol-DF), o Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sindpol-DF), a Federação Nacional de Entidades de Oficiais Militares Estaduais (Feneme) e a Associação Nacional dos Praças (Anaspra).

Para organizar a paralisação nos estados, as entidades nacionais convocaram seus sindicatos filiados a realizarem assembleias locais. No caso da polícia civil, os estados da Bahia, Pará e Santa Catarina foram os primeiros a aprovarem participação na atividade. O presidente da Cobrapol, Jânio Bosco Gandra, informa que os demais estados realizam assembleias ao longo desta semana.

Na data, em Brasília, será promovida uma passeata até o Ministério da Justiça e/ou a Praça dos Três Poderes. A paralisação "é uma alerta aos governantes contra as mazelas porque passam as forças policiais brasileiras" - diz a convocatória.

Fonte: Radar Notícias

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Milhares participam de greve geral e protestos na Turquia após desastre em mina

operamundi.com.br
Turquia - Número de mortos pode passar de 400; sindicatos acusam
 governo de ter sido negligente com segurança dos trabalhadores.

A explosão em uma mina na Turquia, que já deixou mais de 282 vítimas fatais, provocou a solidariedade em todo o país. Na quinta-feira (15/05), milhares de pessoas saíram às ruas em homenagem aos mortos e para protestar contra o governo, na maior mobilização desde as manifestações de junho do ano passado. O número de mortos pode passar de 400 já que dos 787 trabalhadores somente 363 foram resgatados.

Oficialmente ainda há 120 mineiros presos no subsolo. As autoridades descartam a possibilidade de que algum deles possa ser resgatado com vida.

A greve geral foi convocada por sindicatos que acusam o governo de ter sido “negligente” com relação às condições de trabalho para os mineradores e de ter privatizado o setor de mineração sem resguardar a questão da segurança, além de ter ignorado os avisos sobre possíveis perigos. Para os sindicalistas, a privatização tornou as condições de trabalho do setor mais perigosas.

Em todo o país, milhares de pessoas paralisaram suas atividades e marcharam vestidas de preto como forma de demonstrar luto e homenagear os mortos. Na província de Esmirina, perto da região do acidente, cerca de 20 mil pessoas se manifestaram. “Centenas de nossos irmãos trabalhadores em Soma morreram obrigados a trabalhar em processos de produção brutais, a fim de obter o máximo de lucro para a empresa”, disseram os sindicatos no comunicado de convocatória do protesto.

Repressão
As manifestações ocorrem simultaneamente em diversas cidades do país. Na capital Ancara, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar cerca de 800 jovens reunidos na Universidade Técnica do Oriente Médio e que queriam caminhar até o Ministério de Energia.

A polícia também interveio em Istambul, maior cidade turca, para bloquear o parque Gezi, onde fica a Praça Taksim, cenário dos massivos protestos contra o governo no ano passado. "Não é acidente, é assassinato", cantavam os manifestantes, em referência à redução das medidas de segurança em Soma, o que segundo eles, teria provocado o acidente.

Vários sindicalistas foram hospitalizados após ação da polícia, entre eles o presidente do sindicato DISK, Kani Beko, que foi levado sem consciência para um hospital próximo.

Omissão
As declarações proferidas pelo primeiro-ministro conservador Recep Tayyip Erdogan durante coletiva de imprensa ontem contribuiu para aumentar a indignação dos cidadãos. Na ocasião, ele afirmou que este “tipo de acidente ocorre a todo o momento” e enumerou uma série de acidentes na história da mineração no século 19 para justificar suas palavras.

Nas redes sociais do país tornou-se viral a imagem (à esquerda) de um parente dos mineradores mortos caído no chão após ser controlado por dois membros da equipe de segurança de Erdogan, enquanto um assessor do primeiro-ministro, Yousef Yerkel, o chutava.

Hoje, Yerkel confirmou à imprensa que de fato se tratava dele na imagem, e prometeu explicar o incidente "em breve".

A Agência de Gestão de Desastres e Emergências da Turquia, sem saber como agir, recusou as ofertas de ajuda humanitária feitas por vários países.

Apesar da década de crescimento econômico, a Turquia sofre com os piores índices de segurança do trabalho do mundo, com uma média de três trabalhadores mortos por dia. Em média, 800 mineradores morrem no país a cada ano, o que equivale a um em cada mil empregados, como apontou estudo universitário recente.


