quinta-feira, 31 de março de 2016

Campanha de sindicalização “Juventude trabalhadora vai à luta sindicalizada!”




Foi dado o pontapé inicial na campanha de sindicalização “Juventude trabalhadora vai à luta sindicalizada!”, promovida pela Corrente Sindical Unidade Classista (UC) em parceria com a União da Juventude Comunista (UJC).
Com ela, a proposta é estimular a juventude trabalhadora a se aproximar, conhecer e se inserir na luta sindical, impulsionando a organização e mobilização da classe trabalhadora frente aos ataques aos nossos direitos.

E por que iniciar uma campanha de sindicalização?

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2012 apontam que, dentre toda a população assalariada adulta no Brasil, 18,1% é filiada a algum sindicato. Trata-se da menor taxa registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1988. Contudo, se considerarmos o total da população ocupada adulta, a taxa foi de 17,2% em 2012, a mesma registrada em 1988, importante período para o sindicalismo brasileiro.
Portanto, ainda que a proporção de sindicalizados no Brasil, na atualidade, seja muito próxima ao que era no final dos anos 1980, quando a luta sindical protagonizou o fim da ditadura militar e conquistas histórias para o conjunto dos trabalhadores (expressas na Constituição de 1988), ser filiado a um sindicato não é o mesmo que participar efetivamente de sua vida política.
O que propomos com essa campanha é que a juventude se aproprie das entidades sindicais, que se aproxime delas e participe de seu cotidiano; que frequente assembleias e reuniões convocadas pelo sindicato, que conheça a sua atuação e que, inclusive, se oponha à direção, se ela não representar os interesses de sua categoria e dos(as) trabalhadores(as) em geral.


terça-feira, 29 de março de 2016

UNIDADE DA ESQUERDA SOCIALISTA É A MAIOR VITORIOSA DO 30° CONSINASEFE


Entre os dias 18 e 21 de março ocorreu na capital federal o 30° Congresso doSINASEFE, com o tema “Construindo uma Alternativa para a Classe Trabalhadora noBrasil e no Mundo", contou com 513 delegados e se tornou o maior dos 27 anos de história desta importante entidade nacional. Tratou-se de um Congresso Eleitoral que elegeu a nova Direção Nacional (DN) para os próximos dois anos (biênio 2016/2018).
O Congresso refletiu nos seus quatro dias a conjuntura política nacional, sendo pautado nas discussões a análise da crise econômica capitalista e os rebatimentos desta no terreno das forças políticas.
A Unidade Classista (UC) defendeu a necessidade da auto-organização e independência política dos trabalhadores diante da conjuntura marcada por grave crise econômica e política, resultado da erosão dos 14 anos de conciliação de classes operada pelo PT.


 
            A direita raivosa e protofascista se aproveita do esgotamento da política de conciliação para chegar ao governo e aplicar o mais duro e brutal choque neoliberal, ao passo que Dilma, Lula e o governismo em geral buscam de todas as maneiras se colocar como a ainda melhor saída para operar a transição regressiva demandada pelo capital. Essa disputa interburguesa não representa os trabalhadores!
Internamente ao SINASEFE, a UC defendeu a consolidação do Fórum Classista(FC), frente política que aglutina as principais organizações políticas da esquerda socialista (PSOL - APS E MES, PSTU e PCB) além de boa parte dos ativistas independentes que construíram as últimas greves da categoria. Surgido há um ano no Congresso Estatutário de João Pessoa, o FC está fundado nos preceitos do anticapitalismo e do combate à todas as formas de opressão, à burocratização, ao
personalismo e ao caudilhismo que assolam o sindicato nacional.  
No SINASEFE, além do FC, existem hoje outras 5 frentes políticas (Coletivos) que disputam, em sua grande maioria, o aparato sindical no interior da entidade. Desde o início a UC deixou claro que o FC é considerado um espaço político estratégico, necessário para o aprimoramento da reorganização do movimento sindical na perspectiva de um ENCLAT que eleve a reorganização a um novo patamar qualitativo. Coerente com esta linha estratégica, a UC foi para o 30° CONSINASEFE  determinada a defender que o FC deveria se apresentar com uma chapa própria nas  eleições para a formação da DN. Tal determinação poderia, obviamente, ser flexibilizada na hipótese de haver risco da DN ser hegemonizada por organizações governistas e/ou defensoras da saída do SINASEFE da Central Sindical CSP-Conlutas. Não era essa, entretanto, a realidade do Congresso. Não havendo este perigo, a conjuntura permitia e exigia uma tática eleitoral que não fizesse concessões ao taticismo em busca de cargos na DN, garantindo o fortalecimento deste polo anticapitalista e antiburocrático. O resultado eleitoral é visto pela UC como prova de que a linha adotada no Congresso foi correta, prova de que a esquerda pode e deve se unificar e, principalmente, que pode crescer eleitoralmente sem operar alianças que contradizem a estratégia. Agora na DN, o FC ocupa 2 pastas (Comunicação e Formação Política), além de 2 suplências e 1 Coordenador Geral, divididas entre todas as forças políticas que compõe o FC, inclusive o PCB.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Unidade Classista e MST:8 de Março na luta por soberania alimentar e direito à cidade para as mulheres trabalhadoras



