quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Em estudo, Dieese aponta impactos negativos da PEC 241


Com o projeto, governo federal teria investido metade do que foi aplicado na educação desde 2002, mostra simulação
   PEC proposta por Temer também vai atingir o funcionalismo público

 e quem depende do reajuste do salário mínimo / Beto Barata/PR
O Dieese lançou neste semana uma simulação de como seriam os investimentos feitos pelo governo federal na saúde e educação, caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 estivesse em vigor desde 2002. Segundo o estudoo governo federal teria investido 47% menos em educação do que investe atualmente, totalizando 377 bilhões de reais. Na saúde teríamos menos 26%, quase R$ 300 bilhões a menos.
A PEC 241, que o presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional em junho, impõe congelamento por 20 anos dos gastos da União. A medida limita as despesas primárias aos equivalente aplicado no ano anterior corrigidos apenas pela inflação.
"A maior despesa do orçamento público é com a dívida. São os juros e a amortização da dívida, que beneficiam apenas o pequeno número de pessoas que são os detentores da dívida pública", afirma a coordenadora de Pesquisas e Tecnologia do Dieese, Patrícia Pelatieri.
Patrícia lembra que em 2015 o serviço da dívida correspondeu a 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de tudo que o Brasil produziu no ano. Para comparar, os investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura foram menos da metade do que foi gasto somente com o pagamento dos juros.
A PEC 241 também vai atingir o funcionalismo público e quem depende do reajuste do salário mínimo, como aposentados e pensionistas. "Os salários poderão ser congelados. É uma PEC que ela limita a concessão de benefícios que estão no plano de carreira de conjunto do funcionalismo, então significou o arrocho no conjunto do funcionalismo", diz o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.
"Não é feito nenhum debate por parte do governo Temer de criar novas possibilidades de arrecadação, como a taxação das grandes fortunas, a construção de instrumentos que arrecade sobre aqueles que têm muito no país e que não pagam imposto. Rico, no Brasil, não paga imposto."
Douglas Izzo diz que para evitar mais esse retrocesso do governo Temer, a CUT fará mobilizações. "Nós estamos também fazendo um trabalho de diálogo com os deputados federais nos seus estados e pediremos para que votem contra essa PEC."
Assista:

NOTA POLÍTICA SOBRE O IX CONGRESSO DO SINTRASEM



O IX Congresso do Sintrasem (Sindicato dos trabalhadores do serviço público municipal de Florianópolis) aconteceu durante os dias 1, 2 e 3 de Setembro de 2016 em Florianópolis. Durante estes três dias foram debatidos temas como conjuntura política nacional e internacional, organização sindical, estatuto, finanças e plano de lutas. Um dos pontos mais polêmicos do congresso foi a proposta de desfiliação da CUT defendida por nós da Unidade Classista.
A presente nota política se dá na intenção de melhor qualificar o debate político com os trabalhadores e trabalhadoras e não simplesmente tratar a questão da desfiliação do Sintrasem da CUT como “proposta derrotada” e “proposta vitoriosa” ao estilo torcida de futebol. Faremos alguns apontamentos sobre a questão da Central Única dos Trabalhadores:

