terça-feira, 30 de agosto de 2016

UNIDADE CLASSISTA REALIZA BLOQUEIO EM FORTALEZA CONTRA OS ATAQUES À CLASSE TRABALHADORA






Na manhã desta terça-feira (30), a Unidade Classista, UJC e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), em conjunto com a Frente Povo Sem Medo, realizaram o bloqueio da Avenida Perimetral, na entrada dos bairros Cidade Jardim e José Walter, contra os ataques à classe trabalhadora e puxando a palavra de ordem #ForaTemer

Com a presença do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o ato denunciou o processo de impeachment da presidente Dilma como processo de uma série de ataques aos diretos dos trabalhadores, mediado agora por um governo puro-sangue da burguesia, sobre a direção do presidente interino Michel Temer.

O Sindicato Estadual dos Aeroviários (SINDAERO-CE) esteve presente no ato, denunciando os retrocessos contra a categoria, onde os capitalistas buscam excluir a função do mecânico de pista. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Primeiro dia de eleições do SINDSERV em São Vicente-SP tem atropelamento e agressão física

Os servidores municipais de São Vicente-SP estão tentando escolher a sua nova direção sindical nesses dias 18 e 19 (Quinta e Sexta). Duas chapas estão disputando as eleições: A chapa 1 como situação e a chapa 2 como oposição.

A atual direção do SINDSERV de São Vicente (chapa 1)  é composta por pelegos que estão no controle da máquina há mais de vinte anos. Durante todo esse tempo na direção do Sindicato, a atual gestão deixou bem claro que não está comprometida com os interesses dos trabalhadores, inclusive alguns membros da Diretoria têm cargos de confiança na prefeitura, o que é um absurdo por se tratar de um sindicato de servidores municipais.

A chapa 2 (oposição), composta por servidores que estão cansados da falta de combatividade da atual gestão, tem o apoio da Unidade  Classista.

Tentativa de Golpe

Para garantir a vitória (de forma desonesta), a atual direção do SINDSERV-SV fez algumas mudanças tendenciosas no estatuto, a mais absurda delas se dá no artigo 84, onde fica estabelecido que as mesas coletoras serão indicadas pelo presidente do sindicato, com isso, a chapa 2 ficou impossibilitada de indicar mesários nas eleições (o que é extremamente anti-democrático). Além disso os fiscais da chapa 2 foram proibidos de acompanhar as urnas intinerantes nos carros oficiais do sindicato, tendo que fazer a fiscalização com veículos próprios.

Primeiro dia de eleições: Tensão

Com a intenção de dificultar ainda mais o trabalho dos fiscais da oposição, um dos carros que transportava uma das urnas tentou sair do sindicato às pressas para impossibilitar que o fiscal da chapa 2 acompanhasse a urna. Essa ação gerou revolta entre os servidores presentes no local, que iniciaram um protesto, mas o motorista acelerou contra os trabalhadores, arrastando um deles em cima do carro pelo quarteirão inteiro. Não satisfeitos com o atropelamento, cerca de 10 seguranças, contratados pela atual gestão do sindicato, agrediram o servidor de forma covarde. Confira as cenas lamentáveis no vídeo abaixo.


As mudanças tendenciosas no estatuto, que garantem que pessoas indicadas pela atual gestão fiquem sozinhas com as urnas, além da truculência dos seguranças contratados por eles, mostra que a atual direção/Chapa 1 demonstra que é capaz de todos os meios para perpetuar-se no controle do Sindicato dos Servidores Municipais de São Vicente. Mas se depender da disposição para lutar da Chapa 2 e de seus apoiadores, o movimento de oposição não vai arrefecer e seguirá cada vez mais forte, até a vitória. 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CONJUNTURA E BALANÇO DA GREVE DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO ESTADUAL DO RJ

(COMITÊ DE EDUCAÇÃO DA UNIDADE CLASSISTA – RJ )

Em assembleia no dia 26/07 a categoria decidiu pela suspensão da greve. Foto de Rafael Gonzaga.