Em Fortaleza (CE), o 8 de Março deste ano foi marcado pelas lutas das mulheres trabalhadoras. O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) ocupou o Palácio do Governo desde as 6 da manhã, sob forterepressão da polícia, que presenteou as mulheres com agressões físicas, spray de pimenta e xingamentos machistas. Às 10 horas, as mulheres da Unidade Classista chegaram, construindo uma manifestação com solidariedade de classe entre trabalhadoras do campo e da cidade.
Através da pauta de soberania alimentar, o MST reivindicou o fim da isenção fiscal para agrotóxicos e a aprovação imediata do projeto de lei 18/2015, que determina o fim da pulverização aérea de agrotóxicos no Ceará,além de um mercado com alimentos orgânicos produzidos pelos assentamentos.O movimento também reivindicou medidas que atendem à saúde, crédito, habitação e educação no campo.
A partir da luta por moradia no Conjunto Cidade Jardim, conquista da ocupação realizada no local em 2010, a Unidade Classista reivindicou melhorias da infraestrutura do local, através da implementação de restaurante e lavanderia popular, que buscam reduzir a tripla jornada de trabalho da mulher trabalhadora; a criação de uma linha de ônibus que permita o acesso dos moradores ao terminal da Parangaba, a construção de creches e escolas de ensino fundamental e médio com tempo integral.
Em audiência de negociação das pautas com o governador Camilo Santana (PT), a vice-governadora Izolda e secretários das pastas afins, os representantes dos movimentos presentes repudiaram a isenção dos agrotóxicos e defenderam políticas de alimentação saudável.



Em Fortaleza (CE), o 8 de Março deste ano foi marcado pelas lutas das mulheres trabalhadoras. O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) ocupou o Palácio do Governo desde as 6 da manhã, sob forterepressão da polícia, que presenteou as mulheres com agressões físicas, spray de pimenta e xingamentos machistas. Às 10 horas, as mulheres da Unidade Classista chegaram, construindo uma manifestação com solidariedade de classe entre trabalhadoras do campo e da cidade.
Através da pauta de soberania alimentar, o MST reivindicou o fim da isenção fiscal para agrotóxicos e a aprovação imediata do projeto de lei 18/2015, que determina o fim da pulverização aérea de agrotóxicos no Ceará,além de um mercado com alimentos orgânicos produzidos pelos assentamentos.O movimento também reivindicou medidas que atendem à saúde, crédito, habitação e educação no campo.
A partir da luta por moradia no Conjunto Cidade Jardim, conquista da ocupação realizada no local em 2010, a Unidade Classista reivindicou melhorias da infraestrutura do local, através da implementação de restaurante e lavanderia popular, que buscam reduzir a tripla jornada de trabalho da mulher trabalhadora; a criação de uma linha de ônibus que permita o acesso dos moradores ao terminal da Parangaba, a construção de creches e escolas de ensino fundamental e médio com tempo integral.
Em audiência de negociação das pautas com o governador Camilo Santana (PT), a vice-governadora Izolda e secretários das pastas afins, os representantes dos movimentos presentes repudiaram a isenção dos agrotóxicos