A CUT foi fundada em 1983 no 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT) no dia 28 de Agosto do mesmo ano na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Muitas correntes do PT passaram a fazer parte desse “novo sindicalismo”, na época forças políticas bastante radicalizadas e combativas, não a toa que em 1983 e 1984 o país viveu grandes mobilizações em torno da campanha pelas eleições diretas. No ano de 1990 o PCB decide por uma nova tática para a atuação sindical e em 1991 passa atuar dentro da CUT com a denominação de “Unidade e Luta”. Nesta época a corrente majoritária da CUT, a Articulação Sindical, apresenta uma proposta de um “sindicalismo propositivo”. Esta posição foi referendada no IV CONCUT em 1991. É também no IV CONCUT que a Central decide pela filiação na CIOLS (defendida pela Articulação), o que fragilizou ainda mais a participação e a influência dos comunistas que defendiam a filiação na FSM. É também na CIOLS que se filia a Força Sindical, pois é a Central mundial que mais se identifica com os objetivos dos países imperialistas e com a política de conciliação chamada de “livre iniciativa”. Diante da ofensiva neoliberal, o movimento sindical ficou cada vez mais recuado e a CUT adere a um “participacionismo ativo” e aos fóruns tripartites, permitindo a negociação entre governo, patrão e sindicatos em detrimento das lutas dos trabalhadores. A CUT passa a priorizar os acordos com a patronal ao invés das greves. São dessa época os acordos de bancos de horas e negociações de parcerias com empresas e câmaras setoriais. Nessa época vários acordos foram feitos com os governos Collor e FHC, o qual radicalizou os ataques contra a Classe trabalhadora como o reajuste do salário mínimo abaixo da inflação e as reformas administrativas da previdência, na ocasião a Articulação Sindical apostou todas as fichas em um acordo com o Governo Fernando Henrique Cardoso. As políticas de colaboração com o patronato se aprofundam ainda mais após a eleição de Lula (PT) em 2002. Há uma total acomodação da CUT mesmo frente aos brutais ataques à Previdência feitos pelo governo petista. Em uma Conferência Sindical realizada em 2006 na cidade de Praia Grande (SP) o PCB anuncia o seu rompimento com a CUT por entender que esta havia se tornado um braço governamental passando a atuar como um obstáculo e um freio para as lutas de classe e passando a construir a Unidade Classista, propondo um debate com os setores combativos do movimento sindical brasileiro, sem peleguismo ou conciliação de classes, política que hoje mostra toda sua decadência frente à atual conjuntura nacional.Lamentável, além da posição da Esquerda Marxista (corrente interna da CUT) que no congresso fez a linha do “bate e assopra”, é a posição da corrente CUT Independente e de Luta que em sua nota de avaliação do congresso escreve se referindo à Unidade Classista: “Os divisionistas, ignorando completamente a conjuntura adversa que atravessa o movimento sindical e dos trabalhadores no Brasil, como alternativa a desfiliação do sindicato da CUT, propunham manter o SINTRASEM, “independente” de central sindical, sem filiação sindical.”

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Técnicos-administrativos da UFRRJ conquistam jornada de 30 horas sem redução salarial





No dia 27 de setembro de 2016 os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro conquistaram o direito às 30 horas semanais, em turnos contínuos e sem redução salarial, com aprovação unânime no Conselho Universitário. Esse resultado só foi possível a partir de muito trabalho do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da UFRRJ (Sintur-RJ) e da Comissão pelo estudo da viabilidade da implantação das 30 horas, instituída por meio de portaria da Reitoria, que implementou experiência-piloto na Pró-Reitoria de Graduação, dialogou com conselheiros, a categoria e a comunidade universitária. A disposição dos trabalhadores desta Pró-Reitoria foi fundamental para o sucesso do trabalho, expresso na ampliação dos horários de atendimento ao público – durante o horário de almoço e após às 17h – e na melhora incontestável na qualidade dos serviços prestados, identificada a partir de dados concretos.

Num cenário de PEC 241, PLP 257, contrarreforma da Previdência, ameaça de ampliação da jornada de trabalho para 12 horas diárias e de um conjunto de medidas que visam aprofundar a espoliação aos direitos sociais e trabalhistas e desmontar as políticas públicas, a conquista das 30 horas com turnos contínuos acena para a disposição de luta dos servidores públicos federais, não apenas para assegurar melhor qualidade de vida para si no controle de seu tempo de trabalho, mas também uma universidade pública que, em seu funcionamento, atenda às necessidades de estudantes e do público em geral. Aprovada essa política institucional, a batalha apenas começou, pois o avanço da implantação das 30 horas na UFRRJ dependerá da difícil correlação de forças interna na sequencia do trabalho da Comissão, marcada pelas contradições da tenebrosa conjuntura nacional, mas também pela disposição de luta por direitos e pela prestação de um serviço de qualidade de diferentes gerações de trabalhadores em educação.