Rodoviários do Rio podem voltar a fazer greve em junho

apn.org.br
Os rodoviários que fizeram greve, por dois dias, no município do Rio de Janeiro, marcaram, para a próxima terça-feira (20), uma nova assembleia. A decisão foi tomada em reunião, em frente à Central do Brasil, no fim da tarde de quinta-feira (15).

De acordo com o advogado que representa os trabalhadores, André Dussinger, caso a negociação não seja aberta, a categoria pode parar por tempo indeterminado a partir do dia 21 de junho. "Até o momento, não houve abertura de diálogo nem pelo Rio Ônibus nem pelo Sintraturb [Sindicato Municipal dos Motoristas e Cobradores de Ônibus]. O que os trabalhadores querem é que o sindicato deixe de intransigência e aceite assinar um aditivo com as reivindicações dos trabalhadores", afirmou.

O advogado acrescenta que os quatro líderes do movimento proibidos pela Justiça de incitar greve acataram a decisão e não compareceram às garagens, apesar de não terem sido intimados judicialmente.

Os rodoviários não concordam com o acordo fechado no mês passado pelo sindicato, que concedeu aumento de 10% nos salários e elevou o tíquete-alimentação para R$ 140. Eles querem 40% de reajuste e R$ 400 de tíquete-alimentação, além do fim da dupla função de motorista e cobrador.

Procurado pela Agência Brasil, o Sindicato das Empresas de Ônibus do município do Rio (Rio Ônibus) informou, por meio de sua assessoria, "que não tem qualquer posição até o momento e vai aguardar a evolução dos acontecimentos".

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Quem são os incitadores da greve dos rodoviários?

UC-RJ
Os rodoviários do Rio de Janeiro entraram em greve pela segunda vez nesse mês de maio. A maioria da categoria atendeu a convocação daqueles que discordaram do acordo assinado pela direção do Sindicato (SINTRATURB) e aderiu com força ao movimento. Nesse acordo o reajuste salarial previsto seria de apenas 10%, os grevistas frente ao arrocho sofrido reivindicam 40%.

O SINTRATURB surgiu de uma dissidência do velho Sindicato dos Rodoviários, tradicional aliado dos empresários e que há muito tempo vinha traindo a luta dessa categoria. Mas parece que o novo Sindicato não aprendeu a lição, apesar de ter sido fundado com um discurso que criticava o imobilismo do velho Sindicato, já está colocando em prática as velhas táticas do peleguismo a serviço dos patrões e do governo, ou seja, assembleias mal convocadas, falta de democracia na condução da campanha, entraves à organização dos trabalhadores e por fim, assinam acordos rebaixados.

Com tudo isso, um setor dos trabalhadores rodoviários não se intimidou e resolveu contestar o acordo e partir para a luta por suas reivindicações. A grande adesão à greve mostrou de forma cabal que eles estão com a razão, o acordo assinado não atende minimamente aos interesses da categoria.

Na mídia a greve é tratada como “greve dos ônibus”, como se máquinas fizessem greve. Pior, dizem que é um movimento com interesses políticos, obscuros, organizado e infiltrado por pessoas de fora da categoria. Juntos, Governo Estadual, Prefeitura e donos de empresas de ônibus comandam o coro dessa mídia amestrada, jogam a polícia para reprimir os trabalhadores, vão ao judiciário exigir medidas contra os grevistas, no que são prontamente atendidos, através de uma juíza que concedeu uma liminar proibindo os lideres do movimento de entre outras coisas, “se aproximarem das garagens”.

O problema é que estão deixando à solta os principais “incitadores” dessa greve, eles são bem conhecidos: os baixos salários, a dupla função e as péssimas condições de trabalho. Com esses subversivos atuando vai ser muito difícil conter o movimento.

TODO APOIO A GREVE DOS RODOVIÁRIOS 
DO RIO E DA BAIXADA FLUMINENSE

UNIDADE CLASSISTA-RJ

Municipários fazem paralisação hoje, dia 15.

simpa.com.br

Com 2,5% de aumento, você faz o quê? LUTA!


O prefeito Fortunati desrespeita os municipários ao apresentar reajuste parcelado da inflação. A categoria rejeitou a proposta, deliberando, na assembleia geral do dia 8 de maio, pelo estado de greve e pela realização de paralisação no próximo dia 15 de maio (9h - Concentração e Ato Público no Paço Municipal / 14h - Assembleia Geral).