CONJUNTURA NACIONAL E CALAMIDADE OLÍMPICA NO RJ

A conjuntura mudou bastante entre 2015 e 2016. O impacto da crise capitalista internacional estreitou a margem para a conciliação de classes levada a cabo pelo PT desde 2003. Preocupado em manter a confiança da burguesia, o governo federal procurou mostrar-se capaz de implementar a agenda conservadora.
Porém a classe dominante queria mais velocidade e força nos ataques aos direitos dos trabalhadores. Assim, utilizou-se de todo tipo de manobras judiciais, midiáticas e parlamentares para descartar Dilma, já desgastada por conduzir o país no sentido oposto de sua campanha eleitoral.
Buscando aproveitar o clima de crise para aumentar a exploração, destruir os serviços públicos, ampliar as privatizações e eliminar direitos trabalhistas básicos, o empresariado emplacou, com a ajuda decisiva dos governantes a seu serviço, uma verdadeira ofensiva conhecida como ajuste fiscal.
Controlado há muito tempo pelo PMDB, maior facção criminosa do Brasil e "novo" operador direto da ofensiva burguesa em nível federal com o ilegítimo Michel Temer, o Rio de Janeiro vem sendo um dos estados mais afetados. Pezão e Dornelles estrangularam a saúde e a educação, oferecendo calamidade à população enquanto mantinham benesses fiscais a grandes empresas e gastos com as Olimpíadas. Além disso, enviaram para a ALERJ uma cesta de propostas draconianas contra os servidores públicos.

O SEPE E A RESISTÊNCIA DOS TRABALHADORES

Honrando sua tradição combativa, o SEPE/ RJ assumiu mais uma vez um papel fundamental na resistência ao desmonte da educação e do serviço público como um todo. No dia 20/02, a maioria da categoria derrotou a proposta de ficar a reboque do MUSPE, apontando a deflagração da greve no mês seguinte.
Corretamente, a partir da decisão da base, o SEPE fez inúmeros esforços pela unificação das lutas dos servidores estaduais, porém sem abrir mão da sua autonomia face aos pelegos, como a atual diretoria do SINDJUSTIÇA-RJ. A realidade mostrou a importância dessa unidade em alguns momentos e seus limites em outros. A justa política traçada pelos profissionais da rede estadual de educação foi muito importante para lutar e obter, junto a outras categorias, vitórias significativas.

GREVE 2016: UM MOVIMENTO VITORIOSO

Profundamente afetados pela política do governo estadual, os estudantes também se levantaram, realizando um belíssimo movimento de ocupação das escolas. Respeitadas as especificidades e a autonomia entre docentes e discentes, a greve foi além das questões corporativas, contribuindo para dinamizar um amplo movimento unitário em defesa da educação pública, envolvendo as comunidades escolares e com forte protagonismo estudantil.
Nesse contexto, o governo foi obrigado a recuar, retirando da pauta legislativa fluminense a contrarreforma da previdência e outros projetos envolvendo golpes às carreiras do funcionalismo. Além disso, a volta das eleições para as direções das unidades escolares, 30 horas para funcionários administrativos, 2 tempos para Filosofia e Sociologia, fim do SAERJ, liberação das licenças especiais, abono de greves anteriores e descentralização da perícia médica são conquistas emblemáticas do movimento de 2016, que derrubou dois secretários de Estado.
Apesar da guerra psicológica e da repressão, a categoria não se intimidou. Deste modo, seguiu firme e derrotou nas assembleias as propostas de judicializar o fim da greve, apresentadas como "iniciativa pela conciliação". Sabendo avaliar a correlação de forças, a base não alimentou ilusões no TJ e não abriu mão de decidir o momento adequado para suspender a greve. Assim, garantimos ainda o combate à ameaça de demissões que pairava na votação da LDO de 2017.
A greve não conquistou todas as reivindicações. Todavia, considerando a conjuntura (o que nem todos tem como hábito), o saldo do movimento foi muito positivo: primeiramente, barrando duros retrocessos e colocando os profissionais da educação do RJ na vanguarda da resistência ao ajuste fiscal, em defesa do serviço público; segundo, conquistando reivindicações históricas da categoria.

"DEPRESSÃO PÓS GREVE": CONSEQUÊNCIA INEVITÁVEL DA DESPOLITIZAÇÃO

Diferentemente de greves anteriores, em 2016 a categoria travou intensos debates no que tange à metodologia de reposição das aulas e ao calendário letivo. Foram discussões muito ricas, culminando em encaminhamentos avançados. Porém, paralelamente ao refluxo gradual do movimento, esta polêmica foi adquirindo ares de centralidade enquanto era esvaziada dos aspectos políticos presentes em sua origem, bem como apartada do debate mais amplo sobre a conjuntura, o balanço da greve e a continuidade da luta.
O resultado não poderia ser diferente: a assembleia de 05/8, na ABI, foi um palco de picuinhas e histeria. Justamente em um momento no qual precisávamos sair fortalecidos da greve, preparados para cobrar a implementação das conquistas, evitar a reposição punitiva e burocrática e continuar enfrentando a agenda nacional de contrarreforma trabalhista e previdenciária.

