quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Acampamento Luiz Maranhão: 3 anos de luta e resistência

Há cerca de três anos, no dia 01 de Novembro de 2012, o complexo de fazendas pertencentes à extinta Usina Cambayba, em Campos dos Goytacazes, foi ocupado pelo MST reivindicando a desapropriação dessas terras para Reforma Agrária. A ocupação recebeu o nome do do ex-dirigente do Partido Comunista Brasileiro Luís Maranhão e aproximadamente 100 famílias continuam firmes nessa luta.

Esse território adquiriu vários contornos que nos unem. Além da ausência de finalidade social da terra, onde não havia nenhuma produção, e dívidas vultuosas com a União, há ainda indícios de uma dívida histórica herdada do período da ditadura militar onde, segundo relatos do ex-delegado do DOPS Cláudio Guerra, registrado no livro "Memórias de uma Guerra Suja", Luís Maranhão foi um dos militantes comunistas cujo corpo teria sido incinerado nos fornos da extinta Usina Cambayba, com aval de Heli Ribeiro Gomes, proprietário da referida usina à época.

É importante lembrar ainda que a ocupação Luís Maranhão contou com a importante liderança de Cícero Guedes (MST), que dois meses depois foi morto covardemente numa emboscada em área próxima da extinta usina.

Em comemoração aos três anos da ocupação da extinta Usina Cambayba, haverá um ato no local dia 28 de Novembro de 2015, a partir das 8 horas da manhã.

OCUPAÇÃO LUÍS MARANHÃO RESISTE!




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Basta de manobras da FUP no interior do movimento sindical

(Comitê de Petroleiros da UC/ RJ)

A Unidade Classista repudia as manobras 
antigreve no interior do movimento sindical. 


O que quer a FUP em aceitar a proposta da Petrobrás a qualquer preço, mesmo que ela não garanta que não haja represália aos grevistas nem a manutenção da integridade da empresa? Soa estranho que um sindicato, eleito para defender o trabalhador, aceite que este pague pelos dias parados durante a greve (causada por total inabilidade e truculência da gestão) e ainda tenha a desfaçatez de dizer que é melhor assim. Soa estranho que um sindicato se utilize de manobras “a la Cunha”,convocando assembleias em horários atípicos e em cima da hora, contando apenas com seus partidários previamente informados. Ou ainda, em caso de derrota, refaça a assembleia até que sua posição saia vencedora. 

Essas atitudes desses setores acabam por enfraquecer o movimento sindical e afastar a categoria da luta. É mister a unidade do movimento sindical na luta por melhores condições de trabalho, e no caso dos petroleiros, também na defesa da empresa, que é nosso patrimônio, é alvo da cobiça internacional e está sendo severamente espoliada nas mãos dos privatistas. 

A verdade é que esta greve trouxe um fato novo memorável: o resgate da luta real, que só foi possível com a quebra da hegemonia da FUP/CUT. Estes setores vinham implantando uma lógica de mero teatro nas negociações anteriores com a diretoria, numa relação de plácido compadrio entre partidários do governismo. A intensidade da greve fez as máscaras deste teatro caírem, forçando a FUP a pegar uma envergonhada carona no movimento. 

A greve mostrou-se vitoriosa até aqui, arrancando a promessa de manutenção das cláusulas dos ACTs anteriores e garantindo um reajuste salarial mais digno, mas tem potencial de avançar ainda mais. Porém, na primeira oportunidade, a FUP rói a corda, tentando frear um movimento grevista avassalador e justo, desrespeitando a decisão da maioria em assembleias, ou calando a voz de companheiros de luta, como no Norte Fluminense, por truculência. 

O resultado é claro: a categoria não aceita traição e falsidade. Bases estratégicas como Espírito Santo, Bacia de Campos e Litoral Paulista dão uma aula de firmeza, mantendo a greve em solidariedade aos bravos petroleiros que foram vanguarda na luta, para que não corram risco de represálias.

Todo apoio e reconhecimento aos colegas protagonistas nesta greve histórica em defesa da Petrobrás! Não aceitaremos punições aos mais destacados petroleiros, nem a continuidade dos planos de privatização da nossa Petrobrás!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os servidores públicos do ES tem uma alternativa classista para o seu sindicato

A Unidade Classista apóia a Chapa 2 - Reconstrução para as eleições do SindPúblicos que ocorrerão entre 24 e 26 de novembro no estado do Espírito Santo. 