Fortunati gasta tudo com a COPA
O prefeito, que não tem tempo para dialogar diretamente com a categoria, alega que não tem recursos para a valorização dos servidores. Mas a prefeitura, somente para a Copa 2014, já renunciou mais de R$ 28 milhões em impostos (2010/2011/2012) e priorizou quase R$ 1 bilhão para as obras que “preparam” a cidade para o evento. Com a manutenção da Secretaria Extraordinária da Copa, prevê um gasto de R$ 8 milhões somente para este ano. Dinheiro que falta para a saúde, educação e para valorizar o servidor!

Com + R$ 0,97 no vale-alimentação você faz o quê? LUTA!

A RESPOSTA DO GOVERNO ÀS REIVINDICAÇÕES DOS MUNICIPÁRIOS FOI:
Reposição parcelada da inflação (INPC), com 2,5% em maio e o restante em janeiro de 2015.
PADRÃO 2: não está garantido o pagamento do salário mínimo e foi remetido para análise da PGM
Vale-alimentação: reajuste de R$ 0,97 - negada a inclusão dos aposentados e pensionistas;
Assistência à Saúde: será lançado um edital que ainda precisa passar pelo prefeito;
Plano de Carreira: nenhuma informação concreta;
Plantonistas: negou a reivindicação da categoria e acolhe o parecer da PGM;
Gratificações: rejeitou a proposta aprovada pela categoria;
Troca de Padrão: todos os setores que estão solicitando troca de padrão (monitoras, operários, assistentes administrativos e outros), o governo remete ao Plano de Carreira.
Faltas da paralisação da Saúde: o comitê de política salarial afirma que está aguardando o resultado do processo judicial em andamento;
Assédio moral: o governo diz que não se responsabiliza pelas denúncias feitas e diz que está criando um código de ética para o servidor.
Insalubridade: SAÚDE – o governo desqualifica a proposta e remete para os laudos existentes. FASC – o governo não se compromete e remete à análise técnica do SUAS;
Piso Salarial do Magistério: o governo entende que já cumpre a Lei do Piso no Ensino Fundamental e está discutindo a ampliação para a Educação Infantil.
Celetistas: a extensão das vantagens estatutárias para os celetistas, o governo remete para o Plano de Carreira.
Aposentados: o governo não reconhece a paridade para os aposentados.

Somente com luta e mobilização vamos conquistar:
20% DE REAJUSTE SALARIAL
VALE-ALIMENTAÇÃO DE R$ 23,00
VALORIZAÇÃO, ISONOMIA SALARIAL
E SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE

O 1º de maio e o “Cavalo de Troia” do governo Dilma

UC-Nacional
Durante pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite da quarta-feira (30), Dilma anunciou a correção da tabela do imposto de renda (IR) e a manutenção da política de valorização do salário mínimo. Como era de se esperar, talvez já combinado, o sindicalismo governamental-patronal aproveitou a data do Dia do Trabalhador para saldar a divulgação do governo. 

A maior central sindical do país, a CUT, deu o tom. Em discurso do seu presidente, Vagner Freitas, chamou as medidas de “excepcional”. E disse que o governo atendeu a duas reivindicações (parte da pauta que a CUT, Força Sindical e outras centrais sindicais levaram em sua marcha a Brasília, em 09/04/14), mas que ainda faltavam outros dois pontos considerados prioritários : “a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e o fim do fator previdenciário”.

Porém, se as medidas anunciadas, por si só, já dariam “pano pra manga” sobre a tal excepcionalidade (visto que a defasagem no reajuste da tabela do IR é de mais de 60%.), o que saltou aos olhos, foi a capacidade de omitir/mentir para a grande massa trabalhadora, sobre aquilo que o governo não anunciou na TV, mas já se encontra em discussão nas áreas da Fazenda, do Trabalho e na Secretaria Geral da Presidência da República: a minuta de uma medida provisória (MP) que vai permitir a flexibilização da jornada de trabalho e redução de salários.

Conforme noticiado na imprensa, e até agora não desdito pelo governo, a proposta cria uma “nova ferramenta no mercado de trabalho”, cujo, a “principal vantagem é a preservação dos postos de trabalho”, e que está sendo elaborada para atender as montadoras, que (como sempre) reclamam queda nas vendas e prejuízos, mas que também poderá ser adotada por empresas de outros setores, em momentos de crise.

