terça-feira, 21 de julho de 2015

O papel canalha da Confederação Europeia de Sindicatos

Por PAME [*]
Os que aplaudem a pauperização do Povo Grego

No seu comunicado de imprensa sobre o Acordo-Novo Memorando na Grécia, a Confederação Europeia de Sindicatos (CES) expressa o seu alívio!   "A UE evitou a catástrofe de uma saída da Grécia do euro (Grexit)" afirma a CES enquanto perora sobre a sua compreensão da vitimização – mais uma – do Povo Grego! 

Esta posição da CES é uma provocação contra os trabalhadores da Grécia e da Europa. A CES mostra, mais uma vez, o seu papel de defensora, a todo o custo, da Comissão Europeia, da UE e dos interesses das multinacionais e do Capital. 

Quando as forças da Federação Sindical Mundial (FSM) na Grécia, a PAME, estão na vanguarda da organização da luta contra o novo memorando anti-operário, as forças do Capital no movimento sindical, a CES, celebram o Acordo que exige o sangue dos trabalhadores de modo a salvar os Grupos Económicos. 

Já sangramos que chegue! Já pagamos que chegue! 

A CES tem de ser condenada por todo sindicato honesto e militante. Apoiar a CES significa apoiar o memorando, apoiar o esquartejar dos direitos dos trabalhadores e submissão dos trabalhadores à União Europeia imperialista. 

A PAME apela a uma reposta massiva e militante ao Novo Memorando do governo SYRIZA. A PAME apela à luta sem tréguas contra os empregadores, contra os lay offs, contra os cortes de salários, contra os lock outs, em cada local de trabalho, em cada indústria e em cada bairro. 

Fortalecer a Solidariedade!   Medidas imediatas para a protecção dos desempregados! 

Abaixo o vergonhoso e brutal Novo Acordo! 

Abaixo os que apoiam a pauperização do Povo Grego! 

Condenemos o papel canalha da Confederação Europeia de Sindicatos!

Ver também: 


A versão em inglês encontra-se em pamehellas.gr/i... e a tradução para português em peloantimperialismo.wordpress.com/... 

Este documento encontra-se em http://resistir.info/ .

sexta-feira, 17 de julho de 2015



Nota Oficial

TODO O APOIO À GREVE DO SINASEFE!

O dia 13 de julho marcou o início da greve nacional dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica, Técnica e Tecnológica. Desde o início do primeiro mandato do Governo Dilma esta é a quarta greve deflagrada pelo SINASEFE. As lutas e mobilizações travadas nos últimos anos são resistências às políticas educacionais que priorizam as grandes corporações empresariais, que vêm destruindo e precarizando a educação pública. O PCB e Unidade Classista têm se somado ativamente à construção dessas lutas e, especificamente nessa greve, atuando em estreita articulação com o Fórum Classista do SINASEFE, composto por militantes independentes e organizações da esquerda combativa.
Os Institutos Federais (surgidos em 2008 em substituição ao antigo modelo de CEFET´s) passaram por um processo de expansão nos últimos anos, utilizado amplamente como uma plataforma eleitoral e midiática. Porém, o que as campanhas publicitárias não revelam, as lutas dos/as trabalhadores/as deixam claras. A expansão com precarização se revela na falta de infraestrutura básica (laboratórios, bibliotecas, salas de aula, etc,), em um déficit gigantesco de docentes e técnico-administrativos em educação(TAE’s), e em uma política educacional que precariza as condições de trabalho e de estudo, impondo-nos  a lógica do mercado.
Este duro cenário tende a se intensificar com as políticas de arrocho implementadas pelo Governo Dilma. Os investimentos em educação e ciência e tecnologia sofreram cortes de R$9,4 bi e R$ 1,8 bi, respectivamente. Os cortes orçamentários já se fazem sentir no cotidiano dos Institutos Federais com a falta de recursos para projetos de pesquisa e extensão; o congelamento de obras de infraestrutura; a falta de recursos mesmo para pagarserviços terceirizados; colocando esses trabalhadores e essas trabalhadoras em grave situação de vulnerabilidade, com atraso de salários e riscode demissão.
O Governo Dilma segue atacando direitos dos servidores públicos federais. A contrarreforma da previdência de 2012, que criou o FUNPRESP, atacou diretamente os direitos de aposentadoria dos servidores públicos federais, sendo a cereja do bolo das reformas previdenciárias de corte neoliberal realizadas em 1998 e 2003. Os salários dos servidores públicos federais vem sofrendo reajustes muito abaixo da inflação, acarretando em fortes perdas salariais. Além disso, o Governo Dilma descumpre a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e segue sem instituir uma data base para os servidores públicos federais.
Se não bastassem tais medidas regressivas, o governo deixa claro que o próximo passo a ser dado no processo de desmonte da educação pública é a terceirização dos docentes por intermédio das famigeradas Organizações Sociais (OS’s). O fim do RJU no Magistério Federal (MS e EBTT) imporia uma divisão no seio da categoria com implicações nefastas para o movimento sindical e para as condições de trabalho e salarial. Trata-se, portanto, de uma proposta que implicará numa mudança estrutural dos parâmetros jurídicos de contratação dos docentes, exigindo uma greve massiva capaz de rechaçar mais esta política de cunho neoliberal – que, por sinal, fora idealizada nos anos FHC.
Durante quatro anos e meio de Governo Dilma os servidores e servidores vivem uma realidade de descaso com suas pautas e mesmo de descumprimento aberto de acordos, como no caso da migração dos servidores civis das IFEs militares para o PCCTAE, plano de carreira dos demais técnicos-administrativos. A reestruturação das carreiras dos docentes e dos técnico-administrativos; a democratização dos IF´s; a garantia de jornada de trabalho para 30h para todos os TAE’s; a racionalização de cargos do plano de carreira dos TAE’s, entre outras pautas seguem na mesa do Governo Dilma sem a devida resolução.
O momento é de luta e resistência. Devemos unificar as lutas dos servidores públicos federais, em especial dos trabalhadores dos institutos federais e das universidades públicas, que podem servir como um importante combustível rumo à GREVE GERAL DO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL, como importante passo rumo a uma greve de toda a classe trabalhadora. Conclamamos os estudantes e a juventude a unir-se nessa luta a partir da mobilização em defesa da educação pública, rumo à Educação Popular.