A Unidade Classista, corrente sindical que atua na perspectiva de contribuir com o processo de organização d@s trabalhador@s para o enfrentamento aos ataques do sistema capitalista, vem por meio desta mensagem declarar apoio à Chapa 2 para as eleições que serão realizados no SINDIPÚBLICOS nos dias 24, 25 e 26/11. 
Nossa militância tem participado ativamente dos mais diversos movimentos de trabalhador@s no país tendo como referência a solidariedade de classe e a necessidade de luta coletiva contra a exploração, valores que, temos certeza, são compartilhados pel@s companheir@s desta chapa.
Nesse sentido, estamos solidários às mobilizações da categoria d@s servidor@s públic@s do estado do Espírito Santo que, na próxima semana, terão a oportunidade de renovar a diretoria de seu sindicato, o SindiPúblicos. 
De um lado, a chapa 1 representa a continuidade de um setor político que está há mais de duas décadas na direção da entidade e atualmente é a favorita do governo Hartung (PMDB). Do outro, a chapa 3 se apresenta como alternativa, porém sua vinculação com a CUT não aponta para mudanças substantivas. Diante deste quadro, consideramos fundamental o apoio militante à chapa 2, Reconstrução - uma alternativa classista e independente dos governos federal e estadual. 



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Realizado o Primeiro Encontro de Formação Sindical da Unidade Classista

Foi realizado ontem, no Rio de Janeiro, o Primeiro Encontro de Formação Sindical da Unidade Classista. Destinada aos militantes e simpatizantes do coletivo, a atividade faz parte do conjunto de ações que integram o Processo de Formação Sindical 2015/2016. 

A cada Encontro será estudado um tema de grande relevância para a formação necessária a quem atua no movimento sindical, com referência numa perspectiva classista e anticapitalista. 

No primeiro Encontro, que marca a semana de comemoração dos três anos do Congresso de Fundação da Unidade Classista, contamos com a presença de Ivan Pinheiro, secretário geral do PCB. 

Ivan, que integrou a Comissão Nacional Pró CUT na virada dos anos 1970/1980, expôs um breve histórico do movimento sindical brasileiro, sua origem, as lutas, conquistas, derrotas, disputas e perspectivas. 

Em sua análise, o ex presidente do Sindicato dos Bancários do Rio destacou a necessidade dos revolucionários compreenderem a dinâmica da luta de classes e se prepararem para um novo ciclo do movimento proletário que se abre no Brasil.

Entendendo a importância da formação política e sindical para a luta e organização da classe trabalhadora, a Coordenação Nacional da Unidade Classista dará continuidade às atividades nesse sentido, organizando e incentivando encontros, cursos e debates nos demais estados e regiões do país. 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Contra as demissões e por uma Companhia Siderúrgica Estatal e sob o controle dos trabalhadores

Contra as demissões e por uma Companhia Siderúrgica Estatal e sob o controle dos trabalhadores





Estamos na luta junto com os metalúrgicos, operários da construção civil e demais trabalhadores que vendem sua força de trabalho na planta da Siderúrgica Usiminas (antiga Companhia Siderúrgica Paulista – Cosipa), instalada em Cubatão, contra as mais de 4000 prováveis demissões em virtude do suposto encerramento das atividades de produção de aço pela empresa.
Vivemos uma tragédia anunciada, desde antes da privatização da Cosipa, e desde sempre o capital, com sua sede por taxas de lucro cada vez maiores, explora e intensifica o trabalho e, em tempos de crise de superacumulação, demite sem dó e levanta finanças do Estado burguês para manter-se vivo e competitivo, enquanto transfere os prejuízos aos trabalhadores.
O capital é isso. A privatização dos meios de produção dá nisso. E a nossa luta é, desde sempre, contra isso. Sendo assim, lutamos prontamente contra as demissões dos trabalhadores da Usiminas - Cubatão e, junto com eles, trabalhamos por um objetivo maior:

UMA COMPANHIA SIDERÚRGICA ESTATAL E SOB O CONTROLE DOS TRABALHADORES!


UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A greve dos petroleiros é justa e necessária!

A Unidade Classista não medirá esforços na construção da greve petroleira! 