Fernanda Fortini – Militante da Unidade Classista, Coordenadora Geral do SINTUR-RJ e membro da Comissão Permanente das 30h com turno contínuos e sem redução salarial na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

29/09 Fortaleza - Ato Unificado Rumo a Greve Geral

UC-CE

UNIR AS LUTAS, EMANCIPAR A CLASSE!

sábado, 24 de setembro de 2016

Dia Nacional de Paralisações e Mobilizações das Centrais no CE

UC
Em Fortaleza foi realizado a paralisação das centrais 
sindicais na luta contra os ataques do governo Temer

Durante a paralisação nacional das centrais sindicais, em Fortaleza foi realizado um ato na Praça do Carmo, com a presença das centrais CUT, CSP Conlutas e CTB, bem como de sindicatos das categorias da educação, saúde, bancários e construção civil, além dos partidos e organizações políticas (PSOL, PCB, PSTU, MAIS), todos unificados na pauta de luta pela manutenção dos direitos dos trabalhadores.

O ato foi realizado pela manhã, com a presença das diretorias sindicais e da base de trabalhadores da construção civil, da educação e da saúde. Confira nos vídeos abaixo as falas do PCB e da Unidade Classista.







segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Greves em tempos de crise: inconsequência?

Temos visto recentemente, com maior periodicidade em alguns meios de comunicação, patrões, representantes de governos e alguns jornalistas tentando incutir na opinião pública a ideia de que, em momentos de crise econômica, as greves e outras formas de luta dos trabalhadores são algo inconsequente e prejudicial a todos.
Esta fração da sociedade, ao fazer isto, tenta impor sua visão de mundo aos demais setores, com o objetivo de criar uma espécie de consenso para que todos, principalmente os trabalhadores, acreditem na mentira de que vivemos em uma sociedade onde patrões, governos e trabalhadores têm os mesmos interesses e que, durante as crises econômicas, próprias do modo de produção capitalista, todos são atingidos da mesma forma e com a mesma intensidade. Com base nesta tese, “todos” deveriam buscar a conciliação e evitar o conflito.
Tal posição tem, como único objetivo, constranger os trabalhadores, principalmente aqueles que, por falta de informação e formação, ainda não compreendem como funciona uma sociedade dividida em classes sociais, com interesses antagônicos, como a nossa, e quem representam os governos derivados deste tipo de sociedade.
Ao concordamos acriticamente com o discurso da conciliação de classes, colocamo-nos em uma posição cada vez mais desvantajosa em relação aos patrões, e abrimos caminho para a consolidação de suas políticas e de sua ideologia. As crises são próprias do capitalista, pois a produção, neste tipo de sociedade, é realizada sem planejamento, de forma anárquica; portanto, as crises são mais do que previsíveis, elas são próprias do sistema. De tempos em tempos, necessariamente ocorrerão, e os patrões e governos as utilizarão como álibi para contenção de nossas lutas por melhores condições de trabalho, salários e direitos, apostando em nosso desconhecimento e em nossos medos.
Ao olharmos para a história, principal fonte de conhecimento, descobrimos que as respostas dos patrões, durante estes momentos, continuam as mesmas: demissões, rebaixamento dos salários, intensificação do trabalho e, em muitos casos, a guerra. E quanto aos governos? Bem, em relação a eles, temos que fazer sempre a seguinte pergunta: quem os governos, em uma sociedade dividida em classes sociais, representam? Se representassem os trabalhadores, impediriam o desemprego, o rebaixamento de salários, a intensificação do trabalho e a guerra.
Não é à toa que, em tempos de crise, organizemos mais greves e mais manifestações, pois é justamente, nestes tempos, que os patrões e seus governos nos deixam claro que vivemos em uma sociedade com interesses antagônicos: demitindo, intensificando o trabalho, retirando direitos e reduzindo salários, em nome da manutenção de suas taxas de lucro e de seus interesses privados.
Sendo assim, a partir do nosso dia a dia, dos diversos ataques aos nossos direitos, das péssimas condições de trabalho, da ampliação das taxas de desemprego e da redução de nossos salários, é preciso que fique claro para todos e, principalmente para nós, trabalhadores, que as greves em tempos de crise são, lamentavelmente, necessárias.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

22 e 29/09 - Unir as Lutas para Emancipar a Classe!