AGORA É GREVE!
CONTRA O ARROCHO NEOLIBERAL!
EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, RUMO À EDUCAÇÃO POPULAR!
UNIFICAR A CLASSE TRABALHADORA E CONSTRUIR A GREVE GERAL!
CRIAR, CRIAR PODER POPULAR!
Rio de Janeiro, 15 de julho de 2015
UNIDADE CLASSISTA

Fração Nacional Sindical - SINASEFE
BAHIA
Governo descumpre acordo e reunião desta quinta (16) não acontece
Publicado em 17/07/2015



A desqualificação política e inabilidade nas negociações por parte do governo Rui Costa levaram ao cancelamento da reunião com o Movimento Grevista, na quinta-feira (16). Indignados, professores e estudantes reafirmaram a importância da greve e mantiveram a ocupação por tempo indeterminado da Secretaria da Educação (SEC). Os professores exigem reunião para agilizar o debate sobre a pauta.
Na reunião de negociação de quinta-feira (16), o governo responderia ao documento encaminhado pelos professores que reafirma os princípios da contraproposta apresentada no dia 6 desse mês. Ao verificar a presença na sala de reunião do movimento estudantil, que além de apoiar os professores reivindica pauta própria, o chefe de gabinete, Wilton Cunha, descumpriu um acordo firmado por ele mesmo durante a manhã e se retirou do local. Também informou que a demanda dos alunos seria discutida em outro momento pela Secretaria das Relações Institucionais (Serin).

Acordo descumprido

No período da manhã, como mais um ato de protesto para pressionar a uma solução para a greve, alunos e professores bloquearam os portões de acesso à Secretaria. Cunha se comprometeu a receber também o movimento estudantil, na reunião marcada para a tarde com o Movimento Docente (MD), caso os manifestantes liberassem a entrada. Para os professores, o não cumprimento do acordo reforça que o representante do governo não assume os compromissos firmados e não se mostra um negociador confiável.

Diante à negativa do governo Rui Costa em agilizar o debate da pauta das categorias, e da tentativa de colocar o MD contra os estudantes, o Comando de Greve dos professores insistiu para que os alunos fossem ouvidos. Em respeito e solidariedade à reivindicação desses por políticas de permanência, os docentes tencionaram pelo retorno dos representantes de Rui Costa à sala de reunião. De maneira autoritária o coordenador de Desenvolvimento a Educação Superior - CODES, Paulo Pontes, reafirmou que não participaria daquela mesa para discutir demanda estudantil.

Docentes e discentes, com o objetivo de avançar nas negociações, ainda aguardavam por um retorno do governo na sala de reunião, mas foram informados que esta não seria realizada. À noite, com o intuito de intimidar os manifestantes e desgastar o movimento, a vigilância policial da SEC foi reforçada, inclusive com viaturas da Rondesp. Houve também suspensão do uso dos banheiros por algumas horas. Questionado pelos docentes, Wilton Cunha informou que o acesso às instalações não estava impedido.

Para o Comando de Greve, a não realização da mesa de negociação é reflexo do descaso deste governo com as Universidades Estaduais e com os direitos trabalhistas dos servidores. Empenhados em garantir que as Universidades continuem a cumprir com o papel de formar profissionais-cidadãos, os professores, com o apoio dos estudantes, se mantêm mobilizados e acampados na SEC, cobrando uma resposta imediata do governo.