Foram anos de marasmo, nos quais a principal representação sindical petroleira cumpria tabela numa suposta negociação salarial de cartas marcadas com a alta gestão da Petrobrás indicada por um governo correligionário, em um plácido compadrio. Mas eis que caem algumas máscaras deste teatro. A grande novidade é o resgate da luta no lugar do jogo de cena. Emparedado pela crise econômica que ele mesmo não pôde evitar, o governo se dobra de vez aos caprichos do conluio das grandes corporações petrolíferas internacionais em aliança com governos imperialistas e o voraz setor financeiro. O modelo petista de tentativa de conciliação ad aeternum de classes antagônicas atinge seu limite histórico e rui como um castelo de cartas. Nada mais neoliberal que um governo ilusoriamente caracterizado como social democrata, quando se depara com a crise do capitalismo, sistema o qual ele fez a opção política de administrar. Seguindo ordens da comandante, que já desandara a promover leilões de petróleo a torto e a direito (do Pré Sal inclusive), o soldado Bendine aplica um receituário de fazer inveja aos saudosos de FHC e cia: Anuncia a intenção de privatizações de toda sorte, usando eufemismos vis como “desinvestimentos”, “vendas de ativos” ou “busca de parceiros estratégicos” (nada mais que a entrega da participação estatal das empresas do grupo Petrobrás ao mercado).
Como se não bastasse, abusa da paciência dos trabalhadores ao anunciar uma ultrajante proposta de acordo de trabalho, na qual saltavam aos olhos a redução do salário (considerando a inflação), a diminuição do valor de horas-extras e o corte de benefícios. O objetivo? Sinalizar ao mercado que a categoria está devidamente domesticada, não oferecendo perigo para eventuais compradores. Afinal, por que nós trabalhadores devemos pagar uma conta que não nos cabe? Por que não cortar privilégios de quem verdadeiramente os tem (alta cúpula e fornecedores de produtos e serviços superfaturados)? 
Ataques e golpes meticulosamente orquestrados à Petrobrás se intensificam na crise, partindo dos bancos, das agências de classificação de riscos, do judiciário, da ANP, da Receita Federal, da mídia, dos governos imperialistas. Que todas as aves de rapina externa façam esses ataques visando nos fragilizar, já esperávamos. Ocorre que, dessa vez, a própria gestão da Petrobrás passa a protagonizar as sabotagens, pondo nosso patrimônio em liquidação. 
Numa firme recusa de conciliar com tamanha escabrosidade, os sindicatos acertadamente se negaram a legitimar a tal mesa de “negociações”. Passadas semanas em que a diretoria cozinhou a categoria em banho-maria sem mover uma palha, convoca-se a legítima greve, em consonância com o término da paciência do conjunto dos trabalhadores. A diretoria sente o golpe, e com receio da perda do controle da situação, tenta se antecipar chamando nova conversa. Porém, num ataque de autoritarismo, suspende a negociação ao perceber que, justamente o legítimo instrumento de pressão dos trabalhadores - a greve - está de fato funcionando. E isso foi só o começo. Com novas adesões à greve, rapidamente o movimento se espalha e a diretoria fica definitivamente em xeque com o contragolpe a altura de seus desmandos: hoje o decréscimo de produção se aproxima de 500 mil barris diários, quase todas as refinarias e dezenas de plataformas pararam ou operam em contingência, diversas unidades operacionais e administrativas vão se somando à resistência! Com intimidações, repressão, terrorismo catastrófico e desinformação, os gestores executivos tentam desesperadamente fazer desacreditar o movimento, que segue aguerrido e crescente. 
Chamamos os trabalhadores à reflexão. Não é hora de recuarmos, pois está sob risco a própria existência da histórica Petrobrás como a conhecemos. A realidade está demonstrando, na prática, que quando a Petrobrás é atacada ou vilipendiada, quem perde é o brasileiro. O momento exige unidade, responsabilidade e solidariedade de todas as diversas categorias de trabalhadores! 
Os ataques contra a mobilização seguem uma lógica. Martelam na nossa cabeça que os partidos devem afastar-se do sindicato, o sindicato deve afastar-se dos trabalhadores, o trabalhador deve afastar-se da política… Querem restringir e fragmentar a ação da categoria petroleira e da classe trabalhadora. Sem sindicatos, movimentos, organizações e partidos de luta, as causas ficam difusas, perdem força. Nossas conquistas históricas mais básicas, como jornada de 8h de trabalho, benefícios e seguridade social são fruto direto da ação coletivizada em prol dos trabalhadores. A direita não precisa desses instrumentos que nos são tão caros, pois ela possui ferramental de persuasão - e coerção - que os substitui, como a mídia, o poderio financeiro e o aparato repressor. Portanto, é ingenuidade supor que é possível conquistas pontuais de ordem econômica sem travar um debate político mais amplo. A pauta econômica não pode ser desvencilhada do projeto de Petrobrás que queremos. Não haverá, no médio e longo prazo, conquistas, benefícios e sequer empregos se os rumos privatizantes apontados seguirem adiante.
Não recuaremos um milímetro de nosso projeto de Petrobrás! Queremos uma companhia que resgate a ousadia do desenvolvimento a serviço das necessidades da maioria da população! Que retome o espírito público! Que valorize, antes de tudo, a sua força de trabalho, responsável pela geração de suas riquezas! Quem trabalha é quem tem razão, e não aqueles que nos subjugam, nos parasitam ou nos sabotam! Ombro a ombro, marchemos, na construção da histórica greve! Se o desafio é a nossa energia, a indignação é nosso combustível para a luta!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Todo apoio à greve nacional dos petroleiros