UC-Nacional

Contra os ataques do capital, construir a Greve Geral!
Militantes Classista nas manifestações em 13/09/16 em Brasília

Na ocasião de sua posse, o presidente usurpador Michel Temer, destacou que vai "modernizar as leis trabalhistas, para garantir os atuais e gerar novos empregos”. E como já era de se esperar, o projeto de (contra) reforma trabalhista sinalizado é uma clara mostra de compromisso com os interesses econômicos e políticos dos grupos monopolistas (nacional e internacional), com destaque para a sua fração dominante, os banqueiros. 

O cenário que vamos enfrentar nos próximos anos é de risco real de retrocesso nos direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora. O que querem as elites e seu governo “puro sangue” é que as relações de exploração de trabalho voltem aos níveis de antes da década de 40 do século passado, mais precisamente antes da CLT. Não é à toa que o Ministro do Trabalho de Temer, Ronaldo Nogueira (Deputado Federal do PTB-RS e pastor da Assembleia de Deus, indicado pelo presidente do PTB, o ex-Deputado Roberto Jeferson), tem defendido abertamente a tese do “negociado prevalecer sobre o legislado”, terceirizações ilimitadas, jornadas diárias de 12 horas, dentre outros.

Diante de acintosas declarações, as principais centrais sindicais do Brasil, em reunião na última sexta (9), decidiram convocar um Dia Nacional de Mobilização com paralisações, passeatas e marchas em todos os estados. Porém, não se tem uma clareza do que querem, para além, de se dizerem resistentes aos desmontes dos direitos trabalhistas. Há aquelas que apoiam o governo ilegítimo (Força Sindical, UGT, NCST) e dizem esperar que o governo “cumpra os compromissos assumidos”, só não dizem qual foi este compromisso, e aquelas antes governistas (CUT e CTB, que atuaram como contentoras da luta na última década), se dividem em um “esquenta na construção da greve geral” e a palavra de ordem “Diretas já”.

Para a Unidade Classista, as lutas contra o ajuste e as medidas que atacam diretamente os direitos dos trabalhadores e ameaçam a nossa existência imediata e futura, necessariamente devem se articular com a construção de uma Greve Geral no Brasil. Desta maneira estaríamos não apenas criando as condições efetivas para o enfrentamento aos ataques em curso, como para possível reorganização de uma consciência de classe dos trabalhadores, e diminuiríamos o espaço que o conservadorismo logrou impor aos trabalhadores. 

Estamos entrando numa época de intensos confrontos sociais e manifestações sindicais, em meio a crises econômicas e políticas. Porém, acreditar que a crise seja a “fragilização do capitalismo” e, por conseguinte, um “empoderamento da classe” (seja lá o que isto signifique), é superficial e equivocado. 

A crise capitalista e seus efeitos se revertem trágica e imediatamente sobre a classe trabalhadora: nas condições objetivas trazem o aumento do desemprego e a pauperização a ele associado (ampliação do Exercito Industrial de Reserva); o acirramento da exploração capitalista visando retomar e/ou ampliar as formas de extração de mais-valia (da absoluta, com aumento da jornada de trabalho, da idade mínima de aposentadoria, do trabalho escravo, rebaixamento dos salários etc., e da relativa, ampliando a intensidade de trabalho través das chamadas reestruturações produtivas), eufemisticamente ecoado nas grandes mídias como “aumento da capacidade produtiva do país”.

As crises ainda impactam a correlação de forças Capital X Trabalho, justamente a favor do primeiro, visto que os efeitos subjetivos sobre os trabalhadores são de maior inibição e submissão de suas lutas, contribuindo até para gerar melhores condições para implementação dos ajustes e das (contra)reformas estruturais necessárias ao interesse do Capital.