Fortaleça a luta

Diante da irresponsabilidade dos representantes do governo, o Comando de Greve dos professores convoca toda a categoria e o Movimento Estudantil a participar e reforçar a ocupação da Secretaria Estadual da Educação. As negociações estão em um momento importante e todos são fundamentais neste momento de luta. Para que os interessados possam vir integrar o movimento, as Associações Docentes disponibilizarão a infraestrutura necessária. A hora é agora! Venha somar e fortalecer ainda mais a luta em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade socialmente referenciada. Vamos mostrar a força das Universidades Estaduais da Bahia.


terça-feira, 7 de julho de 2015

METALÚRGICOS NA MERCEDES DE SÃO BERNARDO DO CAMPO RECUSAM O ACORDO DA EMPRESA COM O SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC

Extraído de www.intersindical.org.br

São os metalúrgicos do ABC se reencontrando com suas lutas.
No dia 02 de julho os metalúrgicos que trabalham na Mercedes Benz em São Bernardo do Campo/SP foram convocados pelo Sindicato para assembleia, na qual o Sindicato junto com a empresa defendia que os trabalhadores aceitassem a seguinte proposta:
- Redução de 10% dos salários de todos os trabalhadores.
- Reposição de apenas metade do INPC na data-base da categoria
- Para o Plano de Demissão Voluntária, além dos aposentados, também colocaram na guilhotina das demissões, os trabalhadores com estabilidade até a aposentadoria vítimas de acidente e doenças provocadas pelo trabalho.
- A proposta ainda incluía que se o Projeto de Proteção ao Emprego (PPE) for aprovado no Congresso Nacional, então a redução salarial seria maior, pois pela proposta da CUT, Força Sindical e UGT, no PPE, os patrões deixam de pagar 30% dos salários e desse valor não pago 15% são pagos pelo governo através do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) e outros 15%, os trabalhadores perdem.
A proposta feita pela Mercedes junto com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, novamente tentava iludir os trabalhadores que isso evitaria as demissões e colocaria de volta ao trabalho parte dos 500 trabalhadores que foram demitidos na volta do lay-off.

A máscara de reduzir direitos com a desculpa de evitar as demissões começa a cair
No ano passado o Sindicato aceitou defender a proposta da Mercedes de redução do piso salarial em 20%, aceitou uma nova grade salarial que achata os salários e por dois anos não ter reajuste salarial acima da inflação.
O Sindicato dos Metalúrgicos também aceitou defender o lay-off afirmando para os trabalhadores que isso era a forma de evitar demissões.
Os trabalhadores que estavam no lay-off foram todos demitidos em abril de 2015 e os patrões com seus auxiliares no movimento sindical tentaram sugar ainda mais nosso trabalho.
Se no ano passado a proposta era de pagar apenas o INPC, agora seria somente metade do INPC, além disso, joga no lixo novamente o direito fundamental garantido na Convenção Coletiva de estabilidade às vitimas de acidente e doenças provocados pelo trabalho.
A assembleia realizada com votação secreta e acompanhada de vaias dos trabalhadores contra a direção do Sindicato reprovou por 74% dos votos, o acordo da Mercedes com o Sindicato.
São mais de 20 anos de conciliação de classes no ABC, a direção do Sindicato que renegou o enfrentamento e aceitou todo tipo de aliança com os patrões agora vê perplexa, os metalúrgicos demonstrando que CHEGA.
Foi uma negociação muito dura. Consideramos que essa é a proposta possível para esse cenário. Nosso desafio é atravessar sem demissões, uma vez que a empresa já anunciou um excedente de 2 mil”. Essa é a fala da atual diretoria do Sindicato após ver sua proposta derrotada pelos trabalhadores.

Os metalúrgicos de São Bernardo do Campo começam a reapreender o ABC da luta
Vendo que seus representantes no Sindicato se tornaram porta-vozes dos patrões, caem as máscaras de todos os acordos de redução salarial como forma de evitar as demissões.
As demissões continuaram a acontecer, os salários foram reduzidos, os direitos foram retirados tudo isso com a conivência da atual diretoria do Sindicato.
Juntos patrões, governo e as centrais sindicais pelegas que tentam impor a redução de salários e direitos tiveram na tarde do 3 de julho de 2015, a triste noticia que os metalúrgicos de São Bernardo começam a se colocar novamente em movimento.
E a decisão dos metalúrgicos na Mercedes fortalece a luta do conjunto dos trabalhadores que com seus Sindicatos de Luta segue na luta contra a redução dos salários e direitos.
FIRMES NA LUTA CONTRA A PROPOSTA DOS PATRÕES, DO GOVERNO E DOS PELEGOS EM REBAIXAR AINDA MAIS NOSSOS SALÁRIOS E DIREITOS.