“Somos todos petroleiros!”

petroleo_nosso

Os petroleiros convocam a população e os movimentos sociais a se solidarizarem com a greve nacional da categoria e a participar dessa luta contra a privatização da Petrobrás. Plenária “Somos todos petroleiros” nesta quinta (5), às 18h, no Sindipetro-RJ, e ato na sexta (6), 17h, na Candelária.
Ajuste fiscal, governos sacrificando os trabalhadores pela crise econômica, baixa do valor internacional do petróleo, escândalos de corrupção na Petrobrás, projetos de lei privatistas para o setor petróleo tramitando no Congresso Nacional, Governo Federal aplicando política de desinvestimento na estatal petroleira do Brasil. Diante do cenário difícil, os trabalhadores petroleiros resolveram reagir e apostar na luta coletiva como saída para a crise.
20 anos depois da histórica greve dos petroleiros de 1995, a categoria retoma um movimento nacional de paralisação novamente em defesa do caráter público da Petrobrás. Agora a luta é contra a venda de ativos da companhia. A greve, iniciada na última quinta (29) em 6 estados, ganhou a totalidade do país no domingo (1°). A mobilização organizada pela FNP, com adesão da FUP, é uma resposta dos trabalhadores contra o Plano de Desinvestimento de Dilma/Bendine e os PLs contra a exploração estatal do pré-sal. Na avaliação dos petroleiros, essas propostas atacam centralmente a caráter público da Petrobrás, ameaçam postos e condições de trabalho e aprofundam a privatização do petróleo brasileiro. A pauta de reivindicações ainda destaca a luta pelo ACT sem cortes de direitos e com aumento real, o estabelecimento da mesa de negociação unificada com todas as subsidiárias da Petrobrás e o posicionamento contrário às demissões dos terceirizados da companhia.
Os petroleiros têm uma história de luta das mais destacadas. A greve de 1995, que durou 32 dias, a mais longa da história da categoria, tornou-se o maior movimento de resistência da classe trabalhadora à política neoliberal e entreguista do PSDB. Um movimento que foi fundamental para impedir a privatização da Petrobrás e, assim, evitar que Fernando Henrique Cardoso aplicasse no Brasil o mesmo receituário que levou a Argentina à falência, principalmente, em função das privatizações de todas as estatais de energia e petróleo.

Ato de solidariedade aos petroleiros nesta sexta (6)

A direção da Petrobrás vem adotando diversas práticas antissindicais contra o legítimo direito de greve da categoria. Mas em vez de recuar, tais medidas tem feito a categoria avançar na mobilização. A produção já começa a ser afetada e os petroleiros entendem que é fundamental o amplo apoio social para sairmos vitoriosos desta luta contra a privatização da Petrobrás e contra a retirada de direitos dos trabalhadores. Essa luta é de todos os brasileiros! Por isso, acontecerá nesta quinta, 5 de novembro, às 18h, a plenária “Somos todos petroleiros”. Movimentos sociais e todo cidadão que defende o controle público sobre nossos recursos naturais estão convocados para fazer parte da construção desta campanha. O auditório do Sindicato dos Petroleiros do Rio sediará a atividade. A sede do Sindipetro-RJ fica na Av. Passos, 34, centro do Rio, próximo à Praça Tiradentes.
Na sexta, 6 de novembro, o centro do Rio de Janeiro ainda será palco de uma grande manifestação de solidariedade à greve dos petroleiros e contra a venda de ativos da Petrobrás. O protesto sairá da Candelária, às 17h. A expectativa é que centrais sindicais, entidades estudantis, movimentos populares participem da passeata e se somem nesta luta em defesa da Petrobrás 100% pública.
Fonte: Imprensa FNP
http://fnpetroleiros.org.br/?p=9398