Há ainda que se considerar que da última década do século XX até os dias atuais, período de vigência econômico-político do neoliberalismo no Brasil, consolidou-se na sociedade uma nova base ideológica: o culto de um subjetivismo e de um ideário fragmentador que faz apologia de um individualismo exacerbado, em detrimento as formas de solidariedade e de atuação coletiva e social. A fragmentação opera refrações organizativas na classe trabalhadora e pode levar, especialmente em conjuntura de crise, a formas corporativas de organização e a exclusão de um grande número de trabalhadores da representação sindical.

Considerando o mesmo período observamos uma redução significativa dos indicadores nos números de greves, entendendo estas como mobilizações da classe trabalhadora. Segundo DIEESE, das quase 4000 greves de 1989 passamos a patamares médios de cerca de 700 greves anuais, nos anos de 1990. Em 2004, perto de 300 greves em média e nos anos seguintes, até 2007. Vale lembrar que a última Greve Geral brasileira, foi organizada conjuntamente pela CUT e CGT, a paralisação nacional e geral das atividades foi nos dias 14 e 15 de março de 89, e mobilizou 35 milhões de trabalhadores em todo o Brasil (cerca de 70% da população economicamente ativa) contra a política econômica do Plano Verão e pelo congelamento de preços. A paralisação expressou de forma inequívoca o repúdio dos trabalhadores e da população à política econômica do governo Sarney.

Por isto cremos que as várias manifestações e protestos, por mais justas e aguerridas que sejam, não têm a força necessária para impor uma derrota a avalanche de ataques que estão na pauta do congresso nacional. Somente com a construção da recusa dos trabalhadores, em greve geral, teremos chance de barrar os ataques e abrir um novo ciclo, sob a retomada da iniciativa dos trabalhadores redescobrindo sua força.

Assim, o resultado, muito além da eventual vitória barrando uma ou outra medida, é a criação das condições políticas que tornem possível que os indivíduos de nossa classe se sintam parte de algo maior e que lhes forneçam as condições para as escolhas capazes de enfrentar a barbárie e voltar a sonhar com um futuro emancipado, um futuro socialista.

E para além de unificarmos as marchas, as campanhas e as ações de resistência, também apontamos para a necessidade do movimento sindical, dos movimentos populares e classistas convergirem em um grande diálogo nacional, um novo Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), para a construção de uma plataforma política comum, capaz de potencializar a reorganização do “bloco histórico do proletariado brasileiro” para além da pauta de resistência, unificando as lutas contra o capitalismo e o imperialismo.

Neste sentido, sem qualquer aceno a saídas ilusórias e acordos institucionais, é que nós, da Unidade Classista, convocamos nossos militantes, amigos e simpatizantes, a somarmos forças aos dias 22/09 - (Dia Nacional de Mobilizações) e 29/09 – (Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos), e nos fazermos presentes nas greves, paralisações e manifestações que ocorrerão por todo o país.

UNIR AS LUTAS PARA EMANCIPAR A CLASSE!

UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

GREVE GERAL DE 180 MILHÕES DE TRABALHADORES INDIANOS


 Na última sexta, dia 2, dez centrais sindicais da Índia chamaram greve geral de 24 horas por todo o país. Estima-se que 180 milhões de trabalhadores cruzaram os braços. Milhares de indústrias metalúrgicas, mineradoras, transformação, construção, setores de energia, transporte, telecomunicações, bancos e funcionalismo público paralisaram contra a deterioração das condições de vida, contra a inflação, a favor do aumento do salário mínimo (hoje a média é de 4800 rúpias indianas, equivalente a 234 reais), por melhores condições de trabalho e contra os ataques do governo Narendra Modi.

 Menos de 4% dos trabalhadores indianos estão sob a proteção dos direitos trabalhistas. O nível de consumo dos trabalhadores rurais caiu para o nível de 1975 devido a inflação dos alimentos. O desemprego urbano chegou a 11,24% e o desemprego rural a 9,18% em agosto, em um país com cerca de 1,250 bilhão de pessoas (2013).