Com o chamado “Programa Nacional de Proteção ao Emprego (PPE)”, os empregados poderão ter a jornada reduzida em 50% e receberem no contracheque pouco mais da metade do ordenado. No período, que poderá ser de até 6 meses, o governo dividirá com os empregadores a conta dos salários, complementando os rendimentos até um determinado teto. 

A ideia para cobrir os custos é utilizar recursos do FGTS, da receita arrecadada com multa adicional nas demissões sem justa causa ou do patrimônio líquido do Fundo. Na prática, além de redução de gastos com a folha, os empregadores serão autorizados a recolher de forma proporcional os encargos trabalhistas.

Conforme artigo intitulado “Montadoras voltam a ser campeãs em envio de lucros ao exterior”, de Pedro Kutney, editor de Automotive Business, “as fabricantes de veículos instaladas no Brasil voltaram a ser campeãs de remessas de lucros ao exterior, à frente de empresas de todos os outros setores econômicos”. E a “cifra obtida no ano passado continua expressiva e voltou a crescer, comprovando que o setor vem conseguindo construir resultados consistentes no Brasil -- a despeito de todas as reclamações sobre margens apertadas”.

O editor também coloca que os “dados consolidados divulgados pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira (24), em 2013 as montadoras enviaram US$ 3,3 bilhões para pagar dividendos às suas matrizes. O valor é 35% superior ao de 2012, quando remeteu US$ 2,44 bilhões e ficou na segunda posição -- naquele ano, perdeu por pouco para o setor de bebidas, que mandou US$ 2,49 bilhões”.

Ainda segundo o artigo, “há mais de dez anos o setor automotivo sempre fica entre os que mais remetem lucros. Apenas nos últimos quatro anos, os dividendos pagos pelas fabricantes de veículos no Brasil às matrizes atingem US$ 15,4 bilhões, levando em conta só os registros oficiais do BC. Esse valor já é quase a metade do que os fabricantes prometem investir no Brasil até 2017”.

Visto que o próprio BC sabe da verdadeira realidade das montadoras, fica claro para nós, da Unidade Classista, que a MP surge com argumento de “defesa dos empregos”, não passa de mais uma capitulação do governo petista frente aos interesses do capital, caminhando no sentido contrário aos interesses da classe trabalhadora que tem como bandeira histórica de luta “a redução da jornada de trabalho sem redução de salário”.

A ação do governo Dilma será um ataque à direitos da classe trabalhadora, pois a implementação da medida significará alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na lei do seguro-desemprego, flexibilizando e tornando mais precária, às já combalidas relações de trabalho.

Além de vislumbrar retornos eleitoreiros imediatos com o PPE – como a manutenção da taxa de empregos em ano de eleição e possivelmente angariar doações de campanha dos empresários – o governo petista busca, na prática, ampliar o chamado layoff, modelo já existente (praticado pelo sindicalismo petista) adotado em recentes acordos com a Volkswagen, no ABC paulista.

A proposta de MP do governo conta com o apoio das duas maiores centrais sindicais do país, CUT e Força Sindical: 

“Precisamos de uma ferramenta que evite demissões” — disse, um diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT, que participou do acordo com a Volkswagen.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, também disse ser favorável à proposta e defende que o modelo possa ser utilizado por qualquer setor da economia. — “acho que é importante, desde que não seja só para beneficiar o setor automotivo, apesar do tamanho da cadeia produtiva e das dificuldades das indústrias de autopeças”.

Assim, entoando a cantilena de “salva guarda dos empregos”, o sindicalismo governamental-patronal, usa o 1º de maio para omitir/mentir sobre o verdadeiro perigo que se avizinha. 

O peleguismo, mais uma vez, desarma e desmobiliza a classe trabalhadora, apontando a ela, que em função da crise não se pode perder o “cavalo selado” (a MP) que passa, para salva guardar os postos de trabalho. No entanto, esta MP, é na verdade um “Cavalo de Troia”,que lembrando a célebre Guerra de Troia [descrita na Ilíada, um dos poemas atribuídos a Homero] quer penetrar por dentro da fortificação - os direitos trabalhistas, a CLT - trazendo no seu bojo, um ataque final a ela.