DEDO NA FERIDA: CONCEPÇÕES SINDICAIS

Esse processo remete a um debate mais profundo sobre concepção sindical. Qual é o papel do sindicato? Quais são as potencialidades e os limites de uma greve? Como deve agir a direção? Cada corrente organizada no interior do SEPE teria respostas diferentes. A prática tem revelado o funcionamento de pelo menos três grandes campos:

- Lógica cutista: Dez anos se completam desde que o SEPE rompeu com a CUT. Porém, isso não impede que parte da direção do sindicato mantenha em vários aspectos uma prática alinhada às concepções sindicais cutistas. Esse campo consegue entender a consciência média da categoria e busca reproduzi-la de forma mais sofisticada, adquirindo um eleitorado sólido. Tensionam o sindicato para uma linha de combatividade corporativista e parceria conflitiva com o Estado.

- Sindicalismo pseudorrevolucionário: Este campo caracteriza-se por desprezar a consciência média da categoria, apresentando sempre propostas “radicais” independentemente da correlação de forças. Por vezes alimentam a ilusão de que a greve da educação pode derrubar governos em qualquer conjuntura e esse deve ser o objetivo do movimento. Essas políticas costumam conduzir à derrota, enfraquecendo a organização da categoria e seu vínculo com o sindicato.

- Sindicalismo classista: Este campo avalia e leva em consideração a consciência média da categoria. Mas não para reiterá-la e sim para dialogar na perspectiva do avanço. Busca articular as demandas específicas da categoria com as demandas gerais da classe trabalhadora, sem atropelar a autonomia de cada movimento. Apesar de entender os limites das greves e as especificidades da categoria, não encaram o sindicato como um fim em si mesmo. Pressupondo que os problemas dos trabalhadores não terão solução definitiva com reformas no capitalismo, concebe o sindicato como uma importante ferramenta de mediação entre a luta imediata e a luta revolucionária.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Lançamento do jornal da oposição sindical do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo

Fonte:http://csunidadeclassistasp.blogspot.com.br/2016/08/em-22-de-julho-de-2016-o-coletivo.html

Em 22 de julho de 2016 o coletivo "Servidores em Luta", oposição a atual direção do SINDSEP São Paulo, realizou o lançamento de seu primeiro jornal reunindo dezenas de servidores e militantes em atividade cultural no Sindicato dos Radialistas no centro da capital.
O jornal aborda, entre diversos assuntos, os resultados imediatos das seguidas derrotas das campanhas salariais, asim como presta apoio à luta dos aprovados e não convocados do concurso da Prefeitura. No evento, bem como no jornal, foram apontadas as condições do surgimento da oposição através do entendimento de que o sindicato deve ser um dos principais instrumentos da classe trabalhadora para sua organização e luta pelos seus direitos; ao contrário da atuação conciliadora e fisiologista da CUT, que dirige o sindicato, no tratamento das pautas da categoria, em detrimento dos interesses da classe trabalhadora, agindo de forma a burocratizar e aparelhar a máquina sindical.

TODO O APOIO À LUTA CLASSISTA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS DE SÃO PAULO!
 
 
COORDENAÇÃO DA UNIDADE CLASSISTA SÃO PAULO
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PL 257 que ataca os servidores deverá ser votado essa semana

Via SEPE/RJ 
Disponível em http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=7299 



O presidente damara de Deputados em Brasília, Rodrigo Maia (DEM), confirmou que irá votar a partir dessa semana (1º de agosto) o famigerado PLP 257, que trata da renegociação das dívidas dos estados e do ajuste fiscal aplicado aos servidores. Entre as medidas está a impossibilidade de governadores concederem reajustes salariais no prazo mínimo de dois anos.

Embora o PL 4.567, que trata da privatização da exploração de petróleo na camada Pré-sal, não conste até o momento na pauta damara, é bem provável que ele também seja votado na primeira semana de trabalho do parlamento, uma vez que seu regime de urgência foi aprovado concomitantemente ao do PLP 257, na última semana antes do recesso parlamentar.

Será apresentado na segunda-feira um substitutivo ao texto do PL 257 que poderá receber emendas de plenário. É pouco provável que a matéria seja votada logo nesta segunda-feira devido à falta de quórum, mas não se pode descartar tal possibilidade em razão de se tratar da primeira semana de trabalho efetivo do novo presidente.

É importante lembrar que o projeto que trata da renegociação das dívidas dos Estados e do Distrito Federal com a União propõe mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal, fixando limites para os gastos públicos e determinando a redução das despesas, especialmente as despesas com pessoal.

Eis alguns pontos da proposta que comprovam o tamanho da ameaça aos servidores e o serviço público:

Congelar aumentos ou ajustes de remuneração;

Suspender admissão ou contratação de pessoal inclusive nas Empresas Estatais;

Reduzir em 10% as despesas com cargos de livre provimento;

Contabilizar as despesas com terceirização de mão de obra e outras formas de contratação nas despesas de pessoal;

Transferir bens e participações acionárias dos Estados para a União, que fará a alienação, ou, privatização.



Leia aqui a matéria no site da Câmara em que Maia confirma a apreciação.