 Os trabalhadores se levantam contra os ataques dos patrões e governo.

Para termos uma pequena visão da amplitude desta movimentação do proletariado indiano, vejamos a lista (em inglês) de empresas situadas na área industrial de Gurgaon, nas proximidades de Nova Delhi, que, segundo o secretário-geral do Centre for Indian Trade Unions (CITU), foi completamente paralisada na greve geral:

 AUTOMOBILÍSTICA

> ASK Automotive (Italy) Gurgaon (brake shoes)
> Ample Auto, Gurgaon
> Anand Motors Products (USA) Delhi and Gurgaon (components)
> Anand Nishikawa (Japan) Delhi, Gurgaon Udyog Vihar Phase 1 (rubber parts)
> Anu Autos Industries (France, South Korea) Gurgaon (locking systems)
> Apollo Tyres Gurgaon
> Arvin Industries) Gurgaon (filter)
> BMW (Gurgaon, only HQ)
> Bosch (Germany) Gurgaon (pumps)
> Caparo Maruti (UK) Gurgaon (sheet metal)
> Continental, Gurgaon
> D.I. Filter Systems (USA, Donaldson Company) Gurgaon (air filters
> Deadong Gurgaon (cables)
> Delphi Automotives (USA) Gurgaon (steering systems, wiring harness)
> Donaldson Company Gurgaon (air filters)
> FCC Rico (Japan) Gurgaon (clutch assembly)
> Ferodo (UK) Gurgaon (brakes)
> Gabriel India Ltd. Gurgaon
> Henkel Teroson (Germany) Gurgaon (anti-freezing coolant)
> Highway Cycles Industries (Japan, Honda) Gurgaon (piston for engines)
> Haryana Deepey Autos (UK, Woodhead) Gurgaon (shock absorbers)
> Jay Bharat Maruti (Japan) Gurgaon (pipes)
> JBM Group Gurgaon
> Jay-Yusin (Japan) Gurgaon (door latch)
> Johnson Matthey (UK) Gurgaon (catalysts)
> JNS Instruments (Japan) Gurgaon (instruments)
> Krishna Maruti (Japan) Gurgaon (seats)
> Krishna Toyo (Japan) Gurgaon (rear mirrors)
> Lumax GSHP (USA) Gurgaon (transmission)
> Machino Polymers (Montell int.) Gurgaon (compound cables)
> Machino TSK Nippon Cables (Japan) Gurgaon (cables)
> Machino Basell (Netherlands) Gurgaon (polypropylene)
> Madhusudan Nippon (Japan, Korea, Deadong) Gurgaon (cables)
> Mark Auto Industries (Italy, Germany, FBN Italy, Roth Abgastechnologie) Gurgaon (exhaust systems)
> Metro Tyers Gurgaon
> Mindarika (Japan) Gurgaon (switches)
> M and M Auto Industries Gurgaon (springs)
> Montell int. Gurgaon (compound cables)
> Munjal Showa (Japan) Gurgaon (shock absorbers)
> Nagata (Japan) Gurgaon (tools, dies)
> Nikko Auto (Japan) Gurgaon (horns)
> Nippon Paint Gurgaon (paint)
> Pilikington (UK) Gurgaon
> Purolator (USA, Arvin Industries) Gurgaon (filter)
> Quiton Hazell Gurgaon (rods, joints, steering assembly)
> Rasandik Engineering (Japan, Yachiyo) Gurgaon (fuel tanks)
> Roth Abgastechnologie Gurgaon (exhaust systems)
> Sandhar Gurgaon
> Sauer Danfoss, Gurgaon
> Siemens Intron Gurgaon
> Sono Koyo (Japan) Gurgaon (steering)
> Sona Okegawa (Japan) Gurgaon (gears)
> Sona Somic Lemforder (Japan/Germany) Gurgaon (ball point)
> Sunbeam Auto (Japan, Honda) Gurgaon (pistons)
> Sun Steering Wheels (Japan, TS Tech) Gurgaon (steering wheels)
> Sun Petri (Germany) Gurgaon (steering wheels)
> Talbros (UK, Quiton Hazell) Gurgaon (rods, joints, steering assembly)
> Woodhead Gurgaon (shock absorbers)

 TÊXTIL

> Amartex
> Didi World of Fashion
> Fashion Express
> House of Pearl
> Koutons
> Orient Craft

SOFTWARE

> Accenture Services Private Limited
> Adrenalin eSystems Ltd.
> Ariba Technologies India Pvt.
> Aunwesha KnowledgeTechnologies Pvt. Ltd.
> Binary Semantics
> CashEdge
> Catabatic
> Ericsson
> Fidelity Business S
> Hanu Software Solutions
> Hazel Infotech Pvt Ltd
> HCL Technologies Ltd
> Hexaware Technologies Limited
> Hughes Systique
> IBM India Pvt Ltd
> Interactive World
> Interglobe Technology Quotient ITQ
> Kelly Services India Pvt Ltd.
> KLG Systel Ltd
> Kring Technologies
> MAH India
> marketRx, Inc.
> Melstar Information Technologies Ltd.
> Microsoft Corporation
> Microsoft Corporation (India) Pvt. Ltd.
> Nagarro Software Pvt Ltd
> Nortel Networks
> Oracle India Pvt Ltd
> Parsec Technologies Ltd
> Planet PCI Infotech
> Prometric Testing Private Limited
> Quadrant Infotech
> SAP Labs India Pvt.
> Sapient
> SCA Technologies
> Siemens The Siemens Group
> Software Technology Group Inc
> Stellar Information Systems Ltd
> Summit Information Technologies Limited.
> SummitWorks Technologies Inc.
> Sundaram Infotech
> Suvin Technologies Suvin Technologies
> Tata Consultancy Services Ltd
> VARITE INC.
> Venire IT Ltd
> Visesh Infosystems Ltd.
> Wipro Technologies
> Wizie. Com
> Xchanging Technology Services Xchanging

 HARDWARE
> Aksh Optifibre Limited (Cables)
> Alpine Electronics: (Electronics)
> Amdocs
> Deejay Energy (Batteries)
> Flextronics (Electronics, only HQ)
> Huges Software
> Lucent-Alcatel (Electronics)
> Olympia (Electronics)
> Power Electronics (Electronics)
> Rotex (Electronics)
> Samsung (Electronics)
> Schneider Faridabad
> Sony Gurgaon
> Su-Kam (Electronics)
> Zentek Software
> ZTE Corp Manesar (Electronics)

 OUTROS

> Accor (hotel)
> ABB Lummus Global Inc. (automation parts)
> Adani (Transports)
> Atlas Cycles (Bicycle manufacturer)
> Bata Faridabad (Shoes)
> Biogen Idec (Pharma)
> Carrier Gurgaon (air-conditioning systems)
> Concor (Transport)
> DGM India (Media Marketing)
> Eastern Medikit (masks, syringes)
> Express KCS (Editing BPO)
> Frick Faridabad (Fridges, Cooling Systems)
> General Electrics Faridabad (Electro Engines)
> GVK Bioscience (bio research)
> IKEA (furniture)
> INC (biotech)
> Metso (paper machinery)
> Osram (light-bulb manufacturer)
> Pepsi (foods)
> Promed (Pharma)
> Ranbaxy (Pharma)
> Retreat (Bio-Gas)
> Saint Gobain Diamant Ltd. (stone cutting tools)
> Samsonite (Suitcase)
> San Jose Mercury Press (Media)
> Strabag (metro construction)
> Stryker Gurgaon (Medical Devices)
> TCI (transport)
> Tupperware
> Uppal/Luxor Group (Real Estate, SEZ)
> Whirlpool Faridabad

 VIVA A LUTA DA CLASSE OPERÁRIA MUNDIAL!

 ABAIXO A DETERIORAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE VIDA DO TRABALHADOR!


 #WorkersStrikesBack
 #Sept2StrikeHard
 #indiastrike
 